Essa é uma das principais dúvidas dos umbandistas, e um dos pontos em que mais somos criticados.
Por isso esclareçamos: a Umbanda não adora imagens, pois sabe perfeitamente que são apenas objetos confeccionados pelas mãos de artesãos ou fabricantes de artigos religiosos. Idolatrar significa reconhecer em uma imagem a própria divindade, atribuindo a ela poderes sobrenaturais. Nenhum umbandista esclarecido acredita que uma imagem tenha vida própria, e se as mantém em seus Congares (Altares), é por mera veneração, respeito e para ter alguma fonte de inspiração, quando precisam se concentrar para entrar em sintonia com a vibração dos Orixás ou Guias Espirituais.
No atual estágio evolutivo em que o homem se encontra, é extremamente difícil para ele abstrair totalmente os seus pensamentos, precisando de modelos materiais que lhes ajudem a "plasmar", no campo mental, as suas manifestações de fé. As imagens, mesmo que bastante imprecisas, conforme atestam inúmeros videntes, atingem de certa forma este objetivo, ajudando os fiéis a contatar Jesus, a Mãe Santíssima, os Luminares, e os seus Mentores Espirituais, nas suas preces e durante os trabalhos espirituais, ou mesmo no ato de fazer uma simples oração. Isso, aliás, não ocorre apenas na Umbanda: no catolicismo, no budismo, no hinduísmo e até mesmo no Kardecismo, haja vista que muitos centros mantêm nas paredes retratos de Jesus, Bezerra de Menezes, André Luiz etc. Não seriam estas gravuras também imagens religiosas? E nos Templos Evangélicos, não existem representações de cruzes, passagens da Bíblia ou da própria Bíblia?
"Retirai a trave que obscurece teus próprios olhos, antes de enxergar o cisco nos olhos alheios" - Jesus de Nazaré.
Estamos vivendo, no Planeta Terra, o princípio de momentos já sobejamente anunciados pela maioria das Religiões, através de seus instrutores espirituais, tendo em vista a sua próxima evolução para Planeta de Regeneração, saindo da etapa, necessária, mas difícil, de planeta de purgação.
As religiões surgem aos borbotões, eivadas dessa miscelânea já falada. Religiões planejadas pelo mundo espiritual, como faróis de alerta e chamada à regeneração. Infelizmente, contudo, a mistura da ignorância, da vaidade e interesses psico emocionais de
pseudos Dirigentes Religiosos, combinados com a ação de elementos das sombras buscam desvirtuar suas verdadeiras funções, integrando nelas o sentimentalismo, a busca de valores irreais, ilusórios e mundanos, na busca de bens puramente materiais. A
semente da superstição e da crendice é lançada, aproveitando-se desse momento de busca do socorro, pela ânsia de algo que, muitas vezes, nem esses irmãos o sabem, mantendo-se numa situação de atraso e perdição.
Depois de conhecer, passar e experienciar religiões como a Católica, o Candomblé, o “Umbandomblé”, o Espiritismo kardecista, gostaria de falar de acordo com a visão da Umbanda conforme praticada no Cruzeiro da Luz, ou seja da Umbanda Espírita Cristã, e ensinada pelo Caboclo Ventania de Aruanda. Religião é religação com Deus, e não posso compreender agrupamentos,
ditos religiosos, onde imperam apenas a vaidade, o egoísmo, a exterioridade e a invencionice, fantasias sem respaldo científico religioso, que só prendem seus adeptos à ignorância e ao vazio, estagnando-os nos seus processos de evolução pela reforma íntima e mudança de valores à luz do Evangelho de Jesus.
Sim, a Umbanda é uma religião que pode e deve levar seus adeptos a uma verdadeira ascensão espiritual. Infelizmente, tendo em vista seu caráter universalista e livre, a mesma é utilizada pelos “Sacerdotes” de plantão para, usando seu nome, preencherem seus interesses egóicos, transformando Centros de Umbanda em verdadeiros Circos onde o que fala mais alto são os aplausos da plateia que devem encher seus ambientes circenses, para satisfazer os seus egos, nem que para isso necessitem denegrir casas coirmãs ou se colocarem, enganosamente, acima das demais casas umbandistas. Sim, infelizmente a ação as sombras utilizando o nome da Umbanda pululam por aí. Como ser uma religião se não religar o homem com Deus? Como posso dirigir e praticar uma religião apenas oferecendo “ilusões” de curas, soluções materiais a partir de barganhas e retiradas de encostos e cargas, quando a espiritualidade nos fala constantemente pelos livres da codificação e da ciência espírita que nós
somos os responsáveis pelas aventuras e desventuras e que a solução não está fora, mas no nosso interior. A cura é interna pela mudança de valores mentais e reforma íntima, como prega Jesus e muito nos fala Kardec: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pelo esforço que o mesmo empreende pela sua reforma íntima”.
Hoje se fala e se discute, inutilmente, sobre codificação, e etc... Ora, em vez dessas discussões vazias busquemos limpar a Umbanda de fantasias, de exotismos e esoterismos inventados pelas mentes fantasiosas de pessoas e grupos. Não que tenha nada contra o esoterismo em si, que é uma forma filosófica que pode ser bem útil, quando ligada a valores científicos e ascensionais.
A verdade é que, depois de algum tempo, tudo isso vai perdendo a consistência, e as pessoas vão enveredando por caminhos cada vez mais absurdos e exóticos, como vejo ocorrer com Casas Espíritas e Umbandistas, que se esquecendo da evangelização e esclarecimento doutrinário, como missão da chamada para a reforma interior como principal caminho da cura e debelação dos males e sofrimento, vão se adentrando em tipos e estereótipos técnicos e esotéricos, que levam as pessoas a ficarem na exterioridade e não a entrarem em si para se autoconcientizarem de seus valores de espíritos imortais a caminho da Casa do Pai.
Isto, como já falei, está ocorrendo, como uma ação das sombras neste momento tão sério para o Planeta, em todos os moldes religiosos. Quanto a isso gostaria de transcrever texto do médico espírita Alírio de Cerqueira Filho, em seu livro “Terra – Um Mundo de Regeneração e Você, da Ed. Espiritizar:
“Jesus diz no Evangelho: Quando, pois, virdes que a abominação que causa desolação, de que falou o Profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê entenda).
O abominável está no fato de, nesses lugares, em vez de, verdadeiramente, se falar do amor, da transformação interior pelo esforço do bem, se vem falando de Deus e de Jesus, mas com o fim de se auferir proventos financeiros. Isso não é, de fato, uma das coisas mais abomináveis que se pode fazer? É a essa triste realidade que Jesus se refere ao falar das falsas igrejas cristãs que comercializam as coisas sagradas. A atitude é francamente prática abominável e se configura num dos indícios preconizados do final dos tempos.
Essa reflexão é válida para muitos Centros que se dizem espíritas, mas que de espiritismo não tem nada. Em muitos deles se pratica o mediunismo mistificado, com promessas de cura dos males físicos e mentais, em nome de Jesus e de outros benfeitores. A desolação que isto causa é ainda mais abominável do que as praticadas nas igrejas pseudocristãs, porque efetivada por pessoas que teoricamente, ao menos, têm conhecimento de que a Doutrina Espírita é o Consolador prometido por Jesus.”
Diz Allan Kardec que “Toda religião que não torna o homem melhor, não atinge o seu objetivo”.
O Caboclo das Sete Encruzilhadas, Espírito Luminar fundador da Religião de umbanda no Brasil, assim se expressava, em 1908, profetizando:
"A Umbanda tem progredido e vai progredir. É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo.”
