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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

RITUAL DE DESCARREGO E DEFESA PARA O CARNAVAL


RITUAL DE DESCARREGO E DEFESA PARA O CARNAVAL

Defesa para o Carnaval...

Será realizada nesta quinta-feira, dia 27 de fevereiro, às 19:00, na sede do Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz, sempre com muita alegria, fé e forte vibração, o Ritual de Defesa para o Carnaval. Esse ritual é mais um ato de solidariedade, amor e ajuda do Plano espiritual, no sentido de suprir as nossas deficiências vibratórias.

O Carnaval é um evento que, apesar do seu cunho de festividade e lazer, infelizmente, pelas emanações dos encarnados que o aproveitam para transformar a liberdade em libertinagem, pelos excessos de álcool, sexo, violência, etc... Impregnam os ambientes com energias tóxicas e pesadas, atraindo para as ruas, bailes e ambientes carnavalescos entidades perigosas que se afinizam com esses excessos viciosos.

São dias em que os espiritualistas cristãos devem se dedicar mais à prece, às leituras proveitosas e ao descanso. Mas, não há proibição para os irmãos que gostam de ver e se divertirem no carnaval. O que tem que haver é discernimento e consciência cristã, que nos conduzam a estar sem se deixar envolver com os excessos prejudiciais. Daí a necessidade de ética, amor, coragem e apego interior a Jesus e seu Evangelho redentor.

O Sr. Exu Malandrinho sempre nos fala sobre a beleza que pode ser extraída do charco, pois depende de cada um se deixar sujar ou não. Dizia que essa é a mensagem da sua falange: Malandrinho. Mas, Malandro do Espírito, Malando da fé, Malandro de Jesus e a serviço de Jesus. Se os Malandros desonestos e viciados o sabem ser para o que não presta, por que não assumirmos a malandragem evolutiva do espírito, que é estar e passar pela lama dos ambientes dos vícios, das energias pesadas, dos excessos, mas sem se deixar influenciar por eles? Impossível não estarmos em ambientes assim contaminados ou estar em contato visual e proximidade dos irmãos ainda embalados pela ilusão dos prazeres fáceis e viciosos, mas não é impossível nos sentirmos protegidos e defesos contra essas energias enfermiças e maléficas.

Paulo, Apostolo, nos alerta: “Estar no mundo, sem a ele pertencer”.

Estar não é condenável, e é até necessário para nosso crescimento e maturidade, pelas provas a que nos expõe. Se deixar envolver e praticar os atos que esse mundo das ilusões e vícios nos oferecem, é outra coisa. O cristão não se deixa envolver e nem se mistura com as sombras, mas não pode estar fora de ambientes onde ela atua. Como dizem os Exus, “temos que ser luz nas sombras”, e isso será mostrado pelo nosso comportamento, fé e alegria sadia.

Jesus nos diz: “Vós sois a luz no mundo, não se acende uma lanterna para escondê-la debaixo da mesa”

O Ritual de Defesa bem nos mostra isso, com a presença dos amigos Exus e Pomba Giras. Muita alegria, cantos, risos, danças, pois “Exu trabalha brincando e brinca trabalhando”. Mas, tudo em nome da espiritualidade sadia, na alegria da misericórdia de Deus que nos sorri através de Jesus, seu Filho. Os Exus, com sua alegria, suas roupagens, nos ensinam que devemos e podemos nos alegrar, sorrir, cantar, pois quem tem Deus no coração e a consciência limpa é alegre e feliz. Já dizia São Francisco de Sales que “um santo triste é um triste santo”. Mas que essa alegria tem que estar a serviço de nosso crescimento, da fraternidade e da fé. Espiritualidade não é sinônimo de sisudez, pois o espiritualista é alegre e feliz pela confiança e fé na ação misericordiosa de Deus sobre sua vida. E os Exus nos falam disso sempre com suas presenças alegres, mas decididas, defensivas e orientadoras.

As “defesas” que serão vibradas pelos Exus no ritual devem ser usadas, pois eles, como nossos defensores e protetores, condensam energias de proteção defensivas que, por um período, emanam esses fluidos em nossa volta, protegendo-nos da invasão das energias densas e enfermiças dos ambientes em que nos encontrarmos, e sobre as quais falamos acima. Como disse, é a espiritualidade benfazeja vindo ao encontro de nossa, ainda, fragilidade e incapacidade de auto defesa.

Material Necessário para o Núcleo de Defesa

(Este material estará disponível para venda no Templo, com exceção da moeda)

Você deve levar para essa Gira, a fim de que seja feita a firmeza (núcleo de defesa) para o carnaval:

1 pedaço de murim branco 15 cm X 15 cm,

1 semente olho de cabra,

1 pedaço de fita preta fina (20 cm),

1 pedaço de fita vermelha fina (20 cm),

1 figa pequena de arruda
1 figa pequena de guiné

1 moeda corrente

Desejamos a todos os irmãos médiuns, frequentadores e amigos do Cruzeiro da Luz um bom Carnaval, mas de paz e alegria do Cristo que habita em nós.

Aos que ficarem em suas casas descansando, boas leituras e bom descanso. Aos que forem participar das festividades, alegre participação, sem esquecer, contudo, que é preciso, para nossa paz e alegria, estar no meio sem se deixar contaminar por ele naquilo que foge à vivência cristã sadia.

A palavra chave e lema para esses dias, e todos os dias de nossa vida, é e será sempre a palavra amorosa de Jesus a nos alertar:

“Orai e Vigiai”.

TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ
CABANA DO CABOCLO ROMPE MATO
Rua Eduardo Ferreira França, 812 – Vl. Moraes/Saúde
São Paulo – SP
Telefone: (11) 98555-8980
WWW.cabanarompemato.nethttps://www.facebook.com/cabanarompemato

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Quem é Exu na Quimbanda?

Em sua origem africana, Exu é o interlocutor entre os homens e os deuses, conhecedor da linguagem dos dois mundos, vai ao sagrado levar o chamado dos seus filhos que se encontram no mundo profano. Se os homens necessitam do auxílio dos Orixás, Exu é este mensageiro encarregado da comunicação entre a África sagrada e o Brasil profano.

Os espíritos cultuados na Quimbanda são ancestrais que tiveram ligação com o culto, em sua maioria pertencente a grupos familiares do século XIX e início do século XX, tendo, muitas vezes, travado relações de sangue com as culturas nativas como os brancos europeus que se relacionavam com negras ou índias. Estes passaram a ser chamados de Exu - um equívoco linguístico certamente, visto que Exu é a divindade Nagô. E foi por causa do seu arquétipo que acabou sendo relacionado às nossas entidades, “emprestado”, por assim dizer, o seu nome, pela característica de ser irreverente e debochado, que desafiava a ordem e os dogmas da igreja. A verdadeira denominação que deveríamos utilizar para os espíritos cultuados seria "Kimbandas", pois assim eram conhecidos os chefes-feiticeiros das tribos tanto na África Bantu quanto no Brasil escravocrata. Estes se fizeram notar pelos trabalhos de magia, transes e pela capacidade de curar através de elementos naturais, que em suas mão adquiriam caráter magístico.

A ancestralidade é a chave para compreendermos o universo religioso e popular que se desenvolveu no Brasil, e é preciso voltar ao passado e compreender a miscigenação das raças e culturas que formaram nossa sociedade. Observando por esse ângulo fica mais fácil perceber que as nossas entidades não estão necessariamente vinculadas à mecanismos de evolução kármica, mas sim a algo bem mais óbvio – a relação ancestral.

A Quimbanda tem bases diferentes do espiritismo umbandista ou kardecista; na teologia quimbandeira não existe a evolução dos espíritos no sentido de passagens de graus ou de dimensões e os exus são tidos como ancestrais não apenas por terem vivido antes de nós, mas por serem, realmente, ligados ou à ascendência do médium ou à ascendência do culto/casa em que o mesmo é iniciado.

Trechos do texto extraídos e/ou adaptados de:

quarta-feira, 19 de junho de 2013

ESCLARECER

Naquela noite, era Sessão de consulta com Exus e Pomba Giras. O terreiro estava lotado, pois os Guardiões como acreditam por aí, “fazem” e “acontecem”... Na verdade, eles são confundidos com os kiumbas, ou seja, espíritos enganadores, mistificadores e zombeteiros que se aproveitam das pessoas que não buscam uma moral elevada. São Entidades tão carentes de esclarecimentos, quanto as pessoas que procuram um terreiro de Umbanda em busca da resolução dos seus problemas, e que esperam sair dali com um “trabalho”, “despacho” ou “amarração” recomendado por algum Guia.

Alguns indivíduos, até estavam ali querendo compreender melhor a Umbanda, pois sabiam da existência de uma palestra antes da gira. Outros, porque ouviram dizer que quem comandava aquele terreiro era uma mulher e que, além disso, era jovem... Queriam mesmo é futricar!

Até que chegou a vez daquele homem ser atendido, justamente pela Pomba Gira que trabalhava com a Dirigente daquele terreiro de Umbanda. Ele tinha uma dúvida sobre a escolha profissional e queria que a Entidade fizesse a escolha para ele. Além disso, não era simplesmente uma dúvida. Trazia muita arrogância em seu interior, o que refletia no chakra do plexo solar. Autoritário, achava que o dinheiro compra tudo, inclusive a caridade!

Quando se aproximou da Entidade que estava incorporada, sentiu um enjôo... A força da gargalhada da moça, fez com que a médium liberasse ectoplasma, o qual foi projetado sabiamente pela Pomba Gira, para a região do abdômen daquele homem, removendo o líquido escuro e viscoso que estava sendo produzido por ele mesmo. Passou a mão pelo local, sem perceber o trabalho que estava sendo realizado pelos Espíritos no astral. Sentiu apenas uma ardência e logo, um alívio, pois aquilo já estava afetando o funcionamento do seu fígado. A Entidade mostrou a médium que a substância era conseqüência do seu modo de pensar e agir, e que, provavelmente, iria se transformar em uma doença, caso ele não mudasse a sua conduta moral. Interrompendo a limpeza que estava sendo realizada em sua aura, ele foi logo dizendo:

- “Você que entende dessas coisas, faz aí um “trabalho” e me diz qual é o ‘caminho’ que eu tenho que escolher. Diz quanto é que é que eu pago; ou o que é preciso trazer que eu trago”...

- “Iah, há, há, há... Quanto é que é? É o tanto de tempo que você precisa gastar para pensar. O que é preciso trazer? A sua reflexão. Eu até posso ajudar o moço a fazer isso. Mas não da maneira que o moço imagina, pois o que o moço está me pedindo é magia negra e magia negra eu não faço, apenas desfaço de acordo com o merecimento de cada filho de Deus. Digo que qualquer uma das escolhas que o moço fizer terá consequências que só você mesmo moço poderá analisar. O que cabe a mim é esclarecer”!

-“Mas eu não vim até aqui, num terreiro de Umbanda, para ouvir isso! Além de você ser uma Pomba Gira, a médium é jovem e eu estou aqui há muito tempo esperando para ser atendido porque a sessão é muito longa”...

- “Longa é a língua de quem perde tempo falando o que não sabe, iah, há, há, há... Como dizia o Preto Velho Pai Jeremias, quanto mais os filhos falam, mais eles se enrolam na própria língua! “Iah, há, há, há... Ganhe tempo fazendo a caridade”!

O homem agradeceu, saindo envergonhado, mas entendeu o recado. Não escutou o que queria, mas escutou o que merecia. Na semana seguinte, lá estava ele, satisfeito pela sua própria escolha, tornando-se um colaborador da obra social daquele terreiro de Umbanda! 
 
Laroiê Exu!

Maria Padilha das Almas

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Exu Na Umbanda


Mais uma vez gostaríamos de ressaltar que não é nosso objetivo aqui passar "fórmulas mágicas" do tipo: "Sua vida vai mal? Faça um "agrado" pra seu Exu (ou Pomba Gira)".

Não meu amigo (a)... não é esta a nossa proposta. Muito pelo contrário... a nossa proposta é justamente ajudar a desmistificar tudo isto. É entrar na luta, junto com outros irmãos umbandistas sérios, independentemente da ritualística praticada, e mostrar que Umbanda de Verdade nada tem a ver com "trabalhinhos" que no final das contas só "agradam" a obsessores (kiumbas)... que podem até dar a você a falsa impressão de "melhora", mas estão apenas preparando o terreno para sugar suas energias mais tarde, cobrando cada vez mais e mais... pois são insaciáveis no seu desejo de fazer o mal. ISTO NÃO É NEM NUNCA FOI UMBANDA!

Lamento desapontá-lo(a) mas você não verá isso acontecendo em nenhum VERDADEIRO TERREIRO DE UMBANDA!
 
Não existe isso de que Exu tanto faz o mal como o bem e que depende de quem pede. Isso simplesmente não tem lógica alguma. Se não concorda me responda o seguinte: Como Orixá iria "colocar" Exu como Guardião se ele não fosse confiável? Se ele se "vendesse" por um despacho, por cachaça, bichos, velas e outros absurdos que vemos nas encruzilhadas?

Além do mais Exu não é idiota. Se até uma criança sabe o que é "certo" e o que é "errado" Exu não vai saber?

Exu e Pomba Gira são espíritos em busca de evolução e compromissados com a espiritualidade superior. Agora, o que tem de obsessor que se faz passar por Exu e Pomba Gira não está no gibi! E a culpa é de quem? Dos médiuns invigilantes e trapaceiros! Que usam a sua mediunidade a serviço do astral inferior!

Francamente!! São absurdos como esses que fizeram com que a Umbanda e os Exus e Pomba Giras fossem tão execrados por outras religiões!

Para começo de conversa, na Umbanda não há matança de animal e nem trabalho de amarração. Não fazemos trabalhos para trazer a pessoa em "X" dias de volta. Fuja correndo de quem cobra por consultas ou trabalhos. Na Umbanda não existe nenhum tipo de cobrança.

Não existe barganha na espiritualidade superior! Existe na inferior. Se você estiver disposto(a) a pagar o preço, que pague. Mas não diga que foi na Umbanda que você fez esse tipo de coisa. Mesmo que o dono do lugar se diga de Umbanda e se apresente como Pai no Santo.

Lembre-se sempre: a Umbanda é Caridade!
 
TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ - CABANA DO CABOCLO ROMPE MATO

terça-feira, 11 de junho de 2013

Exu


Exu é entidade de luz com profundo conhecimento das leis magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior. Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, com chifrinhos e rabos... Exu não é o Diabo.

São os guardiões, são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no ambiente.

São trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina.

Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois vocês não ignoram que lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa, a atividade dos guardiões. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas. São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da disciplina por várias e várias encarnações.

Muitos do próprio culto confundem os Exus com outra classe de espíritos, que se manifestam à revelia em terreiros descompromissados com o bem.

Na Umbanda a caridade é lei maior, e esses espíritos, com aspectos mais bizarros, que se manifestam em médiuns são, na verdade, outra classe de entidades, espíritos marginalizados por seu comportamento ante a vida, verdadeiros bandos de obsessores, de vadios, que vagam sem rumo nos sub-planos astrais e que são, muitas vezes, utilizados por outras inteligências, servindo a propósitos menos dignos. Além disso, encontram médiuns irresponsáveis que se sintonizam com seus propósitos inconfessáveis e passam a sugar as energias desses médiuns e de seus consulentes, exigindo “trabalhos”, matanças de animais e outras formas de satisfazerem sua sede de energia vital. São conhecidos como os quiumbas, nos pântanos do astral. São maltas de espíritos delinqüentes, à semelhança daqueles homens que atualmente são considerados na Terra como irrecuperáveis socialmente, merecendo que as hierarquias superiores tomem a decisão de expurgá-los do ambiente terrestre, quando da transformação que aguardamos neste milênio. Os médiuns que se sintonizam com essa classe de espíritos desconhecem a sua verdadeira situação.

Depois, existe igualmente um misticismo exagerado em muitos terreiros que se dizem umbandistas e se especializam em maldades de todas as espécies, vinganças e pequenos “trabalhos”, que realizam em conluio com os quiumbas e que lhes comprometem as atividades e a tarefa mediúnica. São, na verdade, terreiros de Quimbanda, e não de Umbanda. Usam o nome da Umbanda como outros médiuns utilizam-se do nome de espíritas, sem o serem.

Os espíritos que chamamos de Exus são, na verdade, os guardiões, os atalaias do Plano Astral, que são confundidos com aqueles dos quais falei. São bondosos, disciplinados e confiáveis. Utilizam o rigor a que estão acostumados para impor respeito, mas são trabalhadores do Bem.

São eles os verdadeiros Exus da Umbanda, conhecidos como guardiões, nos sub-planos astrais ou umbral. Verdadeiros defensores da ordem, da disciplina, formam a polícia do mundo astral, os responsáveis pela manutenção da segurança, evitando que outros espíritos descompromissados com o bem instalem a desordem, o caos, o mal. Tem experiência nessa área e se colocam a serviço do bem, mas são incompreendidos em sua missão e confundidos com demônios e com os quiumbas, os marginais do mundo astral.

Não exigem nem aceitam "trabalhos", despachos ou outras coisas ridículas das quais médiuns irresponsáveis, dirigentes e pais de santo ignorantes se utilizam para obter o dinheiro de muitos incautos que lhes cruzam os caminhos. Isso é trabalho de Quimbanda, de magia negra.

Nada tem a ver com a Umbanda!

Trecho retirado do livro TAMBORES DE ANGOLAPsicografia do Médium Robson Pinheiro - Ed. Casa dos Espíritos

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Curso: MAGIA DIVINA DO ORIXÁ EXU, com Rubens Saraceni

Colégio de Umbanda Sagrada "PAI BENEDITO DE ARUANDA" ESCOLA DE MAGIA DIVINA Tem a honra de convidá-lo para a Palestra sobre o próximo grupo de estudo da "MAGIA DIVINA DO ORIXÁ EXU" Esta MAGIA DIVINA, quando do seu lançamento por PAI RUBENS SARACENI em 2007, em seu primeiro grupo reuniu cerca de 2.500 (duas mil e quinhentas) pessoas que a estudaram durante seis meses e nela se iniciaram usando-a desde então com intensidade em benefício próprio e no dos seus semelhantes, porque ela é poderosa e realizadora, mostrando-se única no gênero e, ao mesmo tempo, surpreendente e renovadora do Sagrado Orixá Exu, seu doador para nós que acreditamos em sua divindade, seu poder e no seu mistério, colocados a nossa disposição em benefício pelo nosso Divino Criador Olodum.
 
PROGRAMA DE ESTUDO DA MAGIA DIVINA DO ORIXÁ EXU
1º - Iniciação no mistério das Sete Oferendas
Sagradas.
2º - Iniciação no mistério dos Sete Movimentos
Sagrados:
Mistério das sete mãos
Mistério dos setes pés
Mistério dos sete assopros
Mistério dos sete magnetismos
Mistério dos sete campos
Mistério dos sete caminhos
Mistério das sete passagens
3º - Iniciação no mistério dos Sete Sentidos
Sagrados:
Mistério da fé
Mistério do amor
Mistério do conhecimento
Mistério da justiça divina
Mistério da lei
Mistério da evolução
Mistério da geração
4º - Iniciação no mistério dos Sete Elementos
Sagrados:
Mistério dos cristais
Mistério dos minerais
Mistério dos vegetais
Mistério do fogo
Mistério do ar
Mistério da terra
Mistério da água

AULAS TEÓRICAS E PRÁTICAS.
21 iniciações que abrem o mistério Exu para os iniciados e dota-os com um poder realizador
abrangente, surpreendente e inovador, renovando os conceitos sobre Orixá Exu, tornando-o tão
compreensível, respeitado e amado como todos os outros sagrados orixás.
Iniciação no mistério das sete oferendas sagradas, mistério esse que dá aos iniciados na
magia divina de Exu o poder de ativar e trabalhar magisticamente com os 21 guardiões planetários
do mistério Exu e com todos os senhores Exus Guardiões Planetários dos mistérios divinos dos
outros Orixás sem que tenham que recorrer ao uso de elementos existentes no plano matéria.
Informações sobre o curso:
Dia: Domingo à tarde.
HORÁRIO: 17h00 às 19h00
DURAÇÃO: 6 meses.
CUSTO: R$ 40,00 mensais.
INSCRIÇÕES: 23 de Outubro de 2011.
LOCAL: Colégio de Umbanda Pai Benedito de Aruanda
ENDEREÇO: Rua Serra da Bocaina, 427 - Bairro do Belenzinho - Zona Leste - São Paulo - SP.
RESERVAS POR: E-MAIL: contato@colegiodeumbanda.com.br ou FONE: (11) 4221.4288

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Aprenda a distinguir um templo de Umbanda



Comentário do Pai de Santo:

Você que hoje nos visita, leia atentamente as linhas seguintes. Esse procedimento visa orientá-lo em relação à religião que praticamos e procura também de certa forma, pedir sua compreensão no sentido de nos ajudar a separar o joio do trigo. 

Infelizmente, alguns individuos mascaram-se de Umbandistas, na intenção de explorar pessoas desavisadas ou desesperadas. 

Se no futuro você conhecer alguém que visita ou freqüenta locais como os que descrevemos a seguir, alerte-as sobre o perigo que correm de serem iludidas, de se tornarem vítimas de espertalhões ou gente de má índole, cujo único objetivo é explorar financeira e materialmente essas pessoas. 

Se voce visitante divergir das informações que transmito a seguir ou desejar maiores informações sobre o assunto, por favor, entre em contato.

O verdadeiro umbandista tem deveres com sua religião, uma delas é desmarcarar médiuns desonestos e isso é possivel através da má conduta do mau médium, eis os sinais:

MAUS SINAIS - (Em locais intitulados de "Umbanda" em suas portas).

1 - Procure sentir o ambiente e a proximidade das pessoas que trabalham nesse templo. Se você se sentir mal, perceber antipatias, sentir opressão ou mal estar, vá embora! É o seu Anjo da Guarda tentando desesperadamente lhe avisar que esse local não é aconselhável.

2 - Se nesse local cobram consultas, trabalhos, descarregos, etc., ainda que na forma de presentes ou sob o pretexto de doações espontâneas para Jesus, saia imediatamente do local. Vá embora! Os Guias da Umbanda nada cobram para trabalhar e ajudar as pessoas. Os espíritos de luz afastam-se dos templos que usam o nome de Deus, de Jesus ou dos bons espíritos como escada por onde seus dirigentes possam subir materialmente. Portanto, nunca esqueça: se lhe pedirem dinheiro, seja para o que for, não dê, porque na realidade eles não querem ajudá-lo. São exploradores da fé alheia, gente de mal caráter que tem apenas um objetivo: extorquir o dinheiro daqueles que os procuram. (Qualquer templo de Umbanda como qualquer igreja necessita de ajuda financeira, afinal igreja não é comércio para se auto manter financeiramente. No entanto, essa ajuda financeira deve partir da associação dos médiuns de uma casa e essas contribuições são minimas. Qualquer local que cobre pelo atendimento indica claramente que alguém está se beneficiando do dinheiro arrecadado, raciocine!) 
Mas por que será que existem locais que cobram?
Existem locais que cobram porque existem pessoas dispostas a pagar para fazerem tudo de mal em relação ao próximo. Como a Umbanda (praticada por gente séria) não faz conchavos com vagabundos, passam eles a procurar por aqueles que  atendam a seus pedidos de baixa moralidade e nessa situação, passam a ser vitimas dos quimbandeiros e outros tipos de exploradores que se intitulam umbandistas, MAS NA REALIDADE NÃO SÃO! 

 
3 - Se nesse local lhe disserem: nossos trabalhos são caros, mas são garantidos, vá embora! É mentira e eles só querem o seu dinheiro.

4 - Se o dirigente do templo (Pai de Santo, Babalaô ou Babalorixá como é chamado, ele ou ela) bebe, cheira mal, cheira a pinga azeda, fala palavrões dentro do templo, comparece aos trabalhos com roupas sujas ou tem péssimo conceito ou fama, saia imediatamente do local. Porque é ele (ou ela) quem precisa de ajuda espiritual, pois trata-se de pessoa altamente perturbada e perseguida por espíritos malignos.

5 - Se o ambiente estiver sujo ou se você sentir cheiro de carniça na porta de entrada do templo, ou ainda se você perceber que fazem matanças de animais, retire-se imediatamente do local! Nesse local não é praticada Umbanda e sim, Quimbanda (Magia Negra). Usam o nome da Umbanda, dos nossos Guias e protetores e mascaram-se de umbandistas para atrair pessoas desavisadas, incautas, ou desesperadas para, em seguida, explorá-las.

6 - Existem templos de Umbanda que usam velas pretas ou vermelhas e pretas (metade de cada cor) dentro do local conhecido como tronqueira (fica fora do templo) e é destinado aos exús, por serem essas as cores dos exús que guardam as portas dos templos de Umbanda. Porém, se tais velas forem acesas dentro do templo ou no altar, saia imediatamente do local. O uso de velas pretas ou vermelhas e pretas em rituais de Umbanda não existe. Se esse procedimento é adotado é prova que esse templo não é de Umbanda.

7 - Se nesse local lhe pedirem para sacrificar aves ou qualquer animal, em troca de alguma coisa que você esteja precisando, vá embora imediatamente do local. Lá não é praticada Umbanda. Se você entregar o animal para um sacrifício, você estará alimentando um espírito imundo e maligno, que tem interesse apenas no sangue derramado no sacrifício - são conhecidos como "vampiros", muito comuns nos trabalhos de Quimbanda. Aquele que cede a sacrifícios de animais atrai problemas, mazelas e perseguições desse espírito maligno. Tudo o que ele puder lhe conceder hoje com uma das mãos, ele lhe tomará amanhã com as duas mãos com o objetivo de forçá-lo a procurar por ele novamente, para que ele possa novamente explorá-lo. Nunca sacrifique um animal e não permita que o façam. Os guias da Umbanda possuem as forças necessárias para resolver os problemas de todos que os procuram e jamais irão utilizar esse meio bestial e diabólico para ajudar as pessoas.

Nos animais vivem espíritos embrionários. São nossos irmãos menores. É criminoso sacrificá-los com objetivo ritualístico. Proteja-os sempre.

8 - Se no ambiente você perceber fofocas, críticas destrutivas ou ciumeiras entre os médiuns, vá embora! Se na corrente de médiuns não existir harmonia, eles não conseguirão transmitir coisas boas ou harmonia.

9 - Se o dirigente do templo, ou entre os médiuns (eles ou elas) você perceber que são metidos a conquistas amorosas, retire-se imediatamente! Nesse local reinam espíritos conhecidos como vampiros, os quais vampirizam sexualmente suas vítimas.

10 - Tenha muita cautela se o templo atender seus freqüentadores com espíritos conhecidos como Exús ou Pomba Gira. O elemento Exú não pertence ao desenvolvimento dos rituais de Umbanda, rituais conhecidos como trabalhos, a função deles no desenvolvimento dos trabalhos é outra. 

O elemento Exú comparece aos rituais de Umbanda apenas na função de auxiliar na guarda das portas dos templos de Umbanda, aliado às falanges de Ogum (O responsável pela manutenção da lei e da ordem no mundo astral), ou ainda, é utilizado em descarregos pesados de pessoas e ambientes. Isso, porém, só ocorre a portas fechadas, com autorização dos Guias de luz e sem atendimento ao público. 


Quando espiritos entitulados Exús ou Pomba Gira, atendem às pessoas ou dão consultas, nesse local normalmente é praticada a Quimbanda. Como o leigo não tem como distinguir as diferenças entre Umbanda e Quimbanda, mais vale o ditado de que o seguro morreu de velho, nesses locais normalmente só existe sofrimento e vampirização.

Comentário do Pai de Santo sobre este tópico
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Muitas pessoas entram em contato conosco sobre o assunto exús. Alguns indiginados nos dirigem palavras muitas vezes ofensivas tomando a defesa de suas casas e dos exús que nessas casas trabalham o que é compreensível, afinal sempre tomamos a defesa dos que nos são caros.


Mas se para voce exú é aquele ser marginal do astral, demonstrado nas imagens a venda no mercado com chifres, crânios, punhais, tridentes, etc. Que comparecem aos rituais para encher a cara e atender pedidos de baixa moralidade. E a pomba gira (Bombo Gira) é o espirito da mulher que em vida foi a prostituta, você não deve ficar indignado.

Indignados devem ficar todos aqueles que sabem QUEM SÃO e o QUE SÃO OS EXÚS e qual a sua real função nos templos de Umbanda.

Os que desconhecem essas funções, desconhecem também que os exús são amplamente mistificados por outras categorias de espiritos muito inferiores, (conhecidos como Quiumbas, Kiumbas e Rabos de Encruza) que aferrados aos vicios da matéria, vampirizam aos homens em suas energias e são eles que pedem os despachos e as matanças de animais em busca do "tonus vital" de baixa qualidade contido no sangue dos animais. Em troca do tonus vital, prometem aos homens um sem fim coisas que o merecimento dessas pessoas lhes nega e nessa situação tem inicio a deturpação de nossos rituais.


Os verdadeiros exús não comparecem aos nossos cultos para trazer o homem ou a mulher dos sonhos de alguém de volta em 7 dias, destruir uniões ou sociedades, enfim, prejudicar as pessoas.


E acima de tudo, se um templo tem um dirigente de luz, conhecido como "guia chefe", (caboclo, preto velho ou criança) por qual razão esse guia de luz permitiria esses pedidos em sua casa, casa que possui um altar, onde acima de todas as imagens está a de Jesus (Oxalá) que pregou aos homens "o perdão sem limites".


Nessas giras de exú reinam a vaidade e o orgulho dos médiuns que dela participam, que vestem-se de vermelho e negro e outras vestem-se ricamente, exigem bebidas finas (
que não existiam na África), cigarros finos, piteiras, etc. Tudo isso é fantasioso e não reflete os exús verdadeiros, reflete aqueles que desejam ser como eles.

Ser exú não é uma questão da indole de um espirito, indole que o inclina para o mal.

Para ser exú são necessários altissimos conhecimentos das leis de causa e efeito do mundo astral, conhecimentos que para o leigo é chamado de magia e esses conhecimentos que não estão a disposição de qualquer um, em decorrência dessa lógica, NÃO É QUALQUER UM QUE CONSEGUE SER UM DELES.

Aprendi que função básica dos exús é a defesa de um templo ao lado das falanges de Ogum e a defesa da corrente formada pelos médiuns desse templo, fora isso, nas giras de exú o perigo das mistificações (
nos dois mundos) é muito grande e também é, muito perigoso.

Para os exús valem duas regras:

1 - Exú não é brinquedo (Com eles ninguém brinca).
2 - Exú não gosta de vagabundos (De qualquer tipo)

Raciocine!

Se aquilo que você vê na Iternet, em videos  como do Youtube retratando exús e pomba gira está bom para você, então NÃO fique  indignado.

Indignados portanto, devem ficar os verdadeiros exús, que são amplamente mistificados por maus médiuns, kiumbas e quiumbas.

Minha opinião a respeito do que escrevo, retrata o meu modo de enxergar a vida e também, do que vi na vida em visitas a terreiros que se diziam de Umbanda (e foram mais de 500), portanto, discordar do que escrevo é seu direito, mas se, ou quando o fizer, faça-o com respeito.

"Este site não foi montado com o objetivo de denegrir ou ofender a nossa VALOROSA linha de exús" e sim, ajudar  (embora não precisem) a defendê-los das mistificações feitas em seus nomes".


11
- Se nesse local falarem exageradamente e a todo instante de fatos ou milagres relacionados aos Guias ou aos médiuns da casa, vá embora! Ninguém faz propaganda, a menos que precise vender.

12 - Se o dirigente do templo (ele ou ela) bajula os ricos e poderosos e trata os mais humildes com descaso, vá embora! Ele (a) é safado e mau caráter e desconhece sua posição insegura e transitória neste mundo. Na realidade, trata-se de um grande infeliz que responderá exemplarmente no mundo espiritual, por ter sido rapineiro com seus semelhantes. A missão do médium chefe de um templo de Umbanda é sacerdotal, desta forma, essa missão vem do berço. O médium chefe, uma vez consciente de sua missão mediúnica, jamais discriminará qualquer pessoa, seja ela rica, pobre, branca, negra, homem, mulher, etc., já que conhece as leis de causa e efeito de nosso poderoso Pai.

13 - Se o ambiente não for amigável e estiver sujo, saia imediatamente! Bons espíritos não habitam e não freqüentam lugares sujos. O templo pode ser humilde, isso não importa. O importante é que esteja limpo e organizado.

14 - Se um templo não transmitir a fé em Deus, em Jesus Cristo e nos Orixás, procurando desta forma lhe transmitir assuntos sérios como a caridade, a fraternidade, o perdão e o amor ao próximo e transmitir a idéia de fanatismo, vá embora!  Compreenda que existe diferença entre fé e fanatismo. O fanático não distingue a verdade da impostura e torna-se vítima de espertalhões e obsessores.

15 - Se num templo, tentarem lhe incutir medo mediante argumento do tipo "se você não fizer isso ou aquilo, vai lhe acontecer isso ou aquilo" é sinal que esse templo não é aconselhável, uma vez que o dirigente do templo e seus médiuns são fanáticos. Vá embora desse local.

Para distinguir um templo de Umbanda verdadeiro, é simples:

Se o dirigente do templo e os médiuns forem fisicamente limpos, mesmo que pobres, fique! A condição financeira de uma pessoa não é prova de sua força mediúnica e sim, de sua prova na vida. Existem templos de Umbanda muito humildes, dirigidos por gente muito humilde e são templos sérios, quando dirigidos por gente séria.
O dirigente de um templo (Pai de Santo, médium chefe, etc.) é a viga que o sustenta em pé. Se forem pessoas moralmente corretas dificilmente praticarão coisas imorais ou negativas.

Procure descobrir ou saber quem são eles.

Antes de depositar total confiança em seus conselhos ou trabalhos.

E, acima de tudo, nunca pague por nada que receber na Umbanda. Na Umbanda tudo é de graça. Compreenda que Deus não quer o seu dinheiro, quer apenas a sua fé, a sua devoção e o respeito pelas coisas Santas. Não há necessidade de pagar por nada na Umbanda. Nossa religião não aceita dízimos, não quer ofertas ou doações. Os templos sérios, dirigidos por médiuns sérios, são mantidos através da associação de seus médiuns e de seus freqüentadores, sendo essas pessoas as responsáveis pela manutenção do templo (água, luz, impostos, velas, ajuda em alimentos a pessoas necessitadas, medicamentos, etc.). Em hipótese alguma os médiuns que formam a corrente mediúnica de um templo sério aceitarão dinheiro, presentes ou agrados de qualquer espécie.

Para alguns seres humanos desprovidos de qualquer respeito pelas "coisa santas" a Umbanda é um  meio de vida, já que incapazes de trabalhar honestamente como a maioria das pessoas decentes, se dizem médiuns e se valem do fanatismo e da credibilidade das pessoas que os procuram para explorá-las financeiramente e esses exploradores desconhecem o futuro tenebroso que os aguarda por terem usado uma religião como meio de ganhar dinheiro. São classificados como mistificadores e atraem para perto de si mesmos um mundo espiritual também mistificador que os assedia constantemente e os mantém no erro.
Para esses só existe um sentimento a ser dispensado:

A piedade!

Para outros mais, a Umbanda é um meio que possuem para estravasar suas fantasias mentais, representando entidades espirituais normalmente da esquerda, se vestem de vermelho e negro, usam adornos caros e tentam a todo custo mostrar as pessoas que os procuram o que não são.


Não fogem a regra de serem mistificadores e como no caso acima, se cercam de um mundo espiritual também altamente mistificador, atraem para perto de si os quiumbas, os kiumbas e os rabos de encruza, que dia após dia traçam a estratégia que os leva a miséria em todos os aspectos, mas mesmo assim, colocam o orgulho, a vaidade e o egoismo direcionando os caminhos da própria vida e para esses só se pode dispensar um sentimento:

A piedade!

Mas para outros, que sinceros e cientes de quem são (espiritos em provação) e do que são (médiuns de Umbanda) a missão mediunica lhes corre nas veias e para eles é um sacrilégio e um desrespeito sem limites, permitir que o nome da religião que abraçaram nesta existencia seja alvo de pessoas mesquinhas e exploradoras, pessoas infelizes e incautas que usam o nome da Umbanda para praticar imoralidades.

Para os médiuns sinceros da Umbanda só se pode dispensar um sentimento:

Axé! (força)

Para os maus e para os exploradores que se valem do nome Umbanda para praticar imoralidades vale a frase abaixo dita pelo Exu da Capa Preta em uma de nossas reuniões quando indagado sobre os imorais no ambiente umbandista:


"Em nosso meio existem pequenas mentes que deveriam habitar pequenos corpos, como exemplo: "Corpos de Amebas" já que infectam e infestam  o ambiente da Umbanda Sagrada".

Exu da Capa Preta - (Exu Lebará do Núcleo Umbandista São Sebastião)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pombagiras & Exus

Ilustração de Jo Chen.

Vamos começar a entender esse mistério pegando pela sua função. Se observarmos, seja onde for, os Exus e Pombagiras são os guardiões, aqueles que estão na porta de entrada, no portão, guardando e zelando pelos locais sagrados, seja no terreiro, seja no campo santo, etc. Outra função em que todos concordam é de que eles são conduzidos, subordinados aos orixás, que são os agentes kármicos, e que são os grandes responsáveis pela manipulação da matéria, e assim senhores da magia, sem eles não se pode fazer nada.

Com essas funções seria possível pensarmos em seres demoníacos? Você entregaria o cuidado de sua casa para aquele que é o chefe da quadrilha de ladrões? Você aceitaria que um bandido guardasse seu filho? Você deixaria que aquele que infringe a lei maior assumisse a responsabilidade de guardar teu lar?

Se nós que somos tão imperfeitos jamais aceitaríamos algo assim, como pode Deus, os Orixás e os grandes Guias da Umbanda, necessitar de fazer acordos com aquele que representa o lado oposto de tudo que pregam e lutam? Deus daria a chave do céu, dos seus locais sagrados a aquele que um dia quis tomar seu lugar (mitologicamente falando)?

Será possível acreditar que quem tomará conta de um local que existe para fazer a caridade, para elevar a moralidade e ascender espíritos rumo ao caminho de luz de Jesus, seja cuidado e guardado por aquele que combate e odeia o amor e a caridade, aquele que apenas se felicita com o mal?

A resposta a essas perguntas por esses que não compreendem o verdadeiro Exu é de que enquanto pagarem e agradarem aquele Exu ele cuidará de seu terreiro, que só acontecerá alguma coisa se ele não fizer direitinho o que eles pedem. Isso não te lembra a máfia, o crime organizado o tráfico de drogas que pede pedágio para os comerciantes de algumas regiões para não serem assaltados? E se alguém pagar mais, eles continuam fiéis? Deus precisa disso para proteger alguém ou algum lugar? E onde fica a vibração, o orai e vigiai? Você não escolheria alguém mais confiável, mais fiel entre seus soldados para guardar tua família?

Ficando claro que é impossível racionalmente entender Exu e Pombagira como uma entidade malévola, por ser contrário ao próprio princípio de sua existência, passamos a entendê-los melhor.

São os Exus e Pombagiras que vão resgatar nos abismos os nossos irmãos que estão vagando pelo vale de trevas e sombras. São eles que vão enfrentar os sacerdotes do sub-mundo astral, para que parem de praticar atos contra a Lei Maior. São eles que freiam as atividades do baixo astral. São eles que aprisionam e começam a educação dos espíritos afeitos à maldade. São eles que convivem nas sombras (Umbral) e trevas para salvar, resgatar, irmãos que a espiritualidade maior decide.

São aqueles que seguindo a máxima divina que Deus ama a todos de igual forma, abrem mão de sua possibilidade de habitarem paragens mais leves, e optam por estarem entre os mais necessitados, aqueles a quem ninguém quer por perto para exercerem o amor de Deus. São aqueles em que a lei divina encontra instrumento para a sua execução.

Assim nossos queridos Exus e Pombagiras são espíritos extremamente elevados espiritualmente, podem nunca mais precisar reencarnar, poderiam optar em estar em outros mundos muito mais evoluídos e livres de tanto mal, mas por amor, por servidão a Lei de Deus, a Lei de Umbanda, optaram em salvar esses espíritos desgarrados.

Exus e Pombagiras são autônomos entre si, não estão subordinados e podem estar prontos para qualquer trabalho. Existem alguns tipos de demandas mais fáceis para uns e outros para outros. O Exu representa o masculino, a força universal masculina e a Pombagira a força universal feminina. Essa é a diferença entre os dois agentes mágicos.

Exu e Pombagira, aqueles que caminham na luz mesmo estando nas sombras.

Laroiê Exu! Exu é Mojubá!

(Texto extraido do site do T.U.L.A.P.) - via Flecha de Luz.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Exú

EXÚS

Exus são espíritos que já encarnaram na terra.

Estes espíritos optaram por prosseguir sua evolução espiritual através da prática da caridade, incorporando nos terreiros de Umbanda. São muito amigos, quando tratados com respeito e carinho, são desconfiados, mas gostam de ser sempre lembrados. Esses espíritos, assim como os Preto-velhos, Crianças e Caboclos, são servidores de Jesus e dos Orixás.

Apesar das imagens de Exus, fazerem referência ao "Diabo" medieval (herança do sincretismo religioso), eles não devem ser associados a prática do "Mal", pois como são servidores dos Orixás, todos têm funções específicas e seguem as ordens de seus "Maiores".

Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: a abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos perturbadores durante a gira ou rituais.

Desta forma esses espíritos não trabalham somente durante a "gira de Exus" dando consultas, onde resolvem problemas de emprego, pessoal, demanda e etc. de seus consulentes. Mas também durante as outras giras (Caboclos, Preto-velhos, Crianças e Orixás), protegendo o terreiro e os médiuns, para que a caridade possa ser praticada.

Mas Então Quem É Exu?

Ele é o guardião dos caminhos, soldados dos Pretos-Velhos e Caboclos, mensageiros, lutadores contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado.

Verdadeiros cobradores do carma e responsáveis pelos espíritos humanos caídos, representam e são o braço armado e a espada divina do Criador nas Trevas, combatendo o mal e responsáveis pela estabilidade astral na escuridão. Agentes da Lei atuam dentro de seus mistérios, regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.

Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos, feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos e desobsessões retirando os espíritos obsessores e os trevosos, encaminhando-os para a luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.

Seu dia é a Segunda-feira, seu patrono é Santo Antônio, em cuja data comemorativa tem também sua comemoração. A sua linha é regida pelo Orixá Ogum. A roupagem fluídica dos Exus varia de acordo com a sua função, missão e localização.

Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e intimidar.

É claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em centros espíritas, podem aparecer como "guardas". Em caravanas espirituais, como lanceiros. Se apresentam nos trabalhos umbandistas de maneira fina: com ternos, chapéus, capas, bengalas, etc.

Às vezes temidos, às vezes amados, mas sempre alegres, honestos e combatentes da maldade no mundo, assim é Exú.
Algumas palavras sobre os exus:

• Têm palavra e a honram;

• Buscam evoluir;

• Por sua função cármica de Guardião, sofrem com os constantes choques energéticos a que estão expostos;

• Afastam-se daqueles que atrasam a sua evolução;

• Estas Entidades mostram-se sempre justas, demonstrando emotividade firme, dando-nos a impressão de serem mais "Duras" que as demais Entidades;

• São caridosas e trabalham nas suas consultas, mais com os assuntos Terra a Terra;
• Sempre estão nos lugares mais perigosos para a Alma Humana;
• Quando não estão em missão ou em trabalhos, demonstram o imenso Amor e Compaixão que sentem pelos encarnados e desencarnados.


“Pela Misericórdia de DEUS, que me permitiu a convivência com essas Entidades desde a adolescência, através dos mais diferentes filhos de fé, de diferentes terreiros, aprendi a reconhecê-los e dar-lhes o justo valor. Durante todos estes anos, dos EXÚS e POMBO-GIRAS recebi apenas o Bem, o Amor, a Alegria, a Proteção, o Desbloqueio emocional, além de muitas e muitas verdadeiras aulas de aprendizado variado. Esclareceram-me, afastando-me gradualmente da ILUSÃO DO PODER. Nunca me pediram nada em troca. Apenas exigiram meu próprio esforço. Mostraram-me os perigos e ensinaram-me a reconhecer a falsidade, a ignorância e as fraquezas humanas. Torno a repetir, jamais pediram algo para si próprios. Só recebi e só vi neles o Bem.”

(Testemunho de um Sacerdote de Umbanda)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sto Antônio de Pemba - Ogum, Exu, Zé Pilintra


UMBANDA – SINCRETISMO: OGUM x EXU

Na tradição católica, de acordo com historiadores, Santo Antônio foi assentado como praça da Infantaria portuguesa por ter intercedido no ‘milagre’ da vitória sobre as forças espanholas e francesas, chegando à patente de Tenente-Coronel.No Brasil, ‘auxiliou’ nas lutas contra o Quilombo dos Palmares (pela Capitania de Pernambuco) e a esquadra de corsários franceses de Duclerc (na Capitania do Rio de Janeiro), ficando no posto de Tenente-Coronel até a Proclamação da República, quando teve seu soldo abolido pelo Marechal Hermes da Fonseca.Sendo identificado como padroeiro de incursões militares e batalhas, o santo frade acabou sincretizado com o orixá Ogum na Bahia, por exemplo.À época da escravidão, os negros eram forçados a abjurar suas crenças por imposição da Igreja Católica Apostólica Romana, sendo também obrigados a adotarem para si nomes de santos, como Antônio, Benedito, José, João, Pedro etc. Na Umbanda, Santo Antônio é visto como um padrinho destes espíritos de escravos africanos, os pretos velhos, nomeando entidades desta falange.Pode-se conjecturar uma ligação (mas não o sincretismo) de Santo Antônio com Exu porque o matrimônio sela um compromisso de continuidade dos homens (pela família). Exu é o movimento, a dinâmica da vida, promovendo a interação entre Criador e criaturas (comunicação) e a perpetuação dos seres (reprodução). O símbolo deste Orixá é o falo - órgão sexual masculino -, representando a fertilidade. Suas características controversas – provocador, brincalhão, astuto, sensual – o associaram à figura bíblica de Satanás. Por ferir a moral cristã, a Umbanda não o aculturou como divindade; cultua apenas espíritos homônimos de características análogas – os exus e pombogiras, devoltando-lhes homenagens em dia 13/6. Para os yorubá, etnia da qual herdamos a cultura dos Orixás, não existe conceito de pecado, nem divindade que seja a antítese de Deus (para eles, Olodumare).
Fonte: http://gufec.blogspot.com/2007/06/santo-antnio.html

Santo Antônio de Pemba X Exu
Entre Santo Antônio de Lisboa e Santo Antônio de Pemba há muita diferença.
Como o número de escravos era superior ao dos fidalgos, erigiu-se em cada fazenda uma capela com o Santo da devoção dos Senhores ou Sinhás das fazendas, onde um Sacerdote da Igreja Católica fazia seus ofícios religiosos.
Quando os escravos adotaram Santo Antônio de Lisboa por Santo Antônio de Pemba como Exu, fizeram-no por diversos motivos. O primeiros porque tinham que acompanhar o credo católico; o segundo para ludibriar a boa fé dos senhores das fazendas, pois proibiam que os mesmos professassem o seu culto africano; e o terceiro porque faziam suas festas com fogo, como fogueiras, etc., e o dono do fogo é Exu.
O dia de Santo Antônio de Pemba é 13 de junho, razão pela qual a Umbanda comemora nesta data o dia de Exu.

Fonte: http://www.caboclajurema.com.br/exus.htm


Santo Antonio X Zé Pilintra

Falar de Santo Antonio na Umbanda, não é tarefa fácil, ainda mais de Santo Antonio de Pemba , de Lisboa, de Ouro fino, de Pádua. Mas seja lá qual for o Santo Antonio, Uma coisa é certa, Zé Pelintra trabalha muito com ele,e é o Santo em que Zé Pelintra deposita seus pedidos. De casamenteiro à Guerreiro, Santo Antonio às vezes é confundido com Ogum. Temos consciência que Ogum é Ogum, e Santo Antonio é Santo Antonio. Antonio, que largou tudo pelo sacerdócio da caridade e luta justa pelos valores dos humanos, seja o padre, ou o padeiro, o padre que alimentava seus fiéis pela palavra de Deus ou o padeiro que matava a fome dos pobrezinhos da aldeia de Pádua. Antonio, que quando vivo já era um Santo para o povo, após sua passagem se transforma em Santo Antonio Milagreiro. Zé Pelintra, em tudo que faz, homenageia Santo Antonio, inclusive, no dia 13 de junho, benze os pães de Santo Antonio, distribuindo-os aos filhos de fé, para colocarem no açúcar, e durante um ano inteiro, o pão permanece sem estragar. Isto para que não falte a fartura . Santo Antonio de Pemba, na Umbanda, que é o Patrono de Exú, que rege as legiões desses espíritos guerreiros e mensageiros dos Anjos Superiores (orixás), que preside as batalhas navais e terrestres. Santo Antonio que protege as pessoas dos espíritos malignos e que traz o que estava perdido. Zé pelintra do Catimbó, ora muito a Santo Antonio. Em uma das suas cantigas, pergunta-se: - Zé Pelintra, cadê Santo Antonio; Estava rezando e fazendo oração; Santo  Antonio que gira e retira que quebra as demandas de toda a nação. e assim, Zé Pelintra, invoca ao Santo, trazendo sua força, inspiração e proteção à Umbanda e aos seus filhos de fé. SALVE SANTO ANTONIO.
Fonte: http://www.zepelintra.com.br/santo_antonio.html

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Exu é de Lei!

Arte do Livro "Frente de Tempestade"
Incomoda muito um mistério, uma linha de trabalho tão forte ser tão mal compreendida e tão desrespeitada por muitos entre nós. Sem querer ditar uma verdade absoluta, reflitamos sobre tão polêmico e instigante assunto.

Com a permissão e saudação aos Senhores Exus, chamados, indiscriminadamente de “Povo de Rua” e “Povo de Esquerda”, a primeira observação ao seu atributo maior como trabalhador do Cristo é que Exu só existe de Lei...pois ele é o Agente da Lei, aplicador da Lei, Representante da Lei Divina.

Variando de um Templo ou região pra outra, é comum ouvir-se ou denominar os Exus que trabalham para a Lei e para os Orixás, e de “exus” que praticam o mal, contrário a Lei Divina nomeados de exus fora da Lei.

Em verdade, Exu só de Lei. Fora da lei é kiumba, obsessor, ser das trevas, etc. Sendo assim e pensando honestamente dessa forma, fica muito mais claro compreendermos o que é o Exu, evitando assim essa “carga” sobre os nossos queridos amigos, trabalhadores da luz nas trevas, pela Lei de Deus e dos Orixás, evitando e evadindo todo um mal entendimento entre nós e ai a fora.

Mas são os próprios kiumbas que dão nome de Exu (de Lei) para nos confundir! E vamos dar ouvidos aos kiumbas?! Ou vamos lembrar-nos do que Jesus nos dizia: “Os filhos das trevas são mais sagazes que os filhos da luz”! Ainda parafraseando o Mestre dos Mestres, podemos dizer que o Exu é aquele que entendeu perfeitamente o “sede simples como as pombas, mas prudente como as serpentes” e tenta, de todas as formas nos ensinar essa máxima, de maneira entendível ao nosso “português”. Como diz nosso querido Exu Malandrinho: “Malandro que é malandro, passa na lama e não se mela”.

Portanto, didaticamente falando, É entendido que:

Exu – Sempre de lei, trabalha pela Lei de Deus;

Kiumba – Ser fora da lei que trabalha para si ou para as hordas das trevas;

Exu – Presta contas a Deus;

Kiumba – Responde aos seus próprios interesses ou dentro de hierarquias trevosas e contrarias a Deus;

Exu – Não aceita trabalhos contrários as Leis Divinas;

Kiumba – Aceita qualquer tipo de trabalho e quanto maior a ofensa às Leis Divinas para eles melhor;

Ambos podem atuar na vida de uma pessoa:

Exus – sempre por ordem da Lei, vitalizando ou desvitalizando os sentidos e conduzindo os espíritos (encarnados ou não) para o caminho evolutivo da Lei Divina.

Kiumbas – sempre por atuação destrutiva, negativa, na intenção da causar sofrimento e queda de espíritos (encarnados ou não), e em processos da lei.

Exus – são hierarquizados em acordo com cada Atributo Divino, divididos em irradiações ou Orixás e graus evolutivos.

Kiumbas – são hierarquizados em acordo com mentais chefes e escravos em acordo com o interesse pessoal ou poder de destruição.

Com algumas mudanças ou formas interpretativas, basicamente Exu é hierarquizado da seguinte forma:

Exu Aprendiz – Espírito com capacidade evolutiva, arregimentado pela Lei a iniciar seu serviço através de uma falange de trabalho na linha de Exu. Ainda não tem sua consciência completamente estruturada, tendo alguns deslizes de conduta que são rigidamente cobrados. Recebe ordens de um Exu de Trabalho para a realização dos trabalhos pela Lei. Estão em franco processo de lapidação de seus conceitos, condutas e mental. São os chamados “capangas” que o Sr. Malandrinho fala.

Exu de Trabalho ou de Lei – É um servidor da Lei Divina, vibrado pelo Orixá do seu Orixá Regente como um servo de Deus, trabalha diretamente junto aos médiuns, em todo tipo de trabalho pela Lei, recebe e acata as ordens dos Guias Espirituais.

Exu Coroado ou Guardião – É o Guardião do Orixá regente do médium. Recebe ordens diretas dos Orixás e determina a forma de cumpri-la. Normalmente não se apresenta aos médiuns nem revela seu nome, raramente incorpora e não dá aconselhamentos. É o Mentor “à esquerda” do caminho evolutivo do médium. Já tem assentado em si toda a sustentação Divina dos Orixás para o trabalho.

Todo médium possui:

Exu Guardião – correspondente ao seu Orixá Olori, raramente incorpora.

Exu de trabalho ou de Lei – correspondente ao Orixá do médium. É um espírito trabalhador que é “exunizado” pelo Guardião da vibratória do médium, a fim de exercer as atividades de Agentes da Lei, Mensageiros e Defensores Vibratórios. Incorpora, dá aconselhamento, atua na vida do médium e a mando da Lei na vida de outras pessoas em auxilio.

Aos Exus de trabalho podemos pedir ajuda na solução de problemas e ajuda a outras pessoas, sempre conscientes do nosso e do merecimento alheio, sempre sob as Leis de Deus. Aos Exus Guardiões devemos pedir somente auxílio no sentido de amparo, sustentação, proteção e condução a linha reta evolutiva. A todos devemos sempre ter respeito, tratando-os com reverência, pela alcunha de senhores.

Por mais humano que Exu se manifeste e se expresse, devemos sempre ter respeito e educação para nos dirigirmos mentalmente ou pessoalmente a qualquer um deles, pois são Senhores Guias Espirituais que trabalham em nome de Deus, com caridade, responsabilidade e muitas vezes a nossa frente para nos defender e proteger de demandas e embates astrais negativos.

Exu tem mais luz que podemos supor, mas por amor ao Divino Criador e aos Amados Orixás, serve a Luz nos campos trevosos, em combate a todos que blasfemam ou que atuam contra as Leis Divinas; Exu oculta sua luz pra poder entrar nos campos negativos em socorro ou combate; Exu verbaliza de forma humana para bem ser entendido por nós; Exu conhece e respeita as Leis Divinas, as Linhas de Trabalho e todos os médiuns que assim merecem ser tratados.

RUA GRAJAÚ, 33  GRAJAÚ  RIO DE JANEIRO/RJ

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Guardião do Mundo: EXU!

Ilustração de Chris McGrath.
Ilustração para a série literária Os Arquivos de Dresden, de Jin Butcher (e não tem nada a ver com Exu, mas achei que as imagens de Harry Dresden, feitas por Chris McGrath, são perfeitas para ilustrar o artigo :)

A ideia geral que se tem dos Guardiões do Astral, denominados na Umbanda por Exus, é controversa, polêmica e injusta. Por culpa de irmãos ignorantes - e também, alguns maus - esses Ordenadores, Cumpridores e Feitores da Lei Maior são confundidos com espíritos involuídos, os vulgos demônios e afins.

Quantos anúncios vemos pelas ruas da cidade e nos classificados de jornal que Sr. Zé Pelintra, Sr. Tranca Ruas ou mesmo Sra. Maria Padilha e Sra. Maria Mulambo são meros capatazes de "pais-de-santo" que atuam com baixa magia para vencer e destruir inimigos, separar casais, amarrar homem e outros quesitos indignos e mesquinhos que prometem cumprir em 3, 6, 12 horas, mediante a compra de material para o trabalho? A sordidez de tais "pais-de-santo" é tão desavergonhada que os mesmos, além de estarem usando - e difamando! - os nomes de nobres seareiros do Astral, dizem que faz caridade e não cobram pelo trabalho, apenas pelo material que será empregado!

Pois que, por causa desses inescrupulosos e sórdidos médiuns, que um dia macularam e corromperam tão divina missão, a da Mediunidade, nossos abençoados Guardiões, os Exus, são discriminados e difamados, confundidos com demônios, kiumbas, eguns (as várias denominações para os Espíritos humanos maus e sem Luz), quando, na verdade, Exu é a "polícia do Astral". Exus são espíritos que estão, pelo menos, um nível acima de nós, tão em caminhada à Luz quanto nós, mas que tomaram para si a incumbencia de levar  e fazer prevalecer a Ordem e a Justiça no nosso mundo, em todos os Planos que aqui se compõe, tanto este visível quanto o invisível - e além.

Exu, como eles mesmo dizem, é a Luz nas Trevas!

São Espíritos que se sacrificam em nome do Pai e a favor de nós - sim, NÓS, seus irmãos, muitas vezes ingratos! São Espíritos que adensam a sua matéria sutil e descem a níveis tão grosseiros que até mesmo nós encarnados, seres então adensados, não suportaríamos pela carga tóxica que emana de tais regiões. Umbral é fichinha perto dos lugares que os Exus se metem para desmontar antros de magia negra e resgatar outros irmãos que despertam a Luz em suas consciências, cansados de percorrer a estrada torta. Como o próprio nome diz, Umbral é somente a porta de entrada. Os Guardiões vão a níveis ainda mais profundos, chamados de Sub Crosta, que é o verdadeiro Inferno que a Igreja tem ensinado há séculos. Se já trememos e nos arrepiamos quando sentimos uma pequena descarga de energia perniciosa desferida por um encarnado ou desencarnado que está de pinimba conosco, imagina se nós conseguiríamos suportar a toxicidade e o peso áspero de tais regiões, tão agregadas de maldade e corrupção?!

Pois bem, os Exus conseguem. São eles que vão bater de frente com essa energia densa, negra e ácida. São eles que vem nos socorrer e nos protege, quando invocamos a ajuda de Deus Pai ou Filho. "Exu pode não ser anjo, mas capeta ele não é", como bem diz um de seus inúmeros pontos cantados.

Snake Eye's =]~
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