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sábado, 11 de junho de 2011

O perdão é a percepção de que a acusação é um erro - John Ruskan

Mais uma postagem referente ao livro "Purificação Emocional", de John Ruskan. O livro merece e deve ser lido por você, mas faremos algumas palhinhas por aqui, de partes muito interessantes.

Dessas partes, destaco o que ele fala sobre o PERDÃO. Nessas épocas em que a busca por ascenção espiritual tem sido a meta de muitos, em que muitos buscam espiritualizar-se cada vez mais, retornando ao seu Eu interior, acaba-se por ainda cair - e muito - nas armadilhas do Ego, interpretando de forma equivocada aquilo que os Mestres, Guias vém nos ensinar. O perdão é um desses equívocos. Não o fato e a urgência de se perdoar os outros pelas ofensas que pensamos que cometem contra nós. Conseguir perdoar de verdade alguém que nos magoou é uma grande vitória, visto o quanto é difícil, mas, ainda assim, é apenas mais uma manipulação do nosso Ego e também uma manifestação do nosso orgulho: "Sou tão espiritualizado e superior que sou capaz de perdoar o fulano que me maltratou". Então, prepare-se para uma grande surpresa... os nossos Mestres nos ensinam que devemos perdoar porque é o mais fácil!

No livro Purificação Emocional, John Ruskan aponta o fato de que o mundo externo é a materialização do nosso mundo interno. Que as nossas vivências e as atitudes dos outros perante nós são as projeções de nossas emoções estagnadas, de nossos sentimentos suprimidos e cuidadosamente estocados no nosso inconsciente. Partindo da premissa da pluralidade das existências, os equívocos cometidos por nós em encarnações pretéritas surgem como faltas no presente pedindo retificação, quando nós mesmos, inconscientemente, buscando a reparação dos erros cometidos. Porém, essa reparação também vem de uma forma equivocada. Como diz Joanna de Angelis, o remorso é o arrependimento tardio, gerando a culpa - que, para piorar, é muito cultuada por nossa sociedade ocidental, galgada na cultura judaico-cristã. A culpa é um sentimento auto-destrutivo e não é um sentimento primário, que pode levar tanto à vitimização (quando se acredita que o outro ou mesmo o mundo é o responsável por nossa mazela pessoal), quanto ao espírito de réu que deve ser duramente punido. Ambos resultados da culpa se projetam no mundo. Na "vítima" criando situações em que ela parece mesmo ser vítima das circunstâncias ou dos outros; no "réu" criando-se situações degradantes que sirvam-lhe de punição.

Resumindo: Não é o outro ou o mundo que me agride, me pressiona, me prende. O outro está reagindo a um sentimento meu, suprimido no inconsciente. E fazemos isso mutuamente. Portanto, não há vítimas ou réus, logo não há culpados a serem perdoados.

Então, nesse caso, o auto-perdão é que deve ser exercido, quando não aceitamos os nossos equívocos e nos punimos por isso. Nos auto-perdoar transformará o mundo, pois movimentará aquela energia estagnada que foi criada pelo sentimento suprimido, fazendo com que complete o seu ciclo de vida e se desfaça.

Voltando ao início. Perdoar é ensinado porque é mais fácil. Mais fácil do que olhar para dentro de si mesmo e se assumir, e assumir que somos responsáveis por aquilo que criamos. Somos responsáveis, inclusive, pelos acidentes que sofremos, pelas dificuldades que enfrentamos. Encarar isso e aceitar é, realmente, muito mais difícil do que "simplesmente" perdoar o outro.

@patkovacs.

O perdão é a percepção de que a acusação é um erro.

O perdão é, sem dúvida, uma qualidade desejável, mas muitas vezes compreendemos mal seu significado. Perdão significa finalmente ver que a outra pessoa não foi de fato responsável pelo que pensamos vir dela. Às vezes, tentamos nos forçar a perdoar, achando que estamos sendo espirituais ou amorosos, ou numa simples tentativa de evitar a dor. Continuamos acreditando que o outro é responsável pelo que nos aconteceu, mas o perdoamos por sua conduta.

