segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dia de Yemanja - 15 de Agosto


ODÔIA IEMANJÁ! ODOFEIABÁ!

Odoiá, Odoiá, Iemanjá
Rainha das Ondas, sereia do mar.
Como é belo seu canto, senhora!
Quem escuta chora, mãe das águas,
do oceano, soberana das águas.
Dê-me sucesso, progresso e vitória.
Abra meus caminhos no amor e cuide de mim.
Que as águas sagradas do oceano lavem minha alma e meu ser.
Abençõe, mãe, minha família e meus amigos.
Permita que o amor seja nossa maior fonte de energia.
Sou suas águas, suas ondas, e a senhora cuida dos meus caminhos.
Iemanjá, em seu poder eu confio.

 

         Dia 15 de Agosto comemora-se o dia de Nossa Senhora da Glória que é sincretizada com Iemanjá na Umbanda (de acordo com o calendário oficial de Umbanda).

É o único Orixá que tem sua imagem própria nos Altares, dispensando o sincretismo como acontece com os demais Orixás: Uma bela Mulher, saindo das águas do Mar, com vestimenta em Azul Claro, com o Colo Nu, espargindo estrelas de ambas as mãos.

Na verdade, a data comemorativa para Iemanjá varia de região para região, sendo tanto em 15 de agosto, quanto em 02 de fevereiro, 08 de dezembro, ou ainda, na passagem do ano.
No Rio de Janeiro, revencia-se a Mãe d´Água em 15 de agosto. Em São Paulo, a maior comemoração é no dia 08 de dezembro, na Praia Grande.
Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 02 de fevereiro, dia de Nossa Senhora da Candeia, uma das maiores festas do país em homenagem à Rainha do Mar. A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.

Em 08 de dezembro, ocorre a festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia, padroeira da Bahia. Nesse dia, feriado municipal em Salvador, também é realizado, na praia da Pedra Furada, no bairro do Monte Serrat (também chamado Boa Viagem), a festa do presente de Iemanjá, manifestação popular que tem origem na devoção dos pescadores locais.

No Rio Grande do Sul a comemoração é no dia 02 de fevereiro, onde, Iemanjá é sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes. As cerimônias são comumente feitas à beira-mar, no litoral gaúcho. A imagem da santa vai até o porto, onde as embarcações param e são recepcionadas por devotos que carregam a imagem de Iemanjá. Também ocorrem em rios, como em Porto Alegre (Rio Guaíba). Em Santa Catarina, é realizada anualmente no dia 02 de fevereiro, na Praia Central de Balneário Camboriú a Festa em homenagem a Iemanjá. 

Na capital da Paraíba, a cidade de João Pessoa, o feriado municipal consagrado a Nossa Senhora da Conceição, 08 de dezembro, é o dia de tradicional festa em homenagem a Iemanjá.

O Orixá Iemanjá sincretiza com diversas representações de Nossa Senhora, por representar a grande mãe, provedora e que acolhe os filhos em seus braços, assim como Nossa Senhora sempre acolheu seu filho, Jesus. Também conhecida como Senhora da Coroa Estrelada ou Janaina (do tupi-africano) é a deusa do mar e protetora das mães e das esposas

No candomblé Iemanjá é mais conhecida como Yemonja que quer dizer mãe cujo os filhos são peixes, é a senhora do rio Ógún. A mulher de Oxalá e mãe de Ogum, Oxossí, Xangô e Exu, filha de Olocum a senhora do mar.

Por isso mesmo, Iemanjá e símbolo da personalidade feminina, da beleza e da reprodução. Na natureza, liga-se às águas do mar (conhecido também como calunga grande). Rege também todas as substâncias que se encontram no fundo dos mares. É, também, na vibração de Iemanjá que atuam as famosas sereias e as ondinas, seres elementais da Natureza.

Nessa linha, apresentam-se todas as iabás (orixás femininos), Oxum, Nanã, Iansã, Obá, e outras. Iemanjá é a energia geradora, representa a mãe do Universo. Quando incorporadas, as entidades dessa linha gostam de trabalhar com água do mar, expressando-se de forma serena. Fazem uso da mecânica de incorporação emitindo sons que são verdadeiros mantras que são confundidos por lamentos devido a associação do canto das sereias. Nada impede que médiuns homens trabalhem com essas entidades pois todos tem o equilíbrio dentro de si.

Da linha de Iemanjá provêem as Caboclas das águas, doce e salgada, cujas falanges descarregam os terreiros e as pessoas que comparecem aos Templos, limpando fluidicamente o ambiente dos Templos e as pessoas que lá comparecem.

