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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Santo Antônio

Santo Antônio é conhecido como Santo de Lisboa (Portugal). Por ter nascido nessa cidade portuguesa, e também como o santo de Pádua, por ter morrido em Pádua (Itália).

Fiel imitador de Cristo, humilde, carismático e taumaturgo, foi um exímio pregador do Evangelho. Amante da pobreza e dos pobres, defendia os deserdados e explorados.Discípulo de São Francisco, seu pai espiritual, Antônio também amava a natureza e a solidão. Quando não era ouvido pelas pessoas, dirigia-se às aves e aos peixes.

Passava muitos dias em meditação e oração em lugares afastados, longe do barulho e da agitação das cidades. Enquanto rezava em um desses eremitérios, recebeu a visita do Menino Jesus. Em razão dessa aparição, Santo Antônio é representado carregando o Menino Jesus nos braços.

O lírio que aparece nos braços ou nos pés, é o símbolo da pureza. A sua mensagem de fé e de amor para com Deus e a sua caridade para com os pobres continuam atuais.

Sal da terra e luz do mundo, Santo Antônio é tão procurado pelas pessoas que se tornou um dos santos mais populares do mundo.

Em sua companhia, procuremos reencontrar o verdadeiro sentido da nossa vida, a fé em Deus, o amor para com os irmãos de caminhada e uma esperança inabalável na Divina Providência.

Sejamos gratos a Deus por nos ter dado um padroeiro tão poderoso, a quem podemos recorrer em nossas necessidades, porque nunca se ouviu dizer que quem recorresse à sua intercessão não fosse atendido. 


Neste sábado, 14 de junho de 2013, com início às 18:00h., o Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz Cabana do Caboclo Rompe Mato celebrará a sua homenagem ao seu padroeiro Santo Antonio, com preces, cânticos e distribuição do pãozinho energizado.

Você está convidado a, junto conosco, homenagear a esse insigne Espírito, padroeiro do Cruzeiro da Luz, que continua dos Planos Espirituais a trabalhar amorosamente pela evolução de seus irmãos ainda presos a roda das encarnações, com seus inúmeros Falangeiros de Luz.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Hoje é Dia de Ogum na Umbanda!


Hoje é Dia de Ogum na Umbanda!

Dia 23 de Abril. Dia de São Jorge.

Saravá Ogum! Ogum Yê!

Ogum, na Umbanda, representa uma das forças da natureza oriundas de Deus, que se manifesta na forma de energia ligada à perseverança, à coragem de vencer demandas, atuando na defesa de toda a natureza, sendo executor da Lei. Sua energia está em todos os lugares.

Por vir representado pelos seus falangeiros (Mensageiros de Ogum), como energia vibrante e enérgica, Ogum é símbolo de atividade, de trabalho, de vigor, de possibilidade de a criatura humana buscar na natureza os recursos para vencer suas fronteiras, físicas e espirituais, revitalizando ou descobrindo sua energia vital, às vezes, nem sempre conhecida pelo indivíduo.

Os pontos cantados para louvar Ogum trazem também essa energia, todos eles ressaltando suas qualidades de bravo guerreiro e vencedor de demandas. É comum vermos nos pontos cantados para Ogum a junção dos vários elementos da natureza sendo louvados quando invocamos seus Mensageiros.

Quando o filho de fé invoca o Orixá Ogum, está invocando forças que o levem a lutar e vencer sobre as forças que o querem levar ao declínio, agindo a energia de Ogum como elemento revitalizador que possibilita sua ascensão, sua conquista ao fim desejado. Assim como Oxalá, Ogum também é força, é misericórdia, é socorro.

Ogum vibra sua energia nos Caminhos, nas entradas, sempre vigilante, aplicando a Lei Divina com rigidez e firmeza, conforme a atitude daquele que o leva a agir.

Os Mensageiros de Ogum são espíritos que assumem a roupagem perispiritual de soldados, daí também, advir o sincretismo desse Orixá com São Jorge, no Rio de Janeiro e em São Paulo, comemorando-se seu dia em 23 de abril. Na verdade, compara-se Ogum a São Jorge pelas características desse Santo Guerreiro do catolicismo: São Jorge veste uma armadura de guerra e monta um cavalo branco. Utiliza a lança e a espada para vencer o dragão, que no caso de Ogum, traz o simbolismo de que através da sua coragem e destemor, sua energia é capaz de trazer a proteção necessária para o combate às forças do Astral Inferior, e o dragão representaria a alegoria de que as forças dos espíritos trevosos e obsessores não são capazes de vencer e derrubar a Lei de Deus e aqueles que buscam caminhar sob sua Luz.

A força de Ogum é representada por sua espada, sua lança, seu escudo (“Ogum quando vem lá de Aruanda, traz uma espada e uma lança na mão...”), e através do metal de sua espada, Ogum corta o mal e vence demanda dos filhos de Deus que a ele roga sua benção e proteção, mobilizando toda a sua energia para esse caminho.

Ogum atua no elemento Fogo, interagindo com todos os elementos naturais, Ar, Fogo, Água, Terra. Ogum atua em todos eles em conjunto com os demais Orixás, trazendo seus falangeiros características dessa vibração de Ogum com a vibração do Orixá que rege outro campo vibratório da Natureza.

Dessa forma encontramos os desdobramentos da energia do Orixá Ogum, sendo que os mais conhecidos são:

- Ogum Megê - Trabalha em harmonia com Obaluayê, a Lei de Deus no poder transformador.

- Ogum Rompe-Mato - Trabalha em harmonia completa com Oxossi. A Lei de Deus a luz do Conhecimento.

- Ogum Marinho, Beira-Mar, Sete Ondas - Trabalha em harmonia com Iemanjá. A Lei de Deus na Renovação da Vida.

- Ogum Naruê, trabalha harmonicamente com Xangô. A Lei de Deus atuando na Justiça e Equilíbrio.

- Ogum Delê ou Sete Espadas, trabalhando na força ignea do próprio Ogum. A Lei de Deus atuando e normatizando o cosmo e os seres.

- Ogum Matinata, trabalhando na vibração de Oxalá. A Lei de Deus sobre a religiosidade e a fé.

- Ogum Yara, trabalhando nas águas doces da Oxum. A Lei de Deus como fonte do amor e da afetividade conceptiva.



Oração a Pai Ogum

Amado Pai Ogum, nós vos invocamos e vos pedimos bênçãos e proteção; que vossa espada corte todos os males que por ventura estiverem em nossas vidas. Todos os trabalhos de magia negra. As doenças físicas. Os cordões energéticos negativos. Os espíritos trevosos. Os quiumbas e os portais negativos abertos contra nós estejam eles onde estiverem. Pedimos, também, que corte a inveja, os ódios ocultos ou não, e que nos direcione para a evolução, equilibrando nossos mentais, trazendo saúde e abrindo nossos caminhos para a prosperidade material e espiritual.

