quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O CARNAVAL NA VISÃO ESPÍRITA

O CARNAVAL NA VISÃO ESPÍRITA

O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.

Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.

A letra da música de Caetano Veloso diz: “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”, mas para os espíritas a letra deveria ser modificada para: “atrás do trio elétrico também vai quem já morreu”, porque o Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, drogas lícitas e ilícitas, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis, doenças sexualmente transmissíveis, abortos, etc.

Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.

Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando sintonizamos na mesma frequência de pensamento, também obtemos pelo mesmo processo, a ajuda dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada.

Como disse Carlos Baccelli: “Advertiu-nos o apóstolo Paulo: "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém". O mal não está tanto na coisa em si; está em como nos conduzimos dentro dela. O carnaval não seria o que é, se não fôssemos o que somos. É natural a presença do jovem espírita em festas e boates; no entanto, ao adentrar uma casa de diversão, ele não pode deixar lá fora a sua condição religiosa, como se tal condição lhe fosse uma capa da qual ele pudesse despir-se à vontade.”

Há quem se isole em grupos religiosos para orar ou pular um carnaval mais cristianizado, onde a alegria não precisa de drogas, sexo desregrado, atitudes desequilibradas.

Então, podemos concluir que, seria bom evitarmos, mas se não for possível, podemos nos divertir, mas nos comportemos como cristãos seja lá onde estivermos. ORAÇÃO e VIGILÂNCIA é a recomendação sempre atual.

(Compilação de Rudymara retirado do texto da Revista Espírita e do livro Mediunidade na Mocidade de Carlos A. Baccelli)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

RITUAL DE DESCARREGO E DEFESA PARA O CARNAVAL


RITUAL DE DESCARREGO E DEFESA PARA O CARNAVAL

Defesa para o Carnaval...

Será realizada nesta quinta-feira, dia 27 de fevereiro, às 19:00, na sede do Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz, sempre com muita alegria, fé e forte vibração, o Ritual de Defesa para o Carnaval. Esse ritual é mais um ato de solidariedade, amor e ajuda do Plano espiritual, no sentido de suprir as nossas deficiências vibratórias.

O Carnaval é um evento que, apesar do seu cunho de festividade e lazer, infelizmente, pelas emanações dos encarnados que o aproveitam para transformar a liberdade em libertinagem, pelos excessos de álcool, sexo, violência, etc... Impregnam os ambientes com energias tóxicas e pesadas, atraindo para as ruas, bailes e ambientes carnavalescos entidades perigosas que se afinizam com esses excessos viciosos.

São dias em que os espiritualistas cristãos devem se dedicar mais à prece, às leituras proveitosas e ao descanso. Mas, não há proibição para os irmãos que gostam de ver e se divertirem no carnaval. O que tem que haver é discernimento e consciência cristã, que nos conduzam a estar sem se deixar envolver com os excessos prejudiciais. Daí a necessidade de ética, amor, coragem e apego interior a Jesus e seu Evangelho redentor.

O Sr. Exu Malandrinho sempre nos fala sobre a beleza que pode ser extraída do charco, pois depende de cada um se deixar sujar ou não. Dizia que essa é a mensagem da sua falange: Malandrinho. Mas, Malandro do Espírito, Malando da fé, Malandro de Jesus e a serviço de Jesus. Se os Malandros desonestos e viciados o sabem ser para o que não presta, por que não assumirmos a malandragem evolutiva do espírito, que é estar e passar pela lama dos ambientes dos vícios, das energias pesadas, dos excessos, mas sem se deixar influenciar por eles? Impossível não estarmos em ambientes assim contaminados ou estar em contato visual e proximidade dos irmãos ainda embalados pela ilusão dos prazeres fáceis e viciosos, mas não é impossível nos sentirmos protegidos e defesos contra essas energias enfermiças e maléficas.

Paulo, Apostolo, nos alerta: “Estar no mundo, sem a ele pertencer”.

Estar não é condenável, e é até necessário para nosso crescimento e maturidade, pelas provas a que nos expõe. Se deixar envolver e praticar os atos que esse mundo das ilusões e vícios nos oferecem, é outra coisa. O cristão não se deixa envolver e nem se mistura com as sombras, mas não pode estar fora de ambientes onde ela atua. Como dizem os Exus, “temos que ser luz nas sombras”, e isso será mostrado pelo nosso comportamento, fé e alegria sadia.

