quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

SAUDAÇÕES DE FIM DO ANO

SAUDAÇÕES DE FIM DO ANO

Caro irmão, cara irmã, entramos em sua vida neste instante para lhe desejar que nesta passagem de ano, 2013 / 2014, o Mestre Jesus, nosso Cristo amado, abra suas mãos amoráveis sobre você e derrame as Irradiações Divinas das Sete Sagradas Vibrações Cósmicas.

Que através do amado OXALÁ, a FÉ e a RELIGIOSIDADE, pela vibração Eólica, ilumine sua alma de paz, confiança e segurança.

Que a Mãe YEMANJÁ, na sua vibração hídrica,  irradie, do seu mar sagrada, as divinas irradiações da CRIAÇÃO, GERAÇÃO E RENOVAÇÃO, fazendo de você um novo ser, reluzente, puro e feliz, concretizando seus mais belos desejos.

Que através do querido OGUM, na sua vibração Ígnea, a LEI e a ORDEM se estabeleçam em seu ser, conduzindo-o ao equilíbrio e à ordenança harmoniosa da sua vida. Que IBEJI sopre sobre a sua vida os bons ventos da alegria e do bem.

Que através do Senhor OXOSSI, na sua vibração telúrica, o CONHECIMENTO e o ENTENDIMENTO surjam como luz a clarear seu ser e a destruir as trevas da ignorância, da superstição e da crendice. Que OSSÃE derrame sobre sua vida as energias curadoras e protetoras das Ervas Sagradas.

Que através do amado pai XANGÔ, na sua vibração ígnea elétrica, a JUSTIÇA e a RAZÃO assumam o comando de sua vida, levando ao seu coração o dom  da misericórdia e da compaixão. Que Mãe IANSÃ leve o equilíbrio às suas emoções e energias psíquicas.

Que através da amada mãe OXUM, na sua vibração aquática doce, derrame sobre você os efluxos do AMOR e da CONCEPÇÃO, tornando seus sentimentos puros e instrumentos de felicidade, alegria e vivência plena da amizade e relação sincera com seu próximo. Que OXUMARÉ ilumine radiosamente suas emoções afetivas, equilibrando-as e purificando-as.

Que através do Senhor OBALUAYÊ, na sua vibração telúrica, as irradiações de PURIFICAÇÃO, SABEDORIA e EVOLUÇÃO lhe conduzam, serenamente, pelos caminhos do progresso e crescimento, pela evangélica reforma íntima. Que Mãe NANÃ lhe abençoe com seu poder decantador, purificando-o das mazelas agregadas no contato com o mundo matéria.

Enfim, que os Caboclos, Pretos Velhos e Crianças lhe revistam das suas doces e luminosas irradiações, dando à sua vida as virtudes que representam com seus corpos fluídicos de Caboclos, Pretos Velhos e Crianças, que é a

SIMPLICIDADE/DOUTRINA,SABEDORIA/HUMILDADE e ALEGRIA/PUREZA DE CORAÇÃO.

Que os Guardiões, nossos queridos Exus, se postem à seu lado e lhe defenda de todas as investidas do mal.

É tudo que o TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ lhe deseja, neste Fim de Ano, para 2014.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Fundamentos da Quartinha