Os Caboclos e os Pretos Velhos evocam as trabalhadoras da linha de Iemanjá com grande freqüência, principalmente nos descarregos e rezas.

Em termos de popularidade, Iemanjá é o Orixá de maior destaque no Brasil, sendo festejado tanto na Umbanda e cultos africanos como suas festas atraem crentes de todas as religiões, como nas oferendas de final de ano nas praias de todo o país.

 
 Arte de Andrew Gonzales

Características: sentimento maternal, afabilidade e doçura; apego à hierarquia, retidão e alguma rigidez; determinação, responsabilidade e força.

Cores: branco transparente. Sua conta é feita de contas de cristal translúcido, transparentes, na Umbanda.

Quando Oferendada: flores brancas (rosas, palmas, crisântemos, etc), champanhe ou água mineral, espelho, perfumes, jóias.

Locais: mar e praia.

Saudação: Odôia! Odôfeiabá! (Salve a Senhora das Águas!)

Dia da semana: sábado

ALGUNS PONTOS CANTADOS:

Mãe d’Água,
Rainha das Ondas,
Sereia do Mar,…
Mãe d’Água,
Teu canto é bonito,
Quando faz luar,…
Auê, auê, Yemanjá !…
Auê, auê, Yemanjá !…
Rainha das Ondas,
Sereia do Mar. (bis)
Como é lindo o canto de Yemanjá,
Faz até o pescador chorar,
Quem escuta, a Mãe d’Água, cantar…
Vai com Ela p’ro fundo do mar.

********************
Vem sobre as ondas do mar,
O veleiro do senhor,
Estava na beira da praia,
Quando o veleiro atracou,
Ela é a Rainha do Mar,
É Yemanjá quem chegou,
Ela vem brincar na areia,
Vem do mar essa linda sereia.

********************
Eu fui lá na beira da praia,
Para ver o balanço do mar,
Eu vi um retrato na areia,
Me lembrei da Sereia,
Comecei a chamar,…
O Janaína, vem, vem,
O Janaína, vem cá,
Receber estas flores,
Que eu venho te ofertar. (bis)
Brilha, brilha, as ondas no mar…
Brilha, brilha, as ondas no mar…
E nas ondas eu vejo,
Nossa Mãe Yemanjá,
Rainha do Céu, da Terra e do Mar. (bis)
E o mal deste(a) filho(a),
As ondas vão levando,
Conchinhas rolando,
Sereia cantando,
E a Yemanjá,
Eu vou saravando. (bis)
Ó doce Iába ! Ó doce Iába !

**************************
Ó que barco tão lindo!…
Que vem sobre as ondas do mar!…
Ele trás as vibrações,
De nossa Mãe Yemanjá!…(bis)
Yemanjá! Yemanjá!
Ela é a Rainha do Mar! (bis)
Ó doce Iába !
Ó doce Iába !
Brilhou, brilhou, brilhou,
Brilhou no mar!
O manto de nossa Mãe Yemanjá!…(bis)
Brilhooouuu!… Brilhou no mar!…
O manto de nossa Mãe Yemanjá! (bis)
Ó doce Iába !
Ó doce Iába !
A marola no mar vai levando…
Yemanjá é que vai navegando…
A marola no mar vai levando…
Yemanjá é que vai navegando…(bis)
Ó doce Iába !
Ó doce Iába !

Por: Lara Lannes - Fonte: www.genuinaumbanda.com.br
Via: http://espiritualizandocomaumbanda.blogspot.com/2011/08/dia-de-iemanja-nossa-senhora-da-gloria.html 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Meditação Andando, Parte 7 - Série Thich Nhat Hanh


MEDITAÇÃO ANDANDO
GUIA PARA A PAZ INTERIOR
de THICH NHAT HANH,
Editora Vozes, 1991.
 
7. Este mundo contém todas as maravilhas da Terra Pura.
Para ter paz, alegria e liberdade interior você precisa aprender a se livrar dos elementos geradores da infelicidade, que são as mágoas e as preocupações.

Antes de tudo, note que este mundo contém todas as maravilhas que você espera encontrar na Terra de Buda. É apenas o véu das mágoas e preocupações que nos impede enxergar essas maravilhas.

Eu sempre acho que gosto mais deste mundo do que gostaria da Terra Pura, porque aprecio o que o mundo oferece: limoeiros, laranjeiras, bananeiras, pinheiros e salgueiros.

