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quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Plano Astral, Parte 7 e última - Série Carlos Torres Pastorino

O EU MENOR

Como na Terra apenas se “vê” e se “sente” o corpo físico, este é confundido com o EU da criatura. Trata-se apenas, entretanto, de um eu “menor”, que temporariamente constitui a condensação do EU “maior” e verdadeiro. Tratando do plano astral, passemos sob os olhos somente esse eu “menor”, a personagem terrena, também chamada “psíquica” ou “animal” (porque “animada”).

A personagem é dirigida pelo INTELECTO (manas inferior) que exprime o pensamento da mente condensando-se no cérebro, por meio de vocábulos e de raciocínios, concretos e abstratos; pelo corpo ASTRAL (kama) constituído de átomos do plano astral,atraídos pelo desejo da mente; nele se localizam os movimentos e vibrações das emoções,típicas, ainda, do reino animal; o DUPLO ETÉRICO, alimentado pela prâna do astral, e que mantém a VIDA, por meio do sistema circulatório do sangue; o CORPO FÍSICO (soma ou stula), que é simplesmente a condensação máxima dos átomos físicos, em torno da forma do corpo astral, o qual, já vimos, é o resultado da forma que lhe é dada pelo pensamento consciente ou inconsciente da criatura. Firmemos, todavia, o princípio indiscutível: a VIDA é UMA e ÚNICA, embora manifestando-se em diversos planos e sob aparências diversas.

A CONSCIÊNCIA do ser possui a capacidade de fixar-se nos diferentes planos.

Como, de modo geral, está acostumada a permanecer no físico, considera-se apenas um “corpo” com sensações, emoções e pensamentos; mas de tudo, a parte principal é o corpo físico.

Ocorre por vezes, todavia, que a criatura possui a capacidade de fixar sua consciência no corpo astral. E quando isso acontece, passa a perceber o que se passa nesse plano, mesmo enquanto encarnada. Quer nos comuns desprendimentos nas horas de sono, quer voluntariamente desperta, consegue ter consciência do corpo astral, chegando mesmo a levá-lo, pelo pensamento a lugares afastados do corpo físico. É o que alguns chamam “desprendimento” e outros “viagem astral” ou “projeção” do corpo astral. Por vezes tornam-se até visíveis a outras criaturas, em lugares distantes.

Quando se dá esse fato, isso significa que o corpo astral dessa criatura adquiriu facilidade em desprender-se do físico, ou seja, em retirar do envoltório denso, a forma mais sutil, como se descalçasse uma luva. No entanto, preso ao físico permanece o duplo etérico, transmissor da vida, sustentando-lhe as funções subconscientes da respiração, digestão, circulação, etc. etc. O corpo astral que se retira, permanece ligado ao físico (ou etérico) por um “cordão” fluídico dutilíssimo, cinzento-prateado à luz do dia, e com luminosidade opalescente na escuridão da noite. Pode adaptar-se a qualquer comprimento, não se desligando mesmo quando as distâncias são incalculáveis. Houvesse o rompimento,dar-se-ia o desencarne da criatura.

O Plano Astral, Parte 6 - Série Carlos Torres Pastorino

CORPO ASTRAL

O corpo astral é o molde, ou a forma, por onde se modela o corpo físico-denso. Poderíamos,talvez, exprimir mais verdadeira mente o que se passa, dizendo que o corpo astral se condensa ou se congela no físico-denso. Job utilizou uma expressão (mais de 1.500 anos antes de Cristo!) que é bem realista: “derramaste-me num jarro como leite, e como queijo me coagulaste, tecendo-me de ossos e nervos e vestindo-me de carne e pele” (Job, 10: 10-1 1). Referia-se à materialização do corpo no líquido amniótico no útero materno.

Mas os fatos se passam bem assim. O corpo astral é constituído de células de fluido astral, com sua vida própria. Essas células de tecido astral acompanham a evolução do espírito nas diversas e sucessivas existências, evoluindo elas também, porque já pertencem ao reino animal, embora monocelulares. Mas são como que agregadas permanentemente ao corpo astral de cada indivíduo, com ele evoluindo enquanto ajudam sua evolução.