Fundamentos da Quartinha

A Umbanda tem sua ritualística própria e dentro das suas peculiaridades está o ritual das Quartinhas.
Ao chegar num Terreiro é muito comum avistar na entrada, sobre o piso ou sobre o portal da entrada, uma QUARTINHA, que significa que o espaço é  Sagrado e tem a faculdade de mostrar à primeira vista que se trata de um local de ritual religioso.
O termo QUARTINHA se refere a um recipiente de barro, usado para acondicionar líquidos com capacidade de 250 ml a meio litro.  É um dos utensílios indispensáveis nos cultos afro-brasileiros, sendo usado na maioria dos assentamentos e na obtenção dos AXÉS.
Existe um costume praticamente esquecido pela maioria dos Terreiros, pelo qual, quando o filho da casa ou um visitante chega ao Terreiro, se despacha a água da QUARTINHA e coloca-se água nova na mesma.  Com essa ação, entende-se que a água está transmutando as energias, dando uma purificação ao ato.
Antigamente, as quartinhas eram de barro, pois a lou­ça era um artigo raro e caro, ina­cessível às classes menos favorecidas. Panelas, vasos, tigelas, canecos, e ou­­tros utensílios feitos de bar­­ro cozido, eram comuns e de uso cotidiano, não só pe­­los in­dígenas, uma vez que os co­­lo­­nizadores mais po­bres tam­bém usa­vam uten­sílios de bar­ro cozido. Eram os vasi­lhames e uten­sílios mais po­pulares e mais baratos na­quela época.
Hoje, quando você tem os mesmos utensílios em lou­ça, pode usá-los à vontade. Até porque as quartinhas de barro precisam passar por um envernizamento externo e por um revestimento oleoso in­terno, para que a água ou outra bebida colocada dentro dela não seja absorvida pelo barro e, sob temperaturas elevadas, evapore completamente.
A importância da água: é um fator preponderante na Umbanda. A água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica.
A água poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa, dependendo do seu emprego. Ao se rezar para uma pessoa com um copo de água do lado, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água fica fluidificada. Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda sem ter um copo de água do lado.
A água que se apanha na cachoeira é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.
A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois, atrai as vibrações negativas do local. A importância da água pode ser traduzida numa única palavra: “VIDA”!
As águas utilizadas para descarrego, têm fundamento parecido com a fumaça, sendo que a fumaça carrega as energias consigo similar ao vento, e a água absorve estas energias.
As águas em copos nas obrigações significam energia vital, e nos copos juntos às velas de Anjo da Guarda ou atrás das portas de entrada, têm a finalidade de atrair para si as energias que por ali passam, atraídas pela Luz ou passando pela porta. Os copos de águas utilizados para estes fins (Anjo da guarda ou atrás das portas) devem ser descarregados pelo menos de 7 em 7 dias, pois senão fiarão saturadas e perderão seu poder de absorção. Esta descarga deve ser feita em água corrente (na pia com a torneira aberta, por exemplo). Pois simboliza movimento, necessário para transportar as energias absorvidas por ela.
Na Umbanda, a água é um dos elementos naturais mais receptivos com uma energia altamente condutora, ela é utilizada nas quartinhas, nos copos de firmeza dos Anjos de Guarda, no batismo, em muitos rituais da Umbanda e principalmente pelos  Guias Espirituais nos momentos onde há necessidade de realizar grande limpeza, purificação e energização de nosso corpo  astral e de nossa casa, afinal existem cargas e  energias maléficas que somente esse elemento natural é capaz de desfazer, limpar e equilibrar.
Ao desincorporar um ORIXÁ, a água da QUARTINHA proporcionará ao médium uma calma salutar após o transe espiritual.
As QUARTINHAS servem de imã espiritual para o médium, tanto o lado bom ou ruim que lhe desejam ou que assimila durante os trabalhos, nas giras ou simplesmente no que acontece diariamente.  Todos os fluidos são absorvidos pelas energias constantes da água contida nas QUARTINHAS.
Uma quartinha é algo pessoal e não deve ser manipulado por mais ninguém além do seu dono e só de­ve conter suas vi­bra­ções. Deve se cuidar da quartinha como se cuida da própria alma. É como se fosse sua essência e tivesse um pouquinho da  essência  da sua alma.
Além do mais, caso a quartinha fique nas dependências do Templo que a pessoa freqüenta, várias coi­sas podem influir sobre ela e ele tais como demandas, etc...
Na abertura da gira, existem regras, condutas que são seguidas conforme determinação do Mentor Espiritual da Casa. Para abertura da gira é necessário defumação, Hino da Umbanda, corimbas, pontos cantados  e riscados, firmezas, etc...
O terreiro só consegue desenvolver suas atividades se tiver como objetivo maior dar assistência aos necessitados que procuram para receber ajuda seja física, espiritual e às vezes psicológica.
É de suma importância a energia e sustentação da abertura da gira e para tanto é necessário que seja seguida a doutrina e tradição da religião, que tem sua forma de louvar, rezar, cantar, saudar, reverenciar, defumar... 

