terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A CIDADE ESTRANHA

A CIDADE ESTRANHA

Em um dos constantes desdobramentos astrais ocorridos com o nosso médium maior, durante o sono, Emmanuel conduziu o duplo-astral de Chico Xavier a uma imensa “cidade espiritual”, situada numa região do Umbral. Esta lhe pareceu extremamente inferior e bastante próxima da crosta planetária.

Era uma “Cidade Estranha” não só pelo seu aspecto desarmônico e antiestético, como pelas manifestações de luxúria, degradação de costumes e sensualidade dos seus habitantes, exibidas em todos os logradouros públicos, ruas, praças etc. Emmanuel informou a Chico que aquela vasta comunidade espiritual era governada por entidades mentalmente vigorosas, porém negativas em termos de ética e sentimentos humanos. Eram esses maiorais que davam as ordens e faziam-se obedecer, exercendo sobre aquelas entidades um poder do tipo da sugestão hipnótica, ao qual tais espíritos estariam submetidos, ainda mesmo depois de reencarnados.

Pelas ruas da referida cidade estranha, desfilavam, de maneira semelhante a cordões carnavalescos, multidões compostas de entidades que se esmeravam em exibições de natureza pornográfica, erótica e debochada.

Os maiorais eram conduzidos em andores ou tronos colocados sobre carros alegóricos, cujos formatos imitavam os órgãos sexuais masculinos e femininos.

Conclusão

É elementar, e poucos ignoram que a História da espécie humana apresenta-se pontilhada de períodos de grandes crises, seguidos de fases de prosperidade e reequilíbrio. É semelhante a uma sucessão de ciclos que se desenvolvem como uma espiral em constante ascensão. Há um lento progredir, apesar dos episódios negativos. Provavelmente os Planos Superiores da Espiritualidade velam pela humanidade, dosando sabiamente os "ingredientes" injetados na corrente da vida. A par dos espíritos rebeldes, reencarnam também aqueles que lutam pelo bem, pela Ciência e pelo aperfeiçoamento do homem. Não percamos a esperança.

(Hernani Guimarães Andrade, janeiro de 1990).

Trecho do Livro "Lições de Sabedoria" - Marlene Nobre - Item: " RETORNO DOS HABITANTES DA CIDADE ESTRANHA " - FE Editora Jornalística Ltda.
 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O CARNAVAL AOS OLHOS DE UM ESPÍRITO

Procissão de Carnaval (século XIX), pintura de Adrien Moreau.

Atrás do trio elétrico TAMBÉM vai quem já morreu!
(Paródia da canção Atrás do Trio Elétrico, de Caetano Veloso)
***
... Só a alma da turba consegue o prodígio de
ligar o sofrimento e o gozo na mesma lei de fatalidade, só o povo diverte-se não esquecendo as suas
chagas, só a populaça desta terra de sol encara sem pavor a morte nos sambas macabros do Carnaval.

[RIO, João do. Cordões. In: A alma encantadora das ruas: crônicas. São Paulo: Martin Claret, 2007, p. 133] 

(...) Estamos na semana de carnaval na terra.

As ondas vibratórias inferiores de desejo e sexualidade se expandem de tal forma, que temos de desenvolver um escudo energético de proteção, para que não sejam atingidos os hospitais e as Colônias próximas à crosta. (...).

Infelizmente, em nosso querido país, o Coração do Mundo e Pátria do Evangelho, tornou-se uma tradição nefasta. Pessoas do mundo inteiro são atraídas para cá, em busca de diversão e sexualidade.

É com tristeza que verificamos que a festa do carnaval, com o tempo, foi se tornando cada vez mais apelativa e contrária aos bons costumes.

(...) Acompanhe-me e poderá vislumbrar singular fenômeno vibratório que envolve a Terra neste período do ano.



(...) Alcançamos determinada altitude que nos permitia divisar a curvatura da Terra e os contornos do nosso país. (...) para minha surpresa, verifiquei que, em vez da tonalidade azulada que normalmente envolvia a Terra, apresentava-se naquele instante, uma coloração diferente. Nuanças de vermelho escuro irradiavam-se, envolvendo grande parte do continente, notadamente na região em que se localizava o território brasileiro.

