quinta-feira, 30 de junho de 2011

Meditação Andando, Parte 5 - Série Thich Nhat Hanh


MEDITAÇÃO ANDANDO
GUIA PARA A PAZ INTERIOR
de THICH NHAT HANH,
Editora Vozes, 1991.
5 - Caminhando sobre a Terra Pura.

Se eu tivesse poderes sobrenaturais, poderia levá-lo para uma visita à Terra Pura de Buda Amitabha, ou até o Reino de Deus, se você for Cristão. Estou certo de que tudo lá seria lindo e agradável. Mas como seriam seus passos lá? Você tem certeza de que seus passos não demonstrariam as preocupações e mágoas que trouxe deste mundo, desta Samsara?

Se, ao pisar a Terra Pura, você estiver carregando suas mágoas e preocupações, você a tornará menos pura. Para merecer a Terra Pura, você tem que ser capaz de dar seus passos tranquilamente, livre de ansiedade, aqui e agora, nesta samsárica terra.

1. Terra Pura - é uma expressão metafórica para o mundo da verdade e pureza revelado pela Iluminação. A doutrina central das seitas do budismo da Terra Pura é: todos os que evocam o nome de Amida com sinceridade e confiança na graça salvadora de um voto renascerão em uma Terra Pura de paz e bem-aventurança.

2. Amitabha - Buda da Infinita Luz e/ou Vida. Figura central do budismo da Terra Pura, largamente reverenciado por seus praticantes.

3. Samsara - O mundo da relatividade e transformação: porque todos os fenômenos, incluindo nossos pensamentos e sentimentos, passam incessantemente de acordo com a lei da causalidade. Samsara ou "nascimento e morte", pode ser comparado com as ondas do oceano. O crescer de uma onda é um "nascimento" e o quebrar desta onda é uma "morte".

O Plano Astral, Parte 7 e última - Série Carlos Torres Pastorino

O EU MENOR

Como na Terra apenas se “vê” e se “sente” o corpo físico, este é confundido com o EU da criatura. Trata-se apenas, entretanto, de um eu “menor”, que temporariamente constitui a condensação do EU “maior” e verdadeiro. Tratando do plano astral, passemos sob os olhos somente esse eu “menor”, a personagem terrena, também chamada “psíquica” ou “animal” (porque “animada”).

A personagem é dirigida pelo INTELECTO (manas inferior) que exprime o pensamento da mente condensando-se no cérebro, por meio de vocábulos e de raciocínios, concretos e abstratos; pelo corpo ASTRAL (kama) constituído de átomos do plano astral,atraídos pelo desejo da mente; nele se localizam os movimentos e vibrações das emoções,típicas, ainda, do reino animal; o DUPLO ETÉRICO, alimentado pela prâna do astral, e que mantém a VIDA, por meio do sistema circulatório do sangue; o CORPO FÍSICO (soma ou stula), que é simplesmente a condensação máxima dos átomos físicos, em torno da forma do corpo astral, o qual, já vimos, é o resultado da forma que lhe é dada pelo pensamento consciente ou inconsciente da criatura. Firmemos, todavia, o princípio indiscutível: a VIDA é UMA e ÚNICA, embora manifestando-se em diversos planos e sob aparências diversas.

A CONSCIÊNCIA do ser possui a capacidade de fixar-se nos diferentes planos.

Como, de modo geral, está acostumada a permanecer no físico, considera-se apenas um “corpo” com sensações, emoções e pensamentos; mas de tudo, a parte principal é o corpo físico.

Ocorre por vezes, todavia, que a criatura possui a capacidade de fixar sua consciência no corpo astral. E quando isso acontece, passa a perceber o que se passa nesse plano, mesmo enquanto encarnada. Quer nos comuns desprendimentos nas horas de sono, quer voluntariamente desperta, consegue ter consciência do corpo astral, chegando mesmo a levá-lo, pelo pensamento a lugares afastados do corpo físico. É o que alguns chamam “desprendimento” e outros “viagem astral” ou “projeção” do corpo astral. Por vezes tornam-se até visíveis a outras criaturas, em lugares distantes.

Quando se dá esse fato, isso significa que o corpo astral dessa criatura adquiriu facilidade em desprender-se do físico, ou seja, em retirar do envoltório denso, a forma mais sutil, como se descalçasse uma luva. No entanto, preso ao físico permanece o duplo etérico, transmissor da vida, sustentando-lhe as funções subconscientes da respiração, digestão, circulação, etc. etc. O corpo astral que se retira, permanece ligado ao físico (ou etérico) por um “cordão” fluídico dutilíssimo, cinzento-prateado à luz do dia, e com luminosidade opalescente na escuridão da noite. Pode adaptar-se a qualquer comprimento, não se desligando mesmo quando as distâncias são incalculáveis. Houvesse o rompimento,dar-se-ia o desencarne da criatura.

O Plano Astral, Parte 6 - Série Carlos Torres Pastorino

CORPO ASTRAL

O corpo astral é o molde, ou a forma, por onde se modela o corpo físico-denso. Poderíamos,talvez, exprimir mais verdadeira mente o que se passa, dizendo que o corpo astral se condensa ou se congela no físico-denso. Job utilizou uma expressão (mais de 1.500 anos antes de Cristo!) que é bem realista: “derramaste-me num jarro como leite, e como queijo me coagulaste, tecendo-me de ossos e nervos e vestindo-me de carne e pele” (Job, 10: 10-1 1). Referia-se à materialização do corpo no líquido amniótico no útero materno.

Mas os fatos se passam bem assim. O corpo astral é constituído de células de fluido astral, com sua vida própria. Essas células de tecido astral acompanham a evolução do espírito nas diversas e sucessivas existências, evoluindo elas também, porque já pertencem ao reino animal, embora monocelulares. Mas são como que agregadas permanentemente ao corpo astral de cada indivíduo, com ele evoluindo enquanto ajudam sua evolução.

Ora, a cada nova encarnação da criatura, quem se “materializa” são exatamente essas células, cada uma de per si, cada uma dentro das funções que lhe cabem, cada uma cumprindo seus deveres especializados, tudo bem gravado no DNA, em código cifrado.

Então, o conjunto das células astrais forma o CORPO ASTRAL. Materializadas as células astrais, temos como resultado palpável em nosso planeta, o CORPO FISICO. Por Isso dizemos que o corpo físico é a “condensação” do corpo astral.

Ora, obedecendo, como vimos, ao pensamento, a matéria astral toma a forma que a essência do pensamento subconsciente plasma. Dai ser o corpo físico a manifestação visível do corpo astral invisível. E este comanda aquele por intermédio do sistema nervoso, que é o intermediário adrede construído.

Dizem os cientistas que as células do corpo humano se renovam todas (menos as nervosas) de sete em sete anos, sendo que a vida de algumas é muito mais breve. O que ocorre é que o corpo físico das células, cada uma de per si, envelhece e morre e a célula torna a reencarnar. A prova disso é que as cicatrizes superficiais desaparecem, quando não atingem o corpo astral das células, mas apenas seus corpos físicos, e então elas reencarnam no mesmo lugar. Mas quando o ferimento atinge seus corpos astrais, expelindo-os do lugar, a cicatriz permanece, porque não vêm outras células para substituir as que voltaram ao acervo do plano astral.

Como vemos, só a parte mais condensada, a menor e mais limitada, a mais rígida e sólida, o corpo físico-denso, é que tem capacidade para manifestar-se em nosso globo. Toda a parte mais etérica e espiritual, muito maiores e mais fluídicas, não são percebidas por nossos sentidos.

Meditação Andando, Parte 4 - Série Thich Nhat Hanh




MEDITAÇÃO ANDANDO
GUIA PARA A PAZ INTERIOR
de THICH NHAT HANH,
Editora Vozes, 1991.
 4 - Atirando fora a carga de preocupações.