Alguns dizem que na Terra Pura existe uma porção de lagos cobertos de flores de lótus, árvores de sete-jóias, estradas pavimentadas de ouro, e que há pássaros celestiais exóticos. Não creio que eu gostaria muito disso. Prefiro não andar em estradas pavimentadas de outro ou prata. Nem mesmo usaria estradas que fossem calçadas de mármore, nesta terra. Estradas de chão batido, ladeadas de prados verdes de ambos os lados, são as minhas favoritas. Adoro pedrinhas e folhas cobrindo o chão. Adoro bosques, regatos, bambuzais e canoas.

Quando era noviço eu disse ao meu mestre: "Se a Terra Pura não tiver limoeiro, eu não quero ir". Ele sacudiu a cabeça e sorriu. Talvez tenha pensado que eu era um jovem teimoso. Contudo, não disse se eu estava errado ou certo. Bem mais tarde, quando entendi que tanto este mundo, quanto a Terra Pura vêm da mente, fiquei muito satisfeito. Fiquei contente em saber que havia também limoeiros e laranjeiras na Terra Pura, com estradas de chão batido e capim verde nas margens.

Aprendi que se eu mantivesse os olhos abertos com atenção e desse meus passos à vontade, eu poderia encontrar minha Terra Pura. Por isso, não deixo passar um dia sem praticar meditação andando.

Curso básico e iniciático em Magia Divina dos Elementais, com Rubens Saraceni, em SP.

 
Convidamos os nossos amigos e leitores do JNU, do Colégio de Umbanda e do Colégio tradição de Magia Divina que têm interesse em aprender magia a participarem do novo grupo de estudos da Magia Divina dos Elementais, um curso básico e iniciático nesse mistério divino que já vem auxiliando a humanidade desde os seus primórdios.

O curso é dividido em aulas teóricas, em iniciações e praticas com os mistérios dos elementais, seres que habitam o nosso planeta, mas em um plano diferente do espiritual humano.
Faça este curso e compreenda os fundamentos do mistério das oferendas, realizadas desde o inicio da humanidade em todas as culturas e religiões existentes na face da Terra.
Rubens Saraceni.
                                                     E-mail:contato@colegiodeumbanda.com.br

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Meditação Andando, Parte 6 - Série Thich Nhat Hanh


MEDITAÇÃO ANDANDO
GUIA PARA A PAZ INTERIOR
de THICH NHAT HANH,
Editora Vozes, 1991.
 
6 - Terra Pura é esta em que vivemos.
Estou certo de não ofender a Buda ou a Deus se contar um segredo: se você conseguir dar passos cheios de paz e livres de ansiedade enquanto caminha sobre esta terra, não haverá necessidade de você ir para a Terra Pura ou para o Reino de Deus.

Por uma simples razão: tanto Samsara como a Terra Pura são criados pela mente. Quando você está em paz, livre e alegre, Samsara se transforma em Terra Pura e você não precisa sair de onde está.

E, então, mesmo que eu tivesse poderes sobrenaturais, não precisaria usá-los.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O INGREDIENTE SECRETO DA MAGIA


A CIÊNCIA CÓSMICA SAGRADA

Magia é uma Ciência Sagrada que baseia-se na manipulação de energias naturais invisíveis - portanto extrafísicas – com os objetivos mais variados. Um estudante de magia, pelo menos em tese, deveria aplicar todo seu esforço na busca pelo conhecimento da interação entre as energias da natureza, os homens e todos os seres vivos, já que a manipulação consciente das energias naturais acontecem pela correta aplicação das faculdades psíquicas e espirituais do assim chamado mago.

MACUMBA:

No conceito coloquial ou popular macumba seria também magia, mais ligada ao que costuma ser chamado de ebó, feitiço, despacho, coisa-feita, mironga, mandinga. Essa não é uma definição correta, pois, o significado dessa palavra difere e muito do conceito popular aplicado.

A primeira definição de macumba que se encontra em qualquer dicionário é de: antigo instrumento musical de percussão, espécie de reco-reco, de origem africana, que dá um som de rapa (rascante); e Macumbeiro é o tocador desse instrumento.

Popularmente, a palavra macumba também é utilizada para designar genericamente os cultos nas religiões com origem afro-brasileiras como a Umbanda por exemplo. Nesse contexto, tais instrumentos são utilizados nos rituais específicos da religião.

Faz-se necessário essa breve explanação para que o leitor entenda que o sentido original de Magia e Macumba em uma utilização mais popular, são os mesmos, ou seja, manipular forças ocultas ou extrafísicas da natureza.

DEFINIÇÕES:

A etimologia da palavra Magia provém da Língua Persa, magus ou magi, que significa sábio. Da palavra "magi" também surgiram outras tais como "magister", "magista", "magistério", "magistral", "magno", etc.