(...) Em regiões de conflito e guerra, os sentimentos de ódio, dor, morte, angústia e sofrimento, provocam a expansão, para além da estratosfera, das vibrações em formas agressivas e pontiagudas, de coloração vermelho escarlate, que se fazem sentir nos planos próximos da crosta terrestre, na região em que se desenrola o conflito. 

O Brasil não vive nenhum conflito bélico, mas as vibrações emitidas pelas sensações inferiores do ser humano, em forma coletiva, encontram ressonâncias no plano do astral inferior, que tomam de assalto a crosta neste período. Como conseqüência, as vibrações das sensações materiais e inferiores dos sentidos humanos formam também uma nuvem espessa e densa, que envolve as regiões onde o carnaval vive a sua plenitude.

Desfile de Carnaval com Figuras Mascaradas (século XVII-XVIII), 
pintura de Pierre Bergaigne.

(...) Eu observava admirado as regiões em que a folia de carnaval se fazia mais intensa. Aqueles locais se revelavam, à nossa vista espiritual, envoltos em densa neblina escura e em vibração de baixo teor.

(...) Tentei concentrar-me, por breves instantes, em determinada cidade, que vivia naquela noite, o ponto máximo da explosão carnavalesca. Breves instantes, mas o suficiente para sentir uma atração forte e agressiva, qual poderoso ímã, despertando-me sensações da libido e desejos carnais incontroláveis, como um chamamento apelativo e irresistível. Senti-me momentaneamente, sufocado, mas com esforço, repeli de imediato aqueles chamamentos em forma de instintos primitivos, mudando meu campo vibratório para libertar-me daquela perigosa e envolvente sintonia.

(...) Agora posso dizer que, mesmo aqueles que já têm o hábito da vigilância e da oração, e buscam o caminho reto, terão imensas imensas dificuldades para se manterem imunes ao terrível envolvimento.

Quanto à criatura humana invigilante, não há defesa; facilmente será arrastada pelo violento turbilhão dos instintos inferiores, particularmente se, no íntimo, ela também se compraz em viver essas sensações!



(...) Não podemos olvidar os apontamentos de João Evangelista, quando nos alertou no livro do "Apocalipse" que, no final dos tempos [não o fim do mundo, mas a passagem evolutiva do nosso planeta do estado de 'provas e expiações' para 'regeneração' ], as forças do mal [espíritos moralmente inferiores que insistem em permanecer em tal estado] seriam soltas; elas viriam cheias de fúria, pois sabiam que lhes restava pouco tempo [reencarnarão em mundos menos evoluídos] e que, permitido fosse, até "os escolhidos" seriam arrastados, tal a força do magnetismo primitivo que faz com que aflore em cada um os instintos inferiores.

(...) Segui em direção ao Rio de Janeiro; naquele momento regurgitavam nas avenidas os blocos e escolas em desfile faraônico.
Palhaços de Carnaval (século XVII), pintura de Willem Cornelisz Duyster.

(...) Notei nas ruas a presença de espíritos das mais diversas categorias: desde os desorientados (agora mais desorientados ainda!), zombeteiros, galhofeiros, brincalhões que serviam àqueles que comandavam a turba desencarnada, para atingir seus propósitos. Por toda parte, era flagrante a presença maciça de irmãos menos felizes que se misturavam com a turba encarnada. 

Três Bufões do Carnaval (gravura de 1642).

(...) Saímos para as avenidas onde desfilavam as escolas. Apesar da beleza aparente, o que se escondia por trás das fantasias, alegorias e do rufar dos tambores e tamborins, eram quadros preocupantes de espíritos desequilibrados, que encontravam material farto e abundante para materializar seus desejos inferiores em consonância com maioria da platéia.

(...) A noite já avançava madrugada a dentro e em breve o sol estaria novamente retornando, para espantar as trevas, inundando o planeta de alegria e de luz. Elevamo-nos ao espaço, deixando para trás o barulho ensurdecedor da folia carnavalesca.

(Partes do texto do Espírito Irmão Virgílio. Médium Antônio Demarchi, com adições)
Fonte: http://jensoares.blogspot.com.br/p/o-carnaval-sob-visao-espirita.html

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Conselhos do Céu

Em reduzido grupo íntimo, numa sessão de estudos doutrinários e prática mediúnica, alguém sugere que se fale do carnaval.