Se eu tivesse os olhos de Buda e pudesse ver através de todas as coisas, poderia detectar as marcas das suas mágoas e preocupações deixadas no chão por cada um de seus passos, da mesma forma que o cientista detecta ínfimos seres vivos numa simples gota d'água, usando o microscópio. Caminhe de tal forma que seus passos imprimam sobre a terra apenas as marcas da liberdade, alegria e serenidade. Para isso você tem que aprender a soltar, a atirar fora suas mágoas e preocupações. Esse é o segredo da meditação andando.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Formas-pensamentos, larvas astrais e ovóides.

 
Larvas astrais, vibriões psíquicos e aparelhos astrais são, todos formas-pensamento. Já os Ovóides não são formas-pensamento, mas consciências que tomaram a forma oval.

Formas-Pensamento:

São criações mentais modeladas em matéria fluídica ou matéria astral. Podem ser criadas por encarnados ou desencarnados com características boas ou ruins, positivas ou negativas.

São resultado da ação da mente, sobre as energias mais sutis que estão a nossa volta. As energias que nos rodeiam são altamente plásticas e sensíveis a ação das ondas mentais.

Quando pensamos, as vibrações dos pensamentos atuam sobre as energias condensando ou dispersando-as, dando-lhes formas, cores, brilhos que correspondem a natureza do que pensamos.

Se um pensamento é passageiro muitas vezes nem chega a criar nada, ou se cria, a forma se esvai por falta de alimentação energética.

Mas se o pensamento é repetitivo, uma forma pensamento é alimentada, ficando cada vez mais forte. Se ela for positiva, sadia, elevada ela só se alimentará de pensamentos da mesma vibração positiva do seu criador ao mesmo tempo que alimentará os fluídos agregados, por sintonia de outras mentes e formas pensamentos do mesmo teor.

No entanto se for uma forma-pensamento negativa, densa, doentia, ela também se alimentará dos pensamentos do seu criador e por sintonias agregadas de outras mentes doentias.

O importante observar que as formas-pensamento podem ser “incorporadas” por médiuns, como se fossem espíritos. A diferença é que, como não são consciências , não tem mente, ou seja, não são individualidades, não são capazes de se comunicar de forma lógica, mas podem ser acopladas aos médiuns, à sua aura e ao seu perispírito para drenagem de energias.

No caso dessa incorporação ser voluntária visa retirar essa forma de um encarnado ou desencarnado, para desintegração da forma.

No caso dos grupos de desobsessão que não há diálogo, mas se nota um enfraquecimento gradativo do fenômeno, como se a entidade estivesse literalmente derretendo, desmanchando-se para logo deixar o corpo do médium.

Leituras para entender melhor o assunto:

FORMAS PENSAMENTOS – Editora Pensamento – Anie Besant e C.W Leadbeater.

Larvas Astrais e Vibriões Psíquicos:

“Basilisco”

Vibrião é a designação comum às bactérias móveis em forma de bastonetes.

Larva vem do latim larvae e significa máscara, boneco, demônio, espectro que se apodera das pessoas. Os antigos romanos chamavam as aparições de pessoas mortas que tiveram morte violenta.

Já em Zoologia, representa o estágio imaturo, pós-embrionário de um animal, quando este difere sensivelmente do adulto, como os insetos por exemplo, pois neste estágio o animal estaria “mascarado”, disfarçado.

No caso, as Larvas e vibriões astrais são semelhantes aos físicos, criados por vícios mentais e emocionais da consciência. Atitudes, pensamentos e pensamentos desequilibrados, são geradores.

ANDRÉ LUIZ, no capítulo 3, Livro Missionários da Luz, ao examinar mais de perto alguns candidatos ao desenvolvimento mediúnico:

“Fiquei estupefato. As glândulas geradoras emitiam fraquíssimas luminosidade, que parecia abafada por aluviões de corpúsculos negros. Começavam a movimentação sobre a bexiga vibravam ao longo do cordão espermático, formando colônias compactas nas vesículas seminais, na próstata, nas massas moncosas uretrais invadiam os canais seminíferos e lutavam com as células sexuais, aniquilando-as.

Estava assombrado …. Seriam expressões mal conhecidas da SÍFILIS?

O INSTRUTOR ALEXANDRE RESPONDE : Não, ANDRÈ. Mas, não temos sob os olhos o espiroqueta de Schaudinn, nem qualquer nova forma suscetível de análise material por bacteriologistas humanos.

O observado, com experiências sexuais variadas, também contatos com entidades grosseiras, que o visitam com freqüência, à maneira de imperceptíveis vampiros.
Obs: As espiroquetas são bactérias em forma de saca-rolhas que tendem a se mover com um movimento ondulante semelhante ao de uma hélice. As principais cepas (espécies) das espiroquetas incluem o Treponema, a Borrelia, a Leptospira e o Spirillum.

Observando outro candidato habituado a ingerir alcóol em excesso, André Luiz nos dá a seguinte descrição:

Espantava-me o fígado enorme. Pequeninas figuras horripilantes, postavam-se vorazes ao longa da veia aorta, lutando com elementos sangüíneos mais novos, toda a estrutura do órgão se mantinha alterada.

Observando uma mulher com distúrbios alimentares. André relata:

Em grande zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se muitas parasitas conhecidos, mas além deles, divisava-se corpúsculos semelhantes a lesmas vorazes, que se agrupavam em grandes colônias, desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula ileocecal.

Para entender como surgem as Larvas Astrais. Capítulo 4 do Livro Missionários da Luz, Alexandre diz a André Luiz: – Você não ignora que no círculo de enfermidades terrestres, cada espécie de micróbio tem seu ambiente preferido. Acredita você que semelhantes formações microscópicas se circunscrevem a carne transitória?

Não sabe que o macrocosmo está repleto de surpresas em suas formas variadas? André, as doenças psíquicas são muito mais deploráveis. A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos.

A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima. Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça. Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente.

As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem as formas e conseqüências de infinita expressão.

Como vemos, as larvas astrais surgem dos excessos e desequilíbrios físicos, emocionais e espirituais de toda sorte, da repetição contínua de uma mesma conduta, física, e/ou mental, o que causa o acúmulo de energias mais densas em determinadas regiões do organismo, onde se organizam as colônias de microrganismos astrais.

A sintonia é a alma do universo, e tudo funciona segundo suas leis. Somos uma usina geradora e viveremos com aquilo que criarmos ou atrairmos a partir sempre do criamos principalmente dentro de nós.

OVÓIDES :

“Ovóide”

Parasitas ovóides são, como diz o Dr. Ricardo Di Bernardi, “espíritos humanos que, pela manutenção de uma idéia fixa e doentia (monodeismo), acabam estabelecendo uma vibração de baixa freqüência e comprimento de onda longo que com o passar do tempo, produz uma deformação progressiva no seu corpo espiritual.

Ovóides são, portanto espíritos em estado tão profundo de perturbação que perderam a consciência de sua natureza humana de seu perispírito.

Portanto não perdem o seu perispírito (psicossoma), ele fica tão deformado que perde a sua forma humana, apenas uma forma ovalada.

Di Bernardi, afirma que se trata de um monodeismo auto-hipnotizante. Ele vibra de forma contínua e constante, gerando uma energia que gira sempre de maneira igual e repetida pelo mesmo pensamento desequilibrada.

Ao vibrar repetidamente na mesma freqüência e em desequilíbrio com a Lei cósmica Universal, gera este circuito arredondado que vai deformando e tornando-se ovóide.

Na prática são espíritos que entram em pensamentos, sentimentos repetitivos e negativos, excesso de apego, remorso, vingança, faz com que perca a noção do tempo e espaço e vai aos poucos se atrofiando, por falta de função nos órgãos do psicossoma, assumindo a forma de sua própria onda mental, um círculo vicioso em que vive mentalmente.