Fonte: http://www.tutc.org/index.php/boletins-informativos/99-quatinha.html

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

8 DE DEZEMBRO – DIA DE HOMENAGEM AO ORIXÁ OXUM

Ora iêiê ô! Saravá Oxum!”

Quando falamos de Oxum, falamos em Amor, pois Oxum é o próprio Amor de Deus em ação, e logo nos vem em mente uma mãe amorosa.

A Orixá Oxum é a regente magnética irradiante da linha do Amor e atua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor, harmonia, concórdia, fraternidade e união.

Mãe Senhora das concepções, está presente em todas as formas de vida e agregações que compõem os mundos...

Oxum atua no ser humano através do amor, representados pelas águas puras e cristalinas que caem e seguem seu curso, é a lágrima incontida nos momentos de provação, pois através das lágrimas libertamos nossa emoção negativa que nos magoa, angustia e nos sufoca e assim podemos continuar nossa caminhada. São dela os fluidos curadores do astral que agem sobre os espíritos arrependidos dos erros do passado.

Oxum é dona do Campo de Força da Natureza os Rios e Cachoeiras, é fonte de energias purificadoras. São as águas doces, águas dos rios, dos poços e minas que fornecem, de forma mais acentuada, a projeção da vibração desse Orixá do Amor.

É conhecida como uma mãe afetuosa que ampara seus filhos com seus fluidos regeneradores, através das quedas de água ela libera esses fluidos regenerando e equilibrando seus filhos.

Na queda das águas há uma libertação de energia e na queda de uma alma também há uma libertação de energia através dos sentimentos e ações que a fizeram cair. Quando percebemos essa queda nos desesperamos e muitas das vezes choramos. Eis aí a força cósmica de Oxum agindo sobre os sentimentos humanos sob forma de lágrimas purificadoras. Quem conhece Oxum não se torna árido porque sabe que as lágrimas são o remédio mais eficaz na purificação dos fluidos negativos, por isso alguns dizem que as cachoeiras são as lágrimas de Deus para nos purificar.

Toda vez que uma cachoeira é devastada o planeta adoece, pois uma fonte natural de purificação e energização é destruída.

As pessoas que são regidas por Oxum são chamadas a aprimorarem suas sensibilidades, tornando-se dóceis, muito amigas e equilibradas nas emoções afetivas.

Na Umbanda seu dia da semana é no Sábado, sua cor é o azul e sua saudação é “Ora iêiê ô!”, que significa “Salve Mãezinha”.

Isso e muito mais é Oxum, é o Orixá do amor, da prosperidade e da beleza, é a padroeira da gestação e da fecundidade, é responsável pelas uniões amorosas e financeiras e pela purificação e fortalecimento do nosso espírito e energização de nosso corpo.
ORAÇÃO A MAMÃE OXUM

Quando entro na cachoeira minhas lágrimas irão rolar, sair o meu pranto para que toda a minha dor Mamãe Oxum possa levar.

Leva Mamãe as minhas mágoas, sofrimento, tristezas, angústias e decepções que estão sufocando o meu peito, me faltando o ar.

Na corredeira de suas águas doces e límpidas, leva para bem longe e transforme em gotas de ouro o meu sofrer em paz.

No meu coração mamãe sele e cicatrize todas as feridas da minha alma. Energize meu espírito imortal, traga acalanto para meu corpo, abençõe senhora do amor e proteja com seu manto minha coroa divina e meus pensamentos.

Que seu mistério vivo e mineral, Mamãe serena, faça com que eu me torne uma pessoa mais compreensiva, serena, dedicada, pura, esperançosa, alegre e digna de poder receber sua misericórdia de amor todos os dias.