Essa condução religiosa sem a ciência da fé e a chama da reforma interior, única fonte de cura real de nossos males e tristezas, leva os frequentadores a uma estagnação infantilizada da busca de culpados por seus males no exterior, projetando suas fugas em acusações, maledicências, fofocas, voando, como baratas, de Centros em Centros sempre os acusando de fracos ou “fajutos”, precisamente porque não querem ou não foram, o que é triste, conduzidos a essa interioridade religiosa de encontro com o Cristo interno que leva a autoconsciência de sua realidade em demanda da reforma intima e, portanto, da cura dos males que os afligem. É o momento da verdadeira conversão, ou seja, volta para si onde se encontra a essência espiritual, onde Deus aguarda o ser para completa-lo e enriquecê-lo. Nesse momento se vai descobrir que aquele que vai solucionar seus problemas, curar seus males e abri-lo para a paz e alegria é o próprio nesse encontro com Jesus, nunca “pais de santo” “guias” ou “gurus”. Somos responsáveis por nossos destinos e só nós podemos mudá-lo. Nada nem ninguém pode nos atingir ou solucionar nossas dores sem o nosso consentimento ou concurso.
A necessidade de preenchimentos egóicos de seus interesses materiais (financeiros) ou carenciais face a suas frustrações e vazios emocionais, levam a uma corrida ou para apresentar ensinamentos complicados, esdrúxulos e “cabalísticos” que impressionam os fracos ou então a encherem as Casas ditas umbandistas com fantasias, crendices e superstições primárias em nome do “eró”(segredo) que não existe, só na estória da carochinha.
O que termina por ocorrer é que irmão, aqueles que têm mais sentido intelectual, por pensar e refletir, ou que buscam na Umbanda uma religião séria que os ajude a entender a vida em sua dependência ecaminhada para Deus, face ao sofrimento e a morte, se decepcionem abandonando a religião de Umbanda, pois essa religião, como lhe foi apresentada, falta raiz
espiritual que lhes diga: tudo passa, Deus é a meta, a reforma íntima e evangélica é o meio, e os rituais religiosos só têm sentido se lhes leva ao enraizamentoe aumento de valores ascendentes e espirituais, e não um convite à vaidade, às crendices e fantasias, pois, mais cedo ou mais tarde, pela lei natural, se descobrirá tratar-se, tudo isso, de quimeras infantis que não
mudam as vidas, nem materialmente, que é a primeira busca dos não esclarecidos; e nem espiritualmente, o que deveria ser a missão principal da religião.
Jamais seria umbandista se acreditasse ser a Umbanda um grupo de pessoas voltadas apenas a esoterismos vãos e fantasistas, ditas mediúnicas, que só aprisiona à ignorância e à superstição, como ocorria com nossos antepassados que ainda não conheciam a ciência mediúnica, a existência das energias e fluidos criadores, mantenedores e transformadores no Universo.
O Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz quer ser um Templo, ao lado de outros Templos sérios, que aponte, dentro do movimento Umbandista, participando do ideal do Caboclo das Sete Encruzilhadas, o caminho da evolução, da vida sadia, sem medo e sem superstições.
Onde os rituais simples, como simples é Deus e os amigos espirituais, encantem aos olhos do espírito, e não aos olhos da matéria ou dos egos, que preencham os corações, encontrando uma correspondência na simplicidade das Leis Cósmicas Universais.
Mediunidade não é teatro. Essa coisa horrível do trabalho mediúnico sem estudo, ou com os chamados “estudos esotéricos”, sem respaldo científico doutrinário espiritualista, onde a ânima do médium acaba se sobressaindo à comunicação espiritual, leva a médiuns (principalmente na Umbanda) a se obrigarem a verdadeiras encenações para arrancar a admiração e “aplausos” de uma assistência infantilizada religiosamente pela falta de esclarecimento e evangelização, preenchendo o ego e a necessidade de auto afirmação de “Dirigentes” e Médiuns”.
Não, o Cruzeiro da Luz não se preocupa com a quantidade de assistidos ou de médiuns em sua Corrente. Lá não é e nem será jamais um circo, e sua corrente mediúnica nunca será preparada, ou “adestrada”, para apresentação circense, ilusória, mas
sim para o exercício do sacerdócio com Jesus, em parceria com os Benfeitores Espirituais, que ensina, que cura e que conduz à religação com o Pai Amantíssimo.
O Cruzeiro da Luz, como vários outros Templos Umbandistas sérios, preocupa-se em dar àqueles que nos procuram o melhor que temos, e busca formar seus médiuns como cidadãos sérios, amadurecidos no estudo e no trabalho, para serem, sem fantasias e crendices, bons intermediários e companheiros de trabalho para os Guias e Mentores, que vêm, sacrificialmente, contribuir para o aperfeiçoamento e melhoria da humanidade.
Como diz o Caboclo Ventania: “... a Corrente do Cruzeiro da Luz não precisa de muitos médiuns, mas de médiuns sérios, maduros e bem preparados”.
Pai Valdo (Sacerdote Dirigente do T. E. do Cruzeiro da Luz)
Umbanda é prática da caridade. Mas
caridade não é colocar as pessoas no colo e resolver os problemas delas.
Caridade não é apenas consolar, mas
também esclarecer. É necessário que o movimento umbandista se
conscientize disso. A Umbanda coloca inúmeras ferramentas energéticas,
magísticas, espirituais e consciências a vossa disposição. Repassem
essas ferramentas. Façam com que não apenas os médiuns e integrantes da
corrente conheçam as “mirongas de Umbanda“, mas as ensine, de forma
simples e prática, para que a assistência também se beneficie, quebrando
a dependência dela em relação aos guias. Umbanda é esclarece.
Esclarecer também em relação ao mundo espiritual, as leis cármicas, de
afinidades, etc. Esclarecer a respeito dos Orixás, da família espiritual
de cada um. Tantos são os assuntos que poderiam ser ventilados dentro
dos terreiros para melhor desenvolvimento das pessoas. Mas os
umbandistas estão mais preocupados com os fenômenos, com a manifestação,
esquecendo de se voltar para a filosofia espiritualista que está no
âmago e na sustentação da religião de Umbanda.
Lembre-se: Tem
coisa que nenhum passe, nenhuma magia, nenhum banho ou defumação irá
resolver. Mas talvez uma boa conversa, um bom livro ou apenas uma nova
visão em relação à vida possa mudar. Umbanda está cheia de milagres e
encantos. Mas esses milagres e encantos são simples, acontecem a todo
momento.
=>Trabalhe dentro da Lei de Umbanda, mas não faça
desse trabalho um fim. Cresça, melhore, desenvolva-se como consciência.
Médium ou não, você está cheio de potencialidades, capacidades, dons.
Não dependa em tudo dos guias espirituais. Não faça dos Orixás e de seu
culto, um mercado de troca de favores e vantagens.
A maior
riqueza que os Orixás podem doar a vocês não é acessada através de uma
oferenda. Mas é sim, encontrada, no coração limpo, no terreiro simples e
aconchegante que existe aí dentro de você, na sala de iniciação amorosa
que ele É.
Limpe os pés, sujos pela lama do ego, antes de entrar.
Limpe as mãos, sujas pela treva da ignorância, antes de tocar e abrir o pórtico de acesso.
E principalmente, vá de intenção nobre a altruísta. Vá de alma e
espírito brilhando. A verdadeira iniciação dos Orixás acontece aí dentro
de vc. A todo o momento. É como um milagre. Escute, ouça, sinta, viva.
A firmeza de uma força ou de um poder; pode ser feita ao redor de um assentamento ou independente dele.
Firmar um guia espiritual ou um Orixá
significa proporcionar-lhe condições mínimas para que tenha um ponto
fico onde receba os pedidos de auxilio; de oferendas, etc.
A firmeza assemelha-se a um assentamento, mas tem menos recursos ou
poderes de realização, pois é uma simplificação dele e destina-se a
facilitar a atuação das entidades.
Um assentamento cria um
vórtice e um campo eletro-magnético que interagem com outras dimensões
da vida de forma permanente, sendo em si um “ponto de força” localizado
nas dependências do terreiro.
Enquanto uma firmeza cria um ponto
de sustentação para as ações da entidade firmada, dando-lhe um pouco
mais de segurança para que possa resistir às reações das suas atuações
em beneficio das pessoas necessitadas do seu auxilio.
• Um assentamento assemelha-se a uma fortaleza que abriga um exército completo, com todas as suas divisões.
• Uma firmeza assemelha-se a instalação avançada de uma divisão.
No assentamento estão todas as divisões, na firmeza está somente uma ( a da entidade firmada).