Tal "perdão" é intelectual, falso e auto-enganador. Perdemos ainda mais contato com a experiência interior. Ele pode até inflar o Ego, pois achamos que fomos bastante generosos para perdoar. O verdadeiro perdão consiste em entender que a acusação original foi falsa, e não em conceder o perdão por um mal que acreditamos erroneamente nos ter sido infligido.
A acusação é particularmente relevante na dinâmica pai-filho, intensamente focalizada pela terapia tradicional. Somos encorajados a perdoar nossos pais, muitas vezes sem entender que deveríamos assumir nosso passado. Esse tipo de terapia pode funcionar a longo prazo, mas a questão é: outra abordagem mais realista funcionaria mais eficazmente? Já discutimos que escolhemos nossos pais e o ambiente inicial para servirem de catalisadores de nossa personalidade. Os eventos da infância ativam o que já está latente no subconsciente da criança, um ponto de vista discutido e apoiado por psicólogos transpessoais atuais.

Muitas vezes, negamo-nos a abandonar a acusação devido a nada mais do que o orgulho. Inconscientemente, entendemos a verdade de que somos responsáveis por nossa experiência. O egoísmo consicente, porém, quer acusar porque está se defendendo. Ele não quer sentir que poderia ser bastante tolo para prejudicar a si mesmo. É da natureza do ego, e de uma pessoa altamente egocêntrica em particular, sempre ter razão, e é pela acusação que o sentimento de superioridade costuma ser cultivado.

A auto-acusação, ou culpa, é uma variação sobre a dinâmica da acusação básica. Ao nos acusarmos, protegemo-nos em nível mais profundo, assim como acusar os outros protegerá o Ego da percepção de sua responsabilidade por sua experiência.

John Ruskan, Purificação Emocional.
Editora Rocco, 2001.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Purificação Emocional - John Ruskan


No livro "Purificação Emocional", de John Ruskan, o autor vem ensinar aquilo que ele levou 20 anos para descobrir, depois de muito trabalho em sua reforma íntima, tema tão em voga hoje, principalmente nos meios espiritualistas.

Segundo Ruskan, os nossos problemas externos se devem, em muito, às emoções suprimidas, não vividas na sua totalidade e jogadas para o fundo do subconsciênte. Por alguns motivos internos, principalmente o medo, tendemos a evitar que um sentimento que surja se faça presente diante de nós. Rejeitando esse sentimento, ele não desaparece. Ele precisa ser sentido na sua totalidade, completar o seu ciclo de vida e só então ele desaparecerá. Não é que se sente raiva e deverá sair chutando as coisas por aí, mas deixar que a raiva passe por você, analisando o que vem por trás dela, compreendendo-a. Será uma sensação desagradável, neste exemplo, mas a energia manifestada por este sentimento não será bloqueada e suprimida no seu cerne.

O livro, no entanto, é complexo para ser esplanado numa simples postagem de blog. Então, fica como uma dica de leitura para aqueles que estão cansados desse nosso teatrinho de vida e querem que as cortinas de abram definitivamente, mostrando como a vida é, de verdade.

Segue um pequeno trecho do livro, explicando cada tipo de sentimento.
Aprenda a reconhecer seus sentimentos:

SENTIMENTOS PUROS são sentimentos não filtrados pelo sistema de crenças pessoais, e poder ser físicos, fisiológicos ou psicológicos. Você pode estar cansado, faminto ou saciado; você poder ter topado com a perda, o ganho, a rejeição ou as boas-vindas. Os sentimentos puros carecem de conteúdo emocional. Eles são meras sensações de experiência objetiva/subjetiva. Se você perceber um sentimento puro, não haverá necessidade de processar; você já estará sincronizado com sua experiência e não experimentará tensão.
 EMOÇÕES resultam de sentimentos puros filtrados por crenças. Por acreditar que não deveria se cansar, você fica deprimido; por acreditar que não deveria ser rejeitado, você fica triste. As emoções, quando se repetem com vigor, indicam uma crença subjacente significativa. Elas poderão ser clarificadas se forem relacionadas ao centro da consciência que as produz. Os tipos de emoções com que nos preocupamos icluem: medo, ansiedade, impulsos sexuais, o vício de alimentos e subtâncias químicas, raiva, compulsões de poder, tristeza, depressão, solidão, possessividade, desamparo, dinâmica de relacionamento e qualquer emoção que você possa identificar em si mesmo. Se você conseguir enxergar como cria as emoções filtrando sentimentos puros por meio de crenças, ficará mais fácil integrar suas emoções. Porém, isso não é normalmente possível, pois a maioria das crenças é inconsciente. Em nosso trabalho não procuramos confrontar intelectualmente e modificar as crenças, pois elas são mantidas por energia suprimida e são difíceis de serem modificadas deliberadamente. Pelo contrário, nós integramos a emoção produzida pela crença. A integração da emoção provoca uma liberação de energia suprimida, e a crença se desfaz naturalmente.
MAU HUMOR são sentimentos vagos de desconforto ou dor que não são tão graves para serem considerados grandes problemas, mas que nos acompanham quase como temas repetitivos. Você pode sentir que não tem bom aspecto, nunca está à vontade, é inseguro quanto a si mesmo, não se solta com os outros, detersta gastar dinheiro, é anormalmente faminto, nervoso, insatisfeito etc. Maus humores aparentemente inócuos representam outros padrões de energia mais básicos. Os maus humores não devem ser desprezados. Geralmente, eles podem ser relacionados aos quatro primeiros centros de energia (chakras) e estarão ligados a problemas suprimidos, como insegurança, desequilíbrio sexual, baixa auto-estima, solidão etc. Trabalhar com maus humores provavelmente contribuirá tanto para a auto-integração como trbalhar com os eventos emocionais intensos de sua vida. A meditação é o melhor momento para trabalhar com maus humores periódicos.

ATITUDES  se baseiam em energia, podendo, portanto, ser processadas. AS atitudes representam nossas defesas, nossas opiniões e, em geral, padrões suprimidos.

IMPULSOS E DESEJOS  relacionam-se à motivação; são a ânsia interior por satisfazer necessidades percebidas. E, ver de agir motivado por eles e correr atrás da ilusão da satisfação, você pode liberar a energia de um impulso ou desejo negativo por meio de seu processamento. Os impulsos costumam ser mais irracionais do que os desejos. Com os desejos, julgamos entender por que precisamos de algo, embora muitos dos nossos desejos sejam compulsivos e jamais possam ser realmente satisfeitos.

COMPULSÕES VICIADORAS são impulsos relacionados a vícios. Somos complelidos a buscar o objeto do vício para evitar outros sentimentos, mas o processamento nos oferece uma alternativa. O trabalho com o sentimento por trás da compulsão pode proporcionar uma liberação sem termos de ceder ao padrão viciador. Trata-se de nossa abordagem básica ao lidar com o vício. Por exemplo, caso experimente ansiedade crônica quando está sozinho, que leva ao impulso de procurar outras pessoas, você poderá decidir que o impulso é compulsivo e um vício. Se você trabalhar com a própria ansiedade, em vez de ser motivado por ela, poderá acabar se libertando do vício.

SENSAÇÕES CORPORAIS  formam uma classe de sentimentos autônomos. Elas poder ser imaginadas como físicas, mas na verdade ocorrem no corpo de energia. Por isso, sensações corporais indicam um estado de energia, e uma sensação recorrente indica bloqueio de energia. Uma sensação forte denomina-se "sintoma". É importante sintonizar-se com o corpo para permitir a percepção de sintomas. As sensações são processáveis e levarão a uma quantidade inesperada de liberação emocional, pois o corpo de energia é a origem das emoções. A percepção corporal é central a certar disciplinas de meditação, cuja prática consiste em se sentar e perceber as sensações corporais. O trabalho com as sensações corporais contribui muito para o desenvolvimento da capacidade de sentir, pois o sentimento ocorre no corpo. À medida que você se tornar mais sensível a si mesmo, descobrirá que emoções e sensações ocorrem em conjunto. TRata-se da intergace corpo-mente já discutida. O início de um padrão é percebido primeiro nas emoções ou no corpo. Seja qual dos dois você esteja percebendo, focalizá-los levará o outro aspecto para a percepção.

Do livro Purificação Emocional.
Autor John Ruskan.
Editora Rocco, 2001.

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