Di Bernardi, afirma que se trata de um monodeismo auto-hipnotizante. Ele vibra de forma contínua e constante, gerando uma energia que gira sempre de maneira igual e repetida pelo mesmo pensamento desequilibrada.

Ao vibrar repetidamente na mesma freqüência e em desequilíbrio com a Lei cósmica Universal, gera este circuito arredondado que vai deformando e tornando-se ovóide.

Na prática são espíritos que entram em pensamentos, sentimentos repetitivos e negativos, excesso de apego, remorso, vingança, faz com que perca a noção do tempo e espaço e vai aos poucos se atrofiando, por falta de função nos órgãos do psicossoma, assumindo a forma de sua própria onda mental, um círculo vicioso em que vive mentalmente.

QUANDO A PESSOA ESTÁ NO ESTADO VEGETATIVO encarnada, no físico, não tem mais capacidade de manifestar com ele, não perde o seu perispirito, porque existe atividade no duplo etérico que mantém as formas humanas no perispírito (psicossoma).

As moléculas do perispírito são moldáveis pelo sentimento, tomam forma de acordo com a vibração do espírito. Assim se tornam brilhantes, opacas, densas ou leves.

Quando um OVÓIDE se liga a uma consciência encarnada ou desencarnada, fica caracterizada o processo obsessivo por parasita ovóide.

Existe um envolvimento de adesão, colado ao corpo físico, no qual, distorce os pensamentos, opiniões e atitudes do encarnado.

O ovóide é incapaz de manipular energias, locomover-se ou interagir conscientemente de livre e espontânea vontade, mas pode fazê-lo no automático, atraído por sintonia, mesmo em estado precário.

O OVÓIDE PODE CHEGAR A AURA de uma pessoa somente por atração que essa pessoa exerce sobre ele. Nada mais é necessário como ponte. Basta a sintonia entre os dois. Basta a sintonia entre os dois. Como ímãs.

Um processo obsessivo é mútuo por força de sintonia, existe um consentimento, mesmo que inconsciente para o acoplamento obsesssivo. Originado é claro pelos pensamentos, tais como: ódio, raiva, egoísmo, apego excessivo a coisas ou pessoas, etc.

Os ovóides podem ser hipnotizados por outras consciências, no caso aqueles que manipulam a hipnose podem perfeitamente prejudicar uma pessoa mantendo um ovóide parasitária numa aura de uma pessoa afim de prejudicá-la.

Não confundir um OVÓIDE, com o CORPO MENTAL sem o perispírito (psicossoma). Um espírito sem o psicossoma é um espírito oriundo do plano mental, superior ao plano astral, geralmente são espíritos de luz que se manifestam em qualquer plano.

O Plano Astral, Parte 5 - Série Carlos Torres Pastorino

ESTADO DA MATÉRIA

Da mesma forma que, no plano físico-denso a matéria assume gradações diversas de consistência (em relação a nossos sentidos), desde a luz até o mineral, passando pelo gasoso, liquido, pastoso e sólido, assim também no plano astral o estado da matéria varia, em relação às percepções do corpo astral.

Encontramos o fluido astral denso, quase materializado, e por vezes percebido, de tão denso, pela própria visão do olho material, registrado que é pelos bastonetes. Conforme se eleva a vibração, pode ir aparecendo matéria fluídica tão sutil, que os próprios espíritos desencarnados de vibração mais pesada não na vejam. Por causa dessa dificuldade é que muitas vezes os espíritos mais atrasados são trazidos às sessões mediúnicas,às igrejas, templos, mesquitas, sinagogas ou pagodes, para que, em contacto com os encarnados,cujas vibrações densas percebem, sejam esclarecidos, já que não percebem o auxilio que lhes é trazido de planos mais elevados por espíritos superiores.

No entanto, não esqueçamos: a diferença é apenas de freqüência vibratória entre os planos material-denso e astral; não há distância de lugar; os dois planos se interpenetram,e toda matéria densa é coexistente e interpenetrada pela matéria astral, no mesmo âmbito.

Podemos estabelecer uma escala:

a) a matéria-densa obedece à força do pensamento embora com lentidão e por vezes só quando manipulada;

b) a matéria etérica, combinação de plano físico com plano astral, obedece demoradamente;

c) a matéria astral obedece quase imediatamente, como testemunhamos no sistema nervoso;

d) a matéria mental obedece instantaneamente.

Meditação Andando, Parte 3 - Série Thich Nhat Hanh


MEDITAÇÃO ANDANDO
GUIA PARA A PAZ INTERIOR
de THICH NHAT HANH,
Editora Vozes, 1991.
3 - Passos despreocupados.

No dia-a-dia, nossos passos estão sempre carregados de ansiedade e medo. A própria vida parece uma cadeia de inseguranças e, por isso, nossos passos perdem sua natural desenvoltura.

Nossa terra é realmente bela! Há tanta graça e encanto nos caminhos e estradas de terra! Sabe você quantos caminhos de chão batido existem, ladeados de bambus e contornando os aromáticos campos de arroz? Sabe você quantas trilhas existem, cobertas de folhas coloridas, oferecendo sombra e frescor, dentro das matas? Isso tudo está à nossa disposição e, no entanto, nós não aproveitamos, porque nossos corações não estão livres de preocupações, e nossos passos não são dados à vontade.

Meditação andando é aprender a caminhar outra vez, de forma despreocupada. Quando você tinha em torno de um ano de idade, você começou a andar com passos vacilantes. Agora, praticando a meditação, você está aprendendo a andar de novo. Contudo, após algumas semanas de treinamento você será capaz de andar com firmeza, paz e conforto. Estou escrevendo estas linhas para ajudá-lo a fazer isto. Desejo-lhe sucesso.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Meditação Andando, Parte 2 - Série Thich Nhat Hanh

MEDITAÇÃO ANDANDO
GUIA PARA A PAZ INTERIOR
de THICH NHAT HANH,
Editora Vozes, 1991.
 
2 - Ir sem chegar. 
 
Na nossa vida diária, somos normalmente pressionados a ir em frente. Temos que ir depressa. Raramente nos perguntamos para onde devemos ir com tanta pressa.
Quando você pratica meditação andando, você sai a passeio. Não tem objetivo nem direção no espaço e tempo. O objetivo da meditação andando é a própria meditação andando. Importante é o IR, não o chegar. A meditação andando não é um meio para um fim, ela é o fim. Cada passo é vida, cada passo é paz e alegria. Por isso não há motivo para se apressar. Por isso é que seguimos devagar. Parece que vamos para frente, mas não estamos indo a lugar nenhum; não estamos sendo movidos por nenhum objetivo. Por isso sorrimos enquanto caminhamos.

O INGREDIENTE SECRETO DA MAGIA


A CIÊNCIA CÓSMICA SAGRADA

Magia é uma Ciência Sagrada que baseia-se na manipulação de energias naturais invisíveis - portanto extrafísicas – com os objetivos mais variados. Um estudante de magia, pelo menos em tese, deveria aplicar todo seu esforço na busca pelo conhecimento da interação entre as energias da natureza, os homens e todos os seres vivos, já que a manipulação consciente das energias naturais acontecem pela correta aplicação das faculdades psíquicas e espirituais do assim chamado mago.

MACUMBA:

No conceito coloquial ou popular macumba seria também magia, mais ligada ao que costuma ser chamado de ebó, feitiço, despacho, coisa-feita, mironga, mandinga. Essa não é uma definição correta, pois, o significado dessa palavra difere e muito do conceito popular aplicado.

A primeira definição de macumba que se encontra em qualquer dicionário é de: antigo instrumento musical de percussão, espécie de reco-reco, de origem africana, que dá um som de rapa (rascante); e Macumbeiro é o tocador desse instrumento.

Popularmente, a palavra macumba também é utilizada para designar genericamente os cultos nas religiões com origem afro-brasileiras como a Umbanda por exemplo. Nesse contexto, tais instrumentos são utilizados nos rituais específicos da religião.