- É uma festa perniciosa – comenta o senhor Cerqueira (...) (...) autêntica loucura coletiva.

- Ora, ora, não exageremos – responde um dos companheiros – afinal, é uma festa do povo.

(...) Pela psicofonia mediúnica manifesta-se Celino, dedicado orientador do grupo:

- (...) Devemos considerar (...) que em base de simples argumentação, sempre conseguiremos justificar, perante nós mesmos, qualquer comportamento, seja o adultério, a violência, a injúria, a mentira, a guerra e também o carnaval. (...) Por isso, muito mais importante de que deve ou não fazer, é o nosso empenho em nos ajustarmos aos padrões éticos do Evangelho, que exprime, em síntese, o comportamento mais adequado.

(...) Então (...) (o) interesse será aproveitar melhor as horas de folga desses dias, seja emprestando seu concurso numa entidade socorrista, seja compondo uma equipe de trabalho a famílias necessitadas, seja participando de grupos de estudo em torno de problemas comunitários, sociais ou doutrinários...

Essas iniciativas lhe permitirão, de uma forma muito mais eficiente, superar tensões, sem os riscos da inconseqüência, e de desfrutar de alegria autêntica, sem dramas de consciência e sem ressacas na quarta-feira.

(...) Toda discussão envolvendo problemas de comportamento não modificará um centímetro nossas tendências, enquanto não partirmos para o campo decidido da ação.

Se o Evangelho é o guia de nossas vidas, não percamos tempo discutindo se devemos ou não participar dos festejos de Momo.
(Partes do texto de Richard Simonetti, do livro “Temas de Hoje, Problemas de Sempre” - o título foi adicionado aqui)

Duelo após o Baile de Máscaras (1857), 
Pintura de Jean-Léon Gêrome. 
Hermitage, São Petersburgo (Rússia).
 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Carnaval


Irmã, você nos consulta
Se, acaso, existe algum mal
Em ver por fora e por dentro
A festa do carnaval.
Nunca esperei tal pergunta
Nem sei dizer sim ou não,
Porquanto, estando entre os homens,
Quis sempre ser folião.
Ir ver a festa somente,
Acompanhar a arrelia,
Pode ser refazimento
Na carência de alegria.
Carnaval? De modo algum
Importa que você vá;
Apenas é bom saber
O que você quer por lá.

(Poema do Espírito Jair Presente, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, no livro “Ponto de Encontro”)

Quem gasta o tempo consagrando todas as forças da
alma às fantasias do corpo, esquecendo-se de que o corpo deve permanecer a serviço da alma, cedo esbarrará na perturbação, na inutilidade ou na sombra.

(Trecho da obra “Vinha de Luz”, do Espírito Emmanuel  
pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier)

Os ingredientes que excitam a mente, o corpo, a emoção, devem ser evitados por ti. As melodias suaves, na boa música, harmonizam, enquanto outras, programadas para a luxúria e a violência, desassossegam, alterando o ritmo nervoso. As leituras edificantes instruem e educam da mesma forma que as extravagantes e sensuais corrompem e alteram a escala de valores morais para pior. As conversações sadias levantam o ânimo, quanto as vulgaridades relaxam o caráter. Poupa-te à onda de indignidade que toma conta do mundo e das pessoas.

(Trecho do livro “Vida Feliz”, do Espírito Joanna de Ângelis pela mediunidade de Divaldo Pereira Franco)
Está se aproximando o período carnavalesco, onde uns se divertem e outros aproveitam a oportunidade para praticarem atos pouco recomendáveis.

Divertir-se é válido, é necessário; o homem não é tal qual uma máquina que trabalha continuamente. O homem é humano e, como tal, necessita de descanso, necessita divagar...

Independente do período carnavalesco, vamos aprender a nos divertir, de forma válida e proveitosa, porque a vida é para ser vivida da melhor forma possível e nada impede que o homem cresça e apareça para a vida com alegria em seu coração. Nada o impede de ser alegre, comunicativo, brincalhão e, ao mesmo tempo, sério e respeitador.