Jesus nos diz: “Vós sois a luz no mundo, não se acende uma lanterna para escondê-la debaixo da mesa”

O Ritual de Defesa bem nos mostra isso, com a presença dos amigos Exus e Pomba Giras. Muita alegria, cantos, risos, danças, pois “Exu trabalha brincando e brinca trabalhando”. Mas, tudo em nome da espiritualidade sadia, na alegria da misericórdia de Deus que nos sorri através de Jesus, seu Filho. Os Exus, com sua alegria, suas roupagens, nos ensinam que devemos e podemos nos alegrar, sorrir, cantar, pois quem tem Deus no coração e a consciência limpa é alegre e feliz. Já dizia São Francisco de Sales que “um santo triste é um triste santo”. Mas que essa alegria tem que estar a serviço de nosso crescimento, da fraternidade e da fé. Espiritualidade não é sinônimo de sisudez, pois o espiritualista é alegre e feliz pela confiança e fé na ação misericordiosa de Deus sobre sua vida. E os Exus nos falam disso sempre com suas presenças alegres, mas decididas, defensivas e orientadoras.

As “defesas” que serão vibradas pelos Exus no ritual devem ser usadas, pois eles, como nossos defensores e protetores, condensam energias de proteção defensivas que, por um período, emanam esses fluidos em nossa volta, protegendo-nos da invasão das energias densas e enfermiças dos ambientes em que nos encontrarmos, e sobre as quais falamos acima. Como disse, é a espiritualidade benfazeja vindo ao encontro de nossa, ainda, fragilidade e incapacidade de auto defesa.

Material Necessário para o Núcleo de Defesa

(Este material estará disponível para venda no Templo, com exceção da moeda)

Você deve levar para essa Gira, a fim de que seja feita a firmeza (núcleo de defesa) para o carnaval:

1 pedaço de murim branco 15 cm X 15 cm,

1 semente olho de cabra,

1 pedaço de fita preta fina (20 cm),

1 pedaço de fita vermelha fina (20 cm),

1 figa pequena de arruda
1 figa pequena de guiné

1 moeda corrente

Desejamos a todos os irmãos médiuns, frequentadores e amigos do Cruzeiro da Luz um bom Carnaval, mas de paz e alegria do Cristo que habita em nós.

Aos que ficarem em suas casas descansando, boas leituras e bom descanso. Aos que forem participar das festividades, alegre participação, sem esquecer, contudo, que é preciso, para nossa paz e alegria, estar no meio sem se deixar contaminar por ele naquilo que foge à vivência cristã sadia.

A palavra chave e lema para esses dias, e todos os dias de nossa vida, é e será sempre a palavra amorosa de Jesus a nos alertar:

“Orai e Vigiai”.

TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ
CABANA DO CABOCLO ROMPE MATO
Rua Eduardo Ferreira França, 812 – Vl. Moraes/Saúde
São Paulo – SP
Telefone: (11) 98555-8980
WWW.cabanarompemato.nethttps://www.facebook.com/cabanarompemato

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Novos Oratórios

Oratório pequenos, feitos para Jesus Misericordioso, São Francisco de Assis, São João Batista, São Jorge e Nossa Senhora do Rosário.

Estes não têm donos, estão a espera de aquisição ;)

R$ 30 cada + frete.
Frete por conta do comprador, via PAC dos Correios (ou, em caso de urgência, solicitar o Sedex). Favor enviar o seu cep, para simular o valor do frete.

Oratório Artesanal de Jesus Misericordioso, feito em MDF com aplicação de flores de tecido, bordado inglês com fita de cetim, strass sintéticos. A imagem é de resina, com 7 cm de altura.

Peça única. Não faço cópias ou peças em série, no máximo, peças 'parecidas'.

Dimensões do oratório:
Altura: 14 cm (do "chão" à "ponta da torre")
Largura: 8 cm
Profundidade: 6 cm
 
Oratório Artesanal de Nossa Senhora do Rosário, feito em MDF com aplicação de flores de tecido, passamanaria, strass sintéticos, tercinho. A imagem é de resina, com 6 cm de altura.

Peça única. Não faço cópias ou peças em série, no máximo, peças 'parecidas'.

Dimensões do oratório:
Altura: 14 cm (do "chão" à "ponta da torre")
Largura: 8 cm
Profundidade: 6 cm
Oratório Artesanal de São Francisco de Assis, feito em MDF com aplicação de flores de tecido, passamanaria, strass sintéticos, Divino em resina. A imagem é de resina, com 7 cm de altura.