Procurando resumir os objetivos e benefícios que sempre foram buscados através da magia, podemos sintetizá-los basicamente em dois:

1 – Estabelecer o contato com os aspectos ocultos e invisíveis do universo, que nesse caso mais especificamente podemos entender como uma tentativa interminável de entender o Grande Mistério da Vida em especial sobre seus aspectos Divinos.

2 – Obter ganhos no sentido amplo da palavra, como conquista de objetivos pessoais, coletivos, curas, prosperidade, harmonia, conhecimento, sabedoria, abertura de caminhos. Em outras palavras, podemos considerar como a busca pela conquista de mais poder em diversos segmentos e aspectos da vida em todo o seu contexto.

TODOS FAZEMOS MAGIA!

Todo ser pensante é um mago! Além disso, um mago não é alguém que faça o mal ou que necessariamente esteja sintonizado a valores morais deturpados. Mago é qualquer ser que aplica sua vontade pessoal (intenção) somada a seu pensamento focado, na direção de algum objetivo ou propósito.

Nesse esclarecimento é bom que entendamos que um padre é um mago, um pastor, um monge, um espírita, um reikiano, um psicólogo, um cético, um político, um executivo, uma dona de casa, eu, você... Todas as pessoas que se dedicarem a concentrar um pensamento e uma vontade na direção de algum objetivo, estarão fazendo magia. O que define o tipo de magia é a maior ou menor aptidão do mago, bem com o seu padrão moral. Se os objetivos forem egoístas, sintonizados com os valores deturpados ou destituídos de moral, então teremos a produção da magia negra. Por outro lado, se os objetivos forem altruístas, voltados ao bem maior e sintonizados nos padrões morais mais elevados, então teremos a representação exata da magia divina, magia de luz ou magia branca.

QUAL MAGIA VOCÊ FAZ, BRANCA OU NEGRA?

Como controlamos esse processo?

Controlando e melhorando o que somos e o que pensamos, entre outras palavras, “orando e vigiando”!

A magia é manipulação de forças mentais aliadas à vontade de cada ser, ou seja, é a resultante da energia da intenção somada a do pensamento. Dessa forma, todos somos magos!

O termo mago pode até não agradar muitas pessoas, contudo, precisamos deixar claro que ele serve para denominar todo ser humano que foca um pensamento e um desejo no sentido de realizar seus objetivos.

No passado, em antigas escolas de mistérios de civilizações que se destacaram na história da humanidade, um seleto grupo de pessoas foi submetido a rigorosos treinamentos no uso da magia nas suas mais diferentes variações e linhagens. Quando os ensinamentos dessas antigas escolas foram utilizados para o Bem Maior, o homem produziu incríveis benefícios para a humanidade. Quando esses mesmos ensinamentos caíram nas mãos de pessoas egoístas e ainda despreparadas para entender os ensinamentos do Cristo, então grandes atrasos conscienciais se instalaram, além de grandes conflitos com grandes proporções.

Atualmente, grande parte da população tem a crença que quem faz magia é do mal e quando ouvem essa expressão, imediatamente entendem que o termo só é utilizado por seres ligados ao universo maligno.

Quando você reza, você faz magia! Quando um casal planeja gerar e criar um filho, faz magia! Quando você sonha com um novo carro e mais tarde conquista, faz magia! Quando você reclama da vida, se lamenta e critica tudo ao seu lado, faz magia! Quando você assiste o noticiário policial e sofre com as ocorrências e crimes, faz magia! Quando fala mal de outra pessoa, faz fofoca, faz magia!

Quando você faz sexo casual apenas com o foco em saciar desejos mais primitivos, faz magia! Quando você faz amor com a pessoa amada, que é de um relacionamento estável e sincero, faz magia! Quando você deseja o mal de outros, faz magia! Quando deseja o bem de outros, faz magia! Quando mantém seu pensamento negativo, faz magia!

Tudo é magia, entretanto se é branca ou negra, quem define é a pureza, o amor da intenção e a base moral do mago! Essa é a lei, esse é o ingrediente secreto da magia.

O que determina a força maior ou menor de uma magia é atenção focada ao objetivo. Quanto mais atenção ao assunto, quanto mais concentração mental e dedicação, maiores, mais intensos e mais precisos serão os resultados. Atualmente remanescem muitos estudos com o objetivo de busca de conhecimento acerca do termo, entretanto ainda existem aqueles indivíduos que insistem em exercer a magia com objetivos egoístas, insensatos ou até malignos. Para esses, que fique o alerta que no universo nada passa despercebido e que cada um colhe o que planta.