Ora, a cada nova encarnação da criatura, quem se “materializa” são exatamente essas células, cada uma de per si, cada uma dentro das funções que lhe cabem, cada uma cumprindo seus deveres especializados, tudo bem gravado no DNA, em código cifrado.

Então, o conjunto das células astrais forma o CORPO ASTRAL. Materializadas as células astrais, temos como resultado palpável em nosso planeta, o CORPO FISICO. Por Isso dizemos que o corpo físico é a “condensação” do corpo astral.

Ora, obedecendo, como vimos, ao pensamento, a matéria astral toma a forma que a essência do pensamento subconsciente plasma. Dai ser o corpo físico a manifestação visível do corpo astral invisível. E este comanda aquele por intermédio do sistema nervoso, que é o intermediário adrede construído.

Dizem os cientistas que as células do corpo humano se renovam todas (menos as nervosas) de sete em sete anos, sendo que a vida de algumas é muito mais breve. O que ocorre é que o corpo físico das células, cada uma de per si, envelhece e morre e a célula torna a reencarnar. A prova disso é que as cicatrizes superficiais desaparecem, quando não atingem o corpo astral das células, mas apenas seus corpos físicos, e então elas reencarnam no mesmo lugar. Mas quando o ferimento atinge seus corpos astrais, expelindo-os do lugar, a cicatriz permanece, porque não vêm outras células para substituir as que voltaram ao acervo do plano astral.

Como vemos, só a parte mais condensada, a menor e mais limitada, a mais rígida e sólida, o corpo físico-denso, é que tem capacidade para manifestar-se em nosso globo. Toda a parte mais etérica e espiritual, muito maiores e mais fluídicas, não são percebidas por nossos sentidos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Plano Astral, Parte 5 - Série Carlos Torres Pastorino

ESTADO DA MATÉRIA

Da mesma forma que, no plano físico-denso a matéria assume gradações diversas de consistência (em relação a nossos sentidos), desde a luz até o mineral, passando pelo gasoso, liquido, pastoso e sólido, assim também no plano astral o estado da matéria varia, em relação às percepções do corpo astral.

Encontramos o fluido astral denso, quase materializado, e por vezes percebido, de tão denso, pela própria visão do olho material, registrado que é pelos bastonetes. Conforme se eleva a vibração, pode ir aparecendo matéria fluídica tão sutil, que os próprios espíritos desencarnados de vibração mais pesada não na vejam. Por causa dessa dificuldade é que muitas vezes os espíritos mais atrasados são trazidos às sessões mediúnicas,às igrejas, templos, mesquitas, sinagogas ou pagodes, para que, em contacto com os encarnados,cujas vibrações densas percebem, sejam esclarecidos, já que não percebem o auxilio que lhes é trazido de planos mais elevados por espíritos superiores.

No entanto, não esqueçamos: a diferença é apenas de freqüência vibratória entre os planos material-denso e astral; não há distância de lugar; os dois planos se interpenetram,e toda matéria densa é coexistente e interpenetrada pela matéria astral, no mesmo âmbito.

Podemos estabelecer uma escala:

a) a matéria-densa obedece à força do pensamento embora com lentidão e por vezes só quando manipulada;

b) a matéria etérica, combinação de plano físico com plano astral, obedece demoradamente;

c) a matéria astral obedece quase imediatamente, como testemunhamos no sistema nervoso;

d) a matéria mental obedece instantaneamente.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Plano Astral, Parte 4 - Série Carlos Torres Pastorino

COMANDO MENTAL

Sabido e notório que todos os corpos são formados, em última análise, de átomos agrupados em moléculas: a natureza executa essas operações há bilhões de milênios sem conta. Mas qual o processo atual e até que ponto dependem de nós, é a interrogação que nos fazemos.

Para qualquer agrupamento dos elementos que, descendo sua frequência vibratória, atingiram a materialização, é indispensável uma MENTE que comande, um PENSAMENTO que atue.

Lógico que nos reinos inferiores - mineral, vegetal e animal - a mente é imanifestada ainda para o exterior (por falta de órgãos capazes de expressá-la), mas internamente vibra, pela Centelha da Vida que os impulsiona a evoluir, vivificada pela SOM (Verbo, Pai) que, com sua nota característica inicia e sustenta a existência de qualquer ser.