• Um assentamento é algo definitivo, uma firmeza pode ser transitória.
• Um assentamento deve ser iluminado de forma permanente e deve ser alimentado periodicamente com elementos predeterminados.
Uma firmeza pode ser iluminada periodicamente e pode ser realimentada de vez em quando.
Um assentamento deve ter um dia definido na semana para ser iluminado e
realimentado; já uma firmeza, deve ser iluminada e realimentada sempre
que o seu zelador fizer um novo pedido de auxilio à entidade firmada.
Assentamento e firmeza são similares e a segunda é uma simplificação do
primeiro, mas tem as mesmas funções, que é protegerem, sustentarem e
ampararem algo ou alguém.
A Semana Santa ou Semana da Paixão são datas do Calendário Cristão/Católico que tem a finalidade de reavivar os passos de Jesus, durante seus últimos dias encarnado. Embora a Semana Santa não seja uma comemoração iniciada com a Umbanda, não podemos olvidar, como cristãos, a energia, a egrégora que se forma no ambiente social e espiritual da humanidade pela mentalização de variadas pessoas em torno da lembrança da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.
Não podemos nos deixar influenciar, supersticiosamente, por esses dias, pois são dias como quaisquer outros em que podemos crescer em direção à paz e a alegria por uma vivência sadia e cristã, ou nos afundarmos na lama da decepção, da angústia e da depressão, por um comportamento anticristão, infiel e traiçoeiro que, sem dúvida, em obediência à Lei, trará para nós o retorno compatível com nossa necessidade de aprendizado. É a Escola da Vida, dura e implacável, mas necessária ao nosso aprimoramento espiritual.
Nós umbandista devemos buscar a vivência reflexiva desses dias feriados.
Jesus, para a Umbanda Espírita Cristã, é o marco essencial, pois prefigura o Cristo Planetário, Aquele que, como Tutor do Planeta Terra, em nome de Deus, emite para todo o Planeta, em todas as suas dimensões, as Sagradas Vibrações Irradiadas do Divino Criador que cria, mantém e transforma continuamente, em função da evolução.
A figura de Jesus de Nazaré é a presença desse amorável Senhor-Cristo, que na encarnação através de Jesus nos trouxe pessoalmente o legado da paz e da alegria, pelas vias do Evangelho redentor.
Jesus é o sorriso de Deus para a humanidade do Planeta Terra.
A morte de Jesus é uma exemplificação viva e real de um amor incondicional, que só poderia emanar de Deus, através daquele que dá sua vida deliberadamente em favor de seus pupilos do Planeta, em prol da sua evolução e pelo decréscimo de seus carmas/dívidas coletivas. “Pai, perdoai-lhes. Eles não sabem o que fazem” dizia Jesus no alto da cruz.
A Semana Santa deve refletir em nós a vitória do amor, pois o amor é Deus. A ressurreição, no Aleluia, é precisamente o anúncio dessa vitória. A morte, as dores, as ausências, as perdas, tudo aquilo que significa sofrimento, são apenas ilusões da matéria, oferecidas pela escola da vida para nos despertar para a vitória do espírito iluminado, desmaterializado e vivente na glória de Deus, que é a vivência da paz e da alegria interior.
Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus não é apenas a caminhada de um homem. Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus é o anúncio de um amor incondicional que exemplifica, com sua própria vida encarnada, o caminho de iluminação e vitória espiritual.
Nesse dias o Umbandista, sem adentrar nas crendices e superstições, como infelizmente ainda vemos por aí, deve entrar no mistério Jesus de Nazaré e encontrar nesse homem, que viveu historicamente a mais ou menos 2014 anos atrás e vive hoje no esplendor de sua ressureição, a presença do Cristo Planetário, o amoroso Tutor do Planeta Terra, que em nome de Deus, veio e vem, ainda hoje, espiritualmente, em busca de suas ovelhas perdidas no espinheiro da ilusão e do mal, para resgatá-las, o mais rápido possível, através do exemplo vivo de sua encarnação, para conduzi-las ao Reino de Deus, o Pai.
Busquemos, nós umbandistas, o coração amoroso de Jesus, nosso Divino Oxalá, e aí encontremos as Sagradas Vibrações da Fé, em Oxalá; da Geração/Renovação em Yemanjá; da Lei em Ogum e Ibeji; do Conhecimento em Oxossi e Ossãe; da Justiça em Xangô e Iansã; do Amor em Oxum e Oxumaré; da Evolução/Transformação Purificadora em Obaluayê e Nanã, pois d’Ele é que emanam, para nosso Planeta, os Raios Divinos com suas Qualidades evolutivas.
Páscoa, não esqueçamos, significa passagem. Passagem da morte para a vida, assim ele o realizou, exemplificando pela sua vida encarnada. Assim Ele nos convida a realizar, aprendendo a morrer ao mal, às energias negativas, aos nossos defeitos e vícios, que nos apegam às ilusões da matéria e, através do amadurecimento espiritual, para que ressuscitemos com Ele, para uma vida real, concreta, humana, adquirida pelas lições do Evangelho, tornando-nos verdadeiros homens, espíritos verdadeiramente humanizados, saindo da condição infra-humana onde o essencial se situa, como ocorre nos animais, no abrigo, na comida e no sexo instintivo; ascendendo à humanização real, adquirindo os valores típicos e exclusivos do homem, que é a VERDADE, A RETIDÃO, A PAZ, O AMOR E A NÃO VIOLÊNCIA.
Irmãos Umbandista, que a Semana Santa e a Páscoa possam trazer aos lábios dos nossos amados Orixás e Guias aquele sorriso de alegria, por nos verem adotar em nossas vidas as lições do Evangelho, tão bem prefiguradas nas lembranças trazidas nessa Semana chamada de Santa: a morte a nós mesmos, ao nosso orgulho, vaidade, infidelidade, mentiras, traições, ciúmes, maledicências, que nos prendem à imaturidade espiritual, cujo fruto é a dor e a angústia; e nos levantemos, com Ele, Jesus, carregando a cruz da decisão e vivência do bem, para galgarmos a vitória da ressurreição pela maturidade adquirida, cuja conseqüência é a Paz e a Alegria interior que, como diz Jesus nos Evangelhos “ninguém lhes poderá tirar”.
FELIZ PÁSCOA!
Feliz passagem da morte para a vida,
Com ele, Jesus, nosso Divino Mestre! Pai Valdo (Sacerdote Dirigente do T. E. do Cruzeiro da Luz/RJ)
A Umbanda tem sua ritualística própria e dentro das suas peculiaridades está o ritual das Quartinhas.
Ao chegar num Terreiro é muito comum avistar na entrada, sobre o piso
ou sobre o portal da entrada, uma QUARTINHA, que significa que o
espaço é Sagrado e tem a faculdade de mostrar à primeira vista que se
trata de um local de ritual religioso.
O termo QUARTINHA se refere a um recipiente de barro, usado para
acondicionar líquidos com capacidade de 250 ml a meio litro. É um dos
utensílios indispensáveis nos cultos afro-brasileiros, sendo usado na
maioria dos assentamentos e na obtenção dos AXÉS.
Existe um costume praticamente esquecido pela maioria dos Terreiros,
pelo qual, quando o filho da casa ou um visitante chega ao Terreiro, se
despacha a água da QUARTINHA e coloca-se água nova na mesma. Com essa
ação, entende-se que a água está transmutando as energias, dando uma
purificação ao ato.
Antigamente, as quartinhas eram de barro, pois a louça era um artigo
raro e caro, inacessível às classes menos favorecidas. Panelas, vasos,
tigelas, canecos, e outros utensílios feitos de barro cozido, eram
comuns e de uso cotidiano, não só pelos indígenas, uma vez que os
colonizadores mais pobres também usavam utensílios de barro
cozido. Eram os vasilhames e utensílios mais populares e mais baratos
naquela época.
Hoje, quando você tem os mesmos utensílios em louça, pode usá-los à
vontade. Até porque as quartinhas de barro precisam passar por um
envernizamento externo e por um revestimento oleoso interno, para que a
água ou outra bebida colocada dentro dela não seja absorvida pelo barro
e, sob temperaturas elevadas, evapore completamente.