Mas não podemos nunca generalizar - pois esse é o grande erro da humanidade - já que incríveis curas e feitos foram alcançados pelo poder da magia. Então que tenhamos consciência que somos todos magos e que devemos focar nossos atos no sentido do Bem Maior, fazendo ao próximo somente o que queremos que nos seja feito!

SER FELIZ OU TRISTE É RESULTADO DE MAGIA

Ter saúde, alegria e plenitude é resultado de magia branca feita por nós mesmos, somada as que aceitamos de terceiros!

Ter doenças, depressões, mágoas, medos, inseguranças e neuroses é resultado de magia negra feita por nós mesmos, somada as que aceitamos de terceiros!

Dedicação, atenção e esmero são os aditivos necessários para a magia, mas o ingrediente especial é o Padrão moral do indivíduo, pois só ele é quem determina se a magia será branca ou negra. Muitos estão fazendo magia negra sem perceber, porque estão alienados!

Que Deus nos ilumine e nos dê discernimento para que não sejamos nenhuma dessas pessoas!

É válido refletir.

por: Bruno J. Gimenes

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

MAGIA NA UMBANDA


A umbanda é magia: magia não é privilégio de ninguém. Magia é a arte de manipular a natureza criando campos de força. E é exatamente isso que fazem os Guias nos Templos Umbandistas. Juntam elementos para criar, desde um simples patuá, até uma enorme energia positiva para destruir outra da mesma intensidade, criada por espíritos malignos. Magia não tem receituário nem dicionário. Magia é magia. Apenas é lamentável o mau uso do termo magia.

Todas as pessoas que trabalham na Umbanda são pequenos magos. Uns conscientes e outros inconscientes, mas, direta ou indiretamente, praticam a magia. Por ignorância tem gente matando cabritos, comendo carne crua e alguns, pasmem, praticando a magia do sexo, esta a mais burra e inexistente magia. São pessoas desorientadas e pervertidas usando o nome da magia para saciar seus instintos grotescos. Isto nada tem a ver com a verdadeira magia e muito menos com a Umbanda. Os Guias são sábios magiadores do BEM.

Magia do álcool

A cachaça, o vinho, a cerveja e etc..., têm função magística. No plano astral, servem para fins que fogem, na maioria das vezes, completamente à nossa compreensão. Pela volatilidade do álcool, apresenta eterização para desintegrar morbos e campos de forças mais densos. Espírito não vem no terreiro para beber. Um Exu Senhor Tranca Ruas das Almas, inquirido sobre a necessidade do espírito beber respondeu: - “se quisesse beber não viria nos terreiros. Iria freqüentar os bares onde vivem os alcoólatras e lá arranjaria um copo-vivo (ermo usado para aqueles que são dominados por espíritos viciados em bebida).

Aqui vale um ensinamento. No mundo espiritual existe o principio da lei dos semelhantes, ou seja, o semelhante atrai o semelhante. Todo homem embriagado quase sempre está acompanhado de um espírito semelhante. O grande problema é que, como o espírito não pode ingerir a bebida, ele aspira, para sua satisfação, a emanação do álcool, razão pela qual o bêbado (copo-vivo), ingere enormes quantidades de bebida. Uma parte para ele e outra para o espírito. Interessante que esses espíritos protegem o seu doador, bem como nós fazemos com o copo que nos serve para beber água, mas quando não mais lhe serve, abandona a criatura em estado deplorável.

Magia da fumaça

Todas as religiões do mundo usam a fumaça como depurador das energias. A defumação é sagrada e consagrada pelo mundo inteiro, desde os monges tibetanos até os padres católicos. O turíbulo do Guia é o charuto, o cachimbo ou o cigarro.... Faz parte da cultura indígena e, por extensão, da umbanda. Não devemos confundir a fumaça do charuto com a defumação através de ervas ou bastões cheirosos. Ambos têm funções importantes na religião, mas são usados de forma diferente. Não devemos esquecer os vários tipos de fumaça usadas pelos espíritos. Além do charuto, o cachimbo do preto-velho, o cigarro comum das pombas-gira e alguns exus, também produzem o mesmo efeito.

Aqui cabe a mesma consideração, espíritos guias não fumam. A fumaça que se eteriza é que tem função magística...

