domingo, 2 de fevereiro de 2014

02 de Fevereiro - Dia de Iemanjá

Odoiá, odoiá, Iemanjá,
Rainha das Ondas, sereia do mar.
Como é belo seu canto, senhora!
Quem escuta chora, mãe das águas,
Do oceano, soberana das águas.
Dê-me sucesso, progresso e vitória.
Abra meus caminhos no amor e cuide de mim.
Que as águas sagradas do oceano lavem minha alma e meu ser.
Abençoe, mãe, minha família e meus amigos.
Permita que o amor seja nossa maior fonte de energia.
Sou suas águas, suas ondas, e a senhora cuida dos meus caminhos.
Iemanjá, em seu poder eu confio.
Acenda uma vela a Yemanjá - Altar Virtual 

Enquanto houver Mar, haverá Yemanjá! "Mãe cujos filhos são peixes", é a mais maternal das Yabás, as Orixás femininas.

Tida como a Rainha do Mar, é um Orixá que carrega as características do seu Campo Santo (o mar): poderoso, vasto, riquíssimo de vida e recursos, profundo, misterioso, acalantador. Manso, sua visão trás tranquilidade, mas em sua fúria, não há nenhum outro elemento tão devastador - literalmente não restando pedra sobre pedra quando sua fúria é despertada.

Yemanjá é Mãe zelosa. Amorosa quando é para acalantar, dando o conforto e tranquilidade de uma praia mansa, de apenas marolas. Provedora, como a vastidão de suas águas salgadas, que fornecem alimento e fertilidade. Severa, quando é preciso chamar seus filhos à razão, tal qual o mar que se revolta em ondas que estouram na mansa praia. Terrível, quando vem cobrar o respeito que lhe é devido, como um maremoto que devora a costa, obrigando a novo recomeço.

Iyemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja, Iemanjá ou Yemoja. Mãe d´água, Janaína, Iara, Sereia, Princesa do Mar, Marabô, Inaê, Mucunã, Rainha do Mar, Rainha das Águas. Yemanjá é a Força da Natureza que representa a Criação, a Fertilidade, a Vida. Assim como todos somos filhos de Oxalá, também somos de Yemanjá, mesmo que ela não seja a regente de cabeça. Ela está presente em nós desde o líquido amniótico. É ela que ampara a cabeça do bebê no nascimento. Está presente nas águas do nosso corpo. Todos somos seus filhos, todos somos peixes. Todos viemos das águas salgadas.

O culto a Yemanjá é muito difundido no Brasil e em Cuba. Ela é tão querida que tem simpatizantes de diferentes credos e regiões. Ao contrário de alguns Orixás que são cultuados apenas pelos Filhos de Fé (Umbandistas e Candomblecistas), Yemanjá tem a adoração mesmo daqueles que não professam as religiões afro-espiritualistas. Sua cultura está tão enraizada e difundida no Brasil, que é difícil desassociar as praias e o mar da Orixá, tanto que é muito comum encontrar uma imagem, por mais pequenina que seja, nas nossas praias. Infelizmente, por conta da proliferação do Protestantismo no Brasil (que pouco ou nada tem a ver com o verdadeiro), muito das nossas tradições, herdadas dos verdadeiros donos da nossa terra - os Índios, que aqui germinaram, e os Negros, que aqui construíram e ergueram o solo - vêm sofrendo com a ignorância e a estupidez daqueles que não compreendem os ensinamentos de Cristo.

Na tradição cultural, Yemanjá é um Orixá da Mitologia Africana Yorubá, da Nação Egbá, um subgrupo iorubá pertencente à Nigéria, na região que hoje recebe o nome Abeokutá, que é a capital do estado Ogun. Porém, os Egbás pertenciam à região que fica entre as cidades Ifé e Ibadan, que remotam em até 500 a.C.  Lá corta o Rio Yemonja, que originou o culto à Orixá. Por conta das guerras entre nações, os Egbás migraram para a região que corta o Rio Ògùn (na estado de Ogun), que se tornou o novo reino de Yemanjá.

Como Rainha do Mar, Yemanjá recebeu este título apenas no Brasil, já que na Nigéria, país dos povos iorubás, não se tem ligação com o mar. Lá ela é cultuada como uma Divindade das Águas Doces. A Senhora do Mar, para os Ifés, ou Senhor do Mar, para os Benins, é Olokun.

Yemanjá possui sete qualidades - desdobramentos de atuação, que irradiam a partir da Orixá Planetária (assim como todos os outros Orixás e seus desdobramentos). São elas:

1. Yemanjá AWOYÓ:
A primogênita. A mais velha das Yemanjás e dos mais ricos trajes; usa sete saias para guerrear e defender seus filhos. Ela vive distante no mar e repousa na lagoa; quando sai a passeio, usa as jóias de Olokum e coroa-se com Oxumarê, o arco-íris.
2. Yemanjá OKETÉ (OGUTÉ, OKUTÍ ou KUBINI)
É a guardiã de Olokum. A do azul pálido (claro), está nos arrecifes da costa (porteira de Olokum). Encontra-se tanto no mar, no rio, na laguna, quanto na mata. Yemanjá, nesta qualidade, é mulher do Deus da guerra e dos ferros, OGUM. Recebe oferendas em sua companhia e as aceita tanto no mar quanto no matagal. Quando guerreia leva pendentes da cintura o facão e as demais ferramentas de Ogum. Ela trabalha muito, é severa, rancorosa e violenta. É uma temível amazona.
3. Yemanjá MAYALEO ou MAYELEWO:
Mora nos bosques, em um pequeno poço ou manancial, que em sua presença se torna inesgotável. Nesse caminho, assemelha-se à sua irmã Oxum Ikolé, porque é feiticeira. Tem estreitas ligações com Ogum. Tímida e reservada, incomoda-se quando se toca o rosto de sua iaô e retira-se da festa.
4. Yemanjá AYABÁ ou ACHABÁ
Nesta qualidade, Yemanjá é perigosíssima, sábia e muito voluntariosa. Usa no tornozelo uma corrente de prata. Seu olhar é irresistível e seu ar é altaneiro. Foi mulher de Orunmilá, e Ifá sempre acata sua palavra. Para ouvir seus fiéis costuma ficar de costas. Suas amarrações jamais podem ser desatadas.
5. Yemanjá KONLÉ ou KONLÁ:
A da espuma. Está na ressaca da maré; enreda e envolta em um mato de algas e limo. Por ser navegante, vive nas hélices dos barcos.
6. Yemanjá AKUARA:
A das duas águas – Yemanjá na confluência de um rio. Ali encontra-se com sua irmã Oxum. Mora na água doce, gosta de dançar, é alegre e muito correta; Não pratica malefícios. Cuida dos doentes, prepara remédios, amarra abicus.
7. Yemanjá ASESU:
É a mensageira de Olokum, a da água turva, suja. Muito séria e trabalhadora; vai no esgoto, nas latrinas e cloacas. Recebe suas oferendas na companhia dos mortos.
Como todos os Orixás, Yemanjá tem seus Obreiros, que são chamados de Povo D'Água: são Guias, Mentores e Guardiães. São os Marujos/Marinheiros, Pescadores e Caboclas/Caboclos, que apesar de serem trabalhadores orientados por Oxóssi, vém na vibratória de Yemanjá. As Sereias, que são Elementais das Águas (Ondinas), também são da vibratória da Mãe D'Água. Assim como os Pesacadores, as Sereias são raras na incorporação de médiuns, e quando fazer o acoplamento áurico (vulgo incorporação), sentam-se no chão sobre as pernas e entoam um mantra que lembra um canto lamurioso. As Sereias não são Espíritos humanos, mas pertencentes ao Reino dos Elementais, um Reino sem representação material no nosso Plano, mas em uma transição entre os Reinos Humano e Animal.