Divino Guerreiro, pedimos vossa proteção para nossos corpos físicos e espirituais, para que nossos inimigos nos olhem mas não nos vejam. Rogamos que vossa armadura de aço, vossa espada e vossa lança nos livrem dos perigos da Terra e do Astral. Que vós, Pai Misericordioso, seja sempre para nós o guia que nos impulsione pelos caminhos da Lei, da Honestidade, do Trabalho, da Verdade e da Fé. Pai Ogum, assim como conduzes milhares de espíritos na ordem, pedimos que conduza, também, a nós. Rogamos a vós que retire as traves dos nossos caminhos, as deficiências de nossas personalidades e de nossas almas. Pedimos ajuda para que enxerguemos nossos defeitos, para que consigamos uma reforma interna e nos tornemos dignos diante do Pai Eterno. Ajude-nos, Pai Ogum, a reconhecermos nossos erros e dê-nos força para repará-los. Pedimos que os espíritos necessitados que aqui estão em busca de um caminho sejam direcionados conforme a Lei e a Justiça Divinas e que vossas Falanges Luminosas sempre nos protejam e nos auxiliem em nossas aflições. Graças a Deus!
 
Fonte: Cabana Caboclo Rompe-Mato, SP.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

20 de Janeiro - Dia de São Sebastião

20 de Janeiro - Dia de São Sebastião
Dia Comemorativo do Orixá Oxossi

Ao Orixá Oxossi, como Raio Vibratório Divino Criador, Mantenedor e Transformador, cabe a ação sobre a natureza fauna e flora como o grane livro de sabedoria pura. Daí dizer-se ser Oxossi o rei da mata.

Oxossi detém o poder de criar, manter e transformar a fauna e flora do Planeta, por meio das energias poderosas emanadas do Criador, que se expande na dinamização do Conhecimento humano, abrindo de forma harmoniosa e equilibrada o raciocínio humano para a apreensão dos valores sábios e verdadeiros, elevando-os a estados cada vez mais espiritualizados, distantes da ignorância, do fanatismo e da desordem da razão.

Oxossi é o caçador por excelência, caçador das almas, mas com as armas do conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

Oxossi é o grande Caçador Divino, pois caça, através do arco e flecha do conhecimento e do raciocínio sábio, as almas dos seres encarnados e desencarnados, curando-os da lepra da ignorância, abrindo-lhes o raciocínio para o entendimento das belezas e da sabedoria do espírito a caminho da Casa do Pai.

Junto a Oxossi, o Orixá Ossãe desempenha o mesmo papel, através da manipulação das ervas, dotando-as de atividades energéticas medicinais e litúrgicas. Medicinais no sentido da cura do físico, emocional e psíquico dos seres. Litúrgico pela concentração, de forma essencial, de energias da terra, da água, do fogo e do ar, servindo para o culto dos diversos Orixás ou manipulações magísticas.

As ervas têm ainda o poder de limpeza, quando usadas de forma correta, desintegrando miasmas e energias deletérias que ficam fixadas nos nossos corpos etéricos e perispirituais.


Os Caboclos

Os Caboclos São espíritos que se afinizam com o trabalho da Umbanda e assumem roupagens fluídicas de índios, boiadeiros, marujos ou baianos, lidando com os aspectos doutrinários e magísticos dos Orixás. Os Caboclos, com suas vestimentas perispirituais características da cultura brasileira, de índios, boiadeiros, marujos ou baianos são da Linha Regencial de Oxossi, embora atuem na vibração magística pessoal de qualquer dos Orixás, é a sua vibratória individual, identificável nos pontos riscados.

A palavra Caboclo vem do tupi kareuóka, que significa da cor de cobre; acobreado. Espírito que se apresenta de forma forte, com voz vibrante e traz as forças da natureza e a sabedoria para o uso das ervas.

Os Caboclos são espíritos que se apresentam na forma de adultos, com uma postura forte, de voz vibrante, que trazem as forças da natureza, manipulando essas energias para trabalhar nas questões de saúde, vitalidade e no corte de correntes espirituais negativas, ensinando e usando a Doutrina racional à luz do Evangelho de Jesus. A Umbanda Espírita Cristã entende os Caboclos como símbolo de fortaleza, do vigor, da fase adulta, do caçador de almas e doutrinador dos espíritos.

Os Caboclos falam, ainda, à sociedade brasileira sobre a inclusão dos excluídos. No caso dos Caboclos Índios, eles nos falam dos nossos indígenas escravizados no passado e abandonados hoje. São da Linha Vibracional de Oxossi, com polarização de Oxossi.

Os Caboclos Boiadeiros nos lembram do homem do campo e dos pampas, com seu exaustivo e, muitas vezes, explorado trabalho de “guiada”, conduzindo o gado de fazenda para fazenda. São da Linha Vibratória de Oxossi, com polarização de Yansã com suas Ventanias.

Os Caboclos Marujos nos falam do homem do Mar, os pescadores, marinheiros, etc... São seres humanos que vivem sobre e a custa do mar e, na maioria das vezes, esquecidos e explorados pela sociedade consumista. Esses Caboclos também são da Linha Vibratória de Oxossi, com a polarização vibracional de Yemanjá ou Oxum.

Os Caboclos Baianos vêm nos lembrar dos nordestinos, especialmente aqueles que abandonando suas terras de origem partem para as cidades grades em busca de melhoria de vida e dignidade quase nunca alcançadas. São da Linha de Oxossi, com a polarização transformadora de Obaluayê.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

São Cosme e São Damião e Ibejis

Dia 27 de setembro, dia dedicado a São Cosme e Damião, por força do sincretismo a Umbanda homenageia a Linha de Ibejada.

Trata-se sempre de espíritos assumindo essa roupagem fluídica simbolizando e sinalizando para a pureza de vida e alegria de viver.

Enquanto a Vibração de Oxossi rege a Linha dos Caboclos desenvolvendo trabalhos de força ativa, cada Orixá, por sua vez, vibra no ritual umbandista pela incorporação de seus Mensageiros irradiadores de suas energias. As Entidades que se identificam com a Linha das Crianças têm seus trabalhos e mensagens regidos por Ibeji, Orixá polarizador do terceiro Raio com Ogum, daí serem denominados de Ibejadas. Embora a Linha das Crianças seja regida pela Vibração do Orixá Ibeji, cada Entidade, contudo, assumindo essa roupagem têm como Vibração pessoal, a vibração da Coroa do seu médium.

Muitas Entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil são muito antigas, e têm mais poder do que imaginamos em uma “criança”. Mas, como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação, às vezes, fica oculto.

Foram, sincreticamente, identificados com Cosme e Damião, santos cristãos curadores que trabalhavam com a magia dos elementos, e como Ibêji, gêmeos encantados do Ritual Africano Antigo.

Trabalham com seu elemento de ação sobre o aconselhando, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Por isso são considerados curadores.

Na Umbanda, a “corrente” das crianças é formada por seres espirituais masculinos e femininos.

Mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles.

Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados no próprio Orixá que os regem.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

13 de Junho – Dia dedicado a Santo Antonio de Pádua

13 de Junho – Dia dedicado a Santo Antonio de Pádua

QUEM É ANTONIO DE PÁDUA

Durante toda a história da humanidade, muitos homens, que mais tarde foram classificados com o nome de médiuns produziram fenômenos impressionantes, às vezes independente de sua própria vontade. Fenômenos que, dependendo da condição em que se encontravam aqueles que os produziam, os levavam às fogueiras ou às forcas. Há de se concordar que todos tinham uma missão muito proveitosa à humanidade, mas foram incompreendidos na maior parte das vezes. Dentre os vários médiuns que já vieram à Terra para continuar a obra do Mestre Jesus, ao menos um merece ser destacado pela quantidade de dons mediúnicos que demonstrou possuir.

É o homem que em Portugal se chama Santo Antônio de Lisboa, e, na Itália, é chamado de Santo Antônio de Pádua.

No imenso panteão de santos que a Igreja Católica possui, existem catalogados 39 santos cujo nome é Antônio. Embora nem todos tenham datas conhecidas para veneração ou recebam tamanho culto pelos fiéis da igreja romana, vale ressaltar que um desses sobreexistiu. É o Santo Antônio de Pádua, cuja data de culto é o dia 13 de junho, dia em que faleceu no Plano Material.

Santo Antônio, cujo nome verdadeiro era Fernando Martim de Bulhões, nasceu em Lisboa, no dia 15 de agosto de 1195. Seus pais, Martim de Bulhões e Teresa Taveira, eram descendentes de famílias que chegaram a Portugal no tempo em que Dom Afonso Henriques, fundador da monarquia lusa, tomou dos sarracenos a futura capital do reinado português.

Nessa época, Lisboa era uma cidade pequena, de gente misturada - mestiça - com traços visíveis de suas origens árabes e romanos dos povos e cultos pagãos anteriores ao Cristianismo.

A palavra "pagão" aqui nesse texto refere-se às famílias que habitavam nos campos, ou camponeses, os quais tinham esse codinome. Nada se comparando com a conotação que mais tarde foi delegada pelos padres e catequizadores para designar todos aqueles que não adoravam o Deus católico ou o Papa.

Foi na Sé de Lisboa que Fernando de Bulhões recebeu os primeiros conhecimentos. Ficou ali até aos quinze anos de idade, frequentando as aulas de gramática, latim e música, na qualidade de moço do coro.

Em 1211 decidiu-se entrar para o convento dos frades agostinianos, em São Vicente de Fora, onde pouco permaneceu. Seu feitio moral não combinava com as perturbações que o importunavam e que o impediam de estudar e concentrar-se, o que o motivou a transferir-se para o retiro de Coimbra, em 1212.

Se as regras e obrigações dos frades agostinianos fossem rigorosamente obedecidas pelos membros da congregação, talvez Antônio tivesse permanecido no mosteiro de Santa Cruz, em São Vicente. Porém o dia-a-dia dos monges era algo que estava longe de ser compreendido como modelo de vivência monástica. A riqueza do mosteiro, as questões que envolviam dízimos e imunidades fiscais traziam vergonha e furor ao frade, já que o seu pensamento era idêntico ao de Francisco de Assis.

Em Coimbra estudou filosofia e teologia, adquirindo a erudição mediúnica que mais tarde constituiu-se o traço fundamental de sua inconfundível figura.

A situação religiosa da Europa na época em que viveu Antônio de Pádua, estava caótica. A Igreja Romana perseguia e matava milhares de pessoas em nome do amor de Jesus, do perdão e da paz. Com a desculpa de catequizar os "hereges" da Igreja Grega e os "pagãos" seguidores de Maomé, a Igreja Católica Romana incitava o clero e demais fiéis a saírem em diversas empreitadas a fim de saquear os seus opositores, através do que ficou conhecido como "as Cruzadas". O poder da Igreja deixou de ser eterno e espiritual para se transformar em um poder político e temporal. O Papa, cheio de riqueza e poder, era o centro de todas as intrigas políticas da época. Contudo, ninguém sequer abria a boca em sinal de protesto, tamanho era o medo causado pelas fogueiras, pela excomunhão e pelas masmorras.

Nessa época, ganhava fama a ordem inaugurada por Francisco de Assis. Diversos homens encontraram nas palavras de Francisco, a força e a coragem necessárias para propagarem a fé verdadeira no Cristo Jesus. Porém, o fanatismo dos novos franciscanos foi motivo de muitas atrocidades e resultados insatisfatórios junto aos povos. Certa vez um grupo de cinco frades franciscanos foram massacrados em Marrocos devido à sua impetuosidade em evangelizar os maometanos. Seu radicalismo era tão excedente que eles se referiam a Maomé como "maldito, profano, sujo e maligno profeta". O fanatismo e a intolerância dos frades eram tão grandes que foram então fendidos à espada e degolados.

Esse massacre dos frades franciscanos entusiasmou o jovem Fernando de Bulhões, que resolveu seguir o exemplo de abnegação dos frades e entrou para o convento franciscano fundado pela rainha D. Urraca, mulher de Afonso II, em Olivais, Coimbra. Assim, aos 25 anos de idade, em 1220, abandona o nome de batismo e adota o nome de Antônio, padroeiro do convento de Olivais.

Logo assim que tomou ordens no convento de Olivais, quis Antônio seguir para a África, a fim de sofrer os martírios em nome da fé. Porém, tão logo chegou no continente, adoeceu gravemente e foi reembarcado para a Espanha, mas o navio em que estava Antônio saiu de sua rota e foi aportar na Itália, na costa de Taormina, Sicília. Dirigiu-se para Messina e lá convalesceu durante dois meses.

Antônio permanecia ignorado enquanto convalescia até que certa vez surgiu a oportunidade de iniciar as demonstrações de seus dons mediúnicos. Dons estes que encheram de luz e maravilhas, ditos como milagres, as terras da Itália e da França.
 
Em Porciúncula reuniram-se cerca de 3.000 frades franciscanos numa assembleia em que Francisco de Assis, fundador da Ordem, foi o presidente. Antônio lá compareceu, mesmo sem ter sido convocado, e porque era figura inteiramente desconhecida, não foi sequer notado. Juntando-se ao fato de ser tão franzino e ainda estar em convalescença, Antônio era modesto e humilde, e escondia cuidadosamente suas qualidades mediúnicas.

Porém, noutra ocasião, numa assembleia ocorrida em Forli, na Itália, entre franciscanos e dominicanos, foi que surgiu a oportunidade para Antônio. No refeitório, o prelado pediu aos frades que dissessem algumas palavras evangelizadoras. Após várias recusas dos frades, em tom de zombaria, forçaram o insignificante Antônio a fazer a pregação evangelizadora. Ele escusou-se, mas disseram: "Diz o que o Espírito Santo sugerir".

Antônio começou a falar e iniciou pelo temor de Deus e, aos poucos, foi se infiltrando nos pontos delicados da doutrina e da prática do cristianismo demonstrando um profundo conhecimento das Sagradas Escrituras. Assustados, informaram o caso a Francisco de Assis e dentro de pouco tempo, foi transformado em pregador eminente. Junto às pregações, Antônio produzia os mais assombrosos fenômenos mediúnicos que revolucionaram a todos.