Peça única. Não faço cópias ou peças em série, no máximo, peças 'parecidas'.

Dimensões do oratório:
Altura: 14 cm (do "chão" à "ponta da torre")
Largura: 8 cm
Profundidade: 6 cm
 Oratório Artesanal de São João Batista, feito em MDF com aplicação de flores de tecido, passamanaria, strass e pérolas sintéticos, imagem do Divino em resina. A imagem é de resina, com 7 cm de altura.

Peça única. Não faço cópias ou peças em série, no máximo, peças 'parecidas'.

Dimensões do oratório:
Altura: 14 cm (do "chão" à "ponta da torre")
Largura: 8 cm
Profundidade: 6 cm
 
Oratório Artesanal de São Jorge, feito em MDF com aplicação de flores de tecido, florzinhas de massa, strass sintéticos, mini crucifixo e imagem do Divino em resina. A imagem é de resina, com 5 cm de altura.

Peça única. Não faço cópias ou peças em série, no máximo, peças 'parecidas'.

Dimensões do oratório:
Altura: 14 cm (do "chão" à "ponta da torre")
Largura: 8 cm
Profundidade: 6 cm

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Oratórios

O final de semana foi construtivo, já que consegui fazer E finalizar três oratórios: de Sant'Ana/Nanã Buruquê, Nossa Senhora da Conceição/Oxum e Nossa Senhora do Rosário.

São as primeiras peças da minha Feito no Santo, pois que preciso arranjar um ofício que me faça ganhar a vida sem ser empregada de ninguém!

Os oratórios de Sant'Ana e Conceição fazem conjunto com o de São Jorge, que não postei a foto porque não está finalizando (falta a imagem de resina), e são uma encomenda feita antes mesmo de eu começar o trabalho artesanal, quando era apenas uma ideia! Isso sim é um voto de confiança!

Já o mini oratório (que tem apenas 12 cm de altura) de N° Srª do Rosário está disponível para quem se encantar e quiser.

Pretendo que cada peça seja única, sem repetir fórmulas ou copiar modelos. E, por enquanto, será!

Confira mais detalhes no blog oficial da marca Feito no Santo ;)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Oratório para Imaculada Oxum

Este foi o segundo Oratório que finalizei, feito a pedido do amigo Elvis Paschoal, um Filho de Oxum. Para este, utilizei um oratório em MDF; com um corte diferente do outro, de São Jorge, pintei com tinta acrílica brilhante branca e rosa, decorei com rosinhas de tecido, strass sintético, pistilos, lacinho de cetim em forma de borboleta e pingentes cromados em formato de Oxum (do Candomblé) e de Abebè, o espelho que é tanto símbolo e ferramenta de Oxum quanto de Yemanjá, com a diferença que para uma há uma flor impressa e para a outra, uma estrela de cinco pontas.
Abaixo segue um texto de minha autoria, escrito e publicado inicialmente no Blog PatriciaDo, sobre a Orixá Oxum e seus sincretismos com várias Nossas Senhoras, especialmente Nossa Senhora da Conceição ;)
*****

Oxum é a mais amorosa das Yabás, tanto que é considerada a Orixá do Amor e da Benevolência. É também considerada a mais bela dentre as Orixás.
É a senhora das Águas Doces, dos rios e cachoeiras, que são seu Campo Santo de atuação, cuja vibratória é a do Elemento Hídrico.

Considerada a Deusa da Riqueza e da Fartura, todos os metais dourados a pertencem, especialmente o ouro, o mais nobre deles e o único a adornar uma rainha.

No sincretismo, Oxum é também a Nossa Senhora da Conceição, sincretizada pela Umbanda praticada no Rio de Janeiro e demais estados do Sul e Suldeste brasileiro. Na Umbanda da Bahia, Oxum é Nº Srª das Candeias e Nº Srª Aparecida, ambas com fortes ligações com as águas.

Oxum está presente na concepção dos seres, na água que transporta a semente, na água que sustenta o feto no ventre da mãe. Ela está presente nas águas da chuva, nos rios, córregos e nascentes, e em tudo que houve água, pois Água é Vida.