Quando a formação das circunvoluções cerebrais no homem permite a exteriorização da mente através das vibrações elétricas dos neurônios, começa a criatura a poder assumir o controle de suas próprias criações de formas. Evidente que a escala que vai do selvagem ao gênio demarca também uma escala de capacidade, que se estende entre as frações da unidade até as dezenas de milhares.

Compreendido isso, verificamos que é o pensamento que reúne os átomos indispensáveis à formação do corpo que lhe servirá de veículo e que é essencial à sua expressão. Referimo-nos ao pensamento da MENTE, porque o que procede do intelecto (cérebro) só é utilizado pelo homem no estado de vigília enquanto preso no plano físico.

Ora, assim como o pensamento pode imaginar uma estátua, que as mãos executarão no mármore de Carrara, o mesmo ocorre no plano astral, com a diferença de que não são necessárias as mãos para modelar a matéria: basta a força do pensamento, mesmo independente da vontade.

Explicamos essa restrição. Se um de nós se encontra no plano astral (encarnado,em sonho, ou desencarnado) e pensa em neve, quase imediatamente vê neve em torno de si, mesmo que a vontade não tenha entrado em vibração para querer vê-la; se pensa, num jardim, o percebe à sua frente, embora não tenha querido vê-lo; se, amedrontado, pensa em alguma figura monstruosa, ela aparece à sua frente, mesmo que, até, não quisesse vêla.

Então, é a MENTE, e não a vontade que modela. Embora se houver reunião da mente e da vontade, a modelagem seja mais perfeita e mais duradoura.

Plástico mais que a água, fluido como o ar atmosférico, mais leve que se possa imaginar, sensível às vibrações mentais, maleabilíssimo e sumamente refletor, “amolda-se” ao pensamento o faz-nos ver e “apalpar” (quase diríamos) tudo o em que pensamos, desde a figura sublime de Jesus, parado ou movimentando-se, às piores figuras.

Daí as incalculáveis e repentinas variações das visões que nos aparecem em sonhos e também, pula os despreparados, após a desencarnação: tudo é REFLEXO de nossos pensamentos, conscientes ou, por estranho que pareça, mesmo inconscientes.

sábado, 25 de junho de 2011

O Plano Astral, Parte 3 - Série Carlos Torres Pastorino

PLANOS DE CONSCIÊNCIA

Vimos a interpenetração dos dois planos de consciência: o físico e o astral. Chegamos pois, à conclusão de que o plano astral é tão ilusório (ou mais ainda) que o plano físico, pois sua realidade é relativa. Ensina-nos o Mestre Djwal Khul (o Tibetano): “O chamado plano astral é o simples nome dado ao conjunto das reações sensíveis, da capacidade de sentimento e da substância emocional, que o próprio homem criou e projetou com tanto êxito, que hoje é vítima de sua própria obra. Oitenta por cento dos ensinos dados sobre o plano astral são parte de grande ilusão e também do mundo irreal a que nos referimos, quando proferimos a antiga oração: “conduze-nos do irreal ao real”. Pouca base tem o que se diz sobre ele; no entanto serviu ele a um propósito útil como campo de experiências, no qual podemos aprender a distinguir o verdadeiro do falso; é também uma área em que o aspirante pode usar a faculdade de discriminação da mente, a grande reveladora do erro e da verdade.

Uma vez que em nós haja “o sentir que houve em Cristo Jesus” (Fil. 2:5), se completa o controle da natureza emocional e da área consciente (o “plano astral” se preferem o termo). Então já não mais existirá nem o controle sensível, nem sua área de influência. O plano astral não tem nenhuma realidade, a não ser prestar-se a campo de serviço e um “reino” no qual se extraviam os homens desesperados e perplexos. O maior serviço que um homem pode prestar a seus semelhantes é libertar-se por si mesmo do controle dessa esfera, dirigindo as energias da mesma, através do poder de Cristo” (“La Reaparición de Cristo”, de Alice A. Bailey, página 123/4).

Portanto, estado transitório do espírito (personagem), que para esse plano vibratório transfere sua sensibilidade consciencial. Mas estado que também é de transição.

Em outras palavras sendo um estado de transição mais ou menos rápida, é transitório, e por isso ilusório.

Depois de certo adiantamento espiritual e da aquisição de conhecimentos superiores, por meio de experiências, o plano astral é atravessado e superado em brevíssimo tempo.