Magia do som e do movimento

A música foi feita para as pessoas se amarem. O som mexe nossos sentimentos. E também fazia parte da cultura dos índios. É um mântra. Mas não é só isso. O som repercute no éter. Ele vibra. A fala mansa domina e a fala grosseira irrita. Ele tem um equilíbrio, regulando nossas emoções. Quando ouvimos uma música forte, sentimos força interior. Ficamos mansos e dóceis ao som de uma música suave. Quem não se lembra da suavidade da canção de ninar docemente cantadas por nossas mães? E quem não se lembra dos sustos e medos passados na infância por gritos histéricos de alguém? Imaginem estarmos sentados à beira de um rio, olhos fechados, ouvindo o gostoso barulho da água formando pequenas marolas, ainda premiado com o canto de um sabiá e outros pássaros e uma pequena brisa nos refrescando. É um sentimento ligado ao som e ao movimento. Agora estamos voltando para casa. Os carros em sentido contrário fazendo o ruído na janela, a buzina dos apressados motoristas tentando a ultrapassagem, com o som ligado em volume máximo, tocando um pagode imoral desses conjuntos comerciais ou as barulhentas guitarras dessas bandas histéricas. Nossas emoções, com certeza, serão diferentes.

O movimento tem o mesmo efeito do som. Reparem que um andar seguro, calmo e firme transmite uma personalidade segura. Um andar desordenado e atabalhoado agita as energias em sua volta. Vejam um exército marchando. O garbo dos soldados emociona a todos. Falei do andar. E a dança! Quantos efeitos ela causa. Quando se fala em espiritualidade nosso parâmetro é Jesus Cristo. Jesus era um homem sereno, de andar firme, gestos harmoniosos e voz suave, pausada e clara, o que em absoluto me faz pensar fosse um homem triste. Ao contrário, imagino tenha sido um homem levando sempre um sorriso a todos, mas nunca deve ter dado uma gargalhada. Nas suas caminhadas não devia cansar, pois seus passos deveriam ser firmes e uniformes, sem jamais correr. Se alguém me perguntasse qual o movimento mais equilibrado que pudesse conceber, responderia, sem hesitação: o levantar do braço de Jesus Cristo acompanhado de sua firme voz.

Assim devem ser os Pontos Cantados e as danças na Umbanda. Se os pontos não forem cantados dentro da sua harmonia, com a mentalização sagrada e religiosa de quem vibra mentalmente nas irradiações dos Orixás e Guias, se tornam um amontoado de sons, sem repercussão magística. É necessário que os pontos sejam mântras, cantados com respeito, amor e vibração. Não se trata de formar um coral ou de se fazer uma apresentação vocal. Trata-se de concentração, respeito e amor naquilo que se está fazendo: invocando, louvando e irradiando caritativamente as vibrações sagradas ou Guias de Trabalho da Umbanda.

O mesmo podemos dizer da dança, que deve ser invocatória, harmonizada pelos gestos às vibrações invocadas. Isto acontece na maioria dos ritos religiosos, principalmente no Oriente. Canto e dança no louvor e invocação do sagrado.

Magia da guia

A guia é um elemento de ligação entre o médium e o espírito ou vibração. Imanta-se um campo de força nela centralizado, criando uma eficiente proteção contra eventuais energias negativas.

Ela se torna um pára-raios, ou melhor, um pára-energias. Às vezes ela arrebenta pela atração de energias negativas e forte. Essa pequena guia serve para o médium, como para invocar e atrair energia negativas, num ato de caridade em relação aos outros. Elas devem ser fechadas com duas firmas que concentram a polaridade positiva e negativa. Poderão ter, presas, uma cruz de aço, ou outro emblema ou ponto riscado dado pelo seu Guia, ou Guia da casa em que você trabalha.

A guia deve ser feita de acordo com a vontade do Guia que a solicite. Guia não é colar e, muito menos, enfeite. Existem vários tipos de guias. As guias dos orixás do médium, que são feitas com contas da cor cultuada pelo terreiro. São contas de cristal ou louça, e suas miçangas podem ser distribuídas com bom gosto. Mas jamais exageradas ou grande. Deve ser usada pendurada no pescoço e nunca atravessada no ombro, pois isto é coisa para quem tem cargo e assim é determinado. Atravessar Guia simboliza chefia. As guias podem conter sementes de capiá, também conhecida como lágrimas-de-Nossa-Senhora, outras sementes como coronha (olho-de-boi), bambús, olho de caboclo, conchas e outros elementos marítimos e até penas coloridas, tudo de acordo com a solicitação da entidade, autorização do Templo e conforme a sua origem.

Os pretos-velho, normalmente, são mais simples em suas guias. Gostam de muita simplicidade e preferem a guia inteira de sementes de capiá e poucos elementos.

Magia do ponto riscado

A sagrada grafia dos orixás serve para identificar o espírito comunicante, para chamar falanges e construir campos de força.