No processo de canonização de Santo Antônio de Pádua, foram relatados nada menos de 53 fatos, chamados milagres, realizados pelo frade.

Santo Antônio de Pádua, ou de Lisboa, foi um grande médium e possuidor de diversos dons espirituais inerentes à sua condição mediúnica: foi audiente, profético, inspirado, médium de transporte, de efeitos físicos, de materialização, transfiguração, curador e transmissor de fluidos (passista).

Após ter vivido só sete anos como frade franciscano, pois desencarnou aos 36 anos de idade, encheu as crônicas de Portugal, França e Itália com as manifestações de sua mediunidade excepcional, como pouquíssimos médiuns que têm baixado à Terra trazendo tamanha força e riqueza mediúnicas.

Sentindo-se enfermo, esgotado, retirou-se para o campo em Arcela, e aí, em pouco tempo piorou e morreu, no dia 13 de junho de 1231.

Isto foi ocultado pelos frades, mas à hora da morte, nas ruas de Pádua, as crianças foram avisadas por intuição e começaram a gritar: "Morreu o frade santo!", "Morreu o Santo Antônio!".

Depois de voltar ao Espaço, Antônio de Pádua operou vários prodígios espirituais. Apresentava-se positivamente onde quer que fosse solicitado pelo crente mais devoto e então agia conforme a fé e o merecimento do solicitante.

Foi canonizado pela Igreja em 1232, onze meses após sua morte, pelo Papa Gregório IX. Já o Papa Leão XIII chamou Santo Antônio de "Santo de todo mundo".
 
Fonte: Boletim eletrônico da Cabana Caboclo Rompe-Mato.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Mas, afinal, quem é São Jorge?


No Rio de Janeiro o dia 23 de abril é feriado estadual em comemoração ao “Santo Guerreiro”, data de seu falecimento. O Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, instituiu o feriado Estadual pela Lei nº 5198, em 05 de março de 2008. Sendo publicado em 03 de junho do mesmo ano, pelo projeto de Lei nº 339/2007.

O Dia de São Jorge é celebrado por várias nações para quem São Jorge é o santo patrono. Entre os países que comemoram a data, destacam-se o Reino Unido, Portugal, Geórgia, Catalunha, Bulgária e pelos goranis. No Reino Unido, o Dia de São Jorge é também o Dia Nacional. O Dia de São Jorge é também comemorado localmente em Newfoundland (Canadá) e em Adis Abeba (pela Igreja Copta Ortodoxa Etíope).

São Jorge (275 - 23 de abril de 303) foi, de acordo com a tradição, um padre e soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no catolicismo (tanto na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa como também na Comunhão Anglicana). Também é venerado em diversos cultos das religiões afro-brasileiras, onde é sincretizado na forma de Ogum. É imortalizado no conto em que mata o dragão e também é um dos Catorze santos auxiliares. Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, sua memória é celebrada dia 23 de abril como também em 3 de novembro, quando, por toda parte, se comemora a reconstrução da igreja dedicada a ele na Lida (Israel), onde se encontram suas relíquias, erguida a mando do imperador romano Constantino I.

A História

Jorge de Anicii nasceu no ano de 280 d.c na antiga Capadócia, região do sudeste da Anatólia, que atualmente faz parte da República da Turquia. Ainda criança mudou-se para a Palestina com a sua mãe, logo após seu pai, um Oficial do Exército Imperial, morrer em campo de batalha. Sua família era de nobres e possuíam muitos bens.

Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira militar, e por ser corajoso e combativo, logo foi promovido a Capitão do Exército Romano.

Mais tarde o Imperador Diocleciano, lhe conferiu o título de Conde da Capadócia. Aos 23 anos passou a residir na Corte Imperial de Roma, exercendo a função de Tribuno Militar. Nesse tempo sua mãe faleceu, e Jorge herdando todas as riquezas.

O Imperador Diocleciano e o Governador Daciano, desencadearam uma terrível perseguição contra os Cristãos, com tanta fúria que, em apenas um mês, mais de 17.000 foram martirizados, e muitos outros foram perseguidos e forçados pelas torturas, a renegar a sua fé em Jesus Cristo. Jorge que tinha sangue azul, afligido pelas barbaridades, renunciou a carreira militar.

Jorge distribuiu todos os seus bens aos pobres e vestindo-se como os Cristãos foi as ruas e passou a falar frases como, "Os deuses pagãos são demônios, o único Deus verdadeiro, é Jesus Cristo". A ousadia de Jorge chegou aos ouvidos do Governador Daciano, um cruel perseguidor de cristãos, que tomado pela ira chamou Jorge e perguntou: "Com que direito chamas os nossos deuses de demônios?, quem és tu?, de onde és tu? e em nome de quem está dizendo isto?, e Jorge respondeu assim: "Eu me chamo Jorge de Anicii, sou um nobre da Capadócia, e com a ajuda de Cristo conquistei as terras da Palestina, mas renunciei a tudo que me foi dado, meus títulos e cargos que possuía, para sem honras e riquezas servir a meu Deus".

O Imperador tentou convence-lo a renegar a sua fé em Jesus, mas não tendo êxito ordenou as seguintes torturas: O Colocaram em um cavalete de madeira, e teve seus braços e pernas dilacerados com garfos de ferro, e depois mandou cobrir todas as suas feridas com sal. Mas Tudo em vão, Jorge mantinha-se firme, e a cada vitória sobre as torturas ia convertendo mais e mais soldados.

O Imperador mandou chamar o mais temido feiticeiro para acabar com a vida de Jorge. Irônico o feiticeiro falou: "Se eu não conseguir acabar com esse Cristão, que eu perca a minha cabeça". Ele misturou veneno com vinho e deu pra Jorge beber. O Jovem fez o sinal da Cruz, bebeu o vinho e nada lhe aconteceu, o feiticeiro preparou uma dose ainda mais forte, Jorge novamente fez o sinal da Cruz, bebeu o vinho e continuava vivo, espantado o feiticeiro ajoelhou-se aos pés de Jorge e implorou para ser convertido ao Cristianismo, Jorge o fez, e logo depois foi decapitado.

Depois de ser torturado durante todo o dia, chegando à noite, o Senhor Deus rodeado de uma Luz Divina, apareceu e consolou Jorge com doces palavras, que o deixou tão confortável, que nem parecia ter sido torturado. O Imperador vendo que, com ameaças e torturas não conseguiria nada, mudou de plano, e o tentou com fortunas e recompensas. Mas Jorge sorrindo respondeu: "Porque em vez de me torturar, não me dissestes estas coisas no inicio? Aqui me tens disposto a fazer o que me propõem". O Imperador não se deu conta da tática de Jorge. Diocleciano ordenou que toda a cidade fosse enfeitada, mandou convocar o povo para assistir aos sacrifícios que Jorge por fim iria oferecer aos ídolos romanos.