Quando, entretanto, ou não há conhecimento experimental consciente, ou a mente está perturbada, ou a consciência carregada, a permanência no plano astral se prolonga.

São exercitações indispensáveis, como “campo de experiências”, a fim de poderem os espíritos de lá sair com o treino do discernimento entre o bem e o mal, entre certo e errado.

Aí se aprende ainda a controlar plenamente a natureza emocional, a sensibilidade, assim como a área consciente. Mas todos os que se encontram “perplexos ou desesperados” aí se perdem, presos de remorsos, de dúvidas, de ignorância, de sentimentos baixos de egoísmo, de ódio, de apego às formas materiais próprias ou alheias.

O plano consciencial a que denominamos “astral” torna-se, para os seres inferiores - animais ou homens - um interlúdio não-percebido, entre uma internação na matéria e outra. Nesses casos, a estada do ser é rápida e praticamente insensível e inconsciente, como nos sentimos no estado de sonho, quando dormimos. Algo mais avançados, já percebemos que ali nos achamos, da mesma forma que, mesmo encarnados, ao sonhar, já temos consciência de que estamos sonhando.

Na subida evolutiva, temos de partir conscientemente, como homens que já conquistamos o intelecto, da forma condensada na matéria - que se utiliza dos elementos minerais, vegetais e animais para prender o espírito na carne, onde vibra na consciência atual, - para gradativamente ascender a outros planos vibratórios.

O “duplo etérico”, ainda parte dessa condensação (do STULA) é - como diz o nome - uma reprodução exata dos elementos materiais densos, num plano mais sutil, mas ainda grosseiro. Tudo o que existe coagulado no plano físico material, possui seu duplo no plano etérico: minerais, metais, formas criadas pelo homem como cadeiras, mesas, cinzeiros,canetas, móveis, casas etc.

Já no plano astral, simples ESPELHO do plano físico, acha-se a consciência a vibrar com os desejos (KAMA), e por isso o astral é denominado KAMALOKA. Sendo um espelho, o astral reflete apenas as imagens criadas por nosso intelecto, por nossa mente,por nossas palavras e nossos atos; são formas vagas e variadas, que se transformam conforme se modifica nossa imaginação. Quanto mais descontrolada e instável for nossa imaginação,tanto mais instável e descontrolado será o plano astral que encontraremos em redor de nós.

Convençamo-nos, pois, de que o plano astral é simples REFLEXO, como de espelho,(onde as imagens são irreais), daquilo que pensamos, dizemos e fazemos. E como imagens no espelho, não apresentam consistência duradoura, nem mesmo existência própria: existirão enquanto as mantivermos ativas pelo nosso pensamento. No momento em que nos libertarmos dessas criações Mentais, estaremos automaticamente libertos do plano astral. Dai ensinar o Buddha, que nossos males vêm de nossos “desejos”. O astral é o mundo dos desejos.

Os animais habitam, ao desencarnar, o plano astral: a vivência dos animais no plano físico, faz que mentalizem (inconscientemente se o quiserem) sua forma, e a reflitam no plano astral, onde permanecerão até novo e automático reencarne, com a mesma forma que possuíam na encarnação anterior. Os desejos, amores e ódios desses animais, também permanecem. E por isso vemos formas astrais de cachorros e gatos, a acompanhar seus antigos donos amados. Ao ser captada para nova encarnação, desaparece todo e qualquer reflexo no espelho do astral.

A subida é indispensável para que nos localizemos, posteriormente, no plano mental (MANAS) destinado propriamente aos Homens que adquiriram o uso da razão. Nesse plano mental, conquistamos BUDDHI, o estado consciencial iluminado, isto é, esclarecido, pleno, total.

Quando senhores de nós mesmos, isto é, permanentemente em estado de vigília (despertos), estamos aptos a atingir o ATMA, a individualidade e a viver conscientes no Espírito. Tudo isso, temos que conquistar enquanto encarnados na matéria.