Faz-se necessário essa breve explanação para que o leitor entenda que o sentido original de Magia e Macumba em uma utilização mais popular, são os mesmos, ou seja, manipular forças ocultas ou extrafísicas da natureza.

DEFINIÇÕES:

A etimologia da palavra Magia provém da Língua Persa, magus ou magi, que significa sábio. Da palavra "magi" também surgiram outras tais como "magister", "magista", "magistério", "magistral", "magno", etc.

Procurando resumir os objetivos e benefícios que sempre foram buscados através da magia, podemos sintetizá-los basicamente em dois:

1 – Estabelecer o contato com os aspectos ocultos e invisíveis do universo, que nesse caso mais especificamente podemos entender como uma tentativa interminável de entender o Grande Mistério da Vida em especial sobre seus aspectos Divinos.

2 – Obter ganhos no sentido amplo da palavra, como conquista de objetivos pessoais, coletivos, curas, prosperidade, harmonia, conhecimento, sabedoria, abertura de caminhos. Em outras palavras, podemos considerar como a busca pela conquista de mais poder em diversos segmentos e aspectos da vida em todo o seu contexto.

TODOS FAZEMOS MAGIA!

Todo ser pensante é um mago! Além disso, um mago não é alguém que faça o mal ou que necessariamente esteja sintonizado a valores morais deturpados. Mago é qualquer ser que aplica sua vontade pessoal (intenção) somada a seu pensamento focado, na direção de algum objetivo ou propósito.

Nesse esclarecimento é bom que entendamos que um padre é um mago, um pastor, um monge, um espírita, um reikiano, um psicólogo, um cético, um político, um executivo, uma dona de casa, eu, você... Todas as pessoas que se dedicarem a concentrar um pensamento e uma vontade na direção de algum objetivo, estarão fazendo magia. O que define o tipo de magia é a maior ou menor aptidão do mago, bem com o seu padrão moral. Se os objetivos forem egoístas, sintonizados com os valores deturpados ou destituídos de moral, então teremos a produção da magia negra. Por outro lado, se os objetivos forem altruístas, voltados ao bem maior e sintonizados nos padrões morais mais elevados, então teremos a representação exata da magia divina, magia de luz ou magia branca.

QUAL MAGIA VOCÊ FAZ, BRANCA OU NEGRA?

Como controlamos esse processo?

Controlando e melhorando o que somos e o que pensamos, entre outras palavras, “orando e vigiando”!

A magia é manipulação de forças mentais aliadas à vontade de cada ser, ou seja, é a resultante da energia da intenção somada a do pensamento. Dessa forma, todos somos magos!

O termo mago pode até não agradar muitas pessoas, contudo, precisamos deixar claro que ele serve para denominar todo ser humano que foca um pensamento e um desejo no sentido de realizar seus objetivos.

No passado, em antigas escolas de mistérios de civilizações que se destacaram na história da humanidade, um seleto grupo de pessoas foi submetido a rigorosos treinamentos no uso da magia nas suas mais diferentes variações e linhagens. Quando os ensinamentos dessas antigas escolas foram utilizados para o Bem Maior, o homem produziu incríveis benefícios para a humanidade. Quando esses mesmos ensinamentos caíram nas mãos de pessoas egoístas e ainda despreparadas para entender os ensinamentos do Cristo, então grandes atrasos conscienciais se instalaram, além de grandes conflitos com grandes proporções.

Atualmente, grande parte da população tem a crença que quem faz magia é do mal e quando ouvem essa expressão, imediatamente entendem que o termo só é utilizado por seres ligados ao universo maligno.

Quando você reza, você faz magia! Quando um casal planeja gerar e criar um filho, faz magia! Quando você sonha com um novo carro e mais tarde conquista, faz magia! Quando você reclama da vida, se lamenta e critica tudo ao seu lado, faz magia! Quando você assiste o noticiário policial e sofre com as ocorrências e crimes, faz magia! Quando fala mal de outra pessoa, faz fofoca, faz magia!

Quando você faz sexo casual apenas com o foco em saciar desejos mais primitivos, faz magia! Quando você faz amor com a pessoa amada, que é de um relacionamento estável e sincero, faz magia! Quando você deseja o mal de outros, faz magia! Quando deseja o bem de outros, faz magia! Quando mantém seu pensamento negativo, faz magia!

Tudo é magia, entretanto se é branca ou negra, quem define é a pureza, o amor da intenção e a base moral do mago! Essa é a lei, esse é o ingrediente secreto da magia.

O que determina a força maior ou menor de uma magia é atenção focada ao objetivo. Quanto mais atenção ao assunto, quanto mais concentração mental e dedicação, maiores, mais intensos e mais precisos serão os resultados. Atualmente remanescem muitos estudos com o objetivo de busca de conhecimento acerca do termo, entretanto ainda existem aqueles indivíduos que insistem em exercer a magia com objetivos egoístas, insensatos ou até malignos. Para esses, que fique o alerta que no universo nada passa despercebido e que cada um colhe o que planta.

Mas não podemos nunca generalizar - pois esse é o grande erro da humanidade - já que incríveis curas e feitos foram alcançados pelo poder da magia. Então que tenhamos consciência que somos todos magos e que devemos focar nossos atos no sentido do Bem Maior, fazendo ao próximo somente o que queremos que nos seja feito!

SER FELIZ OU TRISTE É RESULTADO DE MAGIA

Ter saúde, alegria e plenitude é resultado de magia branca feita por nós mesmos, somada as que aceitamos de terceiros!

Ter doenças, depressões, mágoas, medos, inseguranças e neuroses é resultado de magia negra feita por nós mesmos, somada as que aceitamos de terceiros!

Dedicação, atenção e esmero são os aditivos necessários para a magia, mas o ingrediente especial é o Padrão moral do indivíduo, pois só ele é quem determina se a magia será branca ou negra. Muitos estão fazendo magia negra sem perceber, porque estão alienados!

Que Deus nos ilumine e nos dê discernimento para que não sejamos nenhuma dessas pessoas!

É válido refletir.
por: Bruno J. Gimenes

Sábio Conselho Chinês... para descontrair :P

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Meditação Andando, Parte 1 - Série Thich Nhat Hanh

MEDITAÇÃO ANDANDO
GUIA PARA A PAZ INTERIOR
de THICH NHAT HANH,
Editora Vozes, 1991.
1 - Você é capaz

Meditação andando é praticar meditação enquanto caminhamos. Esta prática pode lhe trazer paz e alegria. Dê passos curtos sem completa descontração;  vá devagar, com um sorriso  nos lábios e o coração aberto para uma experiência  de paz. Você poderá sentir-se mais à vontade consigo mesmo.  Seus passos poderão ser os da pessoa mais saudável e segura deste mundo.

Todas as aflições e confusões podem desaparecer enquanto você caminha. Se pretende alcançar paz de espírito, auto-libertação, aprenda a andar dessa forma. Não é difícil. Você é capaz de fazê-lo. Qualquer pessoa que tenha certo grau de consciência e uma real intenção de ser feliz pode fazê-lo.

O Plano Astral, Parte 4 - Série Carlos Torres Pastorino

COMANDO MENTAL

Sabido e notório que todos os corpos são formados, em última análise, de átomos agrupados em moléculas: a natureza executa essas operações há bilhões de milênios sem conta. Mas qual o processo atual e até que ponto dependem de nós, é a interrogação que nos fazemos.

Para qualquer agrupamento dos elementos que, descendo sua frequência vibratória, atingiram a materialização, é indispensável uma MENTE que comande, um PENSAMENTO que atue.

Lógico que nos reinos inferiores - mineral, vegetal e animal - a mente é imanifestada ainda para o exterior (por falta de órgãos capazes de expressá-la), mas internamente vibra, pela Centelha da Vida que os impulsiona a evoluir, vivificada pela SOM (Verbo, Pai) que, com sua nota característica inicia e sustenta a existência de qualquer ser.