Entretanto, o Povo D'Água, em sua riqueza e complexidade, também precisa ser explicado em uma postagem própria, à parte.

Sincretismo:

No sincretismo religioso, Yemanjá é associada a várias qualidades de Nossa Senhora (que é apenas uma, Maria de Nazaré, mas que recebe variados desdobramentos em função dos locais de sua aparição ou pela devoção dos fiéis que buscam soluções específicas para seus problemas):

Esse sincretismo com as variações de Nossa Senhora correspondem a diferentes regiões do país. Igualmente difere as datas em que os devotos prestam suas homenagens a Yemanjá.

No Rio de Janeiro, Yemanjá é festejada no dia 31 de Dezembro, com a passagem de ano, embora tenha se tornado proibido nas praias mais badaladas (Zona Sul), ocorrendo normalmente nas praias da Costa Verde e Baía de Sepetiba.

Na Bahia, a data é comemorada no dia 02 de fevereiro (hoje), e é lá que ocorre a maior festa em homenagem à Yabá, com uma procissão que segue até a Igreja de Santana, que fica no bairro de Rio Vermelho, área nobre de Salvador, indo para a Praia do Rio Vermelho, uma enseada que abriga colônia de pescadores. Há procissão de barcos e a entrega de presentes e oferendas, uma tradição de quase um século que se iniciou em 1923, quando uma escassez de peixes fez com que os pescadores da região saíssem em procissão com seus barcos, levando oferendas a Yemanjá.

Outra grande festa ocorre na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, uma região litorânea que tem por Padroeiro São Pedro e conta com, pelo menos, três festas marítimas populares por ano: Festa de Yemanjá, Festa do Mar e Festa do Peixe e do Camarão. Também no Rio Grande do Sul, em Pelotas, no Balneário dos Prazeres, Yemanjá é homenageada hoje, a 2 de fevereiro. No ano passado, a festa atraíu para o balneário mais de 30 mil pessoas. E em Porto Alegre, também no dia de hoje, há a maior Festa de Yemanjá do Litoral Sul brasileiro, uma comemoração que teve início em 1870. A imagem da Orixá é levada em procissão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário até a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes. Sendo esta a segunda maior romaria religiosa do Brasil, depois do Círio de Nazaré, que ocorre em Belém, no Pará.

Em João Pessoa, na Paraíba, a Festa de Yemanjá é também muito popular, mas sua comemoração se dá no dia 8 de dezembro, onde ela é sincretizada com Nossa Senhora da Conceição.

Em Cuba, Yemanjá é grafada como Yemayá. Cultuada pela Santeria, é sincretizada com a Virgen de Regla, uma Nossa Senhora negra, cuja imagem foi esculpida por San Augustin, depois do bispo ter uma visão. É a Padroeira dos portos em Havana.


Ervas:
Alcaparreira – Galeata: Muito usada nos terreiros do Rio Grande do Sul. Entra nas mais variadas obrigações do ritual, sendo utilizadas para isso folhas e cascas. Também é muito prestigiada nos abô de preparação dos filhos, para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. As cascas e raízes popularmente vem sendo usadas como diuréticos. Seus frutos são comestíveis e deles é preparada uma geléia eficaz contra picadas de cobras e insetos venenoso.

Alteia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Yasãn e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Aracá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxossi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixá a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.

Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantus a usam nos banhos de descarrego, sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.

Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.

Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeça, obori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.

Fruta-da-Condessa: Tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. É de grande importância na medicina popular, pois suas raízes em decocto são um grande remédio para a epilepsia. Toma-se meio copo três vezes ao dia. Apesar da irreversibilidade da doença.

Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose do suco pela manhã. O povo usa a graviola nos casos de diabete, aplicando o chá.

Guabiraba anis: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. Utilizadas do mesmo modo nos abô de ori. A medicina popular a utiliza para pôr fim nas doenças dos olhos (conjuntivites). Banhos demorados favorecem aos sofredores de reumatismo.

Maçã-de-cobra: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego e limpeza. Não possui uso na medicina popular.

Musgo marinho: Esta planta vive submersa nas águas do mar. É planta que entra nas obrigações de ori e nos banhos de limpeza dos filhos de Yemanjá. Os musgos são utilizados pela medicina caseira nas perturbações das vias respiratórias.

Pata de vaca: Empregada nos banhos de descarrego e nos abô, para limpeza dos filhos do orixá a que pertencem. A pata de vaca, na medicina popular, é indicada para exterminar diabetes, e por essa razão, é tida como insulina vegetal. Também cura leucorréia em lavagens vaginais.