Viva a vida em sua plenitude, ame e seja amado, respeite e seja respeitado!

(Mensagem do Espírito Alexandre, psicografia de Carlos Mainczyk, em “A Caridade”, Órgão da Congregação Espírita Francisco de Paula - Rio, fev. 2002).
 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A Carne e O Carnaval

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mateus, 26:41).

As palavras de Jesus Cristo a Pedro, no Monte das Oliveiras, foram proferidas quando o Mestre flagrou os apóstolos dormindo. Cristo claramente disse o contrário sobre o que muitas pessoas pensam.

Essas acham que as faltas morais (pecados carnais, segundo a Igreja) são “desculpáveis”, pois, afinal, somos humanos imperfeitos (de carne e osso). Contudo, Jesus afirma que quando o espírito está pronto (é moralmente forte) este supera as limitações e imperfeições do corpo físico e as perturbações de outros espíritos mal-intencionados. Daí surgiu a orientação: orai e vigiai! Pois é um dos recursos para se erigir a “fortaleza espiritual”.

O corpo segue a evolução do espírito e não o contrário, e, também deve ser respeitado por ser instrumento (meio) divino para a evolução espiritual.

Portanto, aqueles que procuram desculpar seus excessos carnavalescos com o velho jargão “o espírito é forte, mas a carne é fraca” não possuem nenhum fundamento para justificar tais comportamentos lamentáveis.
Se o espírito é forte, mais razões possui o indivíduo para manter sua carne (e mente) longe de atos dos quais mais tarde ele poderá se lamentar por tê-los cometido.

Vejamos o que dizem irmãos mais esclarecidos, sobre o assunto:

A paixão é um estímulo evolutivo. Significa nosso envolvimento intenso com o que fazemos ou com quem nos relacionamos. Isso favorece o desenvolvimento de nossas potencialidades intelectuais, morais, emocionais...

Torna-se um mal quando abdicamos do discernimento, da razão, sustentando-a sem proveito real, sem utilidade legítima, comprometendo-nos num comportamento irregular.

(...) Neste contexto, um tema bem atual: o carnaval (...) No Brasil, é uma paixão popular.

Envolve multidões. Boa ou má? Impossível ficar com a primeira opção, quando se observa que, sob inspiração do álcool e das drogas, ali se destacam o nudismo exibicionista, a malícia, a imoralidade, o adultério.

Um comercial de prevenção da AIDS sugere que o folião use preservativo sexual como fantasia. Imagem de mau gosto, mas que revela o clima de promiscuidade que grassa no carnaval. Os registros policiais relacionados com o aumento da criminalidade, de estupros, de acidentes fatais, nesses dias, são alarmantes.

Há quem considere o carnaval (...) a oportunidade de espairecimento, de alívio de tensões. Talvez isso ocorra, mas é preciso analisar as conseqüências.

(...) se associam a esses festejos multidões de Espíritos obsessores.

(...) Talvez pudéssemos evitar esse envolvimento (...) Seríamos então o folião evangelizado, que entra no baile momístico em oração, pensamentos em Jesus. Evangelho na mão, entoando cânticos de louvor (...). Certamente não faríamos boa figura.

Lembramos a afirmativa de Paulo contida na Primeira Epístola aos Coríntios: ‘Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convém.’

Podemos, como espíritas, participar de qualquer atividade mundana. A liberdade é fundamental para que germine a responsabilidade.

(...) O Espiritismo apenas enfatiza a importância de não perdermos tempo, procurando o que nos convém como Espíritos eternos ao que é realmente importante, as experiências proveitosas que nos enriqueçam moral e intelectualmente.

(...) “O Centro Espírita que freqüento está precisando de uma pintura. Aproveitarei os feriados de carnaval. Convocarei os companheiros e, na quarta-feira, o prédio estará brilhando.”

“No bairro onde presto assistência há dezenas de barracos em péssimas condições, faremos um mutirão no carnaval. Vamos ajudar aquela gente.”

Essas iniciativas permitir-lhe-ão superar tensões, sem os riscos da inconseqüência, e desfrutar da alegria autêntica, sem dramas de consciência e sem ressacas.