No Candomblé, Oxum recebe nomes com grafias levemente alteradas, como Òsun, Oshun ou Ochun. Foi o rio Osun, que atravessa as regiões de Ijexá e Ijebu, na Nigéria, que emprestou o nome à Orixá, que é a rainha da Nação Ijexá, reconhecida nas religiões brasileiras de matrix africana Batuque e Candomblé.

No Candomblé Bantu, ela é a Senhora da Fertilidade e da Lua; no Candomblé Ketu, é a Deusa das águas-doces, da gestação e da fertilidade. Por essas qualidades, Oxum é muito recorrida pelas mulheres que querem engravidar ou para pedir amparo ao bebê durante a gravidez.

É Oxum que cuida e protege das crianças pequenas, até o momento que elas começam a falar, enquanto Yemanjá é a Orixá que auxilia no parto, "amparando a cabeça dos bebês".

Na Santeria, é chamada Ochún, sincretizada com Nossa Senhora da Caridade do Cobre, padroeira de Cuba. A Santeria é tal qual a nossa Umbanda, um conjunto de sistemas religiosos miscigenados entre o catolicismo e a religião yorubá. Significa "Caminho dos Santos" e é praticada em Cuba, República Dominicana, Panamá e EUA onde há maior população de afro-descendentes e latinos-americanos. Também é praticado isoladamente no Brasil, sendo muito semelhante ao nosso Candomblé.

Oxum é uma Orixá da Mitologia Yorubá, dos povos dos yorubás, das regiões da Nigéria do Togo, Serra Leoa e República de Benin, no continente africano. Ela se ramifica em 16 qualidades que recebem os nomes das cidades por onde passa o rio Osun:
( By Pat Kovacs - patkovacs.blogspot.com )


  • OXUM ABALÔ é uma velha Òsun, de culto antigo, considerada Iyá Ominibú, tem ligação com Oyá, Ogun e Oxóssi, veste-se de cores claras, usa abebé e alfange.
  • OXUM IJÍMU ou Ijimú, é outro tipo de Òsun velha. Veste-se de azul claro ou cor de rosa. Leva abèbé e alfange, tem ligação com as Iyamís, é responsável por todos os Otás dos rios.
  • OXUM ABOTÔ também uma velha oxun de culto antigo, ligada as Iyamís, feiticeira, carrega abebe e alfange, tem ligação com Nanã, Oyá de culto Igbalé.
  • OXUM OPARÁ ou APARÁ seria a mais jovem das Òsun, e um tipo guerreiro que acompanha Ògún, vivendo com ele pelas estradas; dança com ele quando se manifestam juntos numa festa; leva uma espada na mão e pode vestir-se de cor marrom avermelhado. É a Senhora da Espada.
  • OXUM AJAGURA ou AJAJIRA , outra òsun guerreira que leva espada, jovem, tem ligação com Yemanjá e Xangô
  • OXUM YEYE OKE, Oxun jovem guerreira, muito ligada a Oxóssi, carrega ofa e erukere
  • OXUM ÌPONDÁ é também uma òsun Guerreira ligada a Ibuálàmò. Yeye Pondá é rainda da cidade que leva seu nome Ìponda, leva uma espada e veste-se de amarelo ouro e branco quando acompanha Oxaguiã.
  • OXUM OGA é uma òsun velha e muito guereira, carrega abebe e alfange
  • OXUM KARÉ é um osun jovem e guereira, ligada a Odé Karè, Logun edé.
  • OXUM IPETU é uma Oxun de culto muito antigo, no interior da floresta, na nascente dos rios, ligada a Ossaiyn.
  • OXUM AYAALÁ- é talvez a mais ancestral dentre todas, veste-se de branco, ligada a Orunmilá e as iyamis, considerada a avó.
  • OXUM OTIN - Osun com estreita ligação com Ínlè, ligada a caça e usa ofá e abebé.
  • OXUM IBERÍ, OXUM IBEJI OU OXUM MENINA, OXUM MERIMERI - Oxun nova, concentra a vaidade e toda beleza e elegância de uma oxun, dizem que era Oxum de Mãe Menininha do Gantois.
  • OXUM MOUWÒ- Oxum ligada a Olokun e Yemanjá, grande poder das iyamís, veste-se de cores claras e usa abebé e ofange.
  • OXUM POPOLOKUN - Oxum de culto raro, ligado aos lagos e lagoas.
  • OXUM OLÓKÒ OU OXUM DÔCO - Oxum guerreira , vive na floresta nos grandes poços de água, padroeira do poço. (Fonte: Blog Umbanda, Reino da Paz.)
Na cidade de Osogbo, na Nigéria, realiza-se anualmente o Festival de Osun, que existe desde tempos imemoriais da fundação da cidade, cuja história foi transmitida oralmente. Em Osogbo está o Templo de Osun, tornado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 2005.
Ligações esotéricas:
Dia: Sábado;
Data: 8 de dezembro;
Metal: latão e ouro, o bronze e o cobre;
Cor: amarelo;
Partes do corpo: todo o rosto, o baixo ventre, o baço; às vezes o coração; patrona do ventre; a terceira visão e a circulação sanguínea  (os rios);
Comida: omoolocum e banana fritas;
Arquétipos: calmos, carinhosos, desprendidos, vaidosos, volúveis, altruístas, sonhadores, muito elegantes apaixonados, por jóias, perfumes e vestimentas caras; símbolo do charme e beleza, sensuais, porém reservados, evitam chocar a opinião publicar à qual dão grande importância; sob sua aparência calma e sedutora, escondem uma vontade muito forte, um grande desejo de ascensão social.
Símbolo: abebê (leque feito de metal dourado).