Trapoeraba azul – Marianinha: Esta planta é aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação. Também é axé integrante dos assentamentos do orixá a que pertence. No uso popular, a erva é utilizada contra os efeitos de picadas de cobras. É também diurética e age contra o reumatismo. Os filhos da Deusa das águas salgadas banham-se periodicamente com esse tipo de vegetal.

Unha de vaca: Aplicada em banhos de descarrego dos filhos de Yemanjá. Na medicina caseira é utilizado como adstringente. Aplicado em lavagens locais e banhos semicúpios para combater males ou doenças do aparelho genital feminino.
Fonte: Alaketu


TRONO TRONO FEMININO DA GERAÇÃO E DA VIDA
Linha Geração
Fatores
Criativo (Fator puro) e Geracionista ou Gerador (Fator misto).
Essência Aquática
Cor
Branco cristalino, prata ou azul claro.
(Em algumas Casas: Branco, azul claro. Também verde claro e rosa claro.)
Características
Maternal, protetora, competente, dedicada, mandona, possessiva, intrigante, controladora.
Instrumentos
Abebé (leque prateado, em forma circular, que pode trazer um espelho no centro); adê (coroa ou diadema); braceletes e pulseiras.
Fio de Contas
Contas e Miçangas de cristal. Firmas cristal.
Também podem ser feitos de pequenas pedras de Água Marinha.
Ervas 1- Fonte: Adriano Camargo:
Ervas agressivas ou quentes de Yemanjá: Erva de bicho, buchinha do norte, alho. Verbos atuantes nas ervas quentes: invadir, transbordar, corroer, derramar.
Ervas equilibradoras ou mornas: Alfazema, anis estrelado, rosa branca, camomila, manjericão, erva de Santa Maria, mentruz, hibisco (flor), manjerona, mulungu (casca e raiz), noz moscada, margarida, sensitiva, arroz. Verbos atuantes nas ervas mornas: gerar, fluir, sustentar, avolumar.
2- Mais ervas de uso comum: As pétalas de flores brancas e azuis clarinhas em geral; abebê; aguapé; alcaparreira (ou galeata); alga marinha; alteia (ou malvarisco); anis estrelado; araçá da praia (ou araticum do brejo, ou maçã de cobra); azaléia; boldo; camélia; cavalinha (ou milho de cobra); coco de iri; colônia (ou cardamono); condessa; embaúba; erva cidreira; erva de Santa Luzia; flor de laranjeira; folha de leite; fruta da condessa; gardênia; gerânio; golfo; graviola; guariroba; guabiraba (ou guabiroba); hortelã; hortênsia; íris; jasmim; jarrinha; jequitibá rosa; lágrimas de Nossa Senhora; levante; lótus; mãe boa; macela; malva; malva branca; marianinha (ou trapoeraba azul); musgo marinho; nenúfar; olhos de Santa Luzia (ou trapoeraba branca); oriri; pata de vaca; rama de leite; papoula; plantas aquáticas; trevo; unha de vaca; valeriana; violeta.
Oferendas
1-Comidas rituais: Canjica branca, arroz-doce com mel, acaçá, pudim, manjar branco com calda de ameixa ou de pêssego, sagu com leite de coco, cocada branca, bolo de arroz, ebôya e vários tipos de furá. (Observação: *Ebôya, eboia ou fava de Yemanjá- Comida ritual do Candomblé, feita com fava cozida refogada com cebola, camarão, azeite de dendê ou azeite doce. Pode ser feita com o milho branco na falta da fava, então recebendo o nome de Dibô. É oferecida especificamente a Yemanjá. *Furá- Comida votiva ou ritual, no Candomblé. São bolinhos ou bolas feitos de arroz, ou inhame, ou farinha de mandioca, ou farinha de milho.)
2-Frutas: Mamão, graviola, uvas brancas, melancia, melão, maçã verde, pêra, coco verde, coco seco, caqui, ameixa clara, uva-passa branca, pêssego, goiaba, melão, uvas dedo de dama (uva Juliana), laranjas doces, as frutas suaves em geral, nabo, pepino.
3-Bebidas: Água de coco, mel, água salgada ou potável, o champanhe claro e os sucos de suas próprias ervas e frutos.
4-Flores: Rosas e palmas brancas, angélicas, orquídeas, crisântemos brancos.
Símbolo Lua minguante, ondas, peixes.
Pontos da Natureza Mar.
Flores
Rosas e palmas brancas, flor de laranjeira, hibisco, angélicas, orquídeas, crisântemos brancos, hortênsia, azaléia, gerânio, papoula, nenúfar (a flor da planta aquática de mesmo nome, também conhecida como lótus branco).
Essências Jasmim, Rosa Branca, Orquídea, Crisântemo.
Pedras e Minérios
Pedras: Pérola, Água Marinha, Lápis-Lazúli, Calcedônia, Turquesa, Diamante, Madrepérola, Zircão, Quartzo Azul, Topázio Azul e pedras azuis em geral. Dia indicado para consagrar: domingo. Hora indicada: 10 horas.
Minério: Platina. Dia indicado para a consagração: sábado. Hora indicada: 12 horas.
Metal Prata, Cobalto e Chumbo.
(Observação: A maior parte da Prata é um subproduto da mineração de Chumbo e está frequentemente associada ao Cobre. Dentre os metais, é a que mais conduz corrente elétrica, superando o Cobre e o Ouro.)
Saúde
1-Psiquismo e Sistema Nervoso- quadros ligados às emoções, que sempre são relacionadas ao elemento água e às influências da Lua e de Netuno, planetas associados ao Orixá Yemanjá.
2-Porque Yemanjá é a Regente do Sentido da Geração e da Vida, ligado ao Chakra Básico, também estão envolvidos a coluna vertebral, os rins, o aparelho reprodutor e os membros inferiores e alguns músculos.
As musculaturas que podem ser atingidas por um bloqueio nessa região são: glúteos, diafragma pélvico, músculos internos da barriga e da região lombar (abdominais, lombares, lombo sacrais e glúteos médios).
Pessoas com estes bloqueios podem apresentar hemorróidas, dores lombares, tensão nas pernas e pés, problemas nos aparelhos urogenitais e dificuldades sexuais.
Planeta Lua e Netuno.
Dia da Semana
Na Umbanda, os dias da semana consagrados a Yemanjá são a 2ª feira (regência da Lua) e a 6ª feira (dia de Vênus e de Netuno; sendo que o planeta Netuno, “o Deus dos mares”, está diretamente associado a Yemanjá e à Linha dos Marinheiros).
No Culto de Nação e no Candomblé, no geral, Yemanjá tem como dia da semana o sábado. Alguns lhe dedicam a 6ª feira. 
Elemento
Seu 1º Elemento de atuação é a Água e o 2º elemento é o Cristal.
Chakra Básico (ligado ao Sentido da Geração).
O chakra Básico (ou Raiz) fica na base da coluna vertebral, logo acima dos órgãos reprodutores. Dá sustentação aos demais chakras. Posição vertical, ele se abre para baixo, formando um eixo magnético com o chakra da Coroa.
Abrange: Alimentação, equilíbrio, saúde e finanças. Pode solucionar grande parte dos problemas comuns no ser humano.