Subida desalentadoramente lenta - a evolução não dá saltos - mas indispensável e inevitável, e só obtida na carne. Uma vez de posse permanente desse estágio evolutivo, se quisermos voltar à matéria, teremos que fazer o caminho inverso: ir descendo e centralizando a consciência, passando de ATMA a BUDDHI, a MANAS, a KAMA e a STULA. Em outros termos: uma vez fixada a consciência no plano átmico, é mister baixar as vibrações e reduzir sua extensão a buddhi-manas; a seguir, baixar mais as vibrações e reduzir mais a extensão até chegar a kama, o plano dos desejos. Atingido esse ponto, surge o desejo de tornar a mergulhar na forma física, e dá-se, então, uma nova encarnação.

No entanto, no âmago de tudo, reside a Vida do Logos, a vibração crística divina, que constitui a substância última de tudo. Qualquer forma exprime vida, embora só a mínima parte de Vida esteja limitada pela forma, seja esta um átomo ou universo. A Vida do Logos ou vibração crística desce até reunir em torno de si os materiais indispensáveis à sua expressão no mundo da forma, de acordo com a escala evolutiva em que quer manifestar-se.

do livro "Técnicas da Mediunidade", 
de Carlos Torres Pastorino, 1969.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Plano Astral, Parte 2 - Série Carlos Torres Pastorino

MATÉRIA ASTRAL

Uma vez compreendida a situação do plano astral em relação aos demais planos vibratórios, focalizemos nossa atenção na matéria de que é ele constituído em si mesmo. Embora seja muito difícil explicar aquilo de que não temos conhecimento profundo e exaustivo - como é o caso do astral - tentaremos expor o que nos foi dado compreender até hoje, ressalvando, porém, que não dogmatizamos: expomos o que percebemos até hoje; talvez amanhã tenhamos que modificar nosso ponto de vista, se nos chegarem, com segurança, novos dados a respeito. Mas, o que até hoje conseguimos pesquisar foi o que se segue:

A primeira impressão que temos, é que a matéria astral é constituída de ENERGIA, em diversos graus: desde seu estado mais degradado, até suas freqüências mais elevadas. Essa energia é sustentada e alimentada, em nosso planeta, pelo SOL, que nos envia ininterruptamente irradiações de diversas espécies, algumas já descobertas e classificadas pela ciência oculta e pelos hindus e espiritualistas. Embora pela teoria do campo unificado tudo seja UM, podemos didaticamente distinguir, nas irradiações solares, várias correntes, que alimentam as várias faixas (de que conhecemos somente a parte mais grosseira de cada uma), e que citamos sem ordem:

I - Eletricidade e Magnetismo
II - Luz (cores)
III - Som
IV - Calor
V - Gravitação (movimento)


Todas essas energias agem nos planos físico, etérico, astral o mental, em tipos de onda adaptáveis aos veículos, através dos quais se manifestam. Mas constituem, em si mesmas, matéria (que assim denominamos por falta de outro termo), que tem existência própria e age ativamente no plano físico. A VIDA é propriedade do espírito, não da energia. Mas para o espírito poder manifestar- se em planos mais densos, necessita condensar-se em energia.

Para melhor compreensão do que dizemos, tomemos como exemplo o que ocorre no corpo humano.

Neste, encontramos a matéria densa, inerte e obediente ao comando da energia. E esta se manifesta, no corpo humano, em dois planos: o astral propriamente dito, e o físico. Por ai descobrimos como ocorrem as coisas: o astral divide-se em duas partes distintas mas complementares, para conseguir a plenitude de sua ação.

A parte física do plano astral constitui o sistema nervoso, desde os neurônios cerebrais (aptos a sofrer influência do plano mental) até as mínimas fibras nervosas (aptas a receber influência da matéria densa), e todas têm a finalidade de transmitir e receber sensações.

Firmemos, entretanto, desde logo, o principio básico e definitivo: OS NERVOS NADA SENTEM: APENAS TRANSMITEM SENSAÇÕES. Os nervos transmitem: quem sente é o espírito consciente. E é esse espírito consciente que dá as ordens obedecidas pelo físico, através do sistema nervoso. Então, observemos: a matéria nervosa é a condensação intermediária da matéria astral, a fim de possibilitar, por esse meio, o controle da matéria grosseira, pela mais fluídica matéria astral. Resumindo, pois: a) matéria astral bem fluídica; b) matéria astral meio condensada (nervos); c) matéria astral condensada ao máximo (corpo físico-denso). Como essa matéria astral no corpo humano é a que melhor conhecemos, analisemola.