No dia previsto para o grande acontecimento, a multidão curiosa e com grande expectativa, lotou o templo no qual Jorge iria adorar publicamente os deuses romanos. Na hora marcada, Jorge entrou no templo, ajoelhou-se e pediu ao Senhor Deus para converter todo o povo dentro do templo, e pediu que Deus destruísse todas as estátuas, de maneira que não ficasse nenhum vestígio delas. Acabando sua oração desceu dos céus uma rajada de fogo que reduziu as cinzas todas às imagens. Logo que a multidão presente correu para fora do templo, Jorge saiu mansamente, e de novo fez suas preces, e depois de alguns segundos a terra se abriu e engoliu todo o templo, não ficando o menor vestígio de sua existência.

Sabendo do ocorrido, o Imperador disse a Jorge: "És o mais abominável dos homens, como é possível tamanha ousadia, a ponto de cometeres um crime tão horrível?". Enfurecido e vendo que Jorge não renegaria a sua fé em Jesus Cristo, mandou que ele fosse arrastado de cavalo por toda a cidade, e depois decapitado. Jorge ao perceber que tinha chegado há sua hora, elevou os olhos ao céu e pediu a Deus que, a partir daquele momento, todos que pedissem seu socorro fossem atendidos, e lá do alto, em resposta a prece do grande Mártir, ouviu-se a voz de Deus concedendo o pedido: "Quem rogasse pela ajuda de São Jorge seria atendido". Depois disso a sentença se cumpriu. São Jorge foi decapitado no dia 23 de abril de 303 d.c em Nicomédia. Seus restos mortais foram transportados para Lida (Antiga Dióspolis), hoje Israel.

A quantidade de milagres atribuídos a São Jorge é imensa. Segundo a tradição, ele defende e favorece a todos os que a ele recorrem com fé e devoção, vencendo batalhas e demandas, questões complicadas, perseguições, injustiças, disputas e desentendimentos. São Jorge Guerreiro da fé, foi Soldado, Capitão e Conde, por nada no mundo deixou o amor e a fé em Jesus Cristo, a quem sempre acreditou e confiou. Salve Jorge da Capadócia!
 
Fonte: Boletim eletrônico informativo da Cabana Caboclo Rompe Mato, SP.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

São Bartolomeu - 24 de agosto.

Por ser sincretizado com Oxumaré, trazemos o texto a seguir, sobre São Bartolomeu, da Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Bartolomeu)

São Bartolomeu Apóstolo foi um dos apóstolos  de Jesus Cristo.

Seu nome vem do aramaico, com uma referência patronímica: Bar Talmay - filho de Talmay. Há historiadores que também mantêm uma referência patronímica, mas dá outro significado para o nome: Bar Ptolomeu - Filho de Ptolomeu. Esta última hipótese não é inverossímil, visto que Ptolomeu (suposto pai de Bartolomeu) possuía um prenome grego, e a cultura grega tinha uma grande influência na Judéia da época.

Nenhuma narração bíblica lhe enfoca especialmente e seu nome consta apenas nas listas dos doze. No entanto, segundo a tradição, ele é o Natanael de que falam outras passagens, e isso fica evidente através da comparação entre os quatro Evangelhos. Natanael significa "Deus deu" - o significado desse nome fica claro levando-se em conta que ele vinha de Caná, onde deve ter testemunhado a ação de Jesus nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-11).

Como narra a Bíblia, São Filipe comunicou a Natanael (São Bartolomeu) que havia encontrado o Messias, e que esse provinha de Nazaré, ao que Natanael responde dura e preconceituosamente: "De Nazaré pode vir alguma coisa boa?" (Jo 1, 46a). Essa observação é importante indicador das expectativas judaicais quanto à vinda do Messias, então tidas.

No seu primeiro encontro com Jesus, recebe um elogio: "Aqui está um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento" (Jo 1, 47), ao qual o apóstolo responde: "Como me conheces?". Jesus responde de forma que não podemos compreender claramente somente através das Escrituras: "Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas sob a figueira". Com certeza se tratava de um momento crítico e decisivo na vida de Natanael. Após essa revelação de Jesus, Natanael faz a sua adesão ao Mestre com a seguinte profissão de fé: "Rabi, tu és o filho de Deus, tu és o Rei de Israel".

Segundo fontes históricas, São Bartolomeu teria pregado o cristianismo até na Índia. Outra tradição diz que o apóstolo morreu por esfolamento em Albanópolis, atual Derbent, na província russa de Daguestão junto ao Cáucaso, a mando do governador, tanto que na Capela Sistina ele é pintado segurando a própria pele na mão esquerda e na outra o instrumento de seu suplício, um alfange. Segundo a Igreja Católica, mais tarde suas relíquias foram levadas para a Europa e jazem em Roma, na Igreja a ele dedicada.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dia de São Roque - 16 de Agosto


Por ser sincretizado com o Orixá Obaluaê, que tem seu dia de comemoração em 16 de agosto, trago um texto sobre São Roque.  Obaluaê/Omulu também é sincretizado com São Lázaro, cuja comemoração é em 17 de Dezembro e com Jesus Cristo Crucificado.

SÃO ROQUE

Padroeiro dos inválidos, cirurgiões, protetor do gado, contra doenças contagiosas e a peste.

Significado do nome: eremita, homem grande e forte

Originário de família nobre, distinta e abastada, São Roque nasceu em Montpellier, na França, em 1295.

Seu nascimento teve o significado de um grande dom de Deus e fruto das orações de seus pais. Libéria, sua mãe, mulher virtuosa, era devotada de Nossa Senhora, a quem recorreu, pedindo a graça de ter um filho, apesar de sua idade avançada. Foi atendida em seu anseio e dedicou-se com cuidado à educação de Roque, incutindo-lhe desde cedo a devoção à Nossa Senhora.

Perdeu os pais entre os quinze e vinte anos, herdando um enorme patrimônio. Mas as aspirações de Roque eram por outra herança: queria viver na pobreza, imitando a Cristo.

Assim, inclinado para a piedade, repartiu entre os pobres, em segredo, tudo o que pode colher de suas rendas. Como a idade não lhe permitia dispor nem alienar seus bens de raiz, confiou-os a um tio, partindo sem nada para Roma, mendigando pelo caminho.

Chegando a Toscana, em Aguapendente, viu a grande mortalidade causada pela peste. Levado pelo desejo de ser útil aos empestados, pediu permissão ao administrador do hospital para assistir aos doentes, o que lhe foi permitido.

Logo que Roque se meteu entre os empestados, cessou a epidemia da doença naquela cidade. O mesmo se deu em Cesena e outras localidades; dizia-se que a peste fugia de Roque.

Tomando conhecimento de que a epidemia chegara a Roma, Roque partiu imediatamente. Lá chegando, foi ouvido em confissão pelo cardeal Britânico que então tomou conhecimento dos dons que o Santo possuía. Pediu-lhe para que suplicasse a Deus pelo fim do flagelo que atingia a cidade. Roque fez a oração e sentindo que alcançara a graça, convidou o cardeal a agradece-la juntamente com ele. Mas esse fato se creditou à virtude do Santo.

Permaneceu em Roma por três anos, praticando a caridade na assistência aos enfermos. Ao retornar à França, foi passando por localidades da Itália, onde já havia estado. Ficou por alguns anos nas cidades da Lombardia, tratando os doentes a quem, muitas vezes, curava com o sinal da cruz.