Quando a formação das circunvoluções cerebrais no homem permite a exteriorização da mente através das vibrações elétricas dos neurônios, começa a criatura a poder assumir o controle de suas próprias criações de formas. Evidente que a escala que vai do selvagem ao gênio demarca também uma escala de capacidade, que se estende entre as frações da unidade até as dezenas de milhares.

Compreendido isso, verificamos que é o pensamento que reúne os átomos indispensáveis à formação do corpo que lhe servirá de veículo e que é essencial à sua expressão. Referimo-nos ao pensamento da MENTE, porque o que procede do intelecto (cérebro) só é utilizado pelo homem no estado de vigília enquanto preso no plano físico.

Ora, assim como o pensamento pode imaginar uma estátua, que as mãos executarão no mármore de Carrara, o mesmo ocorre no plano astral, com a diferença de que não são necessárias as mãos para modelar a matéria: basta a força do pensamento, mesmo independente da vontade.

Explicamos essa restrição. Se um de nós se encontra no plano astral (encarnado,em sonho, ou desencarnado) e pensa em neve, quase imediatamente vê neve em torno de si, mesmo que a vontade não tenha entrado em vibração para querer vê-la; se pensa, num jardim, o percebe à sua frente, embora não tenha querido vê-lo; se, amedrontado, pensa em alguma figura monstruosa, ela aparece à sua frente, mesmo que, até, não quisesse vêla.

Então, é a MENTE, e não a vontade que modela. Embora se houver reunião da mente e da vontade, a modelagem seja mais perfeita e mais duradoura.

Plástico mais que a água, fluido como o ar atmosférico, mais leve que se possa imaginar, sensível às vibrações mentais, maleabilíssimo e sumamente refletor, “amolda-se” ao pensamento o faz-nos ver e “apalpar” (quase diríamos) tudo o em que pensamos, desde a figura sublime de Jesus, parado ou movimentando-se, às piores figuras.

Daí as incalculáveis e repentinas variações das visões que nos aparecem em sonhos e também, pula os despreparados, após a desencarnação: tudo é REFLEXO de nossos pensamentos, conscientes ou, por estranho que pareça, mesmo inconscientes.

sábado, 25 de junho de 2011

O Plano Astral, Parte 3 - Série Carlos Torres Pastorino

PLANOS DE CONSCIÊNCIA

Vimos a interpenetração dos dois planos de consciência: o físico e o astral. Chegamos pois, à conclusão de que o plano astral é tão ilusório (ou mais ainda) que o plano físico, pois sua realidade é relativa. Ensina-nos o Mestre Djwal Khul (o Tibetano): “O chamado plano astral é o simples nome dado ao conjunto das reações sensíveis, da capacidade de sentimento e da substância emocional, que o próprio homem criou e projetou com tanto êxito, que hoje é vítima de sua própria obra. Oitenta por cento dos ensinos dados sobre o plano astral são parte de grande ilusão e também do mundo irreal a que nos referimos, quando proferimos a antiga oração: “conduze-nos do irreal ao real”. Pouca base tem o que se diz sobre ele; no entanto serviu ele a um propósito útil como campo de experiências, no qual podemos aprender a distinguir o verdadeiro do falso; é também uma área em que o aspirante pode usar a faculdade de discriminação da mente, a grande reveladora do erro e da verdade.

Uma vez que em nós haja “o sentir que houve em Cristo Jesus” (Fil. 2:5), se completa o controle da natureza emocional e da área consciente (o “plano astral” se preferem o termo). Então já não mais existirá nem o controle sensível, nem sua área de influência. O plano astral não tem nenhuma realidade, a não ser prestar-se a campo de serviço e um “reino” no qual se extraviam os homens desesperados e perplexos. O maior serviço que um homem pode prestar a seus semelhantes é libertar-se por si mesmo do controle dessa esfera, dirigindo as energias da mesma, através do poder de Cristo” (“La Reaparición de Cristo”, de Alice A. Bailey, página 123/4).

Portanto, estado transitório do espírito (personagem), que para esse plano vibratório transfere sua sensibilidade consciencial. Mas estado que também é de transição.

Em outras palavras sendo um estado de transição mais ou menos rápida, é transitório, e por isso ilusório.

Depois de certo adiantamento espiritual e da aquisição de conhecimentos superiores, por meio de experiências, o plano astral é atravessado e superado em brevíssimo tempo.

Quando, entretanto, ou não há conhecimento experimental consciente, ou a mente está perturbada, ou a consciência carregada, a permanência no plano astral se prolonga.

São exercitações indispensáveis, como “campo de experiências”, a fim de poderem os espíritos de lá sair com o treino do discernimento entre o bem e o mal, entre certo e errado.

Aí se aprende ainda a controlar plenamente a natureza emocional, a sensibilidade, assim como a área consciente. Mas todos os que se encontram “perplexos ou desesperados” aí se perdem, presos de remorsos, de dúvidas, de ignorância, de sentimentos baixos de egoísmo, de ódio, de apego às formas materiais próprias ou alheias.

O plano consciencial a que denominamos “astral” torna-se, para os seres inferiores - animais ou homens - um interlúdio não-percebido, entre uma internação na matéria e outra. Nesses casos, a estada do ser é rápida e praticamente insensível e inconsciente, como nos sentimos no estado de sonho, quando dormimos. Algo mais avançados, já percebemos que ali nos achamos, da mesma forma que, mesmo encarnados, ao sonhar, já temos consciência de que estamos sonhando.

Na subida evolutiva, temos de partir conscientemente, como homens que já conquistamos o intelecto, da forma condensada na matéria - que se utiliza dos elementos minerais, vegetais e animais para prender o espírito na carne, onde vibra na consciência atual, - para gradativamente ascender a outros planos vibratórios.

O “duplo etérico”, ainda parte dessa condensação (do STULA) é - como diz o nome - uma reprodução exata dos elementos materiais densos, num plano mais sutil, mas ainda grosseiro. Tudo o que existe coagulado no plano físico material, possui seu duplo no plano etérico: minerais, metais, formas criadas pelo homem como cadeiras, mesas, cinzeiros,canetas, móveis, casas etc.

Já no plano astral, simples ESPELHO do plano físico, acha-se a consciência a vibrar com os desejos (KAMA), e por isso o astral é denominado KAMALOKA. Sendo um espelho, o astral reflete apenas as imagens criadas por nosso intelecto, por nossa mente,por nossas palavras e nossos atos; são formas vagas e variadas, que se transformam conforme se modifica nossa imaginação. Quanto mais descontrolada e instável for nossa imaginação,tanto mais instável e descontrolado será o plano astral que encontraremos em redor de nós.

Convençamo-nos, pois, de que o plano astral é simples REFLEXO, como de espelho,(onde as imagens são irreais), daquilo que pensamos, dizemos e fazemos. E como imagens no espelho, não apresentam consistência duradoura, nem mesmo existência própria: existirão enquanto as mantivermos ativas pelo nosso pensamento. No momento em que nos libertarmos dessas criações Mentais, estaremos automaticamente libertos do plano astral. Dai ensinar o Buddha, que nossos males vêm de nossos “desejos”. O astral é o mundo dos desejos.

Os animais habitam, ao desencarnar, o plano astral: a vivência dos animais no plano físico, faz que mentalizem (inconscientemente se o quiserem) sua forma, e a reflitam no plano astral, onde permanecerão até novo e automático reencarne, com a mesma forma que possuíam na encarnação anterior. Os desejos, amores e ódios desses animais, também permanecem. E por isso vemos formas astrais de cachorros e gatos, a acompanhar seus antigos donos amados. Ao ser captada para nova encarnação, desaparece todo e qualquer reflexo no espelho do astral.