Os Orixás são apenas parte de um prova contundente do quanto a Mitologia Africana é vasta, riquíssima e muito profunda. Seja uma figura mitológica, seja uma Força da Natureza, seja um rio, seja um Espírito de muita luz que ascendeu à perfeição divina, Mamãe Oxum está presente, em essência, nos lares harmoniosos, nos relacionamento de afeição sincera, nos corações amorosos e abertos ao bom e ao belo. Oxum é Vida e Amor, e isso se traduz em riqueza e prosperidade.

Ora iê iê ô ! (em yorubá)
Salve a Senhora da Bondade!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Oratório para as Crianças


Oratório Artesanal das Crianças (Ibejis, Erês), feito em MDF com aplicação de botões, strass sintéticos, colagem das figuras de São Cosme e São Damião. As imagens são de resina, com 4 cm de altura cada.

Peça única. Não faço cópias ou peças em série, no máximo, peças 'parecidas'.

Dimensões do oratório:
Altura: 14 cm (do "chão" à "ponta da torre")
Largura: 8 cm
Profundidade: 6 cm

Valor: R$ 30

Frete por conta do comprador, via PAC dos Correios (ou, em caso de urgência, solicitar o Sedex). Favor enviar o seu cep, para poder simular o valor do frete.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Oratório para São Jorge Ogum

Este foi o primeirão, o primeiro oratório que fiz. Tem uns errinhos que me alertaram para manter a atenção nos detalhes, mas que foi uma ótima experiência e aprendizado. E, o que é melhor, apesar dos errinhos (que um olho treinado facilmente perceberá), ele já foi vendido a um amigo, que também acabou por encomendar os oratórios da Imaculada e da SantaAna que já apresentei aqui.

Este foi somente o primeiro... de MUITOS! E o primeiro para um novo estilo de vida para mim... porque todos nós temos direito a trabalhar sem sermos patrão ou emprega, já parafraseando o slogan da EcoSol :)

Segue um texto que escrevi no ano passado e publiquei no Blog PatriciaDo, sobre São Jorge como Ogum.