Através do Ponto riscado a Entidade se identifica e cria o campo energético de trabalho da sua vibração. Quando uma Entidade risca o ponto ele exerce uma atividade magística de identificação, para o campo astral, de suas ordens e comandos de trabalho (se identifica), pede licença para trabalhar dentro dessa vibração e mantém o pólo magnetizador que atrai energias pesadas, neutralizando-as e envia energias saudáveis ao consulente.

Os Pontos riscados são também usados na invocação das Vibrações dos Orixás e para a formação das Mandalas magísticas de trabalho em prol da caridade.

Magia do ponteiro

Os antigos magistas já usavam a espada como elemento de grande importância em seus trabalhos de magia. Na verdade a ponta do aço é usada para explodir campos negativos de forças. Quando fincado, ele firma a magia, ou seja, firma o ponto. Todos os espíritos, na umbanda, fazem uso do ponteiro. É difícil identificar suas intenções quando "batem os ponteiros". Mas batem, e batem muito bem.

Magia do Templo Umbandista

O Templo Umbandista é a casa santa dos umbandistas. Nele se concentram todas as energias dos Orixás e Guias. Suas firmezas, o Congá, o Santuário, a Casa dos Exus, o respeito dos freqüentadores.

É o lugar onde cultuamos e desenvolvemos nossa espiritualidade através do emocionante encontro com o mundo dos espíritos, o outro lado da vida, a nossa Aruanda.

Magia da Disciplina e da Hierarquia

Uma pessoa muito culta me disse um dia: "gostei muito da Umbanda. Lá todos são deuses, ou seja, todos têm condição de fazer o milagre." A hierarquia na umbanda é respeitadíssima por todos os participantes. O pai (Babalorixá) dita as regras e a filosofia da casa, os pais e mães-pequenos são seus auxiliares diretos, as Ekédis cuidam da gira e dos médiuns e os ogans cuidam da disciplina e do conjunto de instrumentos usados no terreiro. Sobre a obediência à hierarquia o Caboclo das Sete Encruzilhadas disse: quem não sabe obedecer, jamais poderá mandar. Este conjunto de respeito forma a união e a integridade mágica da casa espiritualista de Umbanda. Sem disciplina rígida e séria uma Casa de Umbanda não prossegue seu trabalho sob os auspícios da Espiritualidade Superior. O que parece, às vezes, exagero do Pai ou Pais e Mães pequenos no sentido da manutenção da disciplina, do respeito ao terreiro e aos Guias, do respeito à hierarquia constituída, da não permissão de fofocas ou conversas fúteis, constitui-se, na verdade, no grande para-raio ou entrave à entrada de espíritos obsessores, zombeteiros, mistificadores que, em nome de uma suposta caridade sentimentalóide e adocicada, atuam criando confusões, brigas, desentendimentos, desânimos e queda da Casa Umbandista. Todo cuidado é pouco. Não importa que agrade ou desagrade. Quem tem o espírito de amor e busca um Templo sério e a verdadeira espiritualidade, que conduz à evolução, compreende, adere. Caso contrário, é melhor que fique de fora da corrente, pois o orgulho, a vaidade e a ignorância são instrumentos nas mãos dos inimigos invisíveis para a produção de parada ou desmoralização de um Grupo Espiritualista.

Diz André Luiz, pelo médium Chico Xavier que : "Caridade sem disciplina é perda de tempo".

A corrente é a grande força do Templo Umbandista. Na verdade, a corrente merece mais cuidados que as paredes e toda a estrutura física do Templo. Tudo gira em torno dela. Se um elo dessa corrente estiver fraco, pode desestruturar todo o trabalho e dar acesso às energias negativas que, muitas vezes, conseguem prejudicar a vida de muitas pessoas ligadas a essa casa espiritual. Devemos sempre lembrar: "Ninguém é tão forte como todos nós juntos".

Para manter a Corrente sempre iluminada a disciplina tem que ser rigorosa, e o seu princípio está no respeito à hierarquia. O membro da Corrente que não se sinta inserido nesse campo de atividade de acordo com as normas da Casa deve se afastar, pois será melhor para ele, e evitar-se-ão problemas futuros, bem como a possibilidade de entrada de quiumbas por tele-mentalização nesses médiuns desavisados.

Magia do Congá

O Congá é um núcleo de força, em atividade constante, agindo como centro atrator, condensador, escoador, expansor, transformador e alimentador dos mais diferentes tipos e níveis de energia e magnetismo.

É Atrator porque atrai para si todas as variedades de pensamentos que pairam sobre o terreiro, numa contínua atividade magneto-atratora de recepção de ondas ou feixes mentais, quer positivos ou negativos.

É Condensador, na medida em que tais ondas ou feixes mentais vão se aglutinando ao seu redor, num complexo influxo de cargas positivas e negativas, produto da psicosfera dos presentes.