Em seu papel de transmissores, os nervos assumem importância capital em relação ao espírito (eu atual) e ao seu veiculo mais grosseiro: todo e qualquer contacto com o mundo externo é feito através dos nervos.

Para isso, o espírito construiu para si um veículo com cinco janelas, através das quais poderá receber as impressões do mundo ambiente, a fim de julgar e decidir o que mais lhe convém fazer em cada circunstância. Os nervos adaptaram suas pontas (extremidades) para recolher as diversas vibrações exteriores, e as comunicam ao espírito. Assim nasceram aquelas sensibilidades a que denominamos sentidos eferentes ou perceptivos:

1 - OLHOS, em que os nervos se adaptaram, tornando-se cones e bastonetes espalhados na retina, para perceber as sensações luminosas em todas as suas gradações coloridas,dentro de uma faixa vibratória;

2 - OUVIDOS, com a adaptação especial em “cordas”, no caracol, para registrar os sons e ruídos, dentro de uma escala de 16 a 32.000 vibrações por segundo;

3 - BOCA, com a formação de papilas gustativas, a fim de distinguir os sabores doce, salgado, acre, amargo e azedo, recebendo, ainda, as sensações calóricas;

4 - NARIZ, onde se espalham as pontas nervosas com a finalidade de diferençar os diversos odores; e

5 - TATO, em que os nervos se espalham por toda a superfície do corpo físico, para serem impressionados pelas ondas calóricas, especializando-se mais em certas zonas, a fim de reconhecer a dureza, a aspereza, a forma, o volume, etc., dos corpos que chegam a contato com o corpo.

Todas essas formações nervosas são especializadas em perceber e transmitir o que recebem ao espírito, embora os nervos, em si, nada sintam pois, como matéria, são insensíveis: quem sente é o espírito.

Para isso, os nervos transmitem as impressões que os ferem, ao cérebro, e o cérebro as passa à mente, e esta as faz repercutir no espírito. Da mesma forma, tudo aquilo que o espírito deseja realizar no corpo físico ou através dele - ele, o espírito, que está em ligação fluídica com o cérebro, influencia as diversas zonas cerebrais, e estas comandam os cinco sentidos aferentes ou ativos, por intermédio,também, do sistema nervoso. Aqui, como lá, o modus faciendi é bastante complexo, embora possamos dividi-los em setores:

1 - AÇÃO, por intermédio das mãos, com habilidades definidas e de imensa variedade, sobretudo depois que o espírito conseguiu plasmar a oposição do polegar;

2 - LOCOMOÇÃO, por meio das pernas e pés, pela qual o espírito conduz o corpo para os locais desejados;

3 - EXPRESSÃO, em que utiliza o aparelho fonador (laringe, cordas vocais, boca, nariz, língua) criando sons variadíssimos, com os quais expressa suas idéias, em sinais sonoros convencionais (palavras) de acordo com a tradição do local onde reencarna;

4 - REPRODUÇÃO da espécie, por meio dos órgãos especializados, de tão grande influência sobre o próprio indivíduo que, de acordo com a parte da reprodução escolhida pelo espírito para ai mesmo, a criatura se distinguirá em “homem” (órgãos ativos ou doadores) ou “mulher” (órgãos passivos ou receptores);

5 - LIMPEZA ou catarse do corpo físico, por intermédio dos sentidos excretores,cada um especializado em sua função, em seu lugar próprio. Assim encontramos cinco tipos principais que funcionam globalmente no corpo (sem entrarmos na minúcia da excreção de cada célula):

a) a pele, que elimina as impurezas da superfície, pela expulsão de sais, por meio do suor e da leve respiração através dos poros;

b) os pulmões, que expelem o anidrido carbônico produzido pela hematose, onde se queimam as impurezas do corpo etérico, recolhidas ao sangue;

c) as glândulas lacrimais, que têm a função de manter úmido o globo ocular para limpeza de poeira, e que faz a catarse dos fluidos pesados do corpo astral, após emoções violentas, alegres ou tristes;

d) o intestino, que expele pelo ânus a matéria sólida nociva e os restos inúteis, sobras do que foi aproveitado;

e) os rins, que lançam fora, pela uretra, após a destilação, a parte do que não mais serve ao corpo.