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Dia 23 se homenageia OGUM, o Orixá do Ferro e da Luta, aquele que forjou as ferramentas e legou à Humanidade, para que ela, por sua própria conta, pudesse se prover através da agricultura e da caça, criar seu próprio abrigo, se proteger e ajudar em sua evolução.
Ogum é o Dono dos Caminhos, aquele que tanto guia quanto escolta. Por sua qualidade aguerrida, é ele que impulsiona para frente, fazendo vencer os obstáculos ao enfrentá-los com coragem e cabeça erguida. Ele é a Força da Natureza que impulsiona a todos para a vida, quando nascemos e lutamos, diariamente, por nossa sobrevivência e permanência no mundo. Ogum é o Fogo da Vida, o fogo que inflama a vontade, que faz a todos levantar e seguir adiante, pois, assim como o Elemento Fogo, só há uma direção a seguir: para cima!
Pai áustero, não é do feitio de Ogum engambelar nenhum filho. É o Pai que aponta os caminhos, que pega na mão para ensinar a arar, a pescar, a caçar (no sentido metafórico). Mas sua austeridade visa sempre o bem do filho. Não é o Pai que levanta o filho caído para pôr no colo, mas sim o Pai que fica ao lado do filho caído, incentivando-o a levantar-se por si mesmo, cuidando apenas para que nenhum ato injusto o acometa e atrapalhe sua ascenção, afinal, ele é o Orixá da Lei (de Execução) e da Ordem. Ogum não dá absolutamente nada de graça, mas auxilia no que for quando vê que o filho prossegue no Bem e luta diariamente por sua própria melhoria interior.
Ogum é Pai zeloso, mas exigente. Não se comove com fraquezas, mas professoralmente mostra como vencer as demandas e impencilhos que, na maioria das vezes, foi o próprio filho que colocou em seu próprio caminho. Mas Ogum não arreda o pé, nunca! Está sempre ali, guiando, protegendo, instruindo, mesmo que não engambele, que não passe a mão na cabeça. E todo filho de Ogum sempre se levanta mais forte e mais sábio.
Ogum Yê, meu Pai amado! Obrigada por tudo, por toda a Força, por todo apoio, por todo amparo! Obrigada por exigir tanto de mim, me tornando mais criteriora em relação a tudo. Obrigada pela proteção, pela Luz e pela Fé, que se acenderam por sua interseção!
Ogum na Mitologia Yorubá
Os povos iorubanos são (ou eram) povos naturalmente guerreiros. Uma boa comparação, para melhor entendimento, é com os Romanos. A Nação Yorubá estava sempre voltada para o desbravamento, para as conquistas e dominações de territórios, por isso estavam quase sempre em lutas contra outras nações. Os Yorubás dominaram o Reino de Daomé, e assim como os Romanos fizeram com os Gregos (e outros povos), acabaram fundindo sua cultura, o que os antropólogos e historiadores chamam de Aculturação. Ao fundir as culturas, elementos de uma e de outra passaram a conviver com relativa harmonia, criando-se novas expressões culturais e novos conceitos, inclusive religiosos.
Apesar da maioria dos Orixás cultuados hoje no Brasil ser uma fusão entre as religiões yourubanas e daometanas, Ogum é um Orixá original da Mitologia Yorubá, acreditando-se, inclusive, que ele seja uma das primeiras Deidades a ser cultuada pelos yorubás, o que faz muito sentido, visto a qualidade aguerrida desse povo.
Em Yorubá, Ogum se grafa como Ògún, é o Senhor do Metais e da Guerra. Sendo o criador da fundição, forjou ferramentas e armas, ensinando os homens a cultivar alimentos, a caçar e a guerrear, tirando a Humanidade da Idade da Pedra.
By Pat Kovacs - patkovacs.blogspot.com 
 
Ogum no Brasil
Ogum é um orixá costumeiramente associado à guerra e ao fogo. Sendo geralmente representado sob a figura de um guerreiro, Ogum estabelece um arquétipo de luta e conquista aos que se dedicam à sua adoração. Seu grau de importância é tamanho, pois ele é o orixá que possui maior proximidade com os seres humanos depois de Exu. Conhecedor de segredos, ele sabe muito bem como fabricar os instrumentos necessários para a batalha e para o trabalho com a terra.
Por conta dessas habilidades, observamos que as várias representações dessa divindade costumam colocá-lo empunhando uma espada, uma enxada ou uma pá. De acordo com a mitologia africana, Ogum era filho do rei Odudua, fundador da cidade de Ifé. Apesar de viver os privilégios de um príncipe, Ogum era uma figura bastante inquieta e gostava muito de representar seu pai nas lutas pela conquista de novos territórios. Logo assim, ele se tornou uma divindade que inspira a constante tomada de atitudes.

Nas várias descrições que tentam falar sobre Ogum, percebemos que o mesmo aglomera um claro universo de comportamentos impulsivos e, ao mesmo tempo, pragmáticos. Ao mesmo tempo em que luta com bravura e se entrega ao amor intensamente, Ogum também é bastante reconhecido pelo seu gosto pela presença dos amigos e a alegria de viver. Apesar de ser tão temperamental como seu irmão, o orixá Exu, este não possui a mesma sagacidade e malícia.

As oferendas dedicadas a Ogum são costumeiramente organizadas durante as terças-feiras, dia em que é feita sua consagração. Praticamente todas as danças que evocam a figura deste orixá são marcadas por gestos de luta. Além disso, os alimentos que são elaborados para suas oferendas não possuem uma preparação muito complexa. No ritual jeje, Ogum é equivalente ao vodum Doçu. Já entre os praticantes do rito angola, esse mesmo orixá é conhecido como Roxo Mucumbe ou Incoce.