A importância da água: é um fator preponderante na Umbanda. A água
tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja
benéfica ou maléfica.
A água poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa,
dependendo do seu emprego. Ao se rezar para uma pessoa com um copo de
água do lado, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará
para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a
água fica fluidificada. Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda
sem ter um copo de água do lado.
A água que se apanha na cachoeira é água batida nas pedras, nas quais
vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do
mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o
mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem
ondas.
A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, depois de cair no chão,
torna-se pesada, pois, atrai as vibrações negativas do local. A
importância da água pode ser traduzida numa única palavra: “VIDA”!
As águas utilizadas para descarrego, têm fundamento parecido com a
fumaça, sendo que a fumaça carrega as energias consigo similar ao vento,
e a água absorve estas energias.
As águas em copos nas obrigações significam energia vital, e nos
copos juntos às velas de Anjo da Guarda ou atrás das portas de entrada,
têm a finalidade de atrair para si as energias que por ali passam,
atraídas pela Luz ou passando pela porta. Os copos de águas utilizados
para estes fins (Anjo da guarda ou atrás das portas) devem ser
descarregados pelo menos de 7 em 7 dias, pois senão fiarão saturadas e
perderão seu poder de absorção. Esta descarga deve ser feita em água
corrente (na pia com a torneira aberta, por exemplo). Pois simboliza
movimento, necessário para transportar as energias absorvidas por ela.
Na Umbanda, a água é um dos elementos naturais mais receptivos com
uma energia altamente condutora, ela é utilizada nas quartinhas, nos
copos de firmeza dos Anjos de Guarda, no batismo, em muitos rituais da
Umbanda e principalmente pelos Guias Espirituais nos momentos onde há
necessidade de realizar grande limpeza, purificação e energização de
nosso corpo astral e de nossa casa, afinal existem cargas e energias
maléficas que somente esse elemento natural é capaz de desfazer, limpar e
equilibrar.
Ao desincorporar um ORIXÁ, a água da QUARTINHA proporcionará ao médium uma calma salutar após o transe espiritual.
As QUARTINHAS servem de imã espiritual para o médium, tanto o
lado bom ou ruim que lhe desejam ou que assimila durante os trabalhos,
nas giras ou simplesmente no que acontece diariamente. Todos os fluidos
são absorvidos pelas energias constantes da água contida nas
QUARTINHAS.
Uma quartinha é algo pessoal e não deve ser manipulado por mais
ninguém além do seu dono e só deve conter suas vibrações. Deve se
cuidar da quartinha como se cuida da própria alma. É como se fosse sua
essência e tivesse um pouquinho da essência da sua alma.
Além do mais, caso a quartinha fique nas dependências do Templo que a
pessoa freqüenta, várias coisas podem influir sobre ela e ele tais
como demandas, etc...
Na abertura da gira, existem regras, condutas que são seguidas
conforme determinação do Mentor Espiritual da Casa. Para abertura da
gira é necessário defumação, Hino da Umbanda, corimbas, pontos cantados
e riscados, firmezas, etc...
O terreiro só consegue desenvolver suas atividades se tiver como
objetivo maior dar assistência aos necessitados que procuram para
receber ajuda seja física, espiritual e às vezes psicológica.
É de suma importância a energia e sustentação da abertura da gira e para
tanto é necessário que seja seguida a doutrina e tradição da religião,
que tem sua forma de louvar, rezar, cantar, saudar, reverenciar,
defumar...
Como muitas outras legiões de espíritos o Povo Cigano querem auxiliar encarnados e desencarnados no reencontro com o Amor Divino pelo caminho da evolução com Cristo.
Na Umbanda encontraram um caminho para trazerem a nós a mensagem evangélica de mudança, porém com seriedade e sem fantasias.
É vasta a atuação das Entidades Ciganas nos trabalhos nos Templos de Umbanda, a Gira dos Ciganos é uma festa, sempre com alto astral, músicas alegres e dança, ficando um misto de magia e encantamento no ar.
Ciganos podem manipular sua magia para ajudar nos romances verdadeiros, a prosperidade, a saúde física, emocional e espiritual, nas viagens, entre outras situações mas, auxiliam principalmente na evangelização.
Ao longo de sua caminhada nômade os Ciganos incorporaram à sua cultura o Cristianismo, principalmente Cristo e a Virgem Maria, da qual são muito devotos.
Os Ciganos nos atendimentos a assistência dos Templos, além do que já foi mencionado, também, como todo Guia de Umbanda, são excelentes ouvintes e conselheiros, sempre apontando uma saída para nossas dificuldades. Não são poucas as vezes, em que um bom conselho vale mais que qualquer trabalho de magia. É a magia da sabedoria de um povo de conhecimento milenar, que percorreu os quatro cantos do mundo, aprendeu e hoje nos ensina.
Fonte: Boletim informativo da Cabana Caboclo Rompe Mato, SP.
Dia 27 de setembro, dia dedicado a São Cosme e Damião, por força do sincretismo a Umbanda homenageia a Linha de Ibejada. Trata-se sempre de espíritos assumindo essa roupagem fluídica simbolizando e sinalizando para a pureza de vida e alegria de viver. Enquanto a Vibração de Oxossi rege a Linha dos Caboclos desenvolvendo trabalhos de força ativa, cada Orixá, por sua vez, vibra no ritual umbandista pela incorporação de seus Mensageiros irradiadores de suas energias. As Entidades que se identificam com a Linha das Crianças têm seus trabalhos e mensagens regidos por Ibeji, Orixá polarizador do terceiro Raio com Ogum, daí serem denominados de Ibejadas. Embora a Linha das Crianças seja regida pela Vibração do Orixá Ibeji, cada Entidade, contudo, assumindo essa roupagem têm como Vibração pessoal, a vibração da Coroa do seu médium. Muitas Entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil são muito antigas, e têm mais poder do que imaginamos em uma “criança”. Mas, como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação, às vezes, fica oculto. Foram, sincreticamente, identificados com Cosme e Damião, santos cristãos curadores que trabalhavam com a magia dos elementos, e como Ibêji, gêmeos encantados do Ritual Africano Antigo. Trabalham com seu elemento de ação sobre o aconselhando, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Por isso são considerados curadores. Na Umbanda, a “corrente” das crianças é formada por seres espirituais masculinos e femininos. Mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles. Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados no próprio Orixá que os regem.
Palmas: Se cadenciadas e ritmadas, criam um amplo campo sonoro cujas vibrações agudas alcançam o centro da percepção localizada no mental dos médiuns. Com isso, os predispõem a vibrarem ordenadamente, facilitando o trabalho de reajustamento de seus padrões magnéticos.
Cantos: a Umbanda recorre aos cantos ritmados que atuam sobre alguns plexos, que reagem aumentando a velocidade de seus giros. Com isso, captam muito mais energias etéricas, que sutilizam rapidamente todo o campo mediúnico, facilitando a incorporação. Os pontos cantados são uma das primeiras coisas que afloram a quem vai a um terreiro de Umbanda pela primeira vez. Os pontos cantados são, dentro dos rituais, um dos aspectos mais importantes para se efetuar uma boa gira. São louvações e orações cantadas, para chegada dos Orixás e guias, também para descarga e limpeza fluídica, bem como para a subida dos Orixás e guias. Um verdadeiro ponto cantado nos atinge lá dentro do coração e da emoção, nos trazendo paz, fé, pela pureza e firmeza desses pontos maravilhosos.
Atabaque: As vibrações sonoras têm o poder de adormecer o emocional, estimulando a sensibilidade, modificando as irradiações energéticas, atuando sobre o padrão vibratório do médium, após esta mudança o mentor aproveita esta facilidade e adentra no campo eletromagnético, igualando-se ao padrão e fixando-o no mental de seu médium, direcionadamente. Em pouco tempo o médium, entra em sintonia magnética para a incorporação. Existem vários tipos de toques:
• suaves e cadenciados (renovação afetiva e amorosa);
• vibrantes (descarrega);
• sons alegres (predispostos ao bom humor)
Danças: A Umbanda recorre às “danças rituais” pois, durante seu transcorrer, os médiuns se desligam de tudo e se concentram intensamente numa ação onde o movimento cadenciado facilita seu envolvimento mediúnico. Nas “giras” (danças rituais), as vibrações médium-mentor se ligam de tal forma, que o espírito do médium fica entregue, já que é paralisado momentaneamente. No princípio, o médium pode sentir tonturas, mas estas reações cessam se a entrega for total. Nada é por acaso. Se o ritual de Umbanda optou pelo uso de atabaques, cantos e danças ritual, há todo um comando pelos senhores do alto dando amparo e sustentação.