A subida é indispensável para que nos localizemos, posteriormente, no plano mental (MANAS) destinado propriamente aos Homens que adquiriram o uso da razão. Nesse plano mental, conquistamos BUDDHI, o estado consciencial iluminado, isto é, esclarecido, pleno, total.

Quando senhores de nós mesmos, isto é, permanentemente em estado de vigília (despertos), estamos aptos a atingir o ATMA, a individualidade e a viver conscientes no Espírito. Tudo isso, temos que conquistar enquanto encarnados na matéria.

Subida desalentadoramente lenta - a evolução não dá saltos - mas indispensável e inevitável, e só obtida na carne. Uma vez de posse permanente desse estágio evolutivo, se quisermos voltar à matéria, teremos que fazer o caminho inverso: ir descendo e centralizando a consciência, passando de ATMA a BUDDHI, a MANAS, a KAMA e a STULA. Em outros termos: uma vez fixada a consciência no plano átmico, é mister baixar as vibrações e reduzir sua extensão a buddhi-manas; a seguir, baixar mais as vibrações e reduzir mais a extensão até chegar a kama, o plano dos desejos. Atingido esse ponto, surge o desejo de tornar a mergulhar na forma física, e dá-se, então, uma nova encarnação.

No entanto, no âmago de tudo, reside a Vida do Logos, a vibração crística divina, que constitui a substância última de tudo. Qualquer forma exprime vida, embora só a mínima parte de Vida esteja limitada pela forma, seja esta um átomo ou universo. A Vida do Logos ou vibração crística desce até reunir em torno de si os materiais indispensáveis à sua expressão no mundo da forma, de acordo com a escala evolutiva em que quer manifestar-se.

do livro "Técnicas da Mediunidade", 
de Carlos Torres Pastorino, 1969.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Dia de São João Batista - Dia de Xangô

O reino da justiça, das leis, das estruturas, das pedreiras, dos cristais, das rochas  é regido pelo Orixá Xangô.

Na região sudeste brasileira, é sincretizado com São João Batista, e homenageado no dia 24 de Junho.

Saudação: Kaô Cabecile! (Com licença, o Rei está chegando!)

Nosso dirigente Ivo de Carvalho escreveu um ponto para Xangô que já se consagrou por todo país.


Ele bradou na aldeia
Bradou na cachoeira
Em noite de luar
No alto da predeira
Vai fazer justiça
Pra nos ajudar
Ele bradou na aldeia
Caô, caô!
E aqui vai bradar
Caô, caô
Ele é Xangô da predeira
Ele nasceu na cachoeira
Lá no Juremá!

Na região norte e nordeste do Brasil, o sincretismo considera São João Batista como Xangô menino, e muitos terreiros neste dia convocam a população para suas festas saindo em procissão nas ruas, levando a multidão para o local da festividade em homenagem ao santo.

São João, Xangô menino
Caetano Veloso / Gilberto Gil
Música cantada por Maria Bethania

Ai, Xangô, Xangô menino da fogueira de São João
Quero ser sempre o menino, Xangô, da fogueira de São João
Céu de estrela sem destino de beleza sem razão
Tome conta do destino, Xangô, da beleza e da razão
Viva São João,
viva o milho verde Viva São João, viva o brilho verde
Viva São João das matas de Oxossi Viva São João
Olha pro céu, meu amor, veja como ele está lindo
Noite tão fria de junho, Xangô, canto tanto canto lindo
Fogo, fogo de artifício, quero ser sempre o menino
As estrelas deste mundo Xangô, ah, São João, Xangô Menino
Viva São João, viva o milho verde Viva São João, viva o brilho verde
Viva São João das matas de Oxossi Viva São João


São João: o culto a São João é um dos mais antigos e populares.

A comemoração de inspiração católica dedicada a São João Batista é realizada na noite de 23 para 24 de junho (solstício de inverno no hemisfério Sul), a festa é assinalada por comidas e bebidas típicas (pipoca, canjica, pé-de-moleque, quentão, etc) e por fogueiras, danças, brincadeiras, queima de fogo, etc.

Xangô: orixá do culto afro-brasileiro.


São João Batista no mandeísmo.
João Baptista é venerado como messias pelo mandeísmo.

São João Batista na umbanda
Na umbanda, religião afro-brasileira, este santo é sincretizado como uma das manifestações do orixá Xangô e é responsável nesta crença, por um agrupamento de espíritos que trabalha com a saúde e o conhecimento, chamada de Linha do Oriente, por congregar além de médicos e cientistas, hindus, muçulmanos e outros povos.

São João Batista no islamismo
São João Batista também é reverenciado pelos muçulmanos como sendo um dos seus profetas.

São João Batista no espiritismo
No espiritismo, a volta de Elias como João Batista é interpretada como sendo através da reencarnação; a decapitação de João Batista sendo uma espécie de punição ( comparada ao que outros por outros segmentos de filosofia espiritualista chamariam de karma) por ele ter, como Elias, massacrado os profetas de Baal.

Texto de Walkyria Rennó Suleiman - Fonte - http://walkyria-suleiman.blogspot.com/2010_06_01_archive.html


Carater espiritual da Época de São João

" Estamos entrando no inverno… o clima é frio, a noite chega mais cedo e se torna mais longa , temos vontade de voltar logo para casa e ficar bem quentinhos. Tudo favorece ao recolhimento, a interiorização, uma busca para dentro de nós mesmos.

A natureza também se recolhe e guarda suas forças no íntimo da terra para desabrochar novamente na primavera. Todas as sementes no inverno esperam na terra a luz solar, para brotarem com força depois do recolhimento. Assim, na época Romana a Terra vivia um grande recolhimento, um momento de secura de vida a espera pela luz de Cristo, que seria anunciada por São João. Pois a Terra naquela época vivia um grande inverno.

Nesse ambiente introspectivo e com os corações aquecidos, começamos a nos envolver com caráter espiritual da Época de São João.

João Batista nasceu no dia 24 de junho. Filho de Zacarias e Isabel, desde criança foi preparado para a vida sacerdotal. Sua vida foi dedicada a oração e penitência e sua missão foi anunciar a vinda de Cristo. João falava às pessoas da importância de se prepararem para a chegada do filho de Deus.

Todos que buscavam o arrependimento e a conversão eram batizados nas águas do rio Jordão por João Batista. A convicção de sua missão levava muitas pessoas a confundi-lo com o próprio messias, mas ele, dizia imediatamente: “Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante dele.” (Jo 3, 28) e “não sou digno de desatar a correia de suas sandálias.” (Jo 1, 27)

Jesus também veio para ser batizado por João. “No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o espírito em forma de pomba sobre ele;” (Mc 1, 10). “E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és meu Filho amado; em ti ponho minha afeição.” (Mc 1, 11)

João veio ao mundo para preparar o coração dos homens para o advento do Cristo. Ele representava uma era que estava terminando, que não poderia mais existir a partir do momento em que Jesus se tornou Cristo. Quando pregava o arrependimento, ele queria mostrar que o ser humano precisava buscar uma nova consciência para poder viver uma nova era – a possibilidade individual de cada ser humano encontrar conscientemente o caminho da espiritualidade.