Em terras brasileiras, Ogum acabou sendo facilmente associado à história dos vários santos guerreiros que integram o cristianismo. Nessa situação sincrética, acabou sendo relacionado à imagem de São Jorge, principalmente na cidade do Rio de Janeiro. Essa aproximação pode ser historicamente reconhecida na Guerra do Paraguai, quando vários negros participantes do conflito professaram que a vitória na Batalha de Humaitá teria sido fruto da proteção do santo que simbolizava o orixá.

Fonte: Por Rainer Sousa, Graduado em História - Equipe Brasil Escola
O Ogum no Candomblé
OGUM é o temível ORIXÁ considerado o mais guerreiro, violento e implacável de todo o Panteão. É o deus do ferro, da metalurgia e da tecnologia; protetor dos ferreiros, agricultores, caçadores, carpinteiros, escultores, sapateiros, talhadeiros, metalúrgicos, marceneiros, maquinistas, mecânicos, motoristas e de todos os profissionais que de alguma forma lidam com o ferro ou metais afins. OGUM é o ORIXÁ conquistador. ELE se fez respeitado em toda a África negra devido ao seu caráter devastador. Foram muitos os reinos que se curvaram diante do poder militar de OGUM.
OGUM é um ORIXÁ importantíssimo na África, Brasil e em Portugal. Foi OGUM quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um conjunto de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.
Em todos os cantos da África negra OGUM é conhecido, pois soube conquistar cada espaço daquele continente com a sua bravura. Matou muita gente, mas matou a fome de muita gente também, por isso antes de ser temido OGUM é amado.
A Espada! Eis o braço de OGUM.
O campo de atuação de OGUM é a linha divisória entre a RAZÃO e a EMOÇÃO.
No Ketu, costuma-se dizer que OGUM é aquele que está sempre vigilante, marcial, extremamente disciplinado e sempre pronto para agir onde quer que seja chamado. Mas temos que chamar este ORIXÁ corretamente, pois ELE conhece e domina todos os caminhos e nunca se perde.
Os locais consagrados a OGUM ficam SEMPRE ao ar livre, na entrada das casas ou roças de CANDOMBLÉ.
OGUM é o ORIXÁ que sempre vence as demandas para as pessoas. Mas temos de ter muito cuidado com aquilo que pedimos para ELE. Se OGUM achar o pedido injusto, ELE se volta contra quem fez o pedido.
Fisicamente, OGUM é magro, mas com músculos e formas bem definidas. Partilha com EXÚ o gosto pelas festas e conversas infindáveis e gostam de brigas boas. Se não fizerem a sua própria briga, compram as de seus amigos e colegas.
Sexualmente Ogum é muito potente e vivia trocando constantemente de parceiras, pois têm dificuldade em se fixar a uma pessoa ou a um lugar. OGUM gosta de pisar a terra com os pés descalços. É batalhador e não mede esforços para atingir seus objetivos. E mesmo contrariando a lógica, luta insistentemente e vence.
OGUM não se prende à riqueza, o que ganha hoje, gasta amanhã. OGUM gosta mesmo é do PODER, gosta de comandar, é um líder nato.
OGUM é o que vem primeiro, é aquele que está sempre a frente...
Características: Cores e Contas: Azul forte, Vermelho e Verde.. Símbolo: Bigorna, Faca, Enxada e outras Ferramentas. Dia da Semana: Terça-Feira. Comidas: Feijoada, Vatapá, Inhame com Feijão Preto, Farofa. Saudação: Ogum Yê!
Fonte: http://www.guardiadeorixa.com/Ogum.htm
Ogum na Umbanda
Primeiro precisamos entender que quando falamos dos Oguns que baixam nos Templos de Umbanda, rodando suas espadas no ar, não são o próprio Orixá Ogum, pois o Orixá não baixa na Umbanda, muito menos são Caboclos de Ogum, os caboclos de Ogum são índios que fazem cruzamento com este Orixá.
O Povo de Ogum que baixa nos terreiros são espíritos de homens que foram ligados ao militarismo de alguma forma. Estes espíritos, por afinidades astrológicas e energéticas, que trabalham nessa linha, são Guerreiros Romanos, Gregos, Espartanos, Mouros, Gauleses, Bárbaros, Hititas, Egípcios, Malês, Sarracenos, Templários, Britânicos, Chefes Indígenas, Bedúinos, Persas, Macedônios, Chineses, Samurais, Babilônicos, enfim, são de vários países e territórios. Vamos a explicações:

Ogum Matinata: Veste Vermelho apenas, é a linha mais pura de Ogum, sando chamado por Ogum Guerreiro.