Importância deste chakra: Ligado às glândulas supra-renais, é o responsável pela absorção da Kundalini (energia da terra) e pelo estímulo direto da energia no corpo e na circulação do sangue. Está muito ligado às sensações físicas e diretamente relacionado com os membros inferiores e os instintos físicos. Atua na irrigação dos órgãos sexuais.
Por meio dele é que entram as energias que nos conectam com a terra e com o mundo exterior.  Ligação com a terra, com o bem-estar físico, com o instinto de sobrevivência, com a vitalidade e com a sexualidade.
Está diretamente ligado à vontade: ele nos dá motivação e energia para agir, fazer, realizar, ganhar nosso sustento, enfrentar obstáculos etc.
Na época atual, encontra-se passivo, na maioria dos indivíduos, pois só entra em atividade por um ato de vontade dirigida e controlada pelo iniciado. Por que isso? Porque o chakra Básico responde ao aspecto vontade.
Da mesma forma que o princípio “vida” está situado no coração, o princípio da “vontade” está situado no chakra Básico, na base da coluna.
Seu principal aspecto é a inocência, qualidade pela qual experimentamos a alegria pura, infantil, sem as limitações do preconceito e dos condicionamentos, e que nos dá dignidade, equilíbrio e um enorme senso de direção e propósito na vida. É apenas simplicidade, pureza e alegria.
No chakra Básico se unem matéria e espírito e a Vida se relaciona com a forma.  É o chakra onde a "serpente de Deus" (Energia Divina) experimenta duas transformações: 1- A “serpente da matéria” permanece enrolada sobre si mesma, e se transforma na "serpente da sabedoria" quando despertamos nossa consciência de filhos de Deus; 2-A “serpente da sabedoria” sobe ao longo da coluna, até chegar ao topo da cabeça, no chakra da Coroa, e então se converte no "dragão de luz vivente", quando passamos a viver conectados com a Luz.
Essas etapas são nutridas pela Energia que flui através da coluna vertebral, por intermédio do cordão vertical (eixo magnético) que se forma do chakra Coronário ao chakra Básico.
Esta é uma representação da energia kundalini, uma Energia Divina que vem da Terra, que é básica para a nossa existência, e que desperta quando tomamos consciência de que somos espíritos imortais vivendo importantes experiências na carne. Ao tomarmos consciência da nossa origem Divina, a kundalini desperta e nos traz o prazer de viver, gratidão pela Vida etc. Então ela sobe pela coluna vertebral, até chegar ao chakra da Coroa, onde se encontra com as Energias que vêm do Alto (“as Energias do espírito”).
Cor de vibração do chakra Básico: vermelho.
Desequilíbrios neste chakra podem ser tratados com o uso de velas e demais elementos ligados a Yemanjá, a Divina Regente deste nosso centro de forças.
Saudação Odô iyá, Odô Fiaba, Odôyabá! Odoyá Omi Ô! Odô cyaba!
Bebida Champanhe branco, água mineral, calda de ameixa, calda de pêssego, “água de arroz” (deixar o arroz de molho em água mineral e depois utilizar essa água), água do cozimento da canjica.
Número Na Umbanda, Yemanjá é associada ao número 8.
Data Comemorativa
Em algumas Casas: 02 de fevereiro, sincretizada com Nossa Senhora das Candeias (ou da Luz) ou com Nossa Senhora dos Navegantes;
Em outras: 08 de dezembro, sincretizada com Nossa Senhora da Conceição.
Quando sincretizada com Nossa Senhora da Glória, é festejada em 15 de agosto, data em que a Igreja Católica festeja a Ascensão ou Assunção (subida aos céus) da Virgem Maria.
Sincretismo
Nossa Senhora das Candeias (ou da Luz); Nossa Senhora da Conceição dos Navegantes; Nossa Senhora da Glória (nome que se dá à Virgem Maria pela sua Ascensão ou Assunção aos Céus; sendo que Maria é a Mãe, dentro da liturgia Católica).
Incompatibilidades
No Culto de Nação e no Candomblé, observam-se algumas proibições (euós ou quizilas) em relação ao Orixá Yemanjá: quiabo, feijão, peixe de pele; ataré (pimenta da costa). Para algumas Qualidades de Yemanjá, o dendê também é uma proibição. Tais elementos não podem ser a Ela ofertados.
Seus filhos e filhas de santo não podem consumir esses e também os seguintes alimentos:
1-de origem animal: a cabeça da galinha de angola; arraia; camarão vermelho; caranguejo; lula; peixes de pele; peixes vermelhos; sangue de animais;
2-de origem vegetal: inhame; uva branca; tangerina; banana-figo (muito parecida com a banana da terra, porém menor e com um teor de açúcar mais baixo); carambola; abóbora. (Fonte: “Culto aos Orixás, Voduns e Ancestrais nas Religiões Afro-brasileiras”, org. Carlos Eugênio Marcondes de Moura, Editora Pallas, 2004, páginas 48 e 190/193.)
Qualidades
Teoricamente, haveria 16 Qualidades de Yemanjá, mas o número geralmente encontrado é superior: Iemowo, Iamassê, Iewa, Olossa, Ogunté, Assabá, Assessu (ou Sessu ou Iyasessu), Sobá, Tuman, Ataramogba, Masemale, Awoió, Kayala, Marabô, Inaiê, Aynu, Susure, Iyaku, Acurá, Maialeuó, Conlá.
2-Na Bahia e em Cuba se diz que há uma Yemanjá, filha de Olokun, à qual se chega por sete caminhos. Daí falar-se em sete Yemanjás; sendo que cada nome diz respeito ao ponto da natureza onde a Divindade se encontra.
Segundo Lydia Cabrera, Antropóloga e Poeta cubana que viveu de 20 de maio de 1899 a 19 de setembro de 1991 e que é considerada uma autoridade em cultura afro-cubana, os sete nomes, sete caminhos ou sete Qualidades de Yemanjá e suas características são estas:
Iemowô, que na África é a mulher de Oxalá;
Iamassê, mãe de Xangô;
Euá (ou Yewá)- Rio que na África corre paralelo ao rio Ògùn;
Olossá, a lagoa na qual deságua o rio Ògùn;
Yogunté ou Ogunté, casada com Ogun Alagbedé. É uma amazona terrível; traz na cintura o facão e os outros instrumentos de ferro de Ogun. Adora carneiro e não tolera pato;
Assabá- Está sempre fiando algodão. Tem um olhar insustentável; é muito orgulhosa, e somente escuta dando as costas ou ficando ligeiramente de perfil. Usa uma corrente de prata amarrada no tornozelo. Foi mulher de Orumilá, que aceitava seus conselhos com respeito;
Assessú- É voluntariosa, muito séria e respeitável. Vive em águas agitadas. Gosta de comer pato. Muito lenta ao escutar os pedidos dos fiéis, esquece-os; e se põe a contar as penas do pato que lhe deram como oferenda. Quando se engana no cálculo, ela recomeça, e a operação se prolonga indefinidamente.
Fonte: Sete Porteiras