Notemos, porém, que dos dez sentidos (cinco aderentes e cinco coerentes só estão inteiramente sujeitos ao controle do espírito consciente, as mãos, os pés e o aparelho fonador; os outros sete apenas em parte lhe estão sujeitos à direção, pois em sua quase totalidade, se tornaram automáticos e instintivos, libertos da ação da vontade consciente atual, e obedientes à mente subconsciente.

O Plano Astral
do livro "Técnicas da Mediunidade", 
de Carlos Torres Pastorino, 1969.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Plano Astral, Parte 1 - Série Carlos Torres Pastorino


Apresentarei, em próximas postagens, textos extraídos do livro "Técnicas da Mediunidade", de Carlos Torres Pastorino, cuja obra mais conhecida e ao alcance de todos é o minilivro "Minutos de Sabedoria".

O livro em questão, "Técnicas da Mediunidade", foi escrito em  1969 e não é mais editado, portando para obtê-lo somente encontrando em sebos ou buscando o ebook na internet, que alguma boa alma escaneou e disponibilizou, vendo a dificuldade em encontrar o livro e a incerteza de haver, no futuro, nova edição. Caso seja do seu interesse ler esse livro, poderá fazer o download aqui. Está em formato zip, dividido em 5 partes no formato pdf.

O texto que terá início nesta postagem aborda o assunto referente ao Plano Astral, e será dividido em partes, para não sobrecarregar o post. No texto, Pastorino faz uma dissertação lúcida e comparativa aos textos védicos sobre os demais planos dimensionais, que são 7,  só para constar.

No livro, que o autor chama de Ensaio, é bastante didático, elucidando a respeito de vários assuntos ligados à mediunidade, desde o Plano Físico e as explicações do funcionamento da eletricidade, magnetismo, biologia, plexos, sistema glandular e sentidos, passando pelo Plano Astral, com seus chackas e as ligações como canais mediúnicos, até o Plano Mental.


Apesar do livro contar com mais de 40 anos de escrito, ele é atual em relação à textos e livros mais recentes.


@patkovacs.


Situação

Antes de penetrarmos no estudo do Plano Astral, em si mesmo, procuremos situá-lo em relação aos demais planos vibratórios.

Existe em nosso Universo uma vibração sutilíssima que permeia tudo: é o plano vibratório divino (a que os hindus chamam ADI) e que nós ocidentais dizemos ser a “terceira manifestação da Divindade” ou Cristo Cósmico.

Logo abaixo, vibracionalmente falando, embora por ele totalmente permeado, está o plano monádico (chamado pelos hindus ANUPADAKA) em que vibram as Mônadas ou Centelhas Divinas, também denominadas Cristo Interno.

Baixando ainda a freqüência vibratória surge outro plano, que dizemos ser o plano “espiritual”, onde vibram os Espíritos ou Individualidades, e que tem o nome hindu de ÁTMICO.

Estabeleçamos agora o princípio: o Plano divino permeia TODOS os demais planos; o Plano monádico permeia TODOS os planos, menos o divino, o plano átmico permeia TODOS os planos, menos o divino e o monádico; mas embora o plano átmico não permeie
os planos divino e monádico e neles não influa, é, contudo, permeado por eles e por eles influenciado. Isto porque o mais contém o menos. E também porque quanto mais altas são as freqüências vibratórias, mais se expandem, e quanto mais baixas, mais se condensam.

Continuemos.

Quando as vibrações átmicas descem mais de freqüência, surge com isso o Plano da Luz, ou Intuicional, chamado pelos hindus BÚDHICO, que também se comporta da mesma maneira: é permeado por todos os que possuem vibração mais alta que ele, e permeia todos os que têm vibração mais baixa que ele. Descendo mais a freqüência, nasce o plano mental, denominado pelos hindus de MANAS, que costuma dividir-se em duas partes: mental abstrato e mental concreto (que nós preferimos distinguir em “mental” e “intelectual”). Nesse plano mental vibram as mentes das criaturas a partir do estágio HOMEM para cima, embora os animais apelidados de “irracionais”, já comecem a vibrar no plano intelectual (mental concreto). Mas o que distingue os homens dos animais é a vibração do MENTAL (isto é: do mental ABSTRATO).