Ogum Beira-Mar: Veste Vermelho e Azul Claro, ligado as praias de Iemanjá, conhecido como o Sentinela de Maria.

Ogum de Lei (Ogum Delê): Ligado a Xangô usa Vermelho e dourado, cor de sua armadura trás uma balança nas mãos ligado a execução da justiça.

Ogum Yara : Ligado a Ibeji e Oxum, usa vermelho e Azul escuro trabalha nas nascentes dos rios.

Ogum Malê ou Malei: Ogum ligado a Oxalá,patrono das entidades do Oriente e de Cura, cuida de todos espíritos dos médicos astrais, usa Vermelho e Branco, não usa acapacete.

Ogum Megê: Serventia de Obaluae, regula os Exus, trabalha muitas vezes dentro da Calunguinha, veste Preto, Vermelho e Amarelo, usa bandeira e lança como arma,alguns usam espadas, sempre respresentado montado num cavalo branco.

Ogum Rompe-Mato: Ligado a Oxossí, cuida das entradas das matas e florestas, usa Verde escuro e Vermelho, uma espada de São Jorge na mão, alguns usam fitas na cabeça.

Ogum Sete-Espadas: Ligado a energia pura de Ogum, vibra com Ogum Matinata, usa uma espada na mão e outras seis cruzadas na capa, Usa vermelho e prata.

Ogum Sete-Ondas: Vibra com Ogum Beira-Mar, trabalha nas ondas do mar, ligado a Iemanjá. Usa Azul Royal e Vermelho, se veste com capacete de conchas.

Ogum das Pedreiras: Guarda as pedreiras de Xangô de armadura dourada e penas marrons, vibra com Ogum de Lei quase não se desloca grande executor não aceita ordens.

Ogum Caiçara: Vibra com Ogum Yara, usa Vermelho e Azul bebê, se desloca pelo templo cuida do fundo da foz dos Rios.

Ogum do Oriente: Vibra com Ogum Malê, coms ligações arábes traz um turbante, vibra com as cores vemelho, branco e dourado.

Ogum de Ronda: Trabalha com Ogum Megê trabalha nas entradas da Calunguinha, corre sua ronda a Meia-Noite.Usa Preto, Vermelho e Verde. Trás cruz de Malta no peito.

Ogum das Matas: Usa Verde e Branco são espíritos Indigênas, usam espadas e bradam muito.

Ogum Sete-Lanças : Ligado a Ogum Matinata e Sete-Espadas usa vermelho apenas,  roda cruzando o terreiro.

Ogum Sete-Mares: Ligado a Ogum Beira-Mar e Ogum Sete-Ondas, cuida dos Mares usa azul bem escuro e vermelho.

Ogum de Ouro: Trabalha com Ogum de Lei e Ogum das Pedreiras, Usa Vermelho e Amarelo. Vibra com Iansã.

Ogum Menino: Vem com Ogum Yara e Ogum Caiçara trabalha nos lajeados e barrado de corais. Usa Vermelho e Azul.

Ogum da Lua : vibra com Ogum Malê e Ogum do Oriente, trabalha nas vibrações lunares, nos campos abertos do Humaitá. Usa Vermelho e branco.

Ogum Xoroquê: Trabalha com Ogum Megê e Ogum de Ronda vibra muito com Exu, ligado a obaluae tbm, é o Ogum mais negativo. Usa Preto, Vermelho e Branco.
Ogum dos Rios: Trabalha com Ogum Rompe-Mato e Ogum das Matas usa verde Agua e vermelho apesar do nome trabalha nas Pontes.

Além desses ainda existem outros Oguns: Ogum Naruê (Trabalha na calunguinha), Ogum da Estrada (Trabalha na estrada), Ogum Rompe Folha (Trabalha na Mata) Ogum Bandeira (Trabalha no Humaitá), Ogum Gererê (Ligado a Xangô).
Fonte: http://umbandadejesus.blogspot.com.br/2012/04/ogum-na-umbanda.html
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