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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

RITUAL DE DESCARREGO E DEFESA PARA O CARNAVAL


RITUAL DE DESCARREGO E DEFESA PARA O CARNAVAL

Defesa para o Carnaval...

Será realizada nesta quinta-feira, dia 27 de fevereiro, às 19:00, na sede do Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz, sempre com muita alegria, fé e forte vibração, o Ritual de Defesa para o Carnaval. Esse ritual é mais um ato de solidariedade, amor e ajuda do Plano espiritual, no sentido de suprir as nossas deficiências vibratórias.

O Carnaval é um evento que, apesar do seu cunho de festividade e lazer, infelizmente, pelas emanações dos encarnados que o aproveitam para transformar a liberdade em libertinagem, pelos excessos de álcool, sexo, violência, etc... Impregnam os ambientes com energias tóxicas e pesadas, atraindo para as ruas, bailes e ambientes carnavalescos entidades perigosas que se afinizam com esses excessos viciosos.

São dias em que os espiritualistas cristãos devem se dedicar mais à prece, às leituras proveitosas e ao descanso. Mas, não há proibição para os irmãos que gostam de ver e se divertirem no carnaval. O que tem que haver é discernimento e consciência cristã, que nos conduzam a estar sem se deixar envolver com os excessos prejudiciais. Daí a necessidade de ética, amor, coragem e apego interior a Jesus e seu Evangelho redentor.

O Sr. Exu Malandrinho sempre nos fala sobre a beleza que pode ser extraída do charco, pois depende de cada um se deixar sujar ou não. Dizia que essa é a mensagem da sua falange: Malandrinho. Mas, Malandro do Espírito, Malando da fé, Malandro de Jesus e a serviço de Jesus. Se os Malandros desonestos e viciados o sabem ser para o que não presta, por que não assumirmos a malandragem evolutiva do espírito, que é estar e passar pela lama dos ambientes dos vícios, das energias pesadas, dos excessos, mas sem se deixar influenciar por eles? Impossível não estarmos em ambientes assim contaminados ou estar em contato visual e proximidade dos irmãos ainda embalados pela ilusão dos prazeres fáceis e viciosos, mas não é impossível nos sentirmos protegidos e defesos contra essas energias enfermiças e maléficas.

Paulo, Apostolo, nos alerta: “Estar no mundo, sem a ele pertencer”.

Estar não é condenável, e é até necessário para nosso crescimento e maturidade, pelas provas a que nos expõe. Se deixar envolver e praticar os atos que esse mundo das ilusões e vícios nos oferecem, é outra coisa. O cristão não se deixa envolver e nem se mistura com as sombras, mas não pode estar fora de ambientes onde ela atua. Como dizem os Exus, “temos que ser luz nas sombras”, e isso será mostrado pelo nosso comportamento, fé e alegria sadia.

Jesus nos diz: “Vós sois a luz no mundo, não se acende uma lanterna para escondê-la debaixo da mesa”

O Ritual de Defesa bem nos mostra isso, com a presença dos amigos Exus e Pomba Giras. Muita alegria, cantos, risos, danças, pois “Exu trabalha brincando e brinca trabalhando”. Mas, tudo em nome da espiritualidade sadia, na alegria da misericórdia de Deus que nos sorri através de Jesus, seu Filho. Os Exus, com sua alegria, suas roupagens, nos ensinam que devemos e podemos nos alegrar, sorrir, cantar, pois quem tem Deus no coração e a consciência limpa é alegre e feliz. Já dizia São Francisco de Sales que “um santo triste é um triste santo”. Mas que essa alegria tem que estar a serviço de nosso crescimento, da fraternidade e da fé. Espiritualidade não é sinônimo de sisudez, pois o espiritualista é alegre e feliz pela confiança e fé na ação misericordiosa de Deus sobre sua vida. E os Exus nos falam disso sempre com suas presenças alegres, mas decididas, defensivas e orientadoras.

As “defesas” que serão vibradas pelos Exus no ritual devem ser usadas, pois eles, como nossos defensores e protetores, condensam energias de proteção defensivas que, por um período, emanam esses fluidos em nossa volta, protegendo-nos da invasão das energias densas e enfermiças dos ambientes em que nos encontrarmos, e sobre as quais falamos acima. Como disse, é a espiritualidade benfazeja vindo ao encontro de nossa, ainda, fragilidade e incapacidade de auto defesa.

Material Necessário para o Núcleo de Defesa

(Este material estará disponível para venda no Templo, com exceção da moeda)

Você deve levar para essa Gira, a fim de que seja feita a firmeza (núcleo de defesa) para o carnaval:

1 pedaço de murim branco 15 cm X 15 cm,

1 semente olho de cabra,

1 pedaço de fita preta fina (20 cm),

1 pedaço de fita vermelha fina (20 cm),

1 figa pequena de arruda
1 figa pequena de guiné

1 moeda corrente

Desejamos a todos os irmãos médiuns, frequentadores e amigos do Cruzeiro da Luz um bom Carnaval, mas de paz e alegria do Cristo que habita em nós.

Aos que ficarem em suas casas descansando, boas leituras e bom descanso. Aos que forem participar das festividades, alegre participação, sem esquecer, contudo, que é preciso, para nossa paz e alegria, estar no meio sem se deixar contaminar por ele naquilo que foge à vivência cristã sadia.

A palavra chave e lema para esses dias, e todos os dias de nossa vida, é e será sempre a palavra amorosa de Jesus a nos alertar:

“Orai e Vigiai”.

TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ
CABANA DO CABOCLO ROMPE MATO
Rua Eduardo Ferreira França, 812 – Vl. Moraes/Saúde
São Paulo – SP
Telefone: (11) 98555-8980
WWW.cabanarompemato.nethttps://www.facebook.com/cabanarompemato

quinta-feira, 12 de maio de 2011

RITUAL E MAGIA


O Ritual é o conjunto de símbolos realizados por meio dos elementos, das palavras e dos gestos, que têm caráter energético e devem promover uma ação interna de religiosidade e crescimento espiritual nos seus participantes.

A Magia se constitui na manipulação das energias salutares, dos fluidos que estão contidos nas forças sutis, e que se manifestam no plano físico concreto por meio dos elementos, que Deus nos proporciona através da natureza que, não podemos esquecer, são regidas pelos Sagrados Orixás, em função de um bem religioso que purifica, energiza, destrói elementos negativos e cura.

Essa Magia só deve ser manipulada em prol do bem e do crescimento espiritual das criaturas. O uso dessas energias, na magia, para proporcionar desassossego ou qualquer tipo de mal é um uso abusivo, afinizado com as sombras, que desvia sua verdadeira função. Voltamos a lembrar que essas energias naturais são regidas e conduzidas pelos Sagrados Orixás e, portanto, o uso indevido das mesmas, apesar de permitido face a lei do livre arbítrio dos seres, terão mais cedo ou mais tarde suas conseqüências funestas sobre aqueles que assim ousam deturpar suas verdadeiras funções divinas, tendo em vista a realização da Lei Causa e Efeito, da Lei do Retorno, pois serão grandes dívidas contraídas em face da Lei Sagrada de Deus.

Na Umbanda essa Magia, chamada por alguns de Magia Branca, ocorre por meio dos Rituais e ação dos Guias e Mentores Espirituais. Lembremos que a própria natureza, por si só, é uma realização magística constante, desde o abrir de uma flor, a um coração que bate no peito de um ser vivente. É sempre a conjunção de energias manipuladas pela própria natureza com uma finalidade determinada, o que proporciona a todos nós o grande espetáculo da Criação, Manutenção e Transformação de todas as coisas.

Nós próprios, com nossa mente, manipulamos constantemente as energias, tanto para o bem como para o mal de nós próprios. O estado de paz, de alegria, de saúde e bem-estar, está diretamente associado a essa manipulação mental, atraindo sobre nós energias sutis, puras e claras ou energias densas, pesadas e enfermiças, sempre de acordo com meu estado mental, seja de fé, esperança, auto-estima e caridade ou de desesperança, tristeza, depressão, maldade, etc...

A Magia, manipulação de energias por meio dos rituais, é uma forma oferecida pela Misericórdia Divina para suprir a nossa ainda incapacidade de manipulação energética mental para o nosso bem e do nosso próximo. Isso, tendo em vista o nosso estágio ainda imperfeito e ignorante da etapa evolutiva em que nos encontramos. Quando crescermos, nos espiritualizarmos o suficiente, poderemos realizar em nosso benefício e de nossos irmãos aquilo que hoje os Orixás, Mentores Maiores, Guias e a própria sabedoria ritualística, seja na Umbanda, ou em outros segmentos religiosos, o fazem em nosso socorro. O que se chama de milagre nada mais é do que essa manipulação magística realizada e concretizada num fato benéfico de ajuda e cura às criaturas. Jesus assim o fez na Sua Alta Sabedoria e Poder sobre os elementos energéticos naturais.

Na Umbanda tudo é magia, é manipulação energética religiosa em função do Bem e do crescimento espiritual de todos aqueles que dela participam. Desde o momento em que se entra num Templo Umbandista com suas saudações ritualísticas, bênçãos, etc, até as Giras como tal, são realizações dessa Magia Sagrada, sem falar na manipulação energética dos chamados “trabalhos”, como Oferendas, Iniciações, Tratamentos, Mandalas Energéticas, etc...

No Cruzeiro da Luz vemos essa manipulação energética se concretizar por meio de três movimentos essenciais que chamamos de Movimento TÂNTRICO, MÂNTRICO e YÂNTRICO.

Consideramos o Movimento TÂNTRICO aquele que é operado pela mente religiosa. É o que denominamos mentalização ou concentração. Ocorre quando a mente age pela vontade, direcionando o pensamento para a ação a ser realizada. No nosso caso, a ação religiosa. É o movimento interno. A prece, o sentimento de religiosidade, de respeito, de sacralidade, de amor e de fé, são movimentos Tântricos. O Congá, em um Templo Umbandista, deve ser o estimulador desse movimento Tântrico. Olhar o Congá deve nos estimular à prece, religiosidade, fé, interiorização.

Sem esse movimento Tântrico, impossível a realização da Magia, pois a mente, religiosamente ou não, é quem vai dar o comando para a manipulação energética. Na Umbanda, sem ela todo o ritual não passará de teatralidade, fantasia e gestos e atitudes sem repercussão no etérico/astral. A prece interiorizada, mentalizada é a melhor forma magística Tântrica. Por isso, cantar pontos numa Gira sem mentalizá-los, sem beber mentalmente suas mensagens, é pura “modinha” de salão. Dançar numa Gira ou bater palmas, sem interiorização desses atos, sem beber os seus significados simbólicos, seria pura atração popular, mas carecendo de realização magística religiosa. É claro que os Obreiros Espirituais buscam suprir a nossa ignorância e incapacidade de esgotar a atuação desse movimento nos nossos Rituais, o que não deve ser visto como se estivéssemos liberados do esforço para essa realização mental/espiritual/religiosa. Neste caso, eles se cansam e nos deixam ao nosso livre arbítrio, e vamos encontrar Giras que são verdadeiros pandemônios teatrais, senão cômicos e vazios de espiritualidade e religiosidade, que não conduzem ao Bem, à Harmonia, à Paz e à verdadeira Alegria.

O Movimento MÂNTRICO se realiza a partir do som. O som reverbera no ambiente físico, penetra no campo energético etérico/astral e retorna como um manancial magístico de Equilíbrio, de realizações e de amor.

Cantar pontos numa Gira não significa uma apresentação de belas vozes ou gritaria que acaba por mexer com o campo anímico dos participantes. Os pontos cantados na Umbanda têm a função de oferecer condições propícias para a realização da magia religiosa, pois canalizam as energias vibratórias invocadas e, em conjunto com o Movimento Tântrico, realizam a finalidade da ação religiosa do culto ali prestado.

O Movimento Mântrico ocorre por meio do Canto, da Prece falada, etc... Os Guias de Umbanda têm sua ação mântrica realizada por meio dos seus brados, sons por eles emitidos, que têm esse condão de penetrar no campo étero/astral e trazer para a manipulação por eles realizada, com o magnetismo do médium que os incorpora, energias de trabalho e cura.

O Atabaque, na Umbanda, é um símbolo desse movimento Mântrico, pois tem a função específica e só, de energizar o ambiente e oferecer melhores condições de o médium assumir suas posturas religiosas mântricas no terreiro. Quando o Atabaque se torna um instrumento de percussão barulhento, desassossegador, ele perde a sua função religiosa para ser apenas um tambor de festa.

O Movimento YÂNTRICO é o movimento do movimento propriamente dito. É a ação externa que deve ser produto da interioridade. Tudo aquilo que é usado na magia como fator de exterioridade, de onde serão retirados os elementos energéticos internos, ou seja, seu conteúdo étero/astral, é Yântrico. Desde a dança, ou pelo menos o movimento do corpo dos médiuns numa Gira, até as oferendas com suas frutas, flores, etc, obedecem a esse movimento Yântrico.

Os médiuns, em uma Gira, devem se movimentar sim, ou até dançarem, exprimindo o simbolismo da vibratória que se louva ou se invoca, desde que isto seja uma ação comandada pelo Movimento Tântrico e Yântrico bem sucedido. Nas posturas e danças ritualísticas religiosas dos médiuns estará acontecendo um desprendimento de suas energias magnéticas, que serão manipuladas, junto com as energias espirituais, para a limpeza do ambiente e para o uso dos Guias e Mentores em seus trabalhos de aconselhamento, limpeza e cura.

Podemos ainda acrescentar que a dança, assim como o canto, deve ser para o médium umbandista meios de expressão de sua fé, de seu amor e de seu devotamento ao culto sagrado em seus Templos religiosos. Pela dança, como pelo canto, eles louvam, eles agradecem, eles invocam a espiritualidade, em nome de Jesus, para o crescimento espiritual e ajuda na caminhada evolutiva sua e de seus irmãos.

A Umbanda, como vemos, é uma religião rica em seus rituais magísticos, quando compreendidos e realizados dentro do espírito do sagrado e da busca constante da melhoria mental, emocional e física, para um caminhar com Jesus, com os Sagrados Orixás e com seus Guias, em demanda do mais Alto, do aperfeiçoamento de seus espíritos, nesse encontro com Deus, que é o fim último de todos nós e a razão de ser da existência das Religiões.

“Senhor, nós viemos de Ti e nossos corações só encontrarão descanso quando retornarmos a Ti” - Sto Agostinho.
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