Divindades assemelhadas:
Tétis - Divindade grega que forma com Oceano um casal de Titãs, filhos de Urano e Géia. Tétis e Oceano são as primeiras Divindades Marinhas, das quais os outros deuses ou deusas do mar são descendentes. É a primeira Mãe do Mar, das águas primordiais.
Hera - Divindade grega. Entre os romanos era Juno. A esposa mais ciumenta de Zeus, cujo casamento era o mais sagrado, mostrando a importância da união. Deusa do casamento e do parto.
Nereidas - Divindades gregas. Filhas de Nereu com Dóris, a Oceânida. São 50 Nereidas, todas Divindades Marinhas.
Sereias Gregas - Divindades gregas que trazem o dom para a música, o canto e o manejo da lira e da flatua, o que traz semelhança com as musas gregas. Com frequência, aparecem como filhas de Aquelóo (“Deus-rio”, filho de Oceano e Tétis).
Parvati - Divindade hindu, consorte de Shiva e mãe de Ganesha. É a Mãe Divina em todos os aspectos.
Aditi - Divindade hindu. Mãe dos deuses, no Rig-veda (1500-1000 a.C.). Mãe do deus do sol (Mitra), do deus da verdade e da ordem universal (Varuna) e também de Indra (o Rei dos deuses).
Danu - Divindade celta, consorte de Bile (ou Beli). É a “Água do Céu”, a grande Mãe. Do seu nome vem a origem do Rio Danúbio, onde primeiro surgiram as raízes da cultura celta.
Mut - Divindade egípica. “A mãe”, em Karnak. (*Observação: MUT era esposa de AMON, deus que ocupava a principal edificação do Templo de Karnac, construído entre 2200 a.C. e 360 a.C. Este Templo de Karnak era o principal local de culto aos deuses de Tebas, entre os quais se destacavam: Amon, Mut e Khonsu. Até o fim da civilização egípcia, Karnak se manteve como centro religioso do Império: Amon-Ra (a forma solarizada do deus Amon) e seus sacerdotes adquirem então um poder prodigioso, que chegou a ameaçar a própria instituição faraônica.)
Aruru - Divindade babilônica. Um dos nomes da Grande Deusa Mãe na mitologia babilônica.
Namur - Divindade-Mãe sumeriana, mãe de Enki e Ereshkigal. Deusa dos Mares, que criou o céu e a terra e gerou várias Divindades, quando a terra foi arrebatada ao céu.
Belet Ili - Divindade sumeriana, “Senhora de todos os deuses”, Grande Deusa Mãe. Consorte de Enki. Divindade do útero e das formas. Ela criou inicialmente sete homens e sete mulheres que, com o tempo, se tornaram a civilização conhecida.
Nanshe - Divindade-Mãe sumeriana festejada com procissões de barcos, nas quais eram depositadas suas oferendas a serem entregues no mar.
Frigga - Divindade nórdica, a Grande Mãe da maioria dos deuses, uma das três esposas de Odin. Frigga é o aspecto Mãe; enquanto Freyja é o aspecto sensual, donzela.
Belat - Divindade caldéia, esposa de Bel. É a “Mãe dos Grandes Deuses” e “Senhora da Cidade de Nipur”.
Coatlicue - Divindade asteca, Mãe de todas as outras divindades. Usa uma saia de serpente e é também Senhora da vida e da morte. Também adorada como Mãe da Terra.
Yngona - Divindade dinamarquesa, é a Grande Mãe.
Mama Cocha - Divindade inca. Cultuada não apenas pelos incas, mas por muitas outras tribos e culturas. É a Mãe do Mar e Senhora dos peixes.
Mariamma - Divindade hindu, Senhora do Mar e de tudo o mais que ele representa e traz de benefícios para nós.
Marah - Divindade caldéia, Senhora das águas salgadas, Mãe que vem do mar.
Derketo - Divindade assíria, aparece como sereia. Senhora da Lua e da noite, protetora dos animais que habitam o mar.
Mari Ama - Divindade escandinava do mar.
Ilmatar - Divindade finlandesa da água, Grande Mãe criadora que está na origem de tudo.
Annawan - Divindade indonésia do Mar.
Bachue - Divindade colombiana dos índios Chibchas. Seu nome significa “grandes seios”. Junto com seu filho, Ela criou a humanidade.
(Fonte: “Deus, “Deuses” e Divindades, Alexandre Cumino, Madras Editora, 2004, páginas 127/130.)