É Escoador, na proporção em que, funcionando como verdadeiro fio-terra (pára-raio), comprime miasmas e cargas magneto-negativas e as descarrega para a Mãe-Terra, num potente efluxo eletromagnético.

É Expansor pois que, condensando as ondas ou feixes de pensamentos positivos emanados pelo corpo mediúnico e assistência, os potencializa e devolve para os presentes, num complexo e eficaz fluxo e refluxo de eletromagnetismo positivo.

É Transformador no sentido de que, em alguns casos e sob determinados limites, funciona como um reciclador de lixo astral, condensando-os, depurando-os e os vertendo, já reciclados, ao ambiente de caridade.

É Alimentador, pelo fato de ser um dos pontos do templo a receberem continuamente uma variedade de fluidos astrais, que além de auxiliarem na sustentação da egrégora da Casa, serão o combustível principal para as atividades do Congá (Núcleo de Força).

O Congá não é mero enfeite; tão pouco se constitui num aglomerado de símbolos afixados de forma aleatória, atendendo a vaidade de uns e o devaneio de outros. Congá dentro dos Templos Umbandistas sérios tem fundamento, tem sua razão de ser, pois é pautado em bases e diretrizes sólidas, lógicas, racionais, magísticas, sob a supervisão da espiritualidade.
TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ

RUA GRAJAÚ, 33  GRAJAÚ  RIO DE JANEIRO/RJ

Tel.: (21) 2571-1690

www.cruzeirodaluz.net – boletim_esp@terra.com.br

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

NANÃ BURUQUÊ

O orixá Nanã Buruquê rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova "vida", já mais equilibrada.

Rege uma dimensão formada pelo elemento água, em forma de chuva, que ao encontrar-se com o elemento terra forma a lama, decantadora e purificadora. Nanã assume o papel de purificadora, decantando a natureza, seja através da chuva que purifica a atmosfera, seja através da lama e dos manguezais purificando a água, seja através das emoções ativas ou paralisadas, decantando e purificando os seres.

Seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres que, quando recebem suas irradiações, aquietam-se, chegando até a terem suas evoluções paralisadas. E assim permanecem até que tenham passado por uma decantação completa de seus vícios e desequilíbrios mentais.

Nanã forma com Obaluaiyê o sétimo Raio de Umbanda, que é a linha da Evolução. E enquanto ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar.

Nanã Buruquê é representada como a grande avó de energia amorosa e feminina, é a Ela que clamamos quando precisamos de nos auto-perdoar e nos libertar do passado.

Ela representa o colo que aconchega acolhendo amorosamente nossas dores para nos ajudar a transformá-las com sabedoria. O Orixá Nanã Buruquê rege sobre a maturidade, portanto está  sempre associada à maternidade (a vida).

Nanã está na Linha da Evolução, um raio  essencial para o crescimento dos seres. O Raio da Evolução, cujo pólo magnético positivo e masculino está o Orixá Natural Obaluaiyê e no pólo magnético negativo, feminino e absorvente está a Orixá Nanã Buruquê, Ela cuida da passagem no estágio evolutivo do ser, adormecendo os espíritos e decantando as suas lembranças com o passado, onde ficam prontos para reencarnarem, Obaluaiyê então, é quem estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno assim que alcançar o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos). Portanto, o campo preferencial de atuação de Nanã é o racional, onde decanta o emocional dos seres, preparando-os para uma nova “vida”. É Ela quem faz esquecer, é Ela quem deixa morrer para renascer.O seu elemento é a lama do fundo dos rios.

Saiba que, na “linha da vida”, encontramos os Orixás atuando através dos seus sentidos e de suas energias, percebemos então, que cada um rege uma etapa da vida dos seres, porém, não podemos ser categóricos sobre um Orixá e seus sentidos, pois, onde se mostra um de seus aspectos, outros estão ocultos, portanto, o que está visível nem sempre é o principal aspecto em uma linha da vida.

Nanã, em seus aspectos positivos e sentidos, está em todos os outros sentidos dos Orixás, mas sem nunca perder suas qualidades “água-terra”.

É festejada  no dia 26 de julho

Sincretismo: Senhora Sant’ana

Saudação: Saluba Nanã (dona do pote da Terra)

Cor Vibracional: Lilás (sabedoria)

Símbolo: Vassoura de palha ou Ibiri (cetro de palha da costa, com talos de dendezeiro e búzios) que ela traz na mão para afastar a morte e purificar a vida.

Domínio Natural: Lama e pântanos

Força Sutil: Hídrica/Telúrica

Elemento: Lama (Água da chuva e terra)

TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ
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