João sabia que sua missão, bem como a Era que representava, havia terminado quando disse aos seus discípulos: “importa que ele cresça e eu diminua.” (Jo 3, 30)

Assim, na festa de São João a simbologia da fogueira, nos remete a lenha que se consome, ou seja, que diminui para que as labaredas cresçam. Aproveitar para fortalecer o fogo divino e transformador que temos dentro de nós deve ser então a verdadeira motivação para a época de São João. "

Texto Por Silberto Azevedo - Fonte - http://walkyria-suleiman.blogspot.com/2010_06_01_archive.html


O Plano Astral, Parte 2 - Série Carlos Torres Pastorino

MATÉRIA ASTRAL

Uma vez compreendida a situação do plano astral em relação aos demais planos vibratórios, focalizemos nossa atenção na matéria de que é ele constituído em si mesmo. Embora seja muito difícil explicar aquilo de que não temos conhecimento profundo e exaustivo - como é o caso do astral - tentaremos expor o que nos foi dado compreender até hoje, ressalvando, porém, que não dogmatizamos: expomos o que percebemos até hoje; talvez amanhã tenhamos que modificar nosso ponto de vista, se nos chegarem, com segurança, novos dados a respeito. Mas, o que até hoje conseguimos pesquisar foi o que se segue:

A primeira impressão que temos, é que a matéria astral é constituída de ENERGIA, em diversos graus: desde seu estado mais degradado, até suas freqüências mais elevadas. Essa energia é sustentada e alimentada, em nosso planeta, pelo SOL, que nos envia ininterruptamente irradiações de diversas espécies, algumas já descobertas e classificadas pela ciência oculta e pelos hindus e espiritualistas. Embora pela teoria do campo unificado tudo seja UM, podemos didaticamente distinguir, nas irradiações solares, várias correntes, que alimentam as várias faixas (de que conhecemos somente a parte mais grosseira de cada uma), e que citamos sem ordem:

I - Eletricidade e Magnetismo
II - Luz (cores)
III - Som
IV - Calor
V - Gravitação (movimento)


Todas essas energias agem nos planos físico, etérico, astral o mental, em tipos de onda adaptáveis aos veículos, através dos quais se manifestam. Mas constituem, em si mesmas, matéria (que assim denominamos por falta de outro termo), que tem existência própria e age ativamente no plano físico. A VIDA é propriedade do espírito, não da energia. Mas para o espírito poder manifestar- se em planos mais densos, necessita condensar-se em energia.

Para melhor compreensão do que dizemos, tomemos como exemplo o que ocorre no corpo humano.

Neste, encontramos a matéria densa, inerte e obediente ao comando da energia. E esta se manifesta, no corpo humano, em dois planos: o astral propriamente dito, e o físico. Por ai descobrimos como ocorrem as coisas: o astral divide-se em duas partes distintas mas complementares, para conseguir a plenitude de sua ação.

A parte física do plano astral constitui o sistema nervoso, desde os neurônios cerebrais (aptos a sofrer influência do plano mental) até as mínimas fibras nervosas (aptas a receber influência da matéria densa), e todas têm a finalidade de transmitir e receber sensações.

Firmemos, entretanto, desde logo, o principio básico e definitivo: OS NERVOS NADA SENTEM: APENAS TRANSMITEM SENSAÇÕES. Os nervos transmitem: quem sente é o espírito consciente. E é esse espírito consciente que dá as ordens obedecidas pelo físico, através do sistema nervoso. Então, observemos: a matéria nervosa é a condensação intermediária da matéria astral, a fim de possibilitar, por esse meio, o controle da matéria grosseira, pela mais fluídica matéria astral. Resumindo, pois: a) matéria astral bem fluídica; b) matéria astral meio condensada (nervos); c) matéria astral condensada ao máximo (corpo físico-denso). Como essa matéria astral no corpo humano é a que melhor conhecemos, analisemola.

Em seu papel de transmissores, os nervos assumem importância capital em relação ao espírito (eu atual) e ao seu veiculo mais grosseiro: todo e qualquer contacto com o mundo externo é feito através dos nervos.

Para isso, o espírito construiu para si um veículo com cinco janelas, através das quais poderá receber as impressões do mundo ambiente, a fim de julgar e decidir o que mais lhe convém fazer em cada circunstância. Os nervos adaptaram suas pontas (extremidades) para recolher as diversas vibrações exteriores, e as comunicam ao espírito. Assim nasceram aquelas sensibilidades a que denominamos sentidos eferentes ou perceptivos:

1 - OLHOS, em que os nervos se adaptaram, tornando-se cones e bastonetes espalhados na retina, para perceber as sensações luminosas em todas as suas gradações coloridas,dentro de uma faixa vibratória;

2 - OUVIDOS, com a adaptação especial em “cordas”, no caracol, para registrar os sons e ruídos, dentro de uma escala de 16 a 32.000 vibrações por segundo;

3 - BOCA, com a formação de papilas gustativas, a fim de distinguir os sabores doce, salgado, acre, amargo e azedo, recebendo, ainda, as sensações calóricas;

4 - NARIZ, onde se espalham as pontas nervosas com a finalidade de diferençar os diversos odores; e

5 - TATO, em que os nervos se espalham por toda a superfície do corpo físico, para serem impressionados pelas ondas calóricas, especializando-se mais em certas zonas, a fim de reconhecer a dureza, a aspereza, a forma, o volume, etc., dos corpos que chegam a contato com o corpo.

Todas essas formações nervosas são especializadas em perceber e transmitir o que recebem ao espírito, embora os nervos, em si, nada sintam pois, como matéria, são insensíveis: quem sente é o espírito.

Para isso, os nervos transmitem as impressões que os ferem, ao cérebro, e o cérebro as passa à mente, e esta as faz repercutir no espírito. Da mesma forma, tudo aquilo que o espírito deseja realizar no corpo físico ou através dele - ele, o espírito, que está em ligação fluídica com o cérebro, influencia as diversas zonas cerebrais, e estas comandam os cinco sentidos aferentes ou ativos, por intermédio,também, do sistema nervoso. Aqui, como lá, o modus faciendi é bastante complexo, embora possamos dividi-los em setores:

1 - AÇÃO, por intermédio das mãos, com habilidades definidas e de imensa variedade, sobretudo depois que o espírito conseguiu plasmar a oposição do polegar;

2 - LOCOMOÇÃO, por meio das pernas e pés, pela qual o espírito conduz o corpo para os locais desejados;

3 - EXPRESSÃO, em que utiliza o aparelho fonador (laringe, cordas vocais, boca, nariz, língua) criando sons variadíssimos, com os quais expressa suas idéias, em sinais sonoros convencionais (palavras) de acordo com a tradição do local onde reencarna;

4 - REPRODUÇÃO da espécie, por meio dos órgãos especializados, de tão grande influência sobre o próprio indivíduo que, de acordo com a parte da reprodução escolhida pelo espírito para ai mesmo, a criatura se distinguirá em “homem” (órgãos ativos ou doadores) ou “mulher” (órgãos passivos ou receptores);

5 - LIMPEZA ou catarse do corpo físico, por intermédio dos sentidos excretores,cada um especializado em sua função, em seu lugar próprio. Assim encontramos cinco tipos principais que funcionam globalmente no corpo (sem entrarmos na minúcia da excreção de cada célula):

a) a pele, que elimina as impurezas da superfície, pela expulsão de sais, por meio do suor e da leve respiração através dos poros;

b) os pulmões, que expelem o anidrido carbônico produzido pela hematose, onde se queimam as impurezas do corpo etérico, recolhidas ao sangue;

c) as glândulas lacrimais, que têm a função de manter úmido o globo ocular para limpeza de poeira, e que faz a catarse dos fluidos pesados do corpo astral, após emoções violentas, alegres ou tristes;

d) o intestino, que expele pelo ânus a matéria sólida nociva e os restos inúteis, sobras do que foi aproveitado;

e) os rins, que lançam fora, pela uretra, após a destilação, a parte do que não mais serve ao corpo.

Notemos, porém, que dos dez sentidos (cinco aderentes e cinco coerentes só estão inteiramente sujeitos ao controle do espírito consciente, as mãos, os pés e o aparelho fonador; os outros sete apenas em parte lhe estão sujeitos à direção, pois em sua quase totalidade, se tornaram automáticos e instintivos, libertos da ação da vontade consciente atual, e obedientes à mente subconsciente.