(Partes do livro de Richard Simonetti, “Quem Tem Medo dos Espíritos”).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O Carnaval sob a Visão Espírita 2

"Os três dias de Momo são integralmente destinados ao levantamento das máscaras com que todo sujeito sai à rua nos demais dias do ano. "

(Espírito Humberto de Campos através do médium Francisco Cândido Xavier, em Novas Mensagens)
Estudando as origens do Carnaval soubemos que essa festa está repleta de sentimentos atávicos inferiores quanto ao comportamento social. A começar pelo próprio nome. Alguns dizem que é fruto de um termo latino que significa “a carne nada vale”, pois que se trata de uma celebração que antecede sobretudo a Semana Santa, período em que seguindo as tradições do catolicismo se deve abster do consumo de carne vermelha (em respeito ao corpo de Cristo). Porém a ‘carne’ em questão é a humana, que é consumida nessa época dentro do contexto da satisfação dos prazeres materiais, ou seja, carnais, de acordo com a errônea idéia popular que diz ‘ser fraca a carne’.

Outros símbolos carnavalescos confirmam tal fato. O Rei Momo, por exemplo, é uma versão moderna da personificação do deus romano Baco, o qual desde aquele tempo era apresentado como sendo um homem obeso vaticinando fartura às colheitas. Também era a alegoria de outros excessos como a gula. O adjetivo ‘gordo’ foi então usado para designar alguns dias do festejo, como Domingo e Terça-Feira Gordas, simbolizando também as orgias “gastro-sexuais” dos bacanais.
Baco (1618-19), de Peter Paul Rubens.

Mômos ou Momus era o nome do deus romano da burla, do sarcasmo e da sátira (inclusive na literatura) e era personificado usando uma máscara e levando à mão um boneco simbolizando a loucura.

No Brasil, o consumo de álcool, drogas, a prática de diversos crimes e sexo irresponsável são incentivados e praticados durante o Carnaval mais do que em qualquer outra época do ano. Não somos contra o uso de preservativos, longe disso, porém a mais segura prevenção é a boa conduta perante o sexo. Há também o assustador número de acidentes automobilísticos nas rodovias, maior parte dos casos produzido pela bebida.

Apesar de toda sofisticação, o Carnaval de hoje continua carregando o primitivismo bárbaro do antigo Entrudo, quando pessoas atiravam nas outras pedras na falta de frutas e na ausência de farinha, cal (que nos olhos pode cegar). Felizmente, como todo comportamento que não acompanha a evolução ética e moral planetária, aos poucos se extinguirá.

Não cabe a nós julgar, proibir ou censurar, mas apenas dar bons conselhos, dos quais os principais são: salvaguardar e não desacompanhar os menores de idade, ser respeitoso e responsável quanto ao sexo, evitar abusos ao álcool, não usar drogas e respeitar o próximo.
 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

CARNAVAL NA VISÃO ESPÍRITA

CARNAVAL NA VISÃO ESPÍRITA

O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.

Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.

A letra da música de Caetano Veloso diz: “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”, mas para os espíritas a letra deveria ser modificada para: “atrás do trio elétrico também vai quem já morreu”, porque o Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, drogas lícitas e ilícitas, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis, doenças, abortos, etc.

Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.

Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando sintonizamos na mesma frequência de pensamento, também obtemos pelo mesmo processo, a ajuda dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada.

Como disse Carlos Baccelli: “Advertiu-nos o apóstolo Paulo: "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém". O mal não está tanto na coisa em si; está em como nos conduzimos dentro dela. O carnaval não seria o que é, se não fôssemos o que somos. É natural a presença do jovem espírita em festas e boates; no entanto, ao adentrar uma casa de diversão, ele não pode deixar lá fora a sua condição religiosa, como se tal condição lhe fosse uma capa da qual ele pudesse despir-se à vontade.”

Então, podemos concluir que, seria bom evitarmos, mas se não for possível, podemos nos divertir, mas nos comportemos como cristãos seja lá onde estivermos. ORAÇÃO e VIGILANCIA é a recomendação sempre atual.

(Compilação de Rudymara retirado do texto da Revista Espírita e do livro Mediunidade na Mocidade de Carlos A. Baccelli)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...