Em Piacenza (Palencia), acabou por contrair a doença. Certa noite despertou com febre e dor aguda na perna esquerda, o que o fazia gritar. A violência do mal não lhe permitia tranqüilidade interior. Para não perturbar com seus gritos os outros doentes do hospital, dirigiu-se para fora da cidade, à entrada de um bosque, onde encontrou uma pequena choça que lhe serviu de abrigo. Esse foi seu refúgio para não perturbar ninguém.

Com a graça de Deus, Roque viu brotar perto da cabana, um manancial de água cristalina. Com ela, sentia mais alívio, ao lavar suas feridas. Se não fosse um cão que todos os dias lhe trazia pão roubado da mesa do dono, teria morrido de fome. O dono do cão, intrigado com a regularidade com que este lhe roubava o pão, seguiu-o certa vez, pela floresta, encontrando Roque, de quem tornou-se amigo, fazendo o possível para ajuda-lo.

Curado da peste, Roque dirigiu-se para à França a fim de liquidar o restante de seus bens. Montepellier estava em guerra civil quando lá chegou. Tido como espião, foi levado à presença do governador que era seu tio. Diante dele, sequer afirmou sua identidade. Ninguém o reconheceu, pois os anos e a vida que levara alteraram-lhe a fisionomia e a aparência. Preso, ficou num calabouço escuro durante cinco anos. Seu alimento era pão e água, passando os dias em oração. Sua consolação estava em Deus e na Virgem Maria.

O carcereiro da prisão admirava-se da extraordinária paciência do Santo e considerava-o diferente dos outros presos.

Sentindo que a própria morte se aproximava, Roque pediu a presença de um sacerdote para se confessar e comungar. Por tudo o que disse, o confessor notou que aquele era um homem extraordinário e comunicou suas impressões ao governador. Este, porém, desconsiderou a apreciação do sacerdote.

Completamente abandonado Roque, falecia pouco depois. Era o dia 16 de agosto de 1327. Ao descer ao calabouço, o carcereiro viu uma luz muito brilhante saindo pelas brechas da cela. Abriu a porta e encontrou Roque morto, estendido no chão.

Difundiu-se pela cidade, rapidamente, a notícia de que havia falecido um Santo na prisão. Muitas pessoas dirigiram-se para lá. Entre os visitantes, estava também sua avó, que reconheceu o corpo de Roque por uma mancha cor de vinho, em forma de cruz, que ele tinha no peito.

Ao ter conhecimento de que o morto era seu sobrinho, o governador ficou inconsolável pela dureza com que o tratara e providenciou suntuosos funerais. O corpo de Roque foi conduzido triunfalmente pelas ruas da cidade, acompanhado de clero, nobreza e povo.

Em seu nome, logo aparecerem diversos e prodigiosos milagres. Durante o Concílio de Constança, em 1414, São Roque foi invocado contra a peste que tomara conta da cidade. A partir dessa data, o culto de São Roque se estendeu por toda a Europa, particularmente à Itália e à Flandres. Este culto foi solenemente confirmado pelo Papa Urbano VIII e por dois decretos da Sagrada Congregação dos Ritos de 16 de julho e 26 de novembro de 1629.

Relíquia

Venera-se na igreja matriz da cidade de São Roque uma parcela do braço de São Roque. Essa relíquia foi concedida à nossa igreja, em 1953 pelo eminentíssimo cardeal Adeodato Piazza. Acha-se ela encerrada em artístico relicário feito em Milão ( Itália ). Dignos de nota são os três medalhões ( de puro esmalte ) que ornam o pé do relicário: o primeiro é o mapa do Brasil - o segundo é o mapa do estado de São Paulo com o município de São Roque representado por um cacho de uvas - o terceiro é o escudo da Ordem dos Carmelitas Descalços, a cujos cuidados estava confiada.

Oração à São Roque

Glorioso São Roque, alcançai-nos de Cristo Nosso Senhor as graças que nos são necessárias para vivermos dignamente a vida cristã.

Aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade.

Seguindo o Vosso Exemplo queremos amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como Cristo nos mandou.

Queremos ajudar aos pobres, aos doentes, aos necessitados de toda a espécie, como vós mesmo o fizestes.

E que um dia, na glória do céu, nós possamos, convosco, gozar da vida eterna. Amém.

Oração à São Roque - Para alcançar a cura em qualquer enfermidade

Ó inefável padroeiro nosso, São Roque, pela ardente caridade com que amastes o próximo nesta terra, chegastes a expor vossa própria vida para assisti-lo nas necessidades e doenças, especialmente nas moléstias contagiosas. Oh! Fazei que estejamos sempre livres dessas terríveis enfermidades e livrai-nos da peste ainda perigosa que é o pecado. Amém.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sto Antônio de Pemba - Ogum, Exu, Zé Pilintra


UMBANDA – SINCRETISMO: OGUM x EXU

Na tradição católica, de acordo com historiadores, Santo Antônio foi assentado como praça da Infantaria portuguesa por ter intercedido no ‘milagre’ da vitória sobre as forças espanholas e francesas, chegando à patente de Tenente-Coronel.No Brasil, ‘auxiliou’ nas lutas contra o Quilombo dos Palmares (pela Capitania de Pernambuco) e a esquadra de corsários franceses de Duclerc (na Capitania do Rio de Janeiro), ficando no posto de Tenente-Coronel até a Proclamação da República, quando teve seu soldo abolido pelo Marechal Hermes da Fonseca.Sendo identificado como padroeiro de incursões militares e batalhas, o santo frade acabou sincretizado com o orixá Ogum na Bahia, por exemplo.À época da escravidão, os negros eram forçados a abjurar suas crenças por imposição da Igreja Católica Apostólica Romana, sendo também obrigados a adotarem para si nomes de santos, como Antônio, Benedito, José, João, Pedro etc. Na Umbanda, Santo Antônio é visto como um padrinho destes espíritos de escravos africanos, os pretos velhos, nomeando entidades desta falange.Pode-se conjecturar uma ligação (mas não o sincretismo) de Santo Antônio com Exu porque o matrimônio sela um compromisso de continuidade dos homens (pela família). Exu é o movimento, a dinâmica da vida, promovendo a interação entre Criador e criaturas (comunicação) e a perpetuação dos seres (reprodução). O símbolo deste Orixá é o falo - órgão sexual masculino -, representando a fertilidade. Suas características controversas – provocador, brincalhão, astuto, sensual – o associaram à figura bíblica de Satanás. Por ferir a moral cristã, a Umbanda não o aculturou como divindade; cultua apenas espíritos homônimos de características análogas – os exus e pombogiras, devoltando-lhes homenagens em dia 13/6. Para os yorubá, etnia da qual herdamos a cultura dos Orixás, não existe conceito de pecado, nem divindade que seja a antítese de Deus (para eles, Olodumare).
Fonte: http://gufec.blogspot.com/2007/06/santo-antnio.html

Santo Antônio de Pemba X Exu
Entre Santo Antônio de Lisboa e Santo Antônio de Pemba há muita diferença.
Como o número de escravos era superior ao dos fidalgos, erigiu-se em cada fazenda uma capela com o Santo da devoção dos Senhores ou Sinhás das fazendas, onde um Sacerdote da Igreja Católica fazia seus ofícios religiosos.
Quando os escravos adotaram Santo Antônio de Lisboa por Santo Antônio de Pemba como Exu, fizeram-no por diversos motivos. O primeiros porque tinham que acompanhar o credo católico; o segundo para ludibriar a boa fé dos senhores das fazendas, pois proibiam que os mesmos professassem o seu culto africano; e o terceiro porque faziam suas festas com fogo, como fogueiras, etc., e o dono do fogo é Exu.
O dia de Santo Antônio de Pemba é 13 de junho, razão pela qual a Umbanda comemora nesta data o dia de Exu.