By Pat Kovacs - patkovacs.blogspot.com

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

20 de Janeiro - Dia de São Sebastião

20 de Janeiro - Dia de São Sebastião
Dia Comemorativo do Orixá Oxossi

Ao Orixá Oxossi, como Raio Vibratório Divino Criador, Mantenedor e Transformador, cabe a ação sobre a natureza fauna e flora como o grane livro de sabedoria pura. Daí dizer-se ser Oxossi o rei da mata.

Oxossi detém o poder de criar, manter e transformar a fauna e flora do Planeta, por meio das energias poderosas emanadas do Criador, que se expande na dinamização do Conhecimento humano, abrindo de forma harmoniosa e equilibrada o raciocínio humano para a apreensão dos valores sábios e verdadeiros, elevando-os a estados cada vez mais espiritualizados, distantes da ignorância, do fanatismo e da desordem da razão.

Oxossi é o caçador por excelência, caçador das almas, mas com as armas do conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

Oxossi é o grande Caçador Divino, pois caça, através do arco e flecha do conhecimento e do raciocínio sábio, as almas dos seres encarnados e desencarnados, curando-os da lepra da ignorância, abrindo-lhes o raciocínio para o entendimento das belezas e da sabedoria do espírito a caminho da Casa do Pai.

Junto a Oxossi, o Orixá Ossãe desempenha o mesmo papel, através da manipulação das ervas, dotando-as de atividades energéticas medicinais e litúrgicas. Medicinais no sentido da cura do físico, emocional e psíquico dos seres. Litúrgico pela concentração, de forma essencial, de energias da terra, da água, do fogo e do ar, servindo para o culto dos diversos Orixás ou manipulações magísticas.

As ervas têm ainda o poder de limpeza, quando usadas de forma correta, desintegrando miasmas e energias deletérias que ficam fixadas nos nossos corpos etéricos e perispirituais.


Os Caboclos

Os Caboclos São espíritos que se afinizam com o trabalho da Umbanda e assumem roupagens fluídicas de índios, boiadeiros, marujos ou baianos, lidando com os aspectos doutrinários e magísticos dos Orixás. Os Caboclos, com suas vestimentas perispirituais características da cultura brasileira, de índios, boiadeiros, marujos ou baianos são da Linha Regencial de Oxossi, embora atuem na vibração magística pessoal de qualquer dos Orixás, é a sua vibratória individual, identificável nos pontos riscados.

A palavra Caboclo vem do tupi kareuóka, que significa da cor de cobre; acobreado. Espírito que se apresenta de forma forte, com voz vibrante e traz as forças da natureza e a sabedoria para o uso das ervas.

Os Caboclos são espíritos que se apresentam na forma de adultos, com uma postura forte, de voz vibrante, que trazem as forças da natureza, manipulando essas energias para trabalhar nas questões de saúde, vitalidade e no corte de correntes espirituais negativas, ensinando e usando a Doutrina racional à luz do Evangelho de Jesus. A Umbanda Espírita Cristã entende os Caboclos como símbolo de fortaleza, do vigor, da fase adulta, do caçador de almas e doutrinador dos espíritos.

Os Caboclos falam, ainda, à sociedade brasileira sobre a inclusão dos excluídos. No caso dos Caboclos Índios, eles nos falam dos nossos indígenas escravizados no passado e abandonados hoje. São da Linha Vibracional de Oxossi, com polarização de Oxossi.

Os Caboclos Boiadeiros nos lembram do homem do campo e dos pampas, com seu exaustivo e, muitas vezes, explorado trabalho de “guiada”, conduzindo o gado de fazenda para fazenda. São da Linha Vibratória de Oxossi, com polarização de Yansã com suas Ventanias.

Os Caboclos Marujos nos falam do homem do Mar, os pescadores, marinheiros, etc... São seres humanos que vivem sobre e a custa do mar e, na maioria das vezes, esquecidos e explorados pela sociedade consumista. Esses Caboclos também são da Linha Vibratória de Oxossi, com a polarização vibracional de Yemanjá ou Oxum.

Os Caboclos Baianos vêm nos lembrar dos nordestinos, especialmente aqueles que abandonando suas terras de origem partem para as cidades grades em busca de melhoria de vida e dignidade quase nunca alcançadas. São da Linha de Oxossi, com a polarização transformadora de Obaluayê.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

SAUDAÇÕES DE FIM DO ANO

SAUDAÇÕES DE FIM DO ANO

Caro irmão, cara irmã, entramos em sua vida neste instante para lhe desejar que nesta passagem de ano, 2013 / 2014, o Mestre Jesus, nosso Cristo amado, abra suas mãos amoráveis sobre você e derrame as Irradiações Divinas das Sete Sagradas Vibrações Cósmicas.

Que através do amado OXALÁ, a FÉ e a RELIGIOSIDADE, pela vibração Eólica, ilumine sua alma de paz, confiança e segurança.

Que a Mãe YEMANJÁ, na sua vibração hídrica,  irradie, do seu mar sagrada, as divinas irradiações da CRIAÇÃO, GERAÇÃO E RENOVAÇÃO, fazendo de você um novo ser, reluzente, puro e feliz, concretizando seus mais belos desejos.

Que através do querido OGUM, na sua vibração Ígnea, a LEI e a ORDEM se estabeleçam em seu ser, conduzindo-o ao equilíbrio e à ordenança harmoniosa da sua vida. Que IBEJI sopre sobre a sua vida os bons ventos da alegria e do bem.

Que através do Senhor OXOSSI, na sua vibração telúrica, o CONHECIMENTO e o ENTENDIMENTO surjam como luz a clarear seu ser e a destruir as trevas da ignorância, da superstição e da crendice. Que OSSÃE derrame sobre sua vida as energias curadoras e protetoras das Ervas Sagradas.

Que através do amado pai XANGÔ, na sua vibração ígnea elétrica, a JUSTIÇA e a RAZÃO assumam o comando de sua vida, levando ao seu coração o dom  da misericórdia e da compaixão. Que Mãe IANSÃ leve o equilíbrio às suas emoções e energias psíquicas.