Mais uma vez gostaríamos de ressaltar que não é nosso objetivo aqui passar "fórmulas mágicas" do tipo: "Sua vida vai mal? Faça um "agrado" pra seu Exu (ou Pomba Gira)".
Não meu amigo (a)... não é esta a nossa proposta. Muito pelo contrário... a nossa proposta é justamente ajudar a desmistificar tudo isto. É entrar na luta, junto com outros irmãos umbandistas sérios, independentemente da ritualística praticada, e mostrar que Umbanda de Verdade nada tem a ver com "trabalhinhos" que no final das contas só "agradam" a obsessores (kiumbas)... que podem até dar a você a falsa impressão de "melhora", mas estão apenas preparando o terreno para sugar suas energias mais tarde, cobrando cada vez mais e mais... pois são insaciáveis no seu desejo de fazer o mal. ISTO NÃO É NEM NUNCA FOI UMBANDA!
Lamento desapontá-lo(a) mas você não verá isso acontecendo em nenhum VERDADEIRO TERREIRO DE UMBANDA!
Não existe isso de que Exu tanto faz o mal como o bem e que depende de quem pede. Isso simplesmente não tem lógica alguma. Se não concorda me responda o seguinte: Como Orixá iria "colocar" Exu como Guardião se ele não fosse confiável? Se ele se "vendesse" por um despacho, por cachaça, bichos, velas e outros absurdos que vemos nas encruzilhadas?
Além do mais Exu não é idiota. Se até uma criança sabe o que é "certo" e o que é "errado" Exu não vai saber?
Exu e Pomba Gira são espíritos em busca de evolução e compromissados com a espiritualidade superior. Agora, o que tem de obsessor que se faz passar por Exu e Pomba Gira não está no gibi! E a culpa é de quem? Dos médiuns invigilantes e trapaceiros! Que usam a sua mediunidade a serviço do astral inferior!
Francamente!! São absurdos como esses que fizeram com que a Umbanda e os Exus e Pomba Giras fossem tão execrados por outras religiões!
Para começo de conversa, na Umbanda não há matança de animal e nem trabalho de amarração. Não fazemos trabalhos para trazer a pessoa em "X" dias de volta. Fuja correndo de quem cobra por consultas ou trabalhos. Na Umbanda não existe nenhum tipo de cobrança.
Não existe barganha na espiritualidade superior! Existe na inferior. Se você estiver disposto(a) a pagar o preço, que pague. Mas não diga que foi na Umbanda que você fez esse tipo de coisa. Mesmo que o dono do lugar se diga de Umbanda e se apresente como Pai no Santo.
Lembre-se sempre: a Umbanda é Caridade!
TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ - CABANA DO CABOCLO ROMPE MATO
É uma religião que tem como base o Evangelho e como Mentor Maior, o CRISTO!
Trabalhos espirituais financeiramente cobrados - Não é umbanda!
Matança de animais, sacrifício e uso de sangue - Não é umbanda!
Assédio sexual e comportamento promíscuo - Não é umbanda!
Falta de moral e desrespeito aos que procuram ajuda espiritual - Não é umbanda!
Trabalhos de amarração e outros similares - Não é umbanda!
Promessas de milagres e soluções materiais mirabolantes - Não é umbanda!
Atalhos para evolução e iluminação sem reforma íntima - Não é umbanda
Espetáculos e teatralizações como se fosse mediunidade – Não é umbanda
Umbanda é a manifestação do espíritos para a caridade
Umbanda não faz milagre, faz Caridade
Umbanda é aprender com os mais evoluídos e ensinar aos menos evoluídos
Os Guias de Umbanda não resolvem seus problemas, eles lhes ensinam como resolvê-los
Os Guias de Umbanda não se juntam a você contra aqueles que lhe fizeram o mal, eles os ensinam como perdoá-los
Umbanda é Fé, Vida e Geração, Lei Divina, Conhecimento, Justiça, Amor e Transformação Evolutiva. Umbanda é o UM, Único Deus, voltado para todos nós, a sua BANDA, por meio de Sua Lei e Seus Prepostos. Médium de Umbanda é Sacerdote, Professor e Médico da Alma sob as ordens de Jesus, pois Templo Umbandista é
Hoje é Dia de Ogum na Umbanda! Dia 23 de Abril. Dia de São Jorge. Saravá Ogum! Ogum Yê! Ogum, na Umbanda, representa uma das forças da natureza oriundas de Deus, que se manifesta na forma de energia ligada à perseverança, à coragem de vencer demandas, atuando na defesa de toda a natureza, sendo executor da Lei. Sua energia está em todos os lugares.
Por vir representado pelos seus falangeiros (Mensageiros de Ogum), como energia vibrante e enérgica, Ogum é símbolo de atividade, de trabalho, de vigor, de possibilidade de a criatura humana buscar na natureza os recursos para vencer suas fronteiras, físicas e espirituais, revitalizando ou descobrindo sua energia vital, às vezes, nem sempre conhecida pelo indivíduo.
Os pontos cantados para louvar Ogum trazem também essa energia, todos eles ressaltando suas qualidades de bravo guerreiro e vencedor de demandas. É comum vermos nos pontos cantados para Ogum a junção dos vários elementos da natureza sendo louvados quando invocamos seus Mensageiros.
Quando o filho de fé invoca o Orixá Ogum, está invocando forças que o levem a lutar e vencer sobre as forças que o querem levar ao declínio, agindo a energia de Ogum como elemento revitalizador que possibilita sua ascensão, sua conquista ao fim desejado. Assim como Oxalá, Ogum também é força, é misericórdia, é socorro.
Ogum vibra sua energia nos Caminhos, nas entradas, sempre vigilante, aplicando a Lei Divina com rigidez e firmeza, conforme a atitude daquele que o leva a agir.
A força de Ogum é representada por sua espada, sua lança, seu escudo (“Ogum quando vem lá de Aruanda, traz uma espada e uma lança na mão...”), e através do metal de sua espada, Ogum corta o mal e vence demanda dos filhos de Deus que a ele roga sua benção e proteção, mobilizando toda a sua energia para esse caminho.
Ogum atua no elemento Fogo, interagindo com todos os elementos naturais, Ar, Fogo, Água, Terra. Ogum atua em todos eles em conjunto com os demais Orixás, trazendo seus falangeiros características dessa vibração de Ogum com a vibração do Orixá que rege outro campo vibratório da Natureza.
Os
Mensageiros de Ogum são espíritos que assumem a roupagem perispiritual
de soldados, daí também, advir o sincretismo desse Orixá com São Jorge,
no Rio de Janeiro e em São Paulo, comemorando-se seu dia em 23 de abril.
Na verdade, compara-se Ogum a São Jorge pelas características desse
Santo Guerreiro do catolicismo: São Jorge veste uma armadura de guerra e
monta um cavalo branco. Utiliza a lança e a espada para vencer o
dragão, que no caso de Ogum, traz o simbolismo de que através da sua
coragem e destemor, sua energia é capaz de trazer a proteção necessária
para o combate às forças do Astral Inferior, e o dragão representaria a
alegoria de que as forças dos espíritos trevosos e obsessores não são
capazes de vencer e derrubar a Lei de Deus e aqueles que buscam caminhar
sob sua Luz. Dessa forma encontramos os desdobramentos da energia do Orixá Ogum, sendo que os mais conhecidos são:
- Ogum Megê - Trabalha em harmonia com Obaluayê, a Lei de Deus no poder transformador.
- Ogum Rompe-Mato - Trabalha em harmonia completa com Oxossi. A Lei de Deus a luz do Conhecimento.
- Ogum Marinho, Beira-Mar, Sete Ondas - Trabalha em harmonia com Iemanjá. A Lei de Deus na Renovação da Vida.
- Ogum Naruê, trabalha harmonicamente com Xangô. A Lei de Deus atuando na Justiça e Equilíbrio.
- Ogum Delê ou Sete Espadas, trabalhando na força ignea do próprio Ogum. A Lei de Deus atuando e normatizando o cosmo e os seres.
- Ogum Matinata, trabalhando na vibração de Oxalá. A Lei de Deus sobre a religiosidade e a fé.
- Ogum Yara, trabalhando nas águas doces da Oxum. A Lei de Deus como fonte do amor e da afetividade conceptiva.
O TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ realizará, neste sábado, dia 27 de abril, ás 18:00h., sua festividade em homenagem ao Orixá OGUM.
Os irmãos que quiserem poderão trazer duas espada de São Jorge (erva) para ser cruzada pelos mensageiros de Ogum, e depois levarem para seus lares como condensador e expansor de defesa, segurança e paz.
Fonte: Boletim eletrônico informativo da Cabana Caboclo Rompe Mato, SP.
Tendo recebido de uma grande amiga o link (colocado abaixo) da fala do Divaldo sobre a Umbanda, Pretos Velhos e Caboclos que, infelizmente, leva aos corações simples a confusão, a dúvida e o questionamento diante de realidade da religião e do amor, fiz um texto tentando esclarecer, o qual repasso aos meus irmãos de coração simples e aberto à universalidade do amor de Deus.
Texto resposta fraterna e amiga:
Apenas uma reflexão...
Tendo lido e ouvido pronunciamento do médium Divaldo Pereira Franco a respeito das respeitáveis Entidades Espirituais que, abnegadamente, trabalham no Movimento Umbandista, não pude deixar de refletir e escrever humildemente algumas poucas e simples palavras a respeito.
Embora admiremos e respeitemos a gama de conhecimentos e estudos de médiuns como Divaldo Franco, tanto que lemos, estudamos e recomendamos aos nossos médiuns e frequentadores os livros por ele psicografados, com mensagens e ensinamentos de amados Espíritos, também sábios, com grande ascensão evolutiva, mas que sabemos não perfeitos ou donos da verdade, crença que nos levaria ao fanatismo ou endeusamento de espíritos e médiuns que não são deuses, apenas irmãos, uns que já ultrapassaram as portas do túmulo com uma certa gama de esclarecimento e evolução, outros sendo condutores e intérpretes de suas mensagens para o plano físico. Não podemos, contudo, como nesse caso e em outros deixar de acusar o profundo desconhecimento desses grandes médiuns a respeito da doutrina Umbandista, especialmente no que se trata da trilogia das formas fluídicas. Ora, um Preto Velho, um Caboclo, uma Criança, ao incorporarem em seus médiuns, não significa tratar-se de um espírito que foi ou ainda se considera um negro escravo ou índio ignorante, como afirma Divaldo, tratando-se apenas de uma roupagem perispiritual por esses espíritos assumidas, no ato da incorporação, como uma mensagem visual, ritualística, litúrgica, numa religião brasileira, que fala aos humildes e simples de coração.
O Caboclo passa a mensagem de segurança, doutrina e simplicidade, o Preto Velho a de humildade e sabedoria, a Criança a de pureza de coração e alegria de viver sob a Lei Divina.
A Religião de Umbanda é uma religião brasileira e, como tal, procura não ficar apenas arraigada ao pensamento, mística e comportamentos mental e emocional eivados da cultura europeia com ocorre ainda no Movimento Espírita Kardecista. A Umbanda é uma religião brasileira que foi definida pelo seu implantador na crosta como “a manifestação do espírito para a caridade”. Ora, essa caridade é revestida pelo clamor em relação ao acolhimento do pobre e deserdado, portanto dos excluídos da sociedade.
Quando um espírito de escol, voltando-se para o Movimento Umbandista vem, junto a seu médium, trabalhar assumindo uma roupagem perispiritual de Caboclo (simplicidade e doutrina), Preto Velho (Humildade e Sabedoria) ou Criança (Pureza de Coração e Alegria de Viver sob a Lei de Deus), além da mensagem simples e evangélica de simplicidade, humildade e pureza, conclama aos cristãos para abrirem seus corações para a inclusão dos grupos sociais brasileiros largados ao abandono e descaso.
Vejamos que o Caboclo Índio vem nos falar do indígena, verdadeiros habitantes e donos destas terras brasileiras hoje relegados ao abandono e chamados de “ignorantes”, sem a mínima misericórdia ou respeito a sua cultura e suas crenças. O Caboclo Boiadeiro nos vem chamar a atenção para a inclusão do homem do campo e dos pampas. O Caboclo Marujo busca incluir o pescador e marinheiro à comunidade cristã. Por fim os Caboclos Baianos vêm falar da inclusão dos nordestinos, especialmente aqueles que deixando suas terras vêm tentar a vida em cidades grandes. São nossos porteiros, lavadores de carros, etc...
Os Pretos Velhos, além da mensagem de humildade e sabedoria (velho, ancião, experiente pela estrada e poeira do tempo), vem ainda nos falar da inclusão do negro e do velho ainda banidos de uma sociedade que guarda na sua essência, ainda, a sombra maléfica do preconceito e do racismo.
A Criança, cuja mensagem evangélica da confiança em Deus e busca da pureza de coração nos remete, também, à inclusão da criança abandonada nas ruas, especialmente as crianças negras e indígenas, cujas oportunidades de educação e crescimento são boicotadas em prol das classes dominantes.
Sem falar na lembrança aos brasileiros espíritas cristãos quanto ao Carma coletivo, dívidas essas ainda hoje contraídas ao montão por todos nós, em relação à descriminação em relação ao negro e ao idoso, pobre e abandonado; ao indígena que até hoje é banido e destruído, quando foram os verdadeiros donos e habitantes primevos das terras brasileiras, ao sertanejo, ao pescador e marujo, ao nordestino imigrante para as capitais em busca de crescimento material e dignidade de vida; e às crianças que vivem ao abandono nas ruas, ou sendo vitimas de abusos de toda ordem. É um grito de alerta quanto às injustiças sociais que são, na verdade, o reflexo manifesto da falta de espiritualidade evangélica e crescimento evolutivo das consciências.
Não, querido Divaldo, esses espíritos que trabalham na Umbanda não são espíritos egressos de encarnações ainda voltadas a ignorância e a patamares evolutivos atrasados. São espírito de escol, quiçá de seu conhecimento, que acobertados pelo manto da humildade e verdadeira caridade se voltam ao Movimento Umbandista para falar, na língua do povo, do pobre, do sofredor e abandonado, da grandeza do amor de Deus e da libertação que o Evangelho vivido pode nos trazer. Eles vêm socorrer e orientar. O Caboclo das Sete Encruzilhadas, implantador da Umbanda no Brasil, Espírito que em encarnações passada foi o insigne Padre português Gabriel Malagrida, dizia que a “Umbanda deveria ser como a iconografia de Nossa Senhora da Piedade que, acolhe em seu regaço, o pobre mutilado, sofredor, abandonado”. Isso nos faz lembrar de Jesus enviando seus discípulos ao mundo e dizendo: “Por onde andares anunciai o Reino de Deus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai!” (Mt. 10:7-8).
É, caro irmãozinho Divaldo, é necessária uma dosagem grande de humildade e acolhimento da grandeza de Deus e reconhecimento consciente da nossa pequenez para entender isto, e todos nós somos meros aprendizes desta humildade que nos torna crianças diante do amor e grandeza de Deus. O Mestre ainda diz, orando ao Pai: “... Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequenos”. (Mt. 11:25).
Os Guias de Umbanda sempre nos alertam que “É Jesus quem cura, é Jesus quem consola, é Jesus que orienta. Nós, guias e médiuns, somos meros instrumentos de Sua misericórdia.”
É importante sabermos que a Umbanda é uma religião séria, com sua doutrina profundamente cristã, pois o Evangelho é o ar que se respira na Umbanda; é espírita, pois a Codificação Kardequiana é a base, o chão sobre o qual se apoia sua doutrina universalista. Lembremo-nos que assim como Jesus não fundou nenhuma religião, mas como Filho de Deus, Tutor do nosso Planeta, encarnou para nos dar a mensagem do amor do Pai e ensinar o caminho de ascensão espiritual (Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida), portanto a sua mensagem não é propriedade de ninguém ou de nenhum grupo religioso, mas tem caráter de universalidade, também Allan Kardec não fundou religião institucional nenhuma, ele, como afirma em Obras Póstumas, apenas codificou as mensagens dos espíritos em prol do avanço intelectual, científico e espiritual da humanidade. O que vemos é repetir-se o mesmo filme tantas vezes passado na história da humanidade, onde religiões e seus adeptos, Mestres, considerados donos da verdade, afirmando e conduzindo as pessoas pelos caminhos atávicos de suas vidas pregressas ainda não devidamente superadas.
A Umbanda é um Movimento Religioso que foi fundado, como todas as outras religiões, com o fim de ajudar os encarnados e desencarnados a subirem a escada do progresso. Ela não se acredita única nem a verdadeira, mas apenas mais uma a oferecer às pessoas caminho de paz e evolução. A Umbanda não crê que alguma religião salve ninguém, ela acredita que a religiosidade, ou seja, a vivência religiosa, essa sim liberta e salva. Se encontramos umbandistas e templos ditos umbandistas usando mal o seu nome, trabalhando com esse nome sagrado chafurdados na ignorância, na magia negra, na superstição e na crendice infantil, não quer dizer que ela, a Umbanda, seja religião de ignorantes e feiticeiros. Não, assim como Jesus não tem culpa de todas as asneiras, ignorâncias e dores que em seu nome os humanos já realizaram e realizam, também a Umbanda não tem culpa de todas as perversões e infantilidades que realizam em seu nome. A Umbanda não é um grupo de pessoas girando em torno do nada ou de preceitos vazios, fantasiosos e ignorantes.
Quando o magnânimo espírito do Padre Gabriel Malagrida, sob a roupagem perispiritual do Caboclo das Sete Encruzilhadas, iniciou o Movimento Umbandista no Brasil, em 1908, ele foi claro ao afirmar: “Estou fundando uma nova religião brasileira, cuja base é o Evangelho e o Mentor Maior, o Cristo” “Não matar, não cobrar, vestir o branco, evangelizar e utilizar as energias da natureza para o bem”.
Tenho certeza que nosso caro Divaldo desconhece todas essas coisas, do contrário não falaria como falou, desrespeitando, a meu ver, uma religião amada e praticada por tantos brasileiros, através da qual os Espíritos Esclarecidos e Iluminados vêm, na sua inconfundível e necessária HUMILDADE, consolar os tristes, orientar os perdidos no caminhos, tratar os doentes do espírito. Desse tipo de ataque, fruto do desconhecimento, já estamos cansados, sejamos Umbandistas ou Kardecistas, de sofrer por parte dos nossos irmão pentecostais. No caso atual só muda a alcunha recebida pelos abnegados benfeitores espirituais: de demônios para espíritos ignorantes.
Como sempre afirmam os Mentores da Umbanda, ao desencarnarmos todos nós teremos grandes e gratas surpresas, pois veremos como o Preto Velho ou o Caboclo que pisa na Cabana simples e cristã da Umbanda, não passam dos mesmos espíritos que se apresentam nas cultas e radiosas mesas dos Centros Kardecistas. Trata-se apenas de uma roupagem perispiritual, pois, como afirma Divaldo acertadamente, o espírito desencarnado não possui mais corpo físico e forma definida, pois o perispírito é formado de matéria plasmável e fluídica. O Doutor, a Madre, o Mestre ou os respeitáveis espíritos que foram poetas, cientistas e etc..., são os mesmos pretos velhos e caboclos da umbanda, todos nos gritando e chamando a nossa atenção para a necessária humildade, simplicidade e verdadeira sabedoria, pois esses títulos e seus cargos e funções na encarnação pretérita nada são, pois o valor está no interior, na simplicidade, na humildade, no amor sem ostentação e trombetas, pois “o reino de Deus está dentro de vós”, e somente quando trabalharmos o Reino de Deus dentro de nós poderemos compreender e saborear a mensagem de Jesus.
Foi Ele que orou em ação de graças ao Pai, dizendo “Te dou graças Pai, Senhor do céu e da Terra, pois escondestes essas coisas aos sábios e grandes deste mundo, e a revelastes aos pequeninos e humildes”.
A Umbanda, como dizia o seu fundador, deve ser como uma Casa que abriga, consola, dando sombra e guarida aos caminhantes na romagem encarnatória. Essa Casa tem como chão, base e segurança intelectual esclarecedora a Codificação Kardequiana, que como já o disse acima, não é propriedade do respeitável Movimento Espírita; tem como paredes acolhedoras os ensinamentos e conhecimentos fornecidos pela cultura brasileira fundada no ameríndio, afro e oriental; e tem como telhado que cobre, dá sombra e frescor o cristianismo preconizado no Evangelho Redentor.
Isto é a Umbanda, repetindo o que disse o Mestre: “Quem tem olhos de ver que veja, pois existem muitos que têm olhos, mas não enxergam”.
É tão diferente essa referência de Divaldo à Umbanda daquelas dada por Chico Xavier ao ser perguntado sobre a mesma. Como ele trouxe consolo, clareza e segurança de caminhada aos adeptos do movimento umbandista, chamando-a de religião respeitável e chamando a atenção para a necessidade de mais e mais evangelização.
Não sei quem disse ao nosso querido Divaldo que a Umbanda existe para resolver problemas materiais? A função da Umbanda é evangelizar. Como diz um insigne Mentor Espiritual da Umbanda, o Caboclo Ventania de Aruanda: “A função principal da Umbanda Espírita Cristã é iluminar corações e resgatar almas”. Se ela ajuda energeticamente nessas soluções é apenas no sentido de consolar e abrir caminhos para a reforma intima do irmão carente e necessitado de ajuda, não para se postar como quebra galho de ninguém, ou instrumento utilitarista e mistificador “substituindo os adivinhos e feiticeiros”, pois tudo, como dizem os Caboclos e Pretos Velhos, está na dependência do programa Cármico ou do merecimento das pessoas. Mas, a essência, a verdadeira solução e cura dos males do espírito e do físico está sempre na “Evangelhoterapia”, ou seja, na terapia da vivência evangélica pela mudança de valores e comportamento.
Quanto a ser ela resolvedora de problemas que o espiritismo não pode resolver, que me parece o ofendeu profundamente, já ouvi sobre isso, mas saído de dentro dos próprios Centros Kardecistas, o que é pura ilusão, pois o que se faz lá, se faz cá, o que está lá é o mesmo que está cá, podem mudar as formas, mas o que são as formas diante do espírito e da misericórdia de Deus. Será sempre o uso e aplicação dos fluidos, manipulados e retirados dos próprios médiuns ou da natureza para refazimento dos caminhantes na estrada da evolução. A realidade é a mesma, seja da umbanda ou do espiritismo kardecista, o que muda é a janela pela qual se olha esta mesma realidade consoladora.
Caro Divaldo e irmãos do movimento kardecista, como vocês, nós também bebemos na fonte de esclarecimentos dos Espíritos da Codificação da Doutrina Espírita e, portanto, sabemos como, e sabem e nos ensinam os Caboclos e Pretos Velhos aquilo que preconiza o Espírito de Verdade no Livro dos Médiuns capítulo 27, item 303: “Os espíritos vêm vos instruir e vos guiar no caminho do bem, e não no das honrarias e da fortuna, ou para servir às vossas paixões mesquinhas. Se não lhes pedisse jamais nada de fútil ou que esteja fora das suas atribuições, não se daria nenhuma presa aos Espíritos enganadores; de onde deveis concluir que aquele que é mistificado não tem senão o que merece. O papel dos Espíritos não é o vos esclarecer sobre as coisas desse mundo, mas o de vos guiar com segurança no que vos pode ser útil para o outro. Quando vos falam das coisas desse mundo, é porque julgam necessários, mas não a vosso pedido. Se vedes nos Espíritos os substitutos dos adivinhos e dos feiticeiros, então é que sereis enganados.” (grifo nosso)
Não se deve confundir a Umbanda com mistificadores, mercadores de soluções materiais, que, às vezes, em seu nome, praticam atos e rituais que nada têm a ver com a Umbanda, mesmo que usando o seu nome, da mesma forma que não podemos confundir o Movimento Espírita Kardecista com tantos fantasiosos e pretensos médiuns que usam o seu nome para apregoar crendices e tirarem proveitos financeiros e políticos.
Todas as religiões têm o mesmo fim, religar o homem a Deus, a criatura ao seu Criador, sua fonte e finalidade. Por isso todas elas, se vivenciadas com honestidade e verdade, são uteis e boas. Religião nenhuma tem a verdade, ou são únicas, são apenas instrumentos nas mãos do operário para construir a sua evolução. E cada espírito, encarnado ou não, tem o direito, pela sua afinidade, de trabalhar sua religação com o Pai por meio de uma dessas formas de vivências religiosas. Diz um amigo espiritual que “para cada pé tem um sapato que lhe cabe”.
Na verdade, como Umbandista Espírita Cristão, fico triste com esse depoimento do caro irmão Divaldo, mas também compreendo, por tratar-se de desinformação e natural imperfeição que ainda é nota preponderante em todos nós. Continuamos, tenha certeza, Divaldo, a estudar as obras kardequianas, a estudar as mensagens e ensinamentos desses grandes irmãos benfeitores que, através da sua mediunidade, nos trazem a riqueza do saber, principalmente Joanna de Angelis e Manoel Filomeno, que no nosso Centro “de Umbanda”, são autores recomendados e quase obrigatórios para os médiuns da Desobsessão e Psicofonia e Tratamentos Espirituais, bem como para o público em geral, pois tenho certeza que eles têm outra visão, apesar da normal dificuldade na recepção mediúnica. A mediunidade supõe a natureza, nos ensina Kardec.
Lembro apenas que para nós umbandistas a “Umbanda é paz e amor. Um mundo cheio de Luz. É força que nos dá vida, E à grandeza nos conduz”.
Pai Valdo (Sacerdote Dirigente do Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz)
A Semana Santa ou Semana da Paixão são datas do Calendário Cristão/Católico que tem a finalidade de reavivar os passos de Jesus, durante seus últimos dias encarnado. Embora a Semana Santa não seja uma comemoração iniciada com a Umbanda, não podemos olvidar, como cristãos, e a energia, egrégora, que se forma no ambiente social e espiritual, pela mentalização de variadas pessoas em torno da lembrança da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.
Não podemos nos deixar influenciar, supersticiosamente, por esses dias, pois são dias como quaisquer outros em que podemos crescer em direção à paz e a alegria por uma vivência sadia e cristã, ou nos afundarmos na lama da decepção, da angústia e da depressão, por um comportamento anticristão, infiel e traiçoeiro que, sem dúvida, obedecendo à Lei, trará para nós o retorno compatível com nossa necessidade de aprendizado. É a Escola da Vida, dura e implacável, mas necessária ao nosso aprimoramento espiritual.
Nós umbandista devemos buscar a vivência reflexiva desses dias feriados.
Jesus, para a Umbanda, é o marco essencial, pois prefigura o Cristo Planetário, Aquele que, como Tutor do Planeta Terra, em nome de Deus, emite para todo o Planeta, em todas as suas dimensões, as Sagradas Vibrações Irradiadas do Divino Criador que cria, mantém e transforma continuamente, em função da evolução.
A figura de Jesus de Nazaré é a presença desse amorável Senhor-Cristo, que na encarnação através de Jesus nos trouxe pessoalmente o legado da paz e da alegria, pelas vias do Evangelho redentor.
Jesus é o sorriso de Deus para a humanidade do Planeta Terra.
A morte de Jesus é uma exemplificação viva e real de um amor incondicional, que só poderia emanar de Deus, através daquele que dá sua vida deliberadamente em favor de seus pupilos do Planeta, em prol da sua evolução e pelo decréscimo de seus carmas/dívidas coletivas. “Pai, perdoai-lhes. Eles não sabem o que fazem” dizia Jesus no alto da cruz.
A Semana Santa deve refletir em nós a vitória do amor, pois o amor é Deus. A ressurreição, no Aleluia, é precisamente o anúncio dessa vitória. A morte, as dores, as ausências, as perdas, tudo aquilo que significa sofrimento, são apenas ilusões da matéria, oferecidas pela escola da vida para nos despertar para a vitória do espírito iluminado, desmaterializado e vivente na glória de Deus, que é a vivência da paz e da alegria interior.
Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus não é apenas a caminhada de um homem que, aliás, muitos fazem de Deus. Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus é o anúncio de um amor incondicional que exemplifica, com sua própria vida encarnada, o caminho de iluminação e vitória espiritual.
Nesse dias o Umbandista, sem adentrar nas crendices e superstições, como infelizmente ainda vemos por aí, deve entrar no mistério Jesus de Nazaré e encontrar nesse homem, que viveu a mais ou menos 2012 anos atrás, a presença do Cristo Planetário, o amoroso Tutor do Planeta Terra, que em nome de Deus, veio e vem, ainda hoje, espiritualmente, em busca de suas ovelhas perdidas no espinheiro da ilusão e do mal, para resgatá-las, o mais rápido possível, através do exemplo vivo de sua encarnação, para conduzi-las ao Reino de Deus, o Pai.
Busquemos, nós umbandistas, o coração amoroso de Jesus, nosso Divino Oxalá, e aí encontremos as Sagradas Vibrações da Fé, em Oxalá; da Criação/Geração em Iemanjá; da Lei em Ogum e Ibeji; do Conhecimento em Oxossi e Ossãe; da Justiça em Xangô e Iansã; do Amor em Oxum e Oxumaré; da Evolução/Sabedoria em Obaluaiê/Omulu e Nanã, pois d’Ele é que emanam, para nosso Planeta, as Essências Divinas com suas Qualidades evolutivas.
Páscoa, não esqueçamos, significa passagem. Passagem da morte para a vida, assim ele o realizou, exemplificando pela sua vida encarnada. Assim Ele nos convida a realizar, aprendendo a morrer ao mal, às energias negativas, aos nossos defeitos e vícios, que nos apegam às ilusões da matéria e, através do amadurecimento espiritual, para que ressuscitemos com Ele, para uma vida real, concreta, humana, adquirida pelas lições do Evangelho, tornando-nos verdadeiros homens, espíritos verdadeiramente humanizados, saindo da condição infra-humana onde o essencial se situa, como o é nos animais, no abrigo, na comida e no sexo; ascendendo à humanização real, adquirindo os valores típicos e exclusivos do homem, que é a VERDADE, A RETIDÃO, A PAZ, O AMOR E A NÃO VIOLÊNCIA.
Irmãos Umbandista, que a Semana Santa e a Páscoa possam trazer aos lábios dos nossos amados Orixás e Guias aquele sorriso de alegria, por nos verem adotar em nossas vidas as lições do Evangelho, tão bem prefiguradas nas lembranças trazidas nessa Semana chamada de Santa: a morte a nós mesmos, ao nosso orgulho, vaidade, infidelidade, mentiras, traições, ciúmes, maledicências, que nos prendem à imaturidade espiritual, cujo fruto é a dor e a angústia; e nos levantemos, com Ele, Jesus, carregando a cruz da decisão e vivência do bem, para galgarmos a vitória da ressurreição, pela maturidade adquirida, cuja conseqüência é a Paz e a Alegria interior que, como diz Jesus nos Evangelhos “ninguém lhes poderá tirar”
FELIZ PÁSCOA!
Feliz passagem da morte para a vida,
Com Ele, Jesus, nosso divino Oxalá
Pai Valdo (Sacerdote Dirigente do T. E. do Cruzeiro da Luz/RJ)