A razão de preferirmos “mental” e “intelectual”, à divisão tradicional “mental concreto” e “mental abstrato” é a má interpretação que esses adjetivos podem receber por parte dos que não possuam conhecimento suficiente. Sabemos todos que denominamos “abstrato” aquilo que só existe em nossa imaginação, mas não possui existência REAL.

Ora, o plano mental superior possui existência REAL, logo é concreto e não abstrato.

Quando esse plano de vibrações desce sua freqüência, dá nascimento a outro plano, que é justamente o ASTRAL que começamos a estudar agora. O plano astral é permeado por todos os planos superiores a ele (MANAS, BÚDHICO, ÁTMICO, ANUPADAKA e ADI) e é influenciado por todos eles, mas não atinge nenhum deles, embora esteja interpenetrado por todos.

Quando o plano astral baixa mais suas vibrações, ele se “condensa”, se “materializa” (se “coagula” como o leite que no vaso se torna queijo, na bela comparação de Job,10:10) no plano FÍSICO. Também não apreciamos essa denominação: FÍSICO do grego physis “natureza”, é tudo o que é natural. Ora, todos os planos, inclusive o divino, e a própria Divindade, são NATURAIS.

Resumindo: todos os planos se interpenetram, todas as vibrações estão em todos os lugares, MAS: as vibrações mais sutis sempre interpenetram e permeiam as mais densas, e nelas influem, ao passo que as mais densas e mais condecoradas, não influenciam as mais sutis.

As vibrações, à medida que vão baixando de freqüência, se vão separando e “localizando” cada vez mais, porque se “densificam”. O máximo de localização separatista dá-se no plano físico em que o corpo é limitado pela forma rígida e material grosseira (constituída ainda de elementos do reino mineral), dando uma idéia perfeita (embora errônea) de que cada ser e cada coisa está absolutamente separada de todas as demais.

Portanto: o PLANO ASTRAL é um plano DE VIBRAÇÕES, já sujeito à forma e à limitação, que se encontra no nível mais próximo, vibratoriamente, do plano físico-material.

O plano físico-material de qualquer grau (mineral, vegetal, animal, hominal, etc.) está sempre e totalmente envolvida e penetrado pelos demais planos vibracionais: divino, monádico, espiritual, intuicional, mental, astral. Para esclarecer cada vez mais, recordemos o que hoje se sabe a respeito das ondas elétricas e das hertzianas, de rádio e televisão: todo o plano material em que nos movimentamos, está permeado, penetrado e cercado pelas ondas radiofônicas, embora delas não tenhamos consciência, senão quando as captamos por meio de aparelhos construídos cientificamente. Assim sucede com as vibrações de ordem muito mais elevada, dos planos mais sutis: estão todas aí, a nosso lado, em redor de nós, penetrando-nos cada centímetro do corpo, sem que delas tomemos conhecimento; e isto por uma única razão: não estamos com os nossos aparelhos suficientemente treinados para percebê-las. A finalidade de nossa encarnação é também esta: aprender a perceber, mesmo enquanto materializados na forma densa, as vibrações dos planos mais sutis. O inicio desse treino apareceu com o espetacular lançamento e progresso do Espiritismo, que ampliou “para toda a carne” (Atos, 2:17) a experiência do contacto e percepção de tudo o que ocorre no plano astral.

Após esse treinamento, necessário para o futuro, e que se vai tornando cada vez mais amplo e universal, virão as outras etapas para a humanidade globalmente (já que há elementos isolados desta humanidade que, mesmo atualmente, o conseguiram, como muitos outros no passado).

Essas etapas futuras consistirão no desenvolvimento da percepção e contacto com os demais planos, acima do astral, em ordem ascendente (evolutiva): mental, intuicional, espiritual, monádico, divino. Isto temos pregado desde o início da publicação da revista “Sabedoria”: o mergulho no EU profundo (plano espiritual) o contacto com a Centelha Divina (plano monádico) e a União com Deus (plano divino).

Em outras palavras: a consciência atual que está limitada, na grande maioria, à consciência da matéria (plano físico) se estenderá e passará a vibrar conscientemente no plano astral, depois no mental, e a seguir nos outros, até que atinjamos, o estado de Homem Perfeito, a medida plena da evolução crística” (Ef. 4:13).
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