Que através da amada mãe OXUM, na sua vibração aquática doce, derrame sobre você os efluxos do AMOR e da CONCEPÇÃO, tornando seus sentimentos puros e instrumentos de felicidade, alegria e vivência plena da amizade e relação sincera com seu próximo. Que OXUMARÉ ilumine radiosamente suas emoções afetivas, equilibrando-as e purificando-as.

Que através do Senhor OBALUAYÊ, na sua vibração telúrica, as irradiações de PURIFICAÇÃO, SABEDORIA e EVOLUÇÃO lhe conduzam, serenamente, pelos caminhos do progresso e crescimento, pela evangélica reforma íntima. Que Mãe NANÃ lhe abençoe com seu poder decantador, purificando-o das mazelas agregadas no contato com o mundo matéria.

Enfim, que os Caboclos, Pretos Velhos e Crianças lhe revistam das suas doces e luminosas irradiações, dando à sua vida as virtudes que representam com seus corpos fluídicos de Caboclos, Pretos Velhos e Crianças, que é a

SIMPLICIDADE/DOUTRINA,SABEDORIA/HUMILDADE e ALEGRIA/PUREZA DE CORAÇÃO.

Que os Guardiões, nossos queridos Exus, se postem à seu lado e lhe defenda de todas as investidas do mal.

É tudo que o TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ lhe deseja, neste Fim de Ano, para 2014.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Fundamentos da Quartinha

Fundamentos da Quartinha

A Umbanda tem sua ritualística própria e dentro das suas peculiaridades está o ritual das Quartinhas.
Ao chegar num Terreiro é muito comum avistar na entrada, sobre o piso ou sobre o portal da entrada, uma QUARTINHA, que significa que o espaço é  Sagrado e tem a faculdade de mostrar à primeira vista que se trata de um local de ritual religioso.
O termo QUARTINHA se refere a um recipiente de barro, usado para acondicionar líquidos com capacidade de 250 ml a meio litro.  É um dos utensílios indispensáveis nos cultos afro-brasileiros, sendo usado na maioria dos assentamentos e na obtenção dos AXÉS.
Existe um costume praticamente esquecido pela maioria dos Terreiros, pelo qual, quando o filho da casa ou um visitante chega ao Terreiro, se despacha a água da QUARTINHA e coloca-se água nova na mesma.  Com essa ação, entende-se que a água está transmutando as energias, dando uma purificação ao ato.
Antigamente, as quartinhas eram de barro, pois a lou­ça era um artigo raro e caro, ina­cessível às classes menos favorecidas. Panelas, vasos, tigelas, canecos, e ou­­tros utensílios feitos de bar­­ro cozido, eram comuns e de uso cotidiano, não só pe­­los in­dígenas, uma vez que os co­­lo­­nizadores mais po­bres tam­bém usa­vam uten­sílios de bar­ro cozido. Eram os vasi­lhames e uten­sílios mais po­pulares e mais baratos na­quela época.
Hoje, quando você tem os mesmos utensílios em lou­ça, pode usá-los à vontade. Até porque as quartinhas de barro precisam passar por um envernizamento externo e por um revestimento oleoso in­terno, para que a água ou outra bebida colocada dentro dela não seja absorvida pelo barro e, sob temperaturas elevadas, evapore completamente.
A importância da água: é um fator preponderante na Umbanda. A água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica.
A água poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa, dependendo do seu emprego. Ao se rezar para uma pessoa com um copo de água do lado, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água fica fluidificada. Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda sem ter um copo de água do lado.
A água que se apanha na cachoeira é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.
A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois, atrai as vibrações negativas do local. A importância da água pode ser traduzida numa única palavra: “VIDA”!
As águas utilizadas para descarrego, têm fundamento parecido com a fumaça, sendo que a fumaça carrega as energias consigo similar ao vento, e a água absorve estas energias.
As águas em copos nas obrigações significam energia vital, e nos copos juntos às velas de Anjo da Guarda ou atrás das portas de entrada, têm a finalidade de atrair para si as energias que por ali passam, atraídas pela Luz ou passando pela porta. Os copos de águas utilizados para estes fins (Anjo da guarda ou atrás das portas) devem ser descarregados pelo menos de 7 em 7 dias, pois senão fiarão saturadas e perderão seu poder de absorção. Esta descarga deve ser feita em água corrente (na pia com a torneira aberta, por exemplo). Pois simboliza movimento, necessário para transportar as energias absorvidas por ela.
Na Umbanda, a água é um dos elementos naturais mais receptivos com uma energia altamente condutora, ela é utilizada nas quartinhas, nos copos de firmeza dos Anjos de Guarda, no batismo, em muitos rituais da Umbanda e principalmente pelos  Guias Espirituais nos momentos onde há necessidade de realizar grande limpeza, purificação e energização de nosso corpo  astral e de nossa casa, afinal existem cargas e  energias maléficas que somente esse elemento natural é capaz de desfazer, limpar e equilibrar.
Ao desincorporar um ORIXÁ, a água da QUARTINHA proporcionará ao médium uma calma salutar após o transe espiritual.
As QUARTINHAS servem de imã espiritual para o médium, tanto o lado bom ou ruim que lhe desejam ou que assimila durante os trabalhos, nas giras ou simplesmente no que acontece diariamente.  Todos os fluidos são absorvidos pelas energias constantes da água contida nas QUARTINHAS.
Uma quartinha é algo pessoal e não deve ser manipulado por mais ninguém além do seu dono e só de­ve conter suas vi­bra­ções. Deve se cuidar da quartinha como se cuida da própria alma. É como se fosse sua essência e tivesse um pouquinho da  essência  da sua alma.
Além do mais, caso a quartinha fique nas dependências do Templo que a pessoa freqüenta, várias coi­sas podem influir sobre ela e ele tais como demandas, etc...
Na abertura da gira, existem regras, condutas que são seguidas conforme determinação do Mentor Espiritual da Casa. Para abertura da gira é necessário defumação, Hino da Umbanda, corimbas, pontos cantados  e riscados, firmezas, etc...
O terreiro só consegue desenvolver suas atividades se tiver como objetivo maior dar assistência aos necessitados que procuram para receber ajuda seja física, espiritual e às vezes psicológica.
É de suma importância a energia e sustentação da abertura da gira e para tanto é necessário que seja seguida a doutrina e tradição da religião, que tem sua forma de louvar, rezar, cantar, saudar, reverenciar, defumar... 