ORA IÊIÊ Ô MAMÃE OXUM!
 
Fonte: Cabana Ogum Rompe-mato, SP.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Quem é Exu na Quimbanda?

Em sua origem africana, Exu é o interlocutor entre os homens e os deuses, conhecedor da linguagem dos dois mundos, vai ao sagrado levar o chamado dos seus filhos que se encontram no mundo profano. Se os homens necessitam do auxílio dos Orixás, Exu é este mensageiro encarregado da comunicação entre a África sagrada e o Brasil profano.

Os espíritos cultuados na Quimbanda são ancestrais que tiveram ligação com o culto, em sua maioria pertencente a grupos familiares do século XIX e início do século XX, tendo, muitas vezes, travado relações de sangue com as culturas nativas como os brancos europeus que se relacionavam com negras ou índias. Estes passaram a ser chamados de Exu - um equívoco linguístico certamente, visto que Exu é a divindade Nagô. E foi por causa do seu arquétipo que acabou sendo relacionado às nossas entidades, “emprestado”, por assim dizer, o seu nome, pela característica de ser irreverente e debochado, que desafiava a ordem e os dogmas da igreja. A verdadeira denominação que deveríamos utilizar para os espíritos cultuados seria "Kimbandas", pois assim eram conhecidos os chefes-feiticeiros das tribos tanto na África Bantu quanto no Brasil escravocrata. Estes se fizeram notar pelos trabalhos de magia, transes e pela capacidade de curar através de elementos naturais, que em suas mão adquiriam caráter magístico.

A ancestralidade é a chave para compreendermos o universo religioso e popular que se desenvolveu no Brasil, e é preciso voltar ao passado e compreender a miscigenação das raças e culturas que formaram nossa sociedade. Observando por esse ângulo fica mais fácil perceber que as nossas entidades não estão necessariamente vinculadas à mecanismos de evolução kármica, mas sim a algo bem mais óbvio – a relação ancestral.

A Quimbanda tem bases diferentes do espiritismo umbandista ou kardecista; na teologia quimbandeira não existe a evolução dos espíritos no sentido de passagens de graus ou de dimensões e os exus são tidos como ancestrais não apenas por terem vivido antes de nós, mas por serem, realmente, ligados ou à ascendência do médium ou à ascendência do culto/casa em que o mesmo é iniciado.

Trechos do texto extraídos e/ou adaptados de:

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

GIRA DE ACONSELHAMENTO COM O POVO CIGANO

Como muitas outras legiões de espíritos o Povo Cigano querem auxiliar encarnados e desencarnados no reencontro com o Amor Divino pelo caminho da evolução com Cristo.

Na Umbanda encontraram um caminho para trazerem a nós a mensagem evangélica de mudança, porém com seriedade e sem fantasias.

É vasta a atuação das Entidades Ciganas nos trabalhos nos Templos de Umbanda, a Gira dos Ciganos é uma festa, sempre com alto astral, músicas alegres e dança, ficando um misto de magia e encantamento no ar.

Ciganos podem manipular sua magia para ajudar nos romances verdadeiros, a prosperidade, a saúde física, emocional e espiritual, nas viagens, entre outras situações mas, auxiliam principalmente na evangelização.

Ao longo de sua caminhada nômade os Ciganos incorporaram à sua cultura o Cristianismo, principalmente Cristo e a Virgem Maria, da qual são muito devotos.

Os Ciganos nos atendimentos a assistência dos Templos, além do que já foi mencionado, também, como todo Guia de Umbanda, são excelentes ouvintes e conselheiros, sempre apontando uma saída para nossas dificuldades. Não são poucas as vezes, em que um bom conselho vale mais que qualquer trabalho de magia. É a magia da sabedoria de um povo de conhecimento milenar, que percorreu os quatro cantos do mundo, aprendeu e hoje nos ensina.
 
Fonte: Boletim informativo da Cabana Caboclo Rompe Mato, SP.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

São Cosme e São Damião e Ibejis

Dia 27 de setembro, dia dedicado a São Cosme e Damião, por força do sincretismo a Umbanda homenageia a Linha de Ibejada.