O Plano Astral
do livro "Técnicas da Mediunidade", 
de Carlos Torres Pastorino, 1969.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Plano Astral, Parte 1 - Série Carlos Torres Pastorino


Apresentarei, em próximas postagens, textos extraídos do livro "Técnicas da Mediunidade", de Carlos Torres Pastorino, cuja obra mais conhecida e ao alcance de todos é o minilivro "Minutos de Sabedoria".

O livro em questão, "Técnicas da Mediunidade", foi escrito em  1969 e não é mais editado, portando para obtê-lo somente encontrando em sebos ou buscando o ebook na internet, que alguma boa alma escaneou e disponibilizou, vendo a dificuldade em encontrar o livro e a incerteza de haver, no futuro, nova edição. Caso seja do seu interesse ler esse livro, poderá fazer o download aqui. Está em formato zip, dividido em 5 partes no formato pdf.

O texto que terá início nesta postagem aborda o assunto referente ao Plano Astral, e será dividido em partes, para não sobrecarregar o post. No texto, Pastorino faz uma dissertação lúcida e comparativa aos textos védicos sobre os demais planos dimensionais, que são 7,  só para constar.

No livro, que o autor chama de Ensaio, é bastante didático, elucidando a respeito de vários assuntos ligados à mediunidade, desde o Plano Físico e as explicações do funcionamento da eletricidade, magnetismo, biologia, plexos, sistema glandular e sentidos, passando pelo Plano Astral, com seus chackas e as ligações como canais mediúnicos, até o Plano Mental.


Apesar do livro contar com mais de 40 anos de escrito, ele é atual em relação à textos e livros mais recentes.


@patkovacs.


Situação

Antes de penetrarmos no estudo do Plano Astral, em si mesmo, procuremos situá-lo em relação aos demais planos vibratórios.

Existe em nosso Universo uma vibração sutilíssima que permeia tudo: é o plano vibratório divino (a que os hindus chamam ADI) e que nós ocidentais dizemos ser a “terceira manifestação da Divindade” ou Cristo Cósmico.

Logo abaixo, vibracionalmente falando, embora por ele totalmente permeado, está o plano monádico (chamado pelos hindus ANUPADAKA) em que vibram as Mônadas ou Centelhas Divinas, também denominadas Cristo Interno.

Baixando ainda a freqüência vibratória surge outro plano, que dizemos ser o plano “espiritual”, onde vibram os Espíritos ou Individualidades, e que tem o nome hindu de ÁTMICO.

Estabeleçamos agora o princípio: o Plano divino permeia TODOS os demais planos; o Plano monádico permeia TODOS os planos, menos o divino, o plano átmico permeia TODOS os planos, menos o divino e o monádico; mas embora o plano átmico não permeie
os planos divino e monádico e neles não influa, é, contudo, permeado por eles e por eles influenciado. Isto porque o mais contém o menos. E também porque quanto mais altas são as freqüências vibratórias, mais se expandem, e quanto mais baixas, mais se condensam.

Continuemos.

Quando as vibrações átmicas descem mais de freqüência, surge com isso o Plano da Luz, ou Intuicional, chamado pelos hindus BÚDHICO, que também se comporta da mesma maneira: é permeado por todos os que possuem vibração mais alta que ele, e permeia todos os que têm vibração mais baixa que ele. Descendo mais a freqüência, nasce o plano mental, denominado pelos hindus de MANAS, que costuma dividir-se em duas partes: mental abstrato e mental concreto (que nós preferimos distinguir em “mental” e “intelectual”). Nesse plano mental vibram as mentes das criaturas a partir do estágio HOMEM para cima, embora os animais apelidados de “irracionais”, já comecem a vibrar no plano intelectual (mental concreto). Mas o que distingue os homens dos animais é a vibração do MENTAL (isto é: do mental ABSTRATO).

A razão de preferirmos “mental” e “intelectual”, à divisão tradicional “mental concreto” e “mental abstrato” é a má interpretação que esses adjetivos podem receber por parte dos que não possuam conhecimento suficiente. Sabemos todos que denominamos “abstrato” aquilo que só existe em nossa imaginação, mas não possui existência REAL.

Ora, o plano mental superior possui existência REAL, logo é concreto e não abstrato.

Quando esse plano de vibrações desce sua freqüência, dá nascimento a outro plano, que é justamente o ASTRAL que começamos a estudar agora. O plano astral é permeado por todos os planos superiores a ele (MANAS, BÚDHICO, ÁTMICO, ANUPADAKA e ADI) e é influenciado por todos eles, mas não atinge nenhum deles, embora esteja interpenetrado por todos.

Quando o plano astral baixa mais suas vibrações, ele se “condensa”, se “materializa” (se “coagula” como o leite que no vaso se torna queijo, na bela comparação de Job,10:10) no plano FÍSICO. Também não apreciamos essa denominação: FÍSICO do grego physis “natureza”, é tudo o que é natural. Ora, todos os planos, inclusive o divino, e a própria Divindade, são NATURAIS.

Resumindo: todos os planos se interpenetram, todas as vibrações estão em todos os lugares, MAS: as vibrações mais sutis sempre interpenetram e permeiam as mais densas, e nelas influem, ao passo que as mais densas e mais condecoradas, não influenciam as mais sutis.

As vibrações, à medida que vão baixando de freqüência, se vão separando e “localizando” cada vez mais, porque se “densificam”. O máximo de localização separatista dá-se no plano físico em que o corpo é limitado pela forma rígida e material grosseira (constituída ainda de elementos do reino mineral), dando uma idéia perfeita (embora errônea) de que cada ser e cada coisa está absolutamente separada de todas as demais.

Portanto: o PLANO ASTRAL é um plano DE VIBRAÇÕES, já sujeito à forma e à limitação, que se encontra no nível mais próximo, vibratoriamente, do plano físico-material.

O plano físico-material de qualquer grau (mineral, vegetal, animal, hominal, etc.) está sempre e totalmente envolvida e penetrado pelos demais planos vibracionais: divino, monádico, espiritual, intuicional, mental, astral. Para esclarecer cada vez mais, recordemos o que hoje se sabe a respeito das ondas elétricas e das hertzianas, de rádio e televisão: todo o plano material em que nos movimentamos, está permeado, penetrado e cercado pelas ondas radiofônicas, embora delas não tenhamos consciência, senão quando as captamos por meio de aparelhos construídos cientificamente. Assim sucede com as vibrações de ordem muito mais elevada, dos planos mais sutis: estão todas aí, a nosso lado, em redor de nós, penetrando-nos cada centímetro do corpo, sem que delas tomemos conhecimento; e isto por uma única razão: não estamos com os nossos aparelhos suficientemente treinados para percebê-las. A finalidade de nossa encarnação é também esta: aprender a perceber, mesmo enquanto materializados na forma densa, as vibrações dos planos mais sutis. O inicio desse treino apareceu com o espetacular lançamento e progresso do Espiritismo, que ampliou “para toda a carne” (Atos, 2:17) a experiência do contacto e percepção de tudo o que ocorre no plano astral.

Após esse treinamento, necessário para o futuro, e que se vai tornando cada vez mais amplo e universal, virão as outras etapas para a humanidade globalmente (já que há elementos isolados desta humanidade que, mesmo atualmente, o conseguiram, como muitos outros no passado).

Essas etapas futuras consistirão no desenvolvimento da percepção e contacto com os demais planos, acima do astral, em ordem ascendente (evolutiva): mental, intuicional, espiritual, monádico, divino. Isto temos pregado desde o início da publicação da revista “Sabedoria”: o mergulho no EU profundo (plano espiritual) o contacto com a Centelha Divina (plano monádico) e a União com Deus (plano divino).

Em outras palavras: a consciência atual que está limitada, na grande maioria, à consciência da matéria (plano físico) se estenderá e passará a vibrar conscientemente no plano astral, depois no mental, e a seguir nos outros, até que atinjamos, o estado de Homem Perfeito, a medida plena da evolução crística” (Ef. 4:13).
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