Fonte: http://www.tutc.org/index.php/boletins-informativos/99-quatinha.html

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

8 DE DEZEMBRO – DIA DE HOMENAGEM AO ORIXÁ OXUM

Ora iêiê ô! Saravá Oxum!”

Quando falamos de Oxum, falamos em Amor, pois Oxum é o próprio Amor de Deus em ação, e logo nos vem em mente uma mãe amorosa.

A Orixá Oxum é a regente magnética irradiante da linha do Amor e atua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor, harmonia, concórdia, fraternidade e união.

Mãe Senhora das concepções, está presente em todas as formas de vida e agregações que compõem os mundos...

Oxum atua no ser humano através do amor, representados pelas águas puras e cristalinas que caem e seguem seu curso, é a lágrima incontida nos momentos de provação, pois através das lágrimas libertamos nossa emoção negativa que nos magoa, angustia e nos sufoca e assim podemos continuar nossa caminhada. São dela os fluidos curadores do astral que agem sobre os espíritos arrependidos dos erros do passado.

Oxum é dona do Campo de Força da Natureza os Rios e Cachoeiras, é fonte de energias purificadoras. São as águas doces, águas dos rios, dos poços e minas que fornecem, de forma mais acentuada, a projeção da vibração desse Orixá do Amor.

É conhecida como uma mãe afetuosa que ampara seus filhos com seus fluidos regeneradores, através das quedas de água ela libera esses fluidos regenerando e equilibrando seus filhos.

Na queda das águas há uma libertação de energia e na queda de uma alma também há uma libertação de energia através dos sentimentos e ações que a fizeram cair. Quando percebemos essa queda nos desesperamos e muitas das vezes choramos. Eis aí a força cósmica de Oxum agindo sobre os sentimentos humanos sob forma de lágrimas purificadoras. Quem conhece Oxum não se torna árido porque sabe que as lágrimas são o remédio mais eficaz na purificação dos fluidos negativos, por isso alguns dizem que as cachoeiras são as lágrimas de Deus para nos purificar.

Toda vez que uma cachoeira é devastada o planeta adoece, pois uma fonte natural de purificação e energização é destruída.

As pessoas que são regidas por Oxum são chamadas a aprimorarem suas sensibilidades, tornando-se dóceis, muito amigas e equilibradas nas emoções afetivas.

Na Umbanda seu dia da semana é no Sábado, sua cor é o azul e sua saudação é “Ora iêiê ô!”, que significa “Salve Mãezinha”.

Isso e muito mais é Oxum, é o Orixá do amor, da prosperidade e da beleza, é a padroeira da gestação e da fecundidade, é responsável pelas uniões amorosas e financeiras e pela purificação e fortalecimento do nosso espírito e energização de nosso corpo.
ORAÇÃO A MAMÃE OXUM

Quando entro na cachoeira minhas lágrimas irão rolar, sair o meu pranto para que toda a minha dor Mamãe Oxum possa levar.

Leva Mamãe as minhas mágoas, sofrimento, tristezas, angústias e decepções que estão sufocando o meu peito, me faltando o ar.

Na corredeira de suas águas doces e límpidas, leva para bem longe e transforme em gotas de ouro o meu sofrer em paz.

No meu coração mamãe sele e cicatrize todas as feridas da minha alma. Energize meu espírito imortal, traga acalanto para meu corpo, abençõe senhora do amor e proteja com seu manto minha coroa divina e meus pensamentos.

Que seu mistério vivo e mineral, Mamãe serena, faça com que eu me torne uma pessoa mais compreensiva, serena, dedicada, pura, esperançosa, alegre e digna de poder receber sua misericórdia de amor todos os dias.

ORA IÊIÊ Ô MAMÃE OXUM!
 
Fonte: Cabana Ogum Rompe-mato, SP.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Quem é Exu na Quimbanda?

Em sua origem africana, Exu é o interlocutor entre os homens e os deuses, conhecedor da linguagem dos dois mundos, vai ao sagrado levar o chamado dos seus filhos que se encontram no mundo profano. Se os homens necessitam do auxílio dos Orixás, Exu é este mensageiro encarregado da comunicação entre a África sagrada e o Brasil profano.

Os espíritos cultuados na Quimbanda são ancestrais que tiveram ligação com o culto, em sua maioria pertencente a grupos familiares do século XIX e início do século XX, tendo, muitas vezes, travado relações de sangue com as culturas nativas como os brancos europeus que se relacionavam com negras ou índias. Estes passaram a ser chamados de Exu - um equívoco linguístico certamente, visto que Exu é a divindade Nagô. E foi por causa do seu arquétipo que acabou sendo relacionado às nossas entidades, “emprestado”, por assim dizer, o seu nome, pela característica de ser irreverente e debochado, que desafiava a ordem e os dogmas da igreja. A verdadeira denominação que deveríamos utilizar para os espíritos cultuados seria "Kimbandas", pois assim eram conhecidos os chefes-feiticeiros das tribos tanto na África Bantu quanto no Brasil escravocrata. Estes se fizeram notar pelos trabalhos de magia, transes e pela capacidade de curar através de elementos naturais, que em suas mão adquiriam caráter magístico.

A ancestralidade é a chave para compreendermos o universo religioso e popular que se desenvolveu no Brasil, e é preciso voltar ao passado e compreender a miscigenação das raças e culturas que formaram nossa sociedade. Observando por esse ângulo fica mais fácil perceber que as nossas entidades não estão necessariamente vinculadas à mecanismos de evolução kármica, mas sim a algo bem mais óbvio – a relação ancestral.

A Quimbanda tem bases diferentes do espiritismo umbandista ou kardecista; na teologia quimbandeira não existe a evolução dos espíritos no sentido de passagens de graus ou de dimensões e os exus são tidos como ancestrais não apenas por terem vivido antes de nós, mas por serem, realmente, ligados ou à ascendência do médium ou à ascendência do culto/casa em que o mesmo é iniciado.

Trechos do texto extraídos e/ou adaptados de:
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