Trata-se sempre de espíritos assumindo essa roupagem fluídica simbolizando e sinalizando para a pureza de vida e alegria de viver.

Enquanto a Vibração de Oxossi rege a Linha dos Caboclos desenvolvendo trabalhos de força ativa, cada Orixá, por sua vez, vibra no ritual umbandista pela incorporação de seus Mensageiros irradiadores de suas energias. As Entidades que se identificam com a Linha das Crianças têm seus trabalhos e mensagens regidos por Ibeji, Orixá polarizador do terceiro Raio com Ogum, daí serem denominados de Ibejadas. Embora a Linha das Crianças seja regida pela Vibração do Orixá Ibeji, cada Entidade, contudo, assumindo essa roupagem têm como Vibração pessoal, a vibração da Coroa do seu médium.

Muitas Entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil são muito antigas, e têm mais poder do que imaginamos em uma “criança”. Mas, como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação, às vezes, fica oculto.

Foram, sincreticamente, identificados com Cosme e Damião, santos cristãos curadores que trabalhavam com a magia dos elementos, e como Ibêji, gêmeos encantados do Ritual Africano Antigo.

Trabalham com seu elemento de ação sobre o aconselhando, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Por isso são considerados curadores.

Na Umbanda, a “corrente” das crianças é formada por seres espirituais masculinos e femininos.

Mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles.

Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados no próprio Orixá que os regem.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

VIBRAÇÕES NUMA GIRA

VIBRAÇÕES NUMA GIRA

Palmas: Se cadenciadas e ritmadas, criam um amplo campo sonoro cujas vibrações agudas alcançam o centro da percepção localizada no mental dos médiuns. Com isso, os predispõem a vibrarem ordenadamente, facilitando o trabalho de reajustamento de seus padrões magnéticos.

Cantos: a Umbanda recorre aos cantos ritmados que atuam sobre alguns plexos, que reagem aumentando a velocidade de seus giros. Com isso, captam muito mais energias etéricas, que sutilizam rapidamente todo o campo mediúnico, facilitando a incorporação. Os pontos cantados são uma das primeiras coisas que afloram a quem vai a um terreiro de Umbanda pela primeira vez. Os pontos cantados são, dentro dos rituais, um dos aspectos mais importantes para se efetuar uma boa gira. São louvações e orações cantadas, para chegada dos Orixás e guias, também para descarga e limpeza fluídica, bem como para a subida dos Orixás e guias. Um verdadeiro ponto cantado nos atinge lá dentro do coração e da emoção, nos trazendo paz, fé, pela pureza e firmeza desses pontos maravilhosos.

Atabaque: As vibrações sonoras têm o poder de adormecer o emocional, estimulando a sensibilidade, modificando as irradiações energéticas, atuando sobre o padrão vibratório do médium, após esta mudança o mentor aproveita esta facilidade e adentra no campo eletromagnético, igualando-se ao padrão e fixando-o no mental de seu médium, direcionadamente. Em pouco tempo o médium, entra em sintonia magnética para a incorporação. Existem vários tipos de toques:

• suaves e cadenciados (renovação afetiva e amorosa);

• vibrantes (descarrega);

• sons alegres (predispostos ao bom humor)

Danças: A Umbanda recorre às “danças rituais” pois, durante seu transcorrer, os médiuns se desligam de tudo e se concentram intensamente numa ação onde o movimento cadenciado facilita seu envolvimento mediúnico. Nas “giras” (danças rituais), as vibrações médium-mentor se ligam de tal forma, que o espírito do médium fica entregue, já que é paralisado momentaneamente. No princípio, o médium pode sentir tonturas, mas estas reações cessam se a entrega for total. Nada é por acaso. Se o ritual de Umbanda optou pelo uso de atabaques, cantos e danças ritual, há todo um comando pelos senhores do alto dando amparo e sustentação.
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