Fonte: http://www.caboclajurema.com.br/exus.htm


Santo Antonio X Zé Pilintra

Falar de Santo Antonio na Umbanda, não é tarefa fácil, ainda mais de Santo Antonio de Pemba , de Lisboa, de Ouro fino, de Pádua. Mas seja lá qual for o Santo Antonio, Uma coisa é certa, Zé Pelintra trabalha muito com ele,e é o Santo em que Zé Pelintra deposita seus pedidos. De casamenteiro à Guerreiro, Santo Antonio às vezes é confundido com Ogum. Temos consciência que Ogum é Ogum, e Santo Antonio é Santo Antonio. Antonio, que largou tudo pelo sacerdócio da caridade e luta justa pelos valores dos humanos, seja o padre, ou o padeiro, o padre que alimentava seus fiéis pela palavra de Deus ou o padeiro que matava a fome dos pobrezinhos da aldeia de Pádua. Antonio, que quando vivo já era um Santo para o povo, após sua passagem se transforma em Santo Antonio Milagreiro. Zé Pelintra, em tudo que faz, homenageia Santo Antonio, inclusive, no dia 13 de junho, benze os pães de Santo Antonio, distribuindo-os aos filhos de fé, para colocarem no açúcar, e durante um ano inteiro, o pão permanece sem estragar. Isto para que não falte a fartura . Santo Antonio de Pemba, na Umbanda, que é o Patrono de Exú, que rege as legiões desses espíritos guerreiros e mensageiros dos Anjos Superiores (orixás), que preside as batalhas navais e terrestres. Santo Antonio que protege as pessoas dos espíritos malignos e que traz o que estava perdido. Zé pelintra do Catimbó, ora muito a Santo Antonio. Em uma das suas cantigas, pergunta-se: - Zé Pelintra, cadê Santo Antonio; Estava rezando e fazendo oração; Santo  Antonio que gira e retira que quebra as demandas de toda a nação. e assim, Zé Pelintra, invoca ao Santo, trazendo sua força, inspiração e proteção à Umbanda e aos seus filhos de fé. SALVE SANTO ANTONIO.
Fonte: http://www.zepelintra.com.br/santo_antonio.html

Santo Antônio - 13 de Junho

Santo Antônio de Lisboa, internacionalmente conhecido como Santo António de Pádua, Ordem dos Frades Menores "OFM" (Lisboa, 15 de Agosto de 1191-1195 - Pádua, 13 de Junho de 1231), de seu nome de batismo Fernando de Bulhões, foi um Doutor da Igreja que viveu na viragem dos séculos XII e XIII.

Primeiramente foi frade agostiniano, tendo ingressado como noviço (1210) no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, tendo posteriormente ido para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde fez seus estudos de Direito. Tornou-se franciscano em 1220 e viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França. No ano de 1221 passou a fazer parte do Capítulo Geral da Ordem de Assis, a convite do próprio Francisco, o fundador. Foi professor de Teologia e grande pregador. Foi convidado por São Francisco para pregar contra os Albigenses em França. Foi transferido depois para Bolonha e de seguida para Pádua, onde morreu aos 36 (ou 40) anos.

Santo António de Lisboa é considerado por muitos católicos um grande taumaturgo, sendo-lhe atribuído um notável número de milagres, desde os primeiros tempos após a sua morte até aos dias de hoje.

Protetor dos noivos, é tradição em Lisboa realizar-se um casamento coletivo, no dia 13 de Junho, na sua igreja, junto à Sé de Lisboa.

Santo António de Lisboa, OFM viveu na primeira metade do século XIII, em plena Idade Média. Desenvolviam-se as cidades extra-muros (os burgos) e uma nova classe social de artesãos, mercadores, banqueiros, notários e médicos ascendia na sociedade e no poder: a burguesia.

Na Europa formavam-se as nacionalidades sob a égide do Sacro Império e os exércitos dos anglos, francos e germanos, dominados pelo espírito da cruzada, combatiam os turcos muçulmanos no Oriente (na Terra Santa) e os berberes muçulmanos no Ocidente (na Península Ibérica).

Em Portugal, nesse século, três reis sucederam-se no trono: primeiro Sancho I, filho de D. Afonso Henriques, empenhado em alargar o território e proceder ao povoamento do país que surgira sob o governo do seu pai; depois Afonso II neto de D. Afonso Henriques, que se envolveu em lutas civis contra suas irmãs, o que motivou a perda dos territórios já conquistados aos mouros a sul do Tejo, e finalmente Sancho II, filho deste último, grande conquistador, que se envolveu em questões com a Igreja Católica e com o papado e foi excomungado e deposto pelo Papa Inocêncio IV a favor de seu irmão Afonso III, conde de Bolonha.

Santo António, de seu nome Fernando, filho de Martim de Bulhões e Maria Teresa Taveira Azevedo, nasceu em Lisboa entre 1191 e 1195, (aceita-se oficialmente a data de 15 de Agosto de 1195), numa casa próxima da Sé de Lisboa, às portas da cidade, no local, assim se pensa, onde posteriormente se ergueu a igreja sob sua invocação.

Fez os primeiros estudos na Igreja de Santa Maria Maior (hoje Sé de Lisboa), ingressando mais tarde, por volta de 1210 ou 1211, como noviço, na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, no Mosteiro de São Vicente de Fora, guiado pela mão do então prior D. Estêvão.

Permaneceu em São Vicente de Fora por três anos, tendo com 18 ou 19 anos entrado no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, ao tempo um importante centro de cultura medieval e eclesiástica da Europa, onde realizou os estudos em Direito Canónico, Filosofia e Teologia.

O martírio de cinco franciscanos, decapitados em Marrocos, e a vinda dos seus restos mortais em 1220 para Coimbra fizeram Fernando abraçar o espírito de evangelização e trocar a Regra de Santo Agostinho pela Ordem de São Francisco, recolhendo-se no Eremitério dos Olivais de Coimbra e mudando então o nome para António.

Na Itália e no Sul de França

Por essa altura, decidiu deslocar-se a Marrocos em acção de evangelização, onde esteve, mas acometido por grave doença decidiram os Superiores da Ordem repatriá-lo. No regresso, uma forte tempestade arrastou o barco para as costas da Sicília. É aqui, na Itália, que António se notabilizaria como exímio teólogo e grande pregador.

Em Março de 1222, em Forlì, dissertou para religiosos franciscanos e dominicanos de forma tão fluente e admirável que o Provincial da Ordem o destinou de imediato à evangelização e difusão da doutrina.

Fixou-se então em Bolonha onde se dedicou ao ensino da Teologia e à pregação, nomeadamente contra as heresias dos Cátaros, Patarinos e Valdenses, o que lhe valeu o título de incansável martelo dos hereges.

Seguiu depois para França com o objectivo de pregar contra os Albigenses e em 1225 é pregador em Toulouse. Na mesma época foi-lhe confiada a guarda do Convento de Puy-en-Velay e teria à sua guarda igualmente a Província de Limoges, por escolha dos frades da Província. Dois anos mais tarde instalou-se em Marselha, mas brevemente seria escolhido para Provincial da Romanha.

Em Outubro de 1226 morreu Francisco de Assis. António assistiu à canonização de São Francisco em 1228. Neste ano deslocou-se a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 as suas pregações dividiram-se entre Varese, Bréscia, Milão, Verona e Mântua. Esta actividade absorvia-o de tal maneira que passou a dedicar-se exclusivamente a ela.

Em 1231, e após contactos com o papa Gregório IX, regressou a Pádua, sendo a quaresma desse ano marcada por uma série de sermões da sua autoria.
A Basílica de Santo António, em Pádua.

Bastante doente, faleceu a 13 de Junho de 1231 no Oratório de Arcela. Os seus restos mortais repousam na Basílica de Pádua, construída em sua memória.

Foi canonizado pelo Papa Gregório IX, na catedral de Espoleto, em Itália, em 30 de Maio de 1232, no processo de canonização mais rápido de sempre da Igreja Católica.

Foi proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio XII, em 1946, que o considera «exímio teólogo e insigne mestre em matérias de ascética e mística».

Muitos escritos são atribuídos a Santo António, na sua maioria apócrifos. Segundo os estudiosos, os Sermões Dominicais e Festivos são a única obra autêntica escrita pelo punho de Frei António, com a marca da sua personalidade e espiritualidade.

Trata-se de 53 sermões dominicais, escritos em Pádua, no decurso do triénio pastoral como provincial para o Norte da Itália (Romanha) (1227–1230). A estes somam-se mais 4 para as festividades marianas. Os Sermões são mais precisamente um manual de pregação do que propriamente sermões ou homilias escritas.

Existe um sermão para cada domingo ou festividade, cujo desenvolvimento é feito com base no texto do evangelho da liturgia a que se refere, sendo o texto normalmente explicado segundo os quatro sentidos da interpretação escolástica: o sentido literal, o anagógico (em relação à vida eterna), o alegórico e o moral.

Para fundamentar a sua interpretação do texto Frei António recorre à patrística: são muito frequentes as citações de Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Jerónimo, São Gregório, São Bernardo e de outros, todos Padres da Igreja. Igualmente, Frei António, para ilustração de temas filosóficos ou morais, recorre a citações de Aristóteles, Cícero, Séneca e de outros pensadores gregos e romanos. Bom franciscano que era, Frei António abrilhanta os temas com referências à observação da natureza e ao saber científico da época.

* Lê-se na história natural que as abelhas pequenas são as mais laboriosas, têm asas subtis e cor negra, como se fossem queimadas. Sermão do 3.º Domingo da Quaresma, IV-4

* A história natural diz-nos que o veado apascenta na estrada movimentada, porque sabe que o lobo evita a estrada frequentada pelo homem. Sermão do 3.º Domingo da Quaresma, Em louvor... 4

O fim último dos Sermões é a glória de Deus, mas o seu fim específico e imediato é a instrução dos crentes e o desejo de lhes oferecer uma ajuda para a sua vida religiosa e o necessário saber para o precioso anúncio da palavra de Deus.

* Para glória de Deus e edificação das almas, para consolação dos leitores e ouvintes, para o aprofundamento do sentido das Sagradas Escrituras, recorrendo aos vários passos do Antigo e Novo Testamento, constituímos um transporte com o qual nos elevaremos da terra ao céu... Prólogo 5

A sua representação iconográfica mais frequente é a de um jovem tonsurado envergando o traje dos frades menores (franciscanos), segurando o Menino Jesus sobre um livro e tendo uma cruz, ou um ramo de açucenas, na outra mão. Esses atributos podem ser substituídos por um saco de pão, embora geralmente a figura do menino Jesus (nu ou vestido, de pé ou sentado, interagindo ou não com o santo) mantenha-se na outra mão. Uma das suas características, na sua representação mais fiel, é ter o habito de franciscano ligeiramente levantado em baixo para mostrar outro de "agostinho", do qual usou antes de aceder ao segundo, que foram as duas ordens religiosas em qual ele fez parte enquanto viveu. Uma rara representação iconográfica, exclusiva a Portugal e suas ex-colónias, mostra o santo trajando as vestes de "menino de coro" ou de sacristão, segundo a tradição que, em adolescente, teria sido "coroinha" na Sé de Lisboa. Em pintura, o santo pode ser visto em adoração frente a uma aparição do menino, a pregar aos peixes (objecto de um sermão do Padre António Vieira, séculos mais tarde), tal como São Francisco pregava aos pássaros, fazendo que uma mula se ajoelhe diante de um ostensório ou achando em um cofre o coração de um ávaro. Considerado padroeiro dos pobres, é também invocado para ajudar a encontrar objetos perdidos, numa oração conhecida como os responsos (no que é similar a São Longuinho, invocado mais frequentemente no Brasil do que em Portugal).

Santo António de Lisboa é enfim comummente considerado como um santo casamenteiro; segundo a lenda, era um excelente conciliador de casais.

No Brasil, muitas moças afoitas por encontrar um marido retiravam o bebé dos braços das estátuas do santo, prometendo devolvê-lo depois de alcançarem o seu pedido. Por esse motivo, alguns párocos mandavam fazer a estátua do santo com o Menino Jesus preso ao corpo do santo, evitando assim o seu sequestro. Outras jovens colocam a imagem de cabeça para baixo, dizem que só a mudariam de posição quando Santo António lhes arranjasse marido. Estes rituais eram geralmente feitos na madrugada do dia 13 de Junho. Outro facto pitoresco digno de nota, é quando a estátua se parte nestas lides - nesse caso, os cacos devem ser juntos e deixados num cemitério.

Numa cerimónia, conhecida como trezena (por ter a duração de treze dias), os fiéis entoam cânticos, soltam fogos, e celebram comes e bebes junto a uma fogueira com o formato de um quadrado. Essa festança acontece entre 1 e 13 de Junho - é a famosa festa de Santo António.

Ainda há um outro costume que é muito praticado pelos fiéis. Todo o dia 13 de Junho, certas igrejas distribuem aos pobres "pãezinhos de Santo António" que, segundo a tradição devem ser guardados dentro de uma lata de mantimentos, para que não falte comida durante o ano. Há quem diga que o pão não mofa, mantendo-se íntegro pelo período de um ano.

Retirado da Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_António_